O infinito verde que gira em torno da sede de uma antiga fazenda de engenho mineira da Serra da Mantiqueira e da realização do sonho do empresário Renato Machado fazem do IBITI PROJETO um conceito de hospedagem genial que mira na regeneração do planeta. Aliás, o projeto vai muito além de um conceito de hospedagem e se debruça no ideal de um mundo melhor.
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Foram as famosas geleiras da Patagônia Argentina que despertaram minha curiosidade sobre o pequeno povoado de El Calafate. Camadas e mais camadas de gelo formam verdadeiras esculturas e provocam suspiros em quem se aventura pelo Parque Nacional dos Glaciares. Então, comecei a pesquisar sobre o destino e me deparei com o HOTEL EOLO PATAGÔNIA. Na hora tive a certeza de que era o lugar que eu deveria escolher para fazer uma viagem inesquecível a um dos cantos mais espetaculares do mundo.
Existe um lugar no Equador onde os segredos de uma floresta misteriosa se escondem sob a névoa constante que paira no ar. Entre cachoeiras, riachos e uma vegetação tropical exuberante, a vida animal ecoa pelo Bosque Nublado, na Reserva do Choco. É no Distrito Metropolitano de Quito, a apenas três horas da capital equatoriana, que os vestígios da Floresta Amazônica, se revelam numa mata secundária, que se separou da floresta-mãe há milhões de anos, pela formação da cadeia montanhosa dos Andes. Para se aventurar por esse bosque inusitado aposte no Mashpi Lodge.
Certamente, as viagens pós isolamento serão para lugares conectados com a natureza, em ambientes mais abertos e menos urbanos. Além disso, hotéis com protocolos de limpeza mais rigorosos serão valorizados. Abaixo indico algumas pousadas e hotéis incríveis no Brasil para quando você se sentir seguro para sair de casa.
Todos os dias uma celebração. A mesa do café da manhã acorda coberta de amor e arte. Os temas variam: Oferendas à Iemanjá, Gorjeios da Primavera, Lembranças da Vida, Vereda Tropical. Uma explosão de cores e sabores acompanha a sequência de pratos servidos sem pressa entre bons papos. Impossível não se encantar! Afinal, a Casa de Perainda nasceu a alguns passos do Quadrado de Trancoso, no sul da Bahia, imbuída da arte de bem receber. Arte que domina com maestria.
Se tem uma marca de hotéis que consegue traduzir com perfeição seu compromisso com a sustentabilidade, com a hospitalidade e com o bem-estar é o Six Senses. Seja em um refúgio no Himalaia, numa ilha paradisíaca, num vilarejo rural ou num resort no deserto o propósito de despertar os sentidos e fazer uma forte conexão das pessoas com o mundo ao seu redor se mantém. A boa notícia é que você não precisa ir muito longe para ter uma experiência marcante. O Six Senses Botanique acaba de estrear no Brasil, mais precisamente em Campos do Jordão.
Pouco mais de novecentos quilômetros conectam Ceará, Piauí e Maranhão. Três estados do nordeste do Brasil recheados de tesouros. Essa rota que inicia em Fortaleza, passa pela ensolarada Jericoacoara, pelo Delta do Parnaíba e atravessa os inacreditáveis Lençóis Maranhenses é tão especial que ganhou o carinhoso apelido de Rota das Emoções. E quer saber o melhor? Além do trajeto ser lindo de ponta a ponta e dos ventos perfeitos para kitesurfe, tem hotéis e pousadas de cair o queixo, totalmente conectados com o meio ambiente e com as comunidades locais.
Deixei escapar um sorriso quando a placa com o nome da pousada saltou entre as flores. Segui por mais cem metros pela estradinha de pedra até o casario colorido dar as boas-vindas. Meus olhos corriam encantados de um lado para outro. Em cada canto brotava um punhado de carinho. Fácil perceber que ali estava um lugar feito com amor. Eu acabara de chegar na Pousada Rabo do Lagarto, no município de Domingos Martins, no Espírito Santo.
