CRUZEIRO PELO RIO NILO: SIM OU NÃO?


A verdade é que desde os tempos de Menés, Ramsés, Hatshepsut, Tutankamon ou Cleópatra - alguns dos faraós e rainhas mais poderosos da história - pouca coisa mudou por ali. O Egito Antigo floresceu em pleno deserto, graças às dádivas do rio Nilo. E embora uma parte do rio tenha sido domada pela represa de Aswan, pouca coisa mudou no seu curso e ele continua conduzindo com força a trajetória de uma das civilizações mais imponentes que já pisou na Terra. Suas margens de contornos eternamente verdejantes continuam mostrando porque os egípcios sempre o adoraram. O Nilo é vida.

Templos incríveis se exibem às margens do rio Nilo. Na foto, Templo de Kom Ombo.


Portanto, a resposta para essa pergunta é SIM! Um cruzeiro pelo rio Nilo é fundamental para que se possa ver e entender o legado do Egito Antigo. Quem me acompanha por aqui sabe que cruzeiros não figuram com muita frequência no meu caminho. No entanto, no Egito faz todo sentido.

O rio Nilo é imenso. Atravessa Egito, Sudão, Sudão do Sul, Etiópia, Uganda, República Democrática do Congo, Quênia, Tanzânia, Ruanda e Burundi. Tem quase 7 mil quilômetros. Disputa com o rio Amazonas o título de maior rio do mundo, em extensão.

A beleza do rio Nilo.


De Luxor até Aswan você percorrerá aproximadamente 200 quilômetros de um trecho privilegiado, com um tremendo legado arqueológico que inclui: Templo de Philae, Templo de Kom Ombo, Templo de Horus, Templo de Khnum, Vale dos Reis onde está a Tumba de Tutankamon, Vale das Rainhas onde está a Tumba de Nefertari, Templo da Rainha Hatshepsut, Colosso de Memnon, Templo de Karnak, Templo de Luxor...

QUE BARCO ESCOLHER?

Escolhi a Sanctuary Retreats por ser uma empresa com excelentes barcos, de padrão 5 estrelas; com acompanhamento de egiptólogos e pela fama de ter boa cozinha, com chefs renomados a bordo.

Suco de boas-vindas no Nile Adventurer.

Fiz o trajeto de Aswan a Luxor em 4 dias, com tranquilidade, no barco Nile Adventurer, de apenas quatro andares, muito exclusivo, com 32 cabines de decoração em estilo egípcio contemporâneo e áreas abertas super charmosas tanto ao redor da piscina como em outros andares para se apreciar as belezas do Nilo.

Escolha acertada!

O grupo de hóspedes era de menos de 30 pessoas divididas em dois grupos, cada um com um guia. Uma viagem incrível.

Nile Adventurer, um cruzeiro de 4 dias. Foto divulgação.

Também é possível fazer o trajeto na mão contrária, de Luxor a Aswan. Não há necessidade de fazer ida e volta pois as paradas serão as mesmas. A menos que você queira ver tudo duas vezes. 

Sun deck do barco Nile Adventurer.

COMO EMBARCAR?

Faça de avião a conexão do Cairo (sua porta de entrada e saída para o Egito) até Luxor ou Aswan. Carro não é recomendado. Além de ser uma viagem longa, é perigosa e seu carro precisará ser escoltado em nome da segurança. Melhor evitar.

Distância do Cairo a Luxor- 660 Km – de carro entre 8 e 10 horas e de avião 1 hora.
Distância do Cairo a Aswan – 880 km – de carro entre 11 e 13 horas e de avião 1 hora e meia.

Também há trens nesse trajeto caso você queira fazer uma viagem com um olhar antropológico e não se importe de passar muitas horas sem grande conforto.

Há trens conectando algumas cidades do Egito. 


Em Aswan, o embarque/desembarque é feito fora do centrinho da cidade, nas docas ao lado da nova ponte. Já, em Luxor, é em frente ao Steigenberger hotel, num ponto mais central.

Embarque no Nile Adventurer nas docas de Aswan.

