O Mianmar permaneceu por décadas em total isolamento, mergulhado numa violenta ditadura. Com isso, povoados de diversas etnias mantiveram suas tradições culturais praticamente intactas num momento em que o mundo passava por grandes transformações. Inle Lake, nas montanhas Shan, é um dos lugares mais instigantes do antigo Reino da Birmânia. É diferente de tudo que você possa imaginar!
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Era uma
vez um reino encantado, muito distante, que nasceu cercado de lendas e templos
no coração da Birmânia. Tudo começou quando um poderoso rei chamado Anawrahta
subiu ao trono em 1044 e governou aquelas terras por 30 anos. Ergueu quatro
grandes templos budistas para demarcar seu território, mostrar seu poder e
conquistar a alma do povo. A partir dali foram construídos mais de 10 mil
templos, estupas e monastérios entre os séculos XI e XIII. Cada novo rei que
assumia o controle tentava aumentar mais e mais o poder do Reino de Pagan, cuja
capital era Bagan, para agradar a Buda. E assim, o reino foi o primeiro a
unificar as regiões que hoje formam o Mianmar.
Basta andar alguns minutos pelas ruas para perceber que Yangon não é propriamente uma das cidades asiáticas mais encantadoras. Com 5 milhões de habitantes, a maior cidade do Mianmar e antiga capital, se divide entre o caos urbano estabelecido pelas centenas de carros que tumultuam as ruas pontilhadas de prédios decadentes da era colonial inglesa e a devoção incondicional que reina nos templos budistas sagrados. Se por um lado a beleza e a organização não são os pontos altos saiba que a espiritualidade latente e a receptividade das pessoas são emocionantes.
A noite começava a cair quando vi ao longe as luzes de Yangon pela janela do avião. A antiga capital do Reino da Birmânia foi minha porta de entrada para visitar esse país de passado tão sofrido, que começou a atender pelo nome de Mianmar em 1989, quando ainda estava fechado ao turismo e mergulhado numa tremenda ditadura militar que durou 50 anos. Mas antes dessa fase violenta, até 1944, o Mianmar foi colônia britânica. Conserva ainda hoje os traços arquitetônicos elegantes desse período, especialmente na caótica Yangon, a cidade por onde você provavelmente entrará no país, assim como eu.
Existem alguns hotéis tão especiais e localizados em lugares
tão incríveis que por si só já valem a viagem. Esse é o caso do Four Seasons Chiang Mai. Um reduto de paz a 45 minutos do centro da capital espiritual da Tailândia,
Chiang Mai, no meio de plantações de arroz, lagos com flores de lótus, perto de
cachoeiras lindas e de alguns santuários de elefantes. Sentiu o astral?
Ao norte da Tailândia está a encantadora, despojada,
espiritualizada e abençoada Chiang Mai, um daqueles destinos que despertam a
paixão num piscar de olhos. Tem um centrinho histórico bem preservado entre
muralhas perfeito para ser desvendado a pé, mais de 300 templos,
vilarejos onde habitam grupos de etnias minoritárias como as “mulheres-girafa”que
vivem da venda de seu próprio artesanato, santuários de elefantes, cachoeiras
lindas, montanhas onde se pode pedalar, praticar rafting, arvorismo e trekking,
além de festejar todos os anos o Yi Peng (Festival das Lanternas) e Loy Krathong
no mês de novembro. Uma cidade que tem tudo para agradar incluindo bons hotéis,
cafés hipsters e gastronomia exótica.
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