Com o coração acelerado cheguei em Galápagos, um dos últimos redutos intocados do mundo. Pisei na ilha de Baltra, com o pé direito. Enquanto o sol abria um sorriso, uma iguana se debruçava sobre uma pedra praticamente na porta do saguão do aeroporto. Dez minutos à frente, um mar azul escandaloso ofuscava meus olhos e magníficas fragatas pairavam no ar sem pressa. Nesse exato instante, o barqueiro que conduzia a pequena travessia de Baltra à Santa Cruz, anunciava a companhia de um tubarão-tigre. Eu estava entrando num sonho! Meu destino: Pikaia Lodge, ilha de Santa Cruz, Galápagos, Equador.
Acertei na mosca. A belíssima mansão histórica Belle Epoque foi construída em 1914, como casa de verão do presidente peruano Augusto B. Leguía, na época da comemoração dos 100 anos de independência do Peru. Muito mármore italiano compõe os ambientes espaçosos da casa que ganhou novos ares, em 2010, ao se transformar no charmoso Hotel B, no boêmio bairro de Barranco. Um arraso! Foi o primeiro hotel Relais & Chateaux de Lima. Seus vizinhos são o mar do Pacífico, galerias de arte, bons museus e muitos restaurantes incríveis.
Um arquipélago vulcânico, árido, distante, inóspito, mas cheio de vida. Cada ilha guarda um mundo em si. De seres felizes, cheios de peculiaridades e, que curiosamente, diferem dos seus amiguinhos do continente. As perguntas não calam. Como aqueles animais foram parar ali? Tão longe de tudo! Porquê sofreram mutações? Pois o naturalista britânico Charles Darwin mergulhou nesse universo, observou, estudou, revolucionou nossa compreensão de mundo e desvendou os segredos da seleção natural das espécies. Bem-vindo à Galápagos.
Paisagens naturais deslumbrantes com cânions, pampas, cachoeiras, lagos, vales, montanhas. Cidadezinhas pitorescas de colonização alemã e italiana. Ruínas históricas, vinhedos a perder de vista, minas de pedras preciosas, uma gastronomia cheia de personalidade e muita tradição. É disso que é feito o Rio Grande do Sul. O estado mais ao sul do Brasil, na fronteira com Uruguai e Argentina. Porto Alegre é a capital desse estado imenso, praticamente do tamanho da Itália, e cheio de cantinhos que merecem seu olhar. Quer saber o que tem de melhor no Rio Grande do Sul?
O primeiro murmúrio que escapa dos lábios quando a trilha se abre sobre a Pedra Bonita é "uau"! O ritmo dos pés diminui a velocidade, os olhos saltam de um lado para outro sem saber o que registrar primeiro e um sorriso, totalmente incrédulo, invade a alma com a beleza da paisagem. Então, vem a certeza de que Deus é brasileiro e o apelido de "Cidade Maravilhosa" imediatamente se traduz.
A Patagônia ocupa um território vastíssimo dividido entre o sul da Argentina e do Chile, de paisagens incríveis. É tão grande que é
quase como se fosse um país dentro de dois países. A parte que cabe à Argentina - que foi o lado que visitei -
ocupa uma área de mais de 900 mil quilômetros quadrados de deserto e estepe, que
corresponde a um terço da área do país. É delimitada ao sul pelo Estreito de
Magalhães, ao norte pelo rio Colorado, à leste pelo Oceano Atlântico e a oeste
pelos Andes Patagônicos.
Punta del Este é o destino mais badalado e cobiçado do nosso
pequenino vizinho Uruguai, especialmente no verão. Tanto que de dezembro a
fevereiro a população de 120 mil habitantes da região chega a 1 milhão. Esse número
surreal na alta temporada é sinal de que esse cantinho uruguaio tem muito a
oferecer. E tem mesmo. Mas, não só no verão, quando ferve de animação, como também
na baixa temporada, quando o frio chega e a calmaria reina absoluta.
