22 janeiro 2015

SUNNY MIAMI

Por ClaudiaLiechavicius
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Badalada. Sempre em alta. Caliente! Cheia de rostos e corpos talhados à perfeição. That's Miami! A cidade mais ensolarada da Flórida. Acolhe fervorosamente quem procura as praias de South Beach, o mix da cultura latina com a caribenha, hotéis cinematográficos, ótimos restaurantes, lojas descoladas de design e compras com preços imbatíveis. A verdade é que Miami está cada vez melhor. Mais agradável, mais cheia de opções, mais convidativa. E, para facilitar ainda mais àqueles que não dominam o inglês, o espanhol é falado em todas as esquinas. E o português, também. Então, sem a barreira de comunicação, a ordem é embarcar no astral contagiante da cidade.

A animada South Beach.
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SOUTH BEACH
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O ponto de partida só pode ser South Beach. Quem poderia imaginar que um lugar onde há 100 anos havia apenas um banco de areia ao qual só se tinha acesso de barco iria se transformar na efervescente região de Miami Beach. É bem verdade que a Ocean Drive funciona muito como um ponto caça-turistas, mas as construções em Art Deco dão um toque especial a South Beach (a parte sul de Miami Beach). São mais de 800 prédios bem conservados que se traduzem em glamour, alegria e muita irreverência.

 Ocean Drive e seus prédios Art Deco.

Os prédios em estilo Art Deco costumam ser baixos (geralmente têm entre dois e quatro andares), possuem faixas coloridas que dão a sensação de movimento, muitos têm uma torre central que lembra a chaminé de um navio, tetos planos e cores marcantes. São a marca de Miami Beach. Há basicamente três estilos de Art Deco em South Beach: o tradicional, o futurista e o mediterrâneo. Eles derivam da arquitetura francesa, italiana e espanhola.

Pessoas famosas como Gloria Stefan, Madonna, Michael Caine e nosso Romero Brito ajudaram a transformar o bairro colorido por letreiros de néon em um dos maiores points dos Estados Unidos.

Ao raiar do dia a ordem é dar um pulo na praia, seja para uma caminhada no calçadão ou para curtir um disputado pedaço de areia. Logo mais os DJ's já sobem o som e mulheres sensuais capricham no embalo dos ritmos, especialmente latinos, para seduzir os clientes à ocupar uma cadeira em um dos tantos cafés, bares e restaurantes do bairro. E, restaurantes não faltam por ali. Tem um ao lado do outro. Mesmo com certo apelo turístico, o conjunto da obra agrada.

Seja no calçadão ou na areia não dá para resistir a um pulinho na praia. 
Faz parte do programa.

PONTOS ALTOS DE SOUTH BEACH
  • Praia
  • Ocean Drive
  • Bares, restaurantes e clubes
  • Compras na Lincoln Road
  • Memorial do Holocausto (é tocante, mas realidade pura)
  • Hotel Delano

DICA


Miami Design Preservation League organiza passeios a pé com uma hora e meia de duração partindo do Art Deco Welcome Center - 1001 Ocean Drive - (305) 672.2014.

DOWNTOWN

Até bem pouco tempo atrás o centro de Miami era bem esquisitinho. Um lugar decadente pode-se dizer. Quando o comércio local fechava o centro adormecia. Ninguém mais circulava por ali. Era até perigoso. Mas, agora está ganhando outra roupagem. Prédios modernos e hotéis grandiosos começaram a revitalizar o pedaço. É o caso do Hotel Viceroy que trouxe vida nova ao oferecer sua exuberância e do Marriott Marquis, do Four Seasons que tem um brunch concorridíssimo aos domingos e do Mandarin Oriental. E assim, mais um leque de opções se debruça sobre Miami. O modo mais fácil de circular em Downtown é com o Metromover, um trenzinho sem motorista, grátis, que percorre um circuito de uns três quilômetros. O percurso dura 10 minutos e dá uma boa visão geral dos arranha-céus da cidade. Vale prestar atenção ao National Bank Tower que muda as cores da iluminação a cada dia.

 O Skyline formado pelos arranha-céus de Downtown é uma referência para se localizar em Miami.

PONTOS ALTOS EM DOWNTOWN
  • Bater pernas no Bayside Marketplace
  • Dar um passeio de barco em Biscayne Bay
  • Ficar hospedado num dos novos hotéis da região
  • Visitar o Jungle Island
  • Circular de Metromover
  • Conhecer o novo e maravilhoso museu PAM - Pérez Art Museum

DESIGN DISTRICT

Cinco quilômetros ao norte de Downtown, o Design District vai aos poucos virando um reduto da arte contemporânea e da moda. O badalado francês Cristian Louboutin (155 NE 40th St.) foi um dos primeiros a se instalar no bairro agora repleto de grifes internacionais. Circule pelo De La Cruz Collection (23 NE 41th St.) um museu recém inaugurado que expõe obras de mais de 50 artistas.