ROTEIRO DE 4 DIAS NO NILE ADVENTURER

Dia 1. Embarque em Aswan. Passeio de felucca (barco a vela) pelo Nilo.
Dia 2. Ainda em Aswan visita ao Templo de Philae e ao Obelisco Inacabado. De tarde, partida do barco em direção a Luxor. Parada no Templo de Kom Ombo (a 45 quilômetros de Aswan).
Dia 3. A caminho de Luxor parada pela manhã no Templo de Horus e de tarde outra parada no vilarejo de Esna para conhecer o Templo de Khnum.
Dia 4. Chegada em Luxor. Pela manhã visita ao Vale dos Reis, Vale das Rainhas, Templo da Rainha Hatshepsut, Colosso Memnon. A tarde, Templo de Karnak e Templo de Luxor. Foi um dia muito corrido.
Dia 5. Desembarque em Luxor pela manhã. E antes de retornar ao Cairo ficamos hospedados dois dias no hotel Al Moudira, na área rural, a meia hora do centrinho de Luxor. Uma super experiência. Outra opção bem central e cheia de história em Luxor é o Sofitel Winter Palace.

DESLIZANDO PELAS ÁGUAS DO NILO

Hora de embarcar nessa aventura! O check in no navio é rápido, com drinque de boas-vindas sem álcool, seguido de almoço e tempo para relaxar na piscina.

A rotina nos quatro dias pelo Nilo acontece sem pressa. Acordar, tomar café da manhã vendo pelos janelões envidraçados cenas da vida às margens do rio, visitar  sítios arqueológicos, almoçar, tempo para relaxar na piscina, ler um livro, fazer uma massagem, mais um passeio no meio da tarde, jantar, cinema ou algum tipo de entretenimento a bordo como aula de culinária ou show de dança típica.

As cabines do Nile Adventurer são pequeninas, mas confortáveis. 

No primeiro dia, o barco ficou atracado em Aswan e zarpou apenas na manhã do dia seguinte. Ao entardecer, navegamos de felucca (barco a vela típico da região) pelo Nilo para curtir o pôr do sol, passando por vilarejos de núbios (povo antigo da região), pela ilha de Elefantina e pelo Mausoléu de Aga Khan, cenas que eu via diariamente pela janela do quarto enquanto estava hospedada no lendário Sofitel Legend Old Cataract, antes de embarcar no cruzeiro.

Passeio de felucca pelo rio Nilo ao entardecer.

Ao fundo, o espetacular hotel Sofitel Legend Old Cataract, onde fiquei 
hospedada por 3 dias antes de embarcar no cruzeiro pelo Nilo até Luxor. 

No dia seguinte, a programação em Aswan começou cedinho, depois do café da manhã. De minivan fomos em um pequeno grupo, com nosso guia egiptólogo ao Templo de Philae dedicado a deusa Ísis (que eu já havia visitado no dia anterior e conto tudo AQUI) e ao Obelisco Inacabado, a pedreira que abastecia tanto o Egito como alguns países da Europa de granito. Muitos obeliscos de Paris Londres e Roma saíram dali.

Entrada do Templo de Philae, a deusa do amor.  

     
Obelisco Inacabado ainda no chão, pois quebrou antes de ficar pronto.

Visitar o Templo de Philae duas vezes foi incrível. Adoro retornar aos lugares durante a viagem. Outra luz, outras pessoas, outros detalhes saltam aos olhos, a história ganha força, as lendas nos fazem viajar ainda mais longe.

Segunda visita ao Templo de Philae. 

TEMPLO DE KOM OMBO

A tarde chegamos no Templo de Kom Ombo, a 45 quilômetros de Aswan. O interessante desse templo de mais de 2 mil anos, construído às margens do rio Nilo durante a dinastia ptolomaica, é ser dedicado a duas divindades. O lado direito é dedicado ao deus crocodilo Sobek (criador do mundo) e o lado esquerdo, ao deus falcão Hórus (deus dos céus).

Além disso, Kom Ombo tinha um nilômetro para acompanhar o nível da água do rio, pois sofreu com inundações e também com terremotos.

   
 A grandiosidade do Templo de Kom Ombo.

O templo pode ser visitado de barco ou de carro, a partir de Aswan.

TEMPLO DE HORUS

No dia seguinte, o barco atracou em Edfu para visitar o tão esperado Templo de Horus, o deus dos céus, filho da deusa Ísis (do amor) com seu irmão-marido deus Osíris (deus da vida após a morte). 


      
Templo de Hórus, deus dos céus.