Por Claudia Liechavicius
À medida que o avião se aproximava de Lima, minha curiosidade aumentava. Da janela via a vastidão do oceano Pacífico, morros altos à beira-mar e uma imensa cidade (bem maior do que esperava). Eu não tinha ideia do que iria encontrar na capital do Peru. Mesmo tendo lido muito sobre a cidade, ainda não tinha conseguido idealizar nada.
Por Claudia Liechavicius
A ANTIGA CIVILIZAÇÃO INCA
O Império Inca foi uma das civilizações de maior poder na América do Sul no período de 1200 a 1500 d.C. Seu território ia do Equador à Argentina. Os Incas tinham grande organização econômica quanto à distribuição de suas riquezas, impressionantes manifestações artísticas e uma arquitetura que impressiona até os dias de hoje. Eles adoravam a terra (Pachamama) e o sol (Inti). O rei era considerado sagrado e filho do sol. Assim, conta a lenda que foi o sol que enviou uma família para fundar Cuzco - a cidade sagrada onde viveria Tahuantinsuyo, o Império Inca. Tinham a família e seu território como núcleo central, mesmo que precisassem se afastar de suas raízes, mantinham esses vínculos. Dizem que no total o Império Inca teve treze reis, desde o lendário Manco Cápac até o último e controvertido Atahualpa que perdeu a vida lutando contra os espanhóis, todos provenientes da mesma família, o bastão sempre passava de pai para filho. O esplendor máximo dos Incas pode ser visitado em Machu Picchu; nas Fortalezas de Ollantaytambo; em Saqsaywuaman e no Templo de Koricancha, em Cuzco.
PELA CIDADE
Na época da invasão espanhola, a cidade foi muito destruída. Foram deixados em pé, apenas os muros com pedras milimetricamente encaixadas umas às outras, para servir como base para novas casas e igrejas, resistentes aos terremotos da região. Assim, a mistura arquitetônica é a marca registrada de Cuzco.
O coração da cidade é a Plaza de Armas. Ali, as igrejas, colunatas e casarões foram construídos sobre as ruínas de palácios e templos incas para mostrar o poder do espanhóis, após a conquista de Cuzco por Francisco Pizarro. Mas, os vestígios desse império poderoso estão por toda parte, nas incríveis fundações de pedras encaixadas como quebra-cabeças, sem o uso de argamassa.
Interessante observar que onde os espanhóis encontravam templos e locais de culto aos deuses imediatamente construíam uma igreja no local. Por isso, a cidade tem um número de igrejas que impressiona. São muitas. Muitas mesmo! Na foto acima, é possível observar as cúpulas de seis igrejas, sendo que a Catedral foi edificada sobre o antigo templo de Suntur Wasi (Casa de Deus) e sobre o Palácio Inca de Wiracocha.
Outras praças interessantes, museus e muitas igrejas podem ser visitados a pé. Caminhando lentamente... Pois, o cansaço impera!!! Na Plaza Regocijo foi onde encontrei o melhor restaurante de Cuzco. O Chicha de Gaston Acurio.
O bairro de San Blas, que fica a quatro quadras da Plaza de Armas é considerado um dos mais pitorescos da cidade. Tem ruas muito estreitas, escadarias e ladeiras... Ufa!... É o Bairro dos Artesãos. Muitos mochileiros escolhem ficar hospedados nas casas de San Blas que oferecem alojamento com preços baixos. Vale dar uma olhada na igreja de San Blas (que não está lá em muito boas condições de conservação, mas foi fundada em 1560).
A pérola do centro de Cuzco é o Convento de Santo Domingo - Koricancha. Na era inca, ali ficava o principal templo dedicado ao deus Sol. Os espanhóis rapidamente edificaram sobre ele um convento e igreja, em 1534. Porém um terremoto destruiu grande parte do convento em 1650, muita coisa foi reconstruída. No entanto, as pedras que serviam como base seguem em pé até hoje. O Museu de Koricancha guarda muitos objetos que foram encontrados no local durante escavações, inclusive uma múmia.
Outro prédio interessante é o Palácio do Arcebispo. O prédio tem influência árabe e foi construído sobre as bases do palácio do Inca Roca. Atualmente abriga o Museu de Arte Religiosa. Ele fica na rua Hatunrumiyoc onde se pode ver a "Pedra dos 12 ângulos", um muro inca que foi parte do palácio de Roca e mostra um trabalho impecável no encaixe de grandes pedras.
