Sem saída para o mar, Ruanda faz fronteira com Uganda, Burundi, República Democrática do Congo (antigo Zaire), Tanzânia; e, surpreende em plena região dos Grandes Lagos, na África centro-oriental, não só pelo relevo aninhado entre montanhas, pelos vulcões adormecidos, por sua história recente de superação, como também pela magia do encontro com os gorilas.
Home
África
Mostrando postagens com marcador África. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador África. Mostrar todas as postagens
O vento quente de abril confirmou minha chegada à África. A costa oeste, tão pouco visitada - Gana, Costa do Marfim, Serra Leoa, Guiné-Bissau, Gâmbia e Senegal - abria com timidez sua ancestralidade encoberta pelas mazelas, ainda não digeridas, do colonialismo. Era o início de uma daquelas viagens nada convencionais, costuradas por reflexão, aprendizado, transformação, curiosidade e por que não dizer “pitadas de apreensão”. Afinal estamos falando de uma região sabidamente infestada de piratas, o Golfo da Guiné. Não foi por acaso que ao me despedir dos meus filhos recebi a missão de mandar notícias “todos os dias”. Eu estava embarcando para desvendar uma face da África que eu pouco conhecia, além de Angola. Minhas andanças pelo mundo já tinham me levado para Tanzânia, Ruanda, Zâmbia, Zimbábue, Botsuana, Egito, Marrocos e África do Sul com experiências focadas na vida selvagem, na história antiga e no viés cultural. No entanto, o mergulho agora era mais denso, ligado aos assombros da escravidão de mais de 12 milhões de africanos.
O Egito é um dos países mais impressionantes e espetaculares
do mundo. A fertilidade do rio Nilo em pleno deserto, o mistério das pirâmides,
a vida poderosa dos faraós, os rituais de mumificação, a escrita em
hieróglifos, as tantas camadas de história acumuladas há mais de 5 mil anos. Como
não sonhar com esse destino? Desde as páginas dos livros de escola, o Egito me
fazia sorrir. A espera foi longa, mas chegou na hora certa. Afinal, uma viagem
ao Egito precisa ser bem programada para deixar as melhores lembranças.
Menos de uma hora de carro, a partir da Cidade do Cabo, e dezenas de vinícolas belíssimas saltam em sequência pelas estradas das Cape Winelands, nos arredores das cidades de Franschhoek e Stellenbosch. A região encanta de cara pela cenografia da paisagem. Mas são os vinhedos aclamados, a bela gastronomia e a hotelaria espetacular que arrematam seu brilho. Ir para a África do Sul e não trilhar esses vales é como ir a Roma e não ver o Papa.
Quanto mais viajo, mais entendo o poder que o turismo tem de deixar boas marcas em um destino e de levar gotas de esperança, especialmente no que se refere a contribuição para uma sociedade melhor e quanto ao legado para as gerações que estão por vir. Por isso, incluí no meu roteiro um dos países mais pobres da África, onde a maior parte da população vive abaixo da linha da pobreza, com pouco acesso a água potável e rede sanitária, a Zâmbia. Subnutrição, analfabetismo e aids são alguns dos problemas que assombram o país. Tomei o rumo do lodge Tongabezi para deixar minha pequenina contribuição àquelas pessoas tão amáveis, que me ensinaram muito sobre a arte de viver.
Imagine acordar sem pressa, no ritmo dos elefantes, em uma ilhota do rio Zambeze, ouvindo estrondosos grunhidos de hipopótamos e vendo da varanda do bangalô a algazarra dos macacos enquanto o sol desponta feito uma bola de fogo no horizonte. Simplesmente estarrecedor! Era com essa energia que começavam meus dias no inesquecível Zimbábue.
O mosaico linguístico da Tanzânia é inacreditável. Mais de 100 idiomas são falados nesse país da África Oriental que tem o tamanho aproximado do estado do Mato Grosso. Pois foi com um sonoro “Jambo!”, que significa “olá” em suaíli, que desembarquei no pequenino aeroporto de Seronera, se é que dá para chamar de aeroporto. Talvez se encaixe melhor no conceito de “pista de pouso”. Mas isso não faz diferença uma vez que eu estava aterrissando no sonho de conhecer o Serengeti, maior santuário de vida selvagem do planeta.
Nem sempre temos controle sobre os caminhos que a vida aponta. Em março de 2020, eu estava com a mala pronta para a África, quando o mundo parou. A companhia aérea me ligou 3 horas antes do embarque comunicando o cancelamento do voo em função da pandemia. Claro que fiquei frustrada, afinal o roteiro tinha sido desenhado com tanto empenho: Zâmbia, Zimbábue, Botsuana e África do Sul. Sonho adiado...
Se tudo tivesse transcorrido normalmente, eu teria feito uma viagem de sonho pela África em março de 2020. O roteiro de dezesseis dias incluía quatro países: África do Sul, Zâmbia, Zimbábue e Botsuana. Na dúvida, sem saber ainda a proporção que a pandemia do coronavírus iria tomar, adiei tudo. Decisão consciente e muito acertada. Foi hora de ficar em casa e evitar cruzar fronteiras. Cada gesto solitário e solidário importava muito.
Por Juliana Nakad Sterenberg
Sabe o que acontece quando seu blog preferido #1 te convida para escrever uma matéria? Você capricha e escreve com muito amor! Então, vem comigo viver uma experiência “animal”!