Hórus é representado pela cabeça de um falcão e seus olhos fazem referência ao sol e a lua. Diz a lenda que ele foi concebido após a morte de Osíris, quando Ísis na forma de pássaro pousa sobre a múmia do marido. (Há quem faça referência a história de Jesus, com base na lenda de Horus.) Ao vingar seu pai e matar o deus Set, seu tio, Horus perde o olho esquerdo na luta (o olho da lua), o qual foi substituído por um olho de serpente, que os faraós passaram a chamar de Olho de Hórus ou Olho de Rá e a usar como símbolo de poder e para espantar o mau. Foi um dos amuletos mais usados no Egito Antigo e casualmente na viagem que fiz em 2019 para Malta vi vários barcos com o desenho do olho de Horus como símbolo de proteção. Na mão, Hórus carrega a chave da vida. 

LEIA SOBRE MALTA AQUI


Os deuses Hórus e sua mãe Ísis carregam uma chave da vida na mão esquerda.

O Templo de Hórus é imenso. Tem 137 metros de comprimento por 79 de largura. A entrada é guardada por duas estátuas do deus falcão em granito. No seu interior tem várias colunas e um santuário no fundo do templo. 


Interior do Templo de Hórus com suas imensas colunatas.

Os desenhos e relevos encontrados no seu interior são incríveis, representam orações, lutas, oferendas. Alguns ainda mantém vestígio de cores. 


A grandiosidade do Templo de Horus. 

TEMPLO DE KHNUM, EM ESNA

A parada seguinte foi no Templo de Esna, dedicado ao deus Khnum, num singelo vilarejo 50 quilômetros ao sul de Luxor. Khnum é um dos deuses mais antigos do Egito. Diz a lenda que esse homem com cabeça de carneiro e grandes chifres retorcidos é o criador do universo. Há relatos de que seu culto remonte ao período pré-dinástico, ou seja, algo em torno de 3.200 a.C. 

Deus Khnum e sua consorte Menhit.

O templo que lá está foi construído no período ptolomaico, no século I a.C, em estilo greco-romano, sobre as ruínas de um sítio arqueológico pré-existente, feito entre 1800 e 1500 a.C. e está 9 metros abaixo do nível da rua. É a evidência da história sendo construída em camadas. Mas, o que mais chama atenção são as cores vivas da arte existente no seu interior que faz menção aos signos do zodíaco, a astronomia e ao calendário de festividades da época. 

   

   
 Templo de Khnum.

Para acessar o templo é preciso andar uns 200 metros a partir do rio Nilo por dentro do vilarejo. Uma verdadeira volta no tempo. O mercado de Esna é outro dos pontos de interesse do vilarejo.

Cena de uma tarde qualquer na cidade de Esna.

Mercado de Esna.

Para sair de Esna em direção a Luxor, que fica a 60 quilômetros, o barco atravessa por uma barragem com duas comportas e passagem muito estreita. E finalmente, depois de três dias pelo Nilo o barco chega a Luxor onde fica atracado por duas noites.

FINALMENTE LUXOR


Na manhã seguinte, a primeira visita em Luxor foi ao Vale dos Reis, do lado oeste do rio Nilo, na margem oposta ao centro da cidade, onde estão muitas das tumbas dos faraós que viveram do séculos XVI a XI a.C. A necrópole está localizada em dois vales que podem inclusive ser vistos num voo de balão que acontece diariamente, ao raiar do dia. Não cheguei a fazer. 

Todos os dias balões enfeitam o Vale dos Reis, em Luxor.

O Vale dos Reis era o principal local de sepultamento dos faraós e nobres da época tanto que se tornou Patrimônio Mundial da Unesco, em 1979. Até agora foram encontradas 63 tumbas e câmaras no vale. 

Observe como as entradas das tumbas são pequenas diante da imponência do vale.

A maioria das tumbas foi descoberta no passado e seus tesouros foram saqueados, mesmo assim dá para se ter uma ideia da opulência da vida dos líderes do Antigo Egito. A tumba de Tutankamon ganhou muita fama pelo fato de ter sido encontrada apenas recentemente com todo seu tesouro intacto.

Principais tumbas do Vale dos Reis.