Um pouco mais distante do centro fica o Complexo Arqueológico de Saqsaywuaman. Muita gente vai andando até lá, mas são dois quilômetros ladeira acima, não recomendo. Melhor é pegar um taxi ou alugar um carro, pois tem muita coisa que vale a pena conhecer no Vale Sagrado.
O complexo engloba 33 sítios arqueológicos. É enorme. A área mais importante do complexo é a Fortaleza de Saqsaywuaman que dizem ter sido construída com propósitos religiosos para se adorar os deuses Inti (Sol), Quilla (Lua), Chaska (Estrelas), Illapa (Raio) e outras divindades. Porém os espanhóis imaginavam que fosse um posto militar. Provavelmente tenha sido construído entre 1431 e 1508, durante o reinado dos Incas Yupanqui e Wayna Qhapag. O que surpreende é o tamanho das pedras usadas nas construções. Calcula-se que algumas pesem ao redor de 90 toneladas ou até mais. Como eles movimentavam esse peso???
Andando mais três quilômetros está o Complexo Arqueológico de Q'enqo onde, dizem, que se realizavam cerimônias religiosas importantes de culto à fertilidade. Seu nome significa "labirinto". No local há um anfiteatro com um monolito central de 6 metros que talvez tenha sido esculpido com alguma figura, mas hoje é desfigurado quem sabe por obra dos espanhóis!!?? Na parte inferior, tem uma caverna, onde talvez fossem feitos os rituais. E, os Incas tinham uns rituais bem macabros... Na parte superior, há uma série de muretas de pedras e escadarias pequenas que dizem representar uma serpente. Além disso, algumas pedras fazem referência a uma cabeça de felino e uma ave, elementos de conotação religiosa Inca. Também se especula que talvez o local tenha sido um observatório de astronomia. Muitas suposições...
INGRESSO ÚNICO
Para conhecer todas essas ruínas, sítios arqueológicos, museus e lugares históricos compre um ingresso único (130 soles por pessoa) que dá acesso a 16 locais (consegui conhecer 12 desse total).
DICA IMPORTANTE!!!
Para curtir a cidade já nas primeiras horas é fundamental tomar alguma coisa para não perder o pique com a altitude. As cores e as tradições merecem seu melhor humor.
Cuzco foi a antiga capital do Império Inca. Sua riqueza histórica é enorme e sua altitude maior ainda... O "umbigo da civilização Inca" fica a nada mais nada menos do que a 3.440 metros de altitude. Suficiente para deixar muita gente sem forças para a aventura!!! Mas, nada que não se resolva com dois ou três dias de aclimatação, alguns remedinhos milagrosos, muitas xícaras de chá de coca ou muño e umas folhinhas de coca para mascar... A cidade peruana, apesar de ser atualmente bastante populosa e singela economicamente, é impregnada por traços culturais profundos somados ao estigma místico dos Andes. Cuzco foi declarada Patrimônio Cultural da Humanidade, pela UNESCO, em 1983.
...apesar da chuva leve, presenciei uma manifestação artística riquíssima.

Aliás, eles gostam muito de chuva e dizem que água é vida!
Aliás, eles gostam muito de chuva e dizem que água é vida!
A ANTIGA CIVILIZAÇÃO INCA
O Império Inca foi uma das civilizações de maior poder na América do Sul no período de 1200 a 1500 d.C. Seu território ia do Equador à Argentina. Os Incas tinham grande organização econômica quanto à distribuição de suas riquezas, impressionantes manifestações artísticas e uma arquitetura que impressiona até os dias de hoje. Eles adoravam a terra (Pachamama) e o sol (Inti). O rei era considerado sagrado e filho do sol. Assim, conta a lenda que foi o sol que enviou uma família para fundar Cuzco - a cidade sagrada onde viveria Tahuantinsuyo, o Império Inca. Tinham a família e seu território como núcleo central, mesmo que precisassem se afastar de suas raízes, mantinham esses vínculos. Dizem que no total o Império Inca teve treze reis, desde o lendário Manco Cápac até o último e controvertido Atahualpa que perdeu a vida lutando contra os espanhóis, todos provenientes da mesma família, o bastão sempre passava de pai para filho. O esplendor máximo dos Incas pode ser visitado em Machu Picchu; nas Fortalezas de Ollantaytambo; em Saqsaywuaman e no Templo de Koricancha, em Cuzco.
