EOLO PATAGÔNIA, UM HOTEL EM FORMA DE POESIA EM EL CALAFATE


Foram as famosas geleiras da Patagônia Argentina que despertaram minha curiosidade sobre o pequeno povoado de El Calafate. Camadas e mais camadas de gelo formam verdadeiras esculturas e provocam suspiros em quem se aventura pelo Parque Nacional dos Glaciares. Então, comecei a pesquisar sobre o destino e me deparei com o  HOTEL EOLO PATAGÔNIA. Na hora tive a certeza de que era o lugar que eu deveria escolher para fazer uma viagem inesquecível a um dos cantos mais espetaculares do mundo.

Glaciar Perito Moreno, El Calafate, Patagônia Argentina.

RUMO À PATAGÔNIA ARGENTINA

Gentilmente fui recebida no pequenino aeroporto de El Calafate por um funcionário do HOTEL EOLO PATAGÔNIA (link). Depois de uns quarenta minutos, o carro saiu da estrada asfaltada e avançou por uma via vicinal de terra. Cavalos crioulos e simpáticas vaquinhas Hereford de pelo marrom e carinha branca deram as boas-vindas.

Meus olhos brilharam ao ver aquela casa branca, elegante e solitária, com as características típicas da arquitetura local, nas estepes desérticas de uma grande estância. Um cenário grandioso, cercado ao longe, por uma cortina de montanhas com picos nevados. De cair o queixo. Alguns hotéis têm o poder de nos surpreender. O  HOTEL EOLO PATAGÔNIA (link) é um deles.

A vastidão da Patagônia acolhe o Eolo.


Guanacos, animais da Patagônia.

SER BEM RECEBIDO É UMA ARTE

Assim que o carro parou, fomos conduzidos ao pátio interno do casarão e então à recepção. O cheiro da lavanda tomou conta do ar gelado enquanto o sol começava a se despedir deixando o céu rabiscado de rosa. O cenário perfeito para degustar uma boa taça de vinho argentino num salão maravilhoso e brindar as belas escolhas da vida.

Pátio interno do Eolo. 

Restaurante com janelões que se abrem sobre a estância.

UM HOTEL QUE É PURO CHARME

As áreas comuns do Eolo são de um capricho total. Bar, deque aberto sobre o vale, restaurante onde são servidas as três refeições oferecidas pelo hotel (café da manhã, almoço e jantar – incluídas no valor da diária), uma pequena boutique, biblioteca, sala de lazer, spa com sauna seca e à vapor, área de relaxamento, saleta para atividade física e uma bela jacuzzi aquecida voltada para o jardim interno. O bom gosto e o aconchego dão o tom em cada detalhe. 

Deque com visual espetacular das estepes da Patagônia tendo o lago Argentina ao longe.

Salão principal com sofás deliciosos e aquele visual que deixa os olhos vidrados. 

Spa com sala de massagem, sauna seca e à vapor, 
jacuzzi aquecida na área externa e área para atividade física.

Encontrei um amigo íntimo na biblioteca.

 HOTEL EOLO PATAGÔNIA (link)  nasceu em 2003 no Vale La Anita, numa estância histórica que pertence a quarta geração de uma família tradicional e pioneira na região, que veio de Mendoza no século XIX para desbravar a Patagônia.

Tem forte inspiração nas estâncias histórias da região desde a mobília até a louça. Mescla contemporaneidade e conforto à simplicidade das casas crioulas.

Uma estância com a tradição da Patagônia.

Suas 17 acomodações são rústicas, elegantes, luxuosas, super exclusivas e amplas, vestidas com o espírito da Patagônia. Tons suaves levam harmonia à decoração caprichada. Sobre cada cama há uma manta rústica para acalmar o frio, além do edredon macio e do conforto da calefação que ajuda a encarar as baixas temperaturas. Janelões deixam a luz entrar e exibem uma paisagem árida, bucólica e belíssima que substitui a televisão. A vista é a estrela.

Um quarto para chamar de meu. 

O banheiro é bem iluminado e arejado. Um grande chuveiro despeja bom volume de água diretamente do teto sobre a banheira. Amenities L’Occitane perfumam o banho enquanto toalhas felpudas, bem branquinhas esperam no armário. Sobre a bancada copos e uma jarra de vidro que pode ser enchida com água da própria torneira.  Uma raridade hoje em dia. Um luxo!

Aliás, uma garrafinha de alumínio para água é entregue a cada hóspede para que seja levada aos passeios. Nada de garrafas plásticas para poluir a natureza exuberante da região.