O acesso às tumbas é feito de trenzinho, super organizado, me senti num parque da Disney. O valor do ingresso é 240 EGP (15 dólares) e dá direito a visitação de 3 tumbas. Apenas telefone celular pode ser usado para fotografar o interior das tumbas sem custo extra. Caso queira usar equipamento fotográfico é preciso pagar uma taxa extra.

Para entrar nas tumbas de Tutankamon e Sety é necessário comprar um ingresso separado e o número de visitantes é limitado a 400 por dia.

Por indicação do meu guia egiptólogo visitei as seguintes tumbas:

KV 14 de Tausert/Setnakht da dinastia 19 com duas câmaras mortuárias. A original destinava-se a rainha Tausert (uma mulher) e posteriormente foi substituída pelo faraó Setnakht (um homem). Ela se localiza no corpo principal do Vale dos Reis e tem uma extensão de 112 metros. É uma das maiores tumbas do vale.

Deus Hórus com a chave da vida na mão e nas laterais os cartuchos com o nome da rainha Tausert.

Desenhos no teto da tumba da poderosa rainha Tausert.

KV 6 Ramsés IX recentemente restaurada em tons claros. O faraó Ramsés IX governou o Egito por 18 anos entre 1127 e 1109 a.C. Sua múmia foi retirada do Vale dos Reis e transferida para um esconderijo, uma prática frequente para evitar pilhagens aos túmulos.

   
 A tumba do faraó Ramsés IX é uma das mais bonitas.

KV 2 Ramsés IV também foi restaurada recentemente.  Devido a longa duração do reinado de seu pai Ramsés III, acredita-se que Ramsés IV tenha assumido o trono depois dos 40 anos e que tenha reinado por um período curto.

   
 Ramsés IV teve um reinado de apenas 6 anos.

KV 17 Sety I da dinastia 19 tem um grande túnel de descida de 136 metros. É uma das mais belas e maiores tumbas do Vale dos Reis. Tem onze câmaras e salas anexas com pinturas belíssimas. A múmia de um touro, símbolo da força do Egito Antigo, foi encontrada num quarto anexo da tumba. O sarcófago dessa tumba encontra-se atualmente num museu de Londres.

   
A impressionante Tumba de Sety. 

KV 62 de Tutankamon é preciso pagar separadamente.  O faraó-menino subiu ao trono em 1333 a.C. aos 9 anos de idade. Governou até sua morte precoce aos 19 anos. Quando se tornou rei se casou com sua meia-irmã e tiveram duas filhas que não sobreviveram. O faraó foi enterrado num túmulo muito pequeno para seu status, provavelmente por sua morte ter ocorrido de modo inesperado. Sua tumba foi encontrada apenas em 1915 com um verdadeiro tesouro.

Sarcófago de Tutankamon. 

Múmia de Tutankamon. Os tesouros do faraó estão no Museu do Cairo. 

VALE DAS RAINHAS 

Ao lado do Vale dos Reis fica o Vale das Rainhas. Lá existem aproximadamente 80 túmulos. O mais incrível da necrópole é o da rainha Nerfertari, a esposa favorita do poderoso faraó Ramsés II. Suas pinturas são maravilhosas. É o templo mais caro de todos para ser visitado, o ingresso custa 1400 EGP (aproximadamente 90 dólares) enquanto a entrada regular para outros túmulos custa 100 EGP (6 dólares), mas é imperdível. 

Rainha Nefertari jogando no tabuleiro.

A tumba de Nefertari tem pinturas belíssimas.

   

   
A tumba de Nefertari é mais impressionante do Vale das Rainhas. 

TEMPLO DA RAINHA HATSHEPSUT

Hatshepsut foi a primeira mulher a se tornar rainha-faraó do Egito Antigo. E dizem que era linda. Governou durante a 18a Dinastia, de 1470 a 1458 a.C. após a morte de seu pai, o faraó Tutmés I. Ela se casou com seu meio-irmão ainda muito jovem que faleceu poucos anos depois. Assim, ela assumiu o poder, governou o Egito por 22 anos, promoveu a paz e fez uma grande expansão comercial. O templo mortuário de Hatshepsut - também conhecido como Deir El-Bahari - fica em Luxor, próximo ao Vale das Rainhas, aos pés de uma falésia. Teve parte escavada na rocha e outra parte construída no exterior com vários terraços e colunatas. 

   
 Templo de Hatsshepsut.