Complexo arqueológico de Saqsaywuaman.
PELA CIDADE
Na época da invasão espanhola, a cidade foi muito destruída. Foram deixados em pé, apenas os muros com pedras milimetricamente encaixadas umas às outras, para servir como base para novas casas e igrejas, resistentes aos terremotos da região. Assim, a mistura arquitetônica é a marca registrada de Cuzco.
Pelas ruas da cidade é evidente o legado dos incas nas paredes de pedras que servem como base para as casas de arquitetura colonial.
CURIOSIDADE: as construções Incas impressionam pela perfeição das muralhas de pedras e pela diversidade de modos de encaixes na arquitetura.Vários modos de encaixes das pedras na arquitetura Inca.
O coração da cidade é a Plaza de Armas. Ali, as igrejas, colunatas e casarões foram construídos sobre as ruínas de palácios e templos incas para mostrar o poder do espanhóis, após a conquista de Cuzco por Francisco Pizarro. Mas, os vestígios desse império poderoso estão por toda parte, nas incríveis fundações de pedras encaixadas como quebra-cabeças, sem o uso de argamassa.
Plaza de Armas, ponto central de Cuzco.
Interessante observar que onde os espanhóis encontravam templos e locais de culto aos deuses imediatamente construíam uma igreja no local. Por isso, a cidade tem um número de igrejas que impressiona. São muitas. Muitas mesmo! Na foto acima, é possível observar as cúpulas de seis igrejas, sendo que a Catedral foi edificada sobre o antigo templo de Suntur Wasi (Casa de Deus) e sobre o Palácio Inca de Wiracocha.
Catedral de Cuzco.
A Igreja Compañia de Jesús, também na Plaza de Armas, foi construída sobre o templo Amaruacancha que era o Palácio do Inca Huayna Cápac.
Outras praças interessantes, museus e muitas igrejas podem ser visitados a pé. Caminhando lentamente... Pois, o cansaço impera!!! Na Plaza Regocijo foi onde encontrei o melhor restaurante de Cuzco. O Chicha de Gaston Acurio.
Plaza Regocijo.
O bairro de San Blas, que fica a quatro quadras da Plaza de Armas é considerado um dos mais pitorescos da cidade. Tem ruas muito estreitas, escadarias e ladeiras... Ufa!... É o Bairro dos Artesãos. Muitos mochileiros escolhem ficar hospedados nas casas de San Blas que oferecem alojamento com preços baixos. Vale dar uma olhada na igreja de San Blas (que não está lá em muito boas condições de conservação, mas foi fundada em 1560).
Ladeiras de San Blas.
A pérola do centro de Cuzco é o Convento de Santo Domingo - Koricancha. Na era inca, ali ficava o principal templo dedicado ao deus Sol. Os espanhóis rapidamente edificaram sobre ele um convento e igreja, em 1534. Porém um terremoto destruiu grande parte do convento em 1650, muita coisa foi reconstruída. No entanto, as pedras que serviam como base seguem em pé até hoje. O Museu de Koricancha guarda muitos objetos que foram encontrados no local durante escavações, inclusive uma múmia.
Koricancha.
Múmia no Museu de Koricancha.
Mãe e filha sentadas nas escadarias do convento em trajes típicos.
Outro prédio interessante é o Palácio do Arcebispo. O prédio tem influência árabe e foi construído sobre as bases do palácio do Inca Roca. Atualmente abriga o Museu de Arte Religiosa. Ele fica na rua Hatunrumiyoc onde se pode ver a "Pedra dos 12 ângulos", um muro inca que foi parte do palácio de Roca e mostra um trabalho impecável no encaixe de grandes pedras.