Há mais de 20 anos atrás passei minha lua-de-mel na África do Sul e lembro como foi gostoso ver os animais de perto e segurar filhotes de leões no colo. Só que a vida passa e a nossa cabeça vai mudando. Hoje, não consigo mais ver animais presos e “humanizados”. Bicho é para estar livre e solto na natureza. Por isso, arrumei as malas e parti para Botswana, um país com turismo sustentável onde o pôr-do-sol vai do rosa ao alaranjado e o som da natureza é fascinante.
A verdade é que desde os tempos de Menés, Ramsés, Hatshepsut,
Tutankamon ou Cleópatra - alguns dos faraós e rainhas mais poderosos da
história - pouca coisa mudou por ali. O Egito Antigo floresceu em pleno deserto,
graças às dádivas do rio Nilo. E embora uma parte do rio tenha sido domada pela
represa de Aswan, pouca coisa mudou no seu curso e ele continua conduzindo com
força a trajetória de uma das civilizações mais imponentes que já pisou na Terra.
Suas margens de contornos eternamente verdejantes continuam mostrando porque os
egípcios sempre o adoraram. O Nilo é vida.
Místico. Denso. Mágico. O Egito tem uma força inexplicável. A
história da Terra dos Faraós contabiliza mais de cinco mil anos e merece ser
reverenciada. Testemunhar os tesouros arqueológicos egípcios é a certeza de mergulhar
no passado de uma das civilizações mais poderosas e intrigantes de que se tem
notícia. O Egito ostenta a única das Sete Maravilhas do Mundo Antigo ainda
existente: as pirâmides de Giza. Você precisa conhecer!
Por alguns instantes tive a impressão de estar num set de filmagem. Atravessei o portão de segurança e andei a passos lentos, impactada com os jardins e com as fontes impecáveis que conduzem ao lobby do Sofitel Legend Old Cataract, um hotel histórico debruçado sobre o rio Nilo. A arquitetura moura elegante do palácio de Aswan retrata com força a Era Vitoriana, quando o Reino Unido expandiu suas fronteiras até a Ásia e a África e se tornou a nação mais poderosa do mundo. Eis o faraônico Egito testemunhando o imperialismo britânico. É a história se exibindo e permitindo que a viagem ganhe belos contornos. Nada como viver experiências marcantes pelo mundo, especialmente quando temos uma data para celebrar.
Se tem um lugar que merece ser degustado com tranquilidade, é o Egito. É um
mergulho nas eternas maravilhas do mundo antigo, um verdadeiro banho de
história. Pede calma, contemplação e reverência. Por isso, programe uma viagem de no mínimo 10 dias para
desvendar um pouquinho de seus mistérios. Abaixo compartilho com vocês um roteiro
de 12 dias que desenhei no capricho e funcionou com perfeição.
Foi no final da tarde, quando o som do muezim ecoava dos
alto-falantes numa lamúria insistente chamando os fiéis à oração, que cheguei
em Fes para minha despedida do Marrocos. Mesquitas, madrassas e palácios pipocam por todo
lado. A antiga Cidade Imperial também é conhecida como Capital Religiosa do
país. Um belo mosaico que mistura passado e presente nos labirintos confusos desse
museu a céu aberto que hoje é um merecido Patrimônio Histórico da Humanidade
pela UNESCO.
Uma data especial era o empurrãozinho que faltava para o Marrocos
entrar em cena. Marrakech, Montanhas Atlas, Ait Ben Haddou, Ouarzazate, Skoura, Merzouga,
Deserto do Saara, Errachidia, Fes, Chefchaouen... palavrinhas mágicas que
soavam há muito tempo feito música para meus ouvidos. E bastou pôr os pés para
confirmar minha expectativa. O Marrocos é uma verdadeira explosão de sensações
numa cultura de personalidade forte marcada por uma cartela de cores, cheiros e
sons. Pois foi cercada por essa magia que comemorei a entrada de mais um ano de
vida.
Desembarcar no Marrocos é a certeza de viver uma explosão de
cores, sons, cenários e cheiros. O
país atiça todos os sentidos por ter uma cultura de personalidade própria muito
forte. Os souks históricos de
Marrakech, a paz de Asni, os povoados berberes nas montanhas Átlas, a aldeia de
Ait Ben Haddou, a veia cinematográfica de Ouarzazate, o oásis de Skoura, a
garganta do Todra, o Vale das Rosas, o Vale das Tâmaras, o Deserto do Saara, as
tintas e os labirintos da Medina de Fez. Um mundo a ser descoberto. Abaixo
conto tudo que você precisa saber antes de ir ao Marrocos, para fazer uma viagem independente super tranquila.
Passar uma noite no Deserto do Saara era sonho antigo. Mas,
onde? Que tipo de acampamento? Ofertas não faltam! Tem tendas de vários
padrões, em diferentes locais do deserto. Foi difícil bater o martelo. Afinal,
são mais de 60 opções de todos os tipos. Escolhi cuidadosamente o Merzouga
Luxury Desert Camp, um acampamento de luxo “com banheiro” (detalhe importante) para
meu “glamping” no deserto. Experiência incrível!
Assinar:
Postagens
(
Atom
)

