Pinturas no interior do templo mostram as conquistas da rainha-faraó Hatshepsut. 

Foi construído em homenagem a Amon-Rá, o deus do Sol, protetor da rainha. É bem diferente dos outros em termos de arquitetura. No entanto, muito do que havia originalmente foi destruído depois da morte da rainha, por seu irmão. Mais tarde, o templo foi convertido em um mosteiro e teve mais perdas nas suas instalações. Segundo o egiptólogo que me acompanhou na visita, o templo sofreu também com um forte terremoto. Uma curiosidade: há uma série de estátuas de Hatshepsut representada com uma grande barba, como os faraós homens. Há relatos de que ela usava uma barba postiça para mostrar seu poder. É um templo muito interessante. Um trenzinho conduz os visitantes até a entrada principal. O acesso é bastante policiado. Em 1997, um grupo extremista islâmico cometeu um massacre que tirou a vida de mais de 60 turistas estrangeiros. Triste.

COLOSSO DE MEMNON 

Perto dali, outro local que merece atenção é o Colosso de Memnon. São duas estátuas imensas, com 18 metros de altura cada, representando o faraó Amenófis III no trono e que se supõe serem as guardiãs do templo funerário do faraó. Com o efeito do tempo, as feições do rosto ficaram desfiguradas. Mesmo assim, seu porte impressiona. Estão entre as maiores esculturas do Egito Antigo.

Colosso de Memnon.

O Colosso de Memnon merece uma parada rápida no caminho para o Vale dos Reis.

TEMPLO DE KARNAK E TEMPLO DE LUXOR

Também construído em homenagem ao deus Amon-Ra, deus do sol, o Templo de Karnak é um dos mais grandiosos do Egito. Levou muitos anos para ser concluído. Ocupa uma área imensa nas proximidades de Luxor, antiga Tebas, que na época era a capital do Egito Antigo. As 134 imensas colunatas de 21 metros de altura e o obelisco são alguns dos pontos que mais saltam aos olhos. O templo ficou encoberto pela areia do deserto por mais de mil anos e apenas no século XVIII foi reencontrado. Os trabalhos de escavação e restauro continuam até os dias de hoje. Recentemente foi encontrada uma longa avenida, com centenas de esfinges alinhadas, fazendo a ligação do Templo de Karnak ao Templo de Luxor.

Entrada do Templo de Karnak.


   

   

   
 O imperdível Templo de Karnak.

 Avenida que conecta Templo de Karnak ao Templo de Luxor.

Já, o Templo de Luxor, fica no centro da cidade e foi construído durante o comando de Amenhotep III. Em frente ao portão havia dois obeliscos. Um deles foi doado à França e é o que se encontra na Place de La Concorde. Agora resta apenas um deles. 

Templo de Luxor com sua iluminação noturna. Observe que há apenas um obelisco.

Templo de Luxor iluminado pela luz do sol.

FECHANDO LUXOR COM CHAVE DE OURO

Ao desembarcar do cruzeiro pelo rio Nilo, a escolha foi curtir a cidade de Luxor por mais dois dias no charmosíssimo hotel Al Moudira construído numa área rural a 30 minutos do centro da cidade, pela libanesa Zeina Aboukheir, uma mulher de fibra e que tem um bom gosto danado. 

Hotel Al Moudira, em Luxor.

E assim fechei com chave de ouro essa experiência incrível de conhecer o Egito. Desde o tempo de escola as pirâmides, os templos, as esfinges, os obeliscos, as esculturas, a mitologia, os deuses e o rio Nilo me faziam sonhar. Surpreendente! Vá ao Egito. Um dos lugares do mundo com mais história  para contar. 

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COMENTÁRIOS

  1. Gostei imensamente! Agora é estudar!
    Irei em fevereiro! Obrigada!

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  2. Sensacional o Egito. Gostei imenso desse artigo. Muito rico e detalhado. Parabéns.

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  3. Amo viajar, mas, assim como você, não sou muito adepta de cruzeiro. No entranto, fiz agora em janeiro um cruzeiro pelo Nilo e acho que é imprescindível fazer o cruzeiro em uma viagem pelo Egito. Além de agradável, mostra o pq de os egípcios adorarem o Nilo e também facilita o acesso aos templos mais importantes. Utilizei o barco Mayfair. Excelente!

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