Pedra dos 12 ângulos.
Um pouco mais distante do centro fica o Complexo Arqueológico de Saqsaywuaman. Muita gente vai andando até lá, mas são dois quilômetros ladeira acima, não recomendo. Melhor é pegar um taxi ou alugar um carro, pois tem muita coisa que vale a pena conhecer no Vale Sagrado.
O complexo engloba 33 sítios arqueológicos. É enorme. A área mais importante do complexo é a Fortaleza de Saqsaywuaman que dizem ter sido construída com propósitos religiosos para se adorar os deuses Inti (Sol), Quilla (Lua), Chaska (Estrelas), Illapa (Raio) e outras divindades. Porém os espanhóis imaginavam que fosse um posto militar. Provavelmente tenha sido construído entre 1431 e 1508, durante o reinado dos Incas Yupanqui e Wayna Qhapag. O que surpreende é o tamanho das pedras usadas nas construções. Calcula-se que algumas pesem ao redor de 90 toneladas ou até mais. Como eles movimentavam esse peso???
Fortaleza de Saqsaywuaman.
Q'enqo.
Imagine fazer isso tudo andando. Bem cansativo... Pois, ainda mais adiante fica Pukapukara, a 7 Kms de Cuzco, possivelmente um complexo militar e local de armazenamento de alimentos. Era ali que ficava a comitiva do rei quando ele ia a Tambomachay (um pouco mais adiante) para descansar e tomar banhos nas fontes do complexo.
Como dá para perceber, os arredores de Cuzco tem muitas preciosidades. É preciso tempo e atenção para descobri-las.
Como dá para perceber, os arredores de Cuzco tem muitas preciosidades. É preciso tempo e atenção para descobri-las.
Pukapukara.
INGRESSO ÚNICO
Para conhecer todas essas ruínas, sítios arqueológicos, museus e lugares históricos compre um ingresso único (130 soles por pessoa) que dá acesso a 16 locais (consegui conhecer 12 desse total).
- Sacqsayhuamán
- Q'enqo
- Pukapukara
- Tambomachay
- Chinchero
- Pisac
- Ollantaytambo
- Moray
- Centro Qosqo de Arte Nativa
- Monumento de Pachacuteq
- Museu de Arte Popular
- Museu Histórico Regional
- Museu Municipal de Arte Contemporânea
- Museu do Sítio de Qoricancha
- Pilillacta
- Tipón
DICA IMPORTANTE!!!
PARA ALIVIAR OS SINTOMAS DA ALTITUDE compre em uma farmácia dois medicamentos que realmente fazem a diferença: Sorojchi pills e Dolgramin tablets. Consulte seu médico antes mesmo de sair do Brasil para saber se você pode tomar sem problemas.
Ao chegar em Cuzco fiquei bem nas primeiras horas, mas depois comecei a ter náuseas, calafrio, não conseguia dormir, cansava de andar menos de um quarteirão, subir escadas era tarefa árdua.. Terrível... Ao tomar a primeira dose virei outra pessoa. Recomendo!!!
Ao chegar em Cuzco fiquei bem nas primeiras horas, mas depois comecei a ter náuseas, calafrio, não conseguia dormir, cansava de andar menos de um quarteirão, subir escadas era tarefa árdua.. Terrível... Ao tomar a primeira dose virei outra pessoa. Recomendo!!!
Para curtir a cidade já nas primeiras horas é fundamental tomar alguma coisa para não perder o pique com a altitude. As cores e as tradições merecem seu melhor humor.
BONS RESTAURANTES
A cozinha peruana é muito diversificada. Perto da costa, dá para se fartar com o clássico ceviche feito com todos os tipos de peixes. Espetacular. Mas, estando longe do mar não arrisque de jeito nenhum. Passar mal e somar isso com a indisposição causada pela altitude pode ser cruel. Então, o ceviche tem que ser preparado com peixes de rio, como a truta. Também vale experimentar a carne de alpaca e o porco-da-índia acompanhados por muitos tipos de batatas e milhos de todas as cores. Se quiser provar as bebidas locais peça Pisco (alcoolico), Inka Kola ou Chicha Morada (sem alcool).