A natureza merece nosso respeito. 

Minha primeira refeição no hotel foi o jantar. Que belo jantar. O cardápio inclui sopas deliciosas, peixes e carnes da região acompanhados de produtos frescos da estação. A truta da Patagônia é imperdível. Leve e saborosa. Sua cor alaranjada faz lembrar o salmão. O cordeiro fueguino também precisa ser provado, além do ojo de bife. A gastronomia é ponto alto. Os pratos são decorados como obras de arte.

Restaurante maravilhoso comandado pelo chef  Juan Pablo Bonaveri.

O dia seguinte começou cedo. Um belo café da manhã e os preparativos para conhecer o famoso Glaciar Perito Moreno. Em menos de duas horas eu estava frente a frente com uma das maiores obras da natureza. Atravessamos o lago de barco para encarar uma caminhada sobre o gelo com grampones nos pés. Uma experiência indescritível, especialmente pelo dia ensolarado que pintou os blocos de gelo em vários tons de azul e branco.

Glaciar Perito Moreno. 

Caminhada com grampones nos pés, ao estilo Era do Gelo.

Mais uma vez chegamos no hotel a tempo de relaxar na jacuzzi e curtir o pôr do sol de cores mágicas da Patagônia. Uma taça de Malbec na mão e os olhos voltados para o céu. E assim, os dias foram se sucedendo e nos surpreendendo com tamanha magia no ar.

O céu da Patagônia é misterioso e intenso.

 HOTEL EOLO PATAGÔNIA (link) pertence ao seleto grupo Relais & Chateaux. É um lugar de charme discreto, sem excessos, tudo feito na medida e de uma simplicidade rústica que encanta. Foi eleito em 2018 pela revista Travel + Leisure como um dos 100 melhores hotéis do mundo.

Pedalar é preciso para ver os flamingos no lago do hotel Eolo.

A localização do Eolo é perfeita. Entre a cidade de El Calafate e o Parque Nacional dos Glaciares, a alguns quilômetros da Cordilheira dos Andes. Tem fácil acesso aos principais pontos de interesse além de ter um cenário que convida a caminhadas, passeios a cavalo, de bicicleta e observação da fauna local.

Glaciar Viedma.

Parque Nacional Fitz Roy. 

Glaciar Upsala.

A Patagônia ocupa um imenso território no extremo sul da Argentina e do Chile. É uma terra habitada por homens que vivem em condições climáticas extremas. E é exatamente esse desafio que atrai a atenção e leva muita gente a explorar seus próprios limites.

Caiaque nas geleiras.

O Parque Nacional dos Glaciares abriga mais de 300 geleiras sendo Perito Moreno a mais conhecida e declarada Patrimônio da Humanidade pela UNESCO em 1981. Sua face anterior se estende por 5 quilômetros e sua altura ultrapassa os 70 metros acima da superfície do lago.

É sensacional ficar em frente a esse capricho da mãe natureza observando o comportamento da geleira que vez ou outra ruge quando algum bloco de gelo se desprende e cai. A cenografia composta pelas esculturas de gelo, lagos, rios e montanhas é de uma beleza ímpar.

Glaciar Perito Moreno.

Sendo a região muita fria no inverno, o hotel funciona de outubro a maio e fecha nos demais meses. Visitei a região no final de março e peguei dias ensolarados, com ventos moderados e temperatura entre 5 e 15 graus Celsius.

Quanto tempo ficar? Pelo menos 3 noites. O ideal é ficar 4 ou 5 para conhecer Perito Moreno, Upsala,  Viedma, El Chaltén, El Calafate e curtir a paz do hotel e o serviço impecável.

Eolo, uma belíssima surpresa!
Um hotel encantador numa paisagem exuberante e grandiosa.

COMO CHEGAR

De avião:
  • Buenos Aires – 3 horas
  • Bariloche – 1 hora e meia
  • Ushuaia – 1 hora

De carro:
  • El Chaltén – 2 horas e meia
  • Parque Nacional de Torres del Paine (Chile) – 5 horas

Booking.com

Compartilhe:

COMENTÁRIOS

  1. Que lugar sensacional. Quero muito conhecer esse hotel quando for para a Patagônia.
    Obrigada pela dica.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. É um lugar indescritível tanto pelo hotel (que foi eleito com um dos 100 melhores do mundo pela Travel + Leisure) como pela natureza ao redor. Vale a viagem. Recomendo com certeza.

      Excluir

Deixe seu comentário. Obrigada!