A cozinha peruana é muito diversificada. Perto da costa, dá para se fartar com o clássico ceviche feito com todos os tipos de peixes. Espetacular. Mas, estando longe do mar não arrisque de jeito nenhum. Passar mal e somar isso com a indisposição causada pela altitude pode ser cruel. Então, o ceviche tem que ser preparado com peixes de rio, como a truta. Também vale experimentar a carne de alpaca e o porco-da-índia acompanhados por muitos tipos de batatas e milhos de todas as cores. Se quiser provar as bebidas locais peça Pisco (alcoolico), Inka Kola ou Chicha Morada (sem alcool).
Chicha Morada, bebida não alcoolica feita com milho roxo, parece suco de uva tanto na cor como no sabor.
CHICHA. Mais um restaurante delicioso de Gaston Acurio. Bela cozinha e preços legais num restaurante muito charmoso. Foi o melhor restaurante que experimentei em Cuzco. Endereço: Calle Plaza Regocijo 261, segundo andar. Telefone: +51 84 240520 ou 240717.
LIMO. Restaurante de cozinha peruana com ótima localização. Fica em frente à Plaza de Armas. É interessante pedir uma mesa na varanda com vista para a praça. Endereço: Portal de Carnes 236, segundo piso. Telefone: + 51 84 240668. cuscorestaurants.com
BONS HOTÉIS
INKATERRA LA CASONA. Simplesmente maravilhoso!!! O hotel é bem pequeno. Tem apenas 11 quartos, mas sua decoração é fantástica (os quartos tem até lareira) e o serviço não poderia ser mais exclusivo. Ocupa um antigo casarão que foi ocupado pelos Incas e depois por don Diego de Almagro (um espanhol que participou da conquista do Peru), don Juan de Alvarez Maldonado (conquistador da Floresta Amazônica) e Simon Bolivar (libertador da América do Sul contra os espanhóis). Tem a chancela do grupo Relais & Chateaux, recebeu o prêmio de melhor hotel das Américas e Caribe em 2011 e também faz parte do Condé Nast Traveller. O Inkaterra fica exatamente em frente ao Hotel Monastério. Telefone: + 51 84 234212 e + 51 84 234010 - http://www.lacasona.info/ ou http://www.inkaterra.com/
HOTEL MONASTÉRIO. Instalado num prédio maravilhoso construído em 1595, no lugar de um Palácio Inca. A princípio era um seminário que formava sacerdotes católicos. No entanto, um forte terremoto abalou a estrutura da edificação que precisou ser restaurada. Então, o monastério ganhou uma capela e logo passou a abrigar uma universidade. Foi em 1970 que começou a funcionar como hotel. A rede Orient Express assumiu sua administração em 1999. O prédio é fantástico. Seu coração é o pátio central que tem uma fonte e um cedro muito antigo. Ele costuma ser indicado como o melhor hotel da cidade. Enquanto estive lá encontrei Bono Vox no mesmo hotel. Que luxo!
Pontos positivos para o Hotel Monastério:
COMO CHEGAR A CUZCO
A principal cidade do país é Lima, a capital. Do Rio há voos diretos da TAM para Lima, que duram 4 horas e 50 minutos. Depois, é preciso fazer outro voo de Lima até Cuzco pela LAN PERU, de uma hora.
Cuzco é o ponto de partida para o Vale Sagrado e para Machu Picchu. Vale a pena ficar dois dias se aclimatando para aproveitar melhor a viagem. Na volta de Machu Picchu é ótimo ficar mais uma noite para explorar mais um pouquinho essa cidade encantadora e tudo que seus arredores tem a oferecer. Esteja preparado para caminhar em ruas cheias de pedintes, com gente oferecendo todo tipo de pacote turístico, carros velhos andando feito loucos quase atropelando os transeuntes, buzinas que não param e ruas sujas. Se você se concentrar na beleza cultural e histórica da capital do Império Inca, esses detalhes certamente serão reduzidos a pó.
INKATERRA LA CASONA. Simplesmente maravilhoso!!! O hotel é bem pequeno. Tem apenas 11 quartos, mas sua decoração é fantástica (os quartos tem até lareira) e o serviço não poderia ser mais exclusivo. Ocupa um antigo casarão que foi ocupado pelos Incas e depois por don Diego de Almagro (um espanhol que participou da conquista do Peru), don Juan de Alvarez Maldonado (conquistador da Floresta Amazônica) e Simon Bolivar (libertador da América do Sul contra os espanhóis). Tem a chancela do grupo Relais & Chateaux, recebeu o prêmio de melhor hotel das Américas e Caribe em 2011 e também faz parte do Condé Nast Traveller. O Inkaterra fica exatamente em frente ao Hotel Monastério. Telefone: + 51 84 234212 e + 51 84 234010 - http://www.lacasona.info/ ou http://www.inkaterra.com/
Inkaterra La Casona, um encanto.
HOTEL MONASTÉRIO. Instalado num prédio maravilhoso construído em 1595, no lugar de um Palácio Inca. A princípio era um seminário que formava sacerdotes católicos. No entanto, um forte terremoto abalou a estrutura da edificação que precisou ser restaurada. Então, o monastério ganhou uma capela e logo passou a abrigar uma universidade. Foi em 1970 que começou a funcionar como hotel. A rede Orient Express assumiu sua administração em 1999. O prédio é fantástico. Seu coração é o pátio central que tem uma fonte e um cedro muito antigo. Ele costuma ser indicado como o melhor hotel da cidade. Enquanto estive lá encontrei Bono Vox no mesmo hotel. Que luxo!
Pontos positivos para o Hotel Monastério:
- O café da manhã é servido num corredor todo envidraçado de frente para o pátio central ao som de canto gregoriano. Espetacular!
- O restaurante fica na sala onde os sacerdotes faziam suas refeições. Decoração lindíssima, mantendo os traços arquitetônicos da época de sua construção. Boa cozinha.
- A localização é ótima. Fica numa praça tranquila há dois quarteirões da Plaza de Armas.
- A capela é maravilhosa.
- Tem chá de coca sempre esperando por você na recepção. Muito importante para aliviar os sintomas da altitude.
- Tem oxigênio nos quartos para revitalizar os "sem forças" (como eu!!). Esse é grande diferencial do hotel!!!
Pontos negativos:
- Os quartos são pequenos e com pouca iluminação (a menos que você fique na suite presidencial). Os quartos até tem um mezanino com sofá, televisão, frigobar, mas com a reação do corpo em relação à altitude fica difícil subir e descer escadas. E, nesse segundo andar a janela para entrar a claridade também é mínima e a sensação de pouca iluminação continua.
- Tem cama, travesseiros e cobertores pouco aconchegantes.
- Os banheiros são pequenos e com decoração bem sem graça, apesar do kit de amenidades ser L'Occitane.
Interior da Capela do Hotel Monastério.
Pátio interno do Hotel Monastério.
COMO CHEGAR A CUZCO
A principal cidade do país é Lima, a capital. Do Rio há voos diretos da TAM para Lima, que duram 4 horas e 50 minutos. Depois, é preciso fazer outro voo de Lima até Cuzco pela LAN PERU, de uma hora.
O Peru é fascinante!!!
Cuzco é o ponto de partida para o Vale Sagrado e para Machu Picchu. Vale a pena ficar dois dias se aclimatando para aproveitar melhor a viagem. Na volta de Machu Picchu é ótimo ficar mais uma noite para explorar mais um pouquinho essa cidade encantadora e tudo que seus arredores tem a oferecer. Esteja preparado para caminhar em ruas cheias de pedintes, com gente oferecendo todo tipo de pacote turístico, carros velhos andando feito loucos quase atropelando os transeuntes, buzinas que não param e ruas sujas. Se você se concentrar na beleza cultural e histórica da capital do Império Inca, esses detalhes certamente serão reduzidos a pó.
Clique aqui para ler o post sobre Machu Picchu.
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