Design District.

PONTOS ALTOS DO DESIGN DISTRICT
  • Circular pelas lojas e galerias
  • Visitar o museu De La Cruz Collection

WYNWOOD DISTRICT

Alguns quarteirões abaixo do Design District, um local antes perigoso e repleto de galpões abandonados, agora vem atraindo muita gente com suas paredes grafitadas. O Wynwood District é um museu a céu aberto. Um dos lugares mais interessantes de Miami. Muitos artistas, inclusive os brasileiros Eduardo Kobra e "Os Gêmeos" Gustavo e Otávio Pandolfo  têm seus grafites no bairro. São mais de 70 galerias de arte assinadas por grafiteiros craques. Além disso, há cafés, restaurantes e galerias, inclusive a do nosso querido Romero Brito.

O epicentro do grafite em Miami fica próximo à NW 2nd Avenue nas ruas NW 25th e NW 26th. 

DICA: todo segundo sábado do mês acontece um tour guiado para quem quiser conhecer melhor o distrito. 

COMPRAS EM MIAMI

Circular pela Lincoln Road www.lincolnroad.org, onde está o corredor de lojas mais badalado de South Beach, pode garantir ótimas horas de diversão. Além das compras há muitos restaurantes simpáticos que permitem ver o movimento da galera indo e vindo com seus pacotinhos na mão.


Lincoln Road.

Para quem prefere comprar grifes de luxo, o Bal Harbour www.balharbourshops.com é perfeito. Tem Prada, Marc Jacobs, Cartier, D&G, Carolina Herrera, Hermès, Valentino e várias outras marcas do mesmo gabarito.

Se a intenção for caminhar entre lojas num mall aberto e à beira da baía, então o Bayside é perfeito www.baysidemarketplace.com. Pois, além do visual e das lojas é de lá que partem barcos de passeio pela cidade. Também conta com bons restaurantes, entre eles o Bubba Gump Shrimp Co. e o Lombardi's Ristorante.

O shopping mais famoso e mais procurado pelos turistas é o Aventura Mall (Biscayne Boulevard com 197th Street), ao norte de Miami. Tem mais de 200 lojas, entre elas Tiffany, Gucci e Cartier, além das grandes âncoras Macy's, JCPenny, Nordstrom e Sears.

Para garantir bons preços vá ao Dolphin Mall (1401 NW 12th Street) à oeste do aeroporto. Vale a pena dar uma passada nas pontas de estoque da Ann Taylor, Bebe, Aldo, Nine West e Kenneth Cole.

Ao sul, o Dadeland Mall ( 7535 Kendall Drive) é um shopping muito simpático. Com 170 lojas entre elas a tradicional Burdine's. O acesso ao shopping pode ser feito de metrorail, o que facilita a vida de quem está sem carro. Quase em frente ao shopping tem uma loja enorme da Toys "R" Us - para quem viaja com os filhos é parada obrigatória. Também nessa região fica o Shops at Sunset Place.

Outras opções são o The Falls (136th Street - Kendall South) onde fica a loja Bloomingdale's e a descontraída região de Coco Walk (3015 Grand Avenue - Coconut Grove) com lojas como Gap e Banana Republic.

OUTLETS

Na cidade de Miami propriamente dita, não tem outlets. Os dois mais próximos ficam na Grande Miami, a uma hora de Downtown. O mais procurado é o Sawgrass Mills - 12801 West Sunrise Boulevard- em Sunrise, perto de Fort Lauderdale, com 350 lojas. Entre elas: Banana Republic, Nike, Gap, Adidas, Ralph Lauren e Burberry www.sawgrassmills.com. O outro é o Prime Outlet, em Florida City www.primeoutlets.com.

MIAMI COM CRIANÇAS
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Os pequenos têm boas opções para animar os dias em Miami.
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Para começar que tal passar umas horinhas no Seaquarium. O parque é uma versão miniatura do Sea World de Orlando. Além de jacarés, tubarões e pelicanos tem shows de leão-marinho, orca e golfinhos. Fica em Key Biscayne - 4400 Rickenbacker Causeway. www.miamiseaquarium.com

Um pouco mais ao sul fica o Monkey Jungle. Num local amplo onde várias espécies de macacos ficam soltos e as pessoas andam por passarelas protegidas por telas. É possível alimentar os macacos colocando a comida em pequenos baldes que os próprios animais puxam. Fica no número 14805 SW 216th Street. www.monkeyjungle.com

O Jungle Island é um jardim tropical com mais de 1100 espécies de aves, além de pinguins, lobos e jacarés. Alguns são amestrados e fazem exibições. Fica entre Downtown Miami e South Beach, 1111 Parrot Jungle Trail. www.jungleisland.com

Bastante interativo é o Miami Children's Museum. As crianças podem mexer em tudo que tiverem vontade, pilotar um caminhão de bombeiros, cavar buracos com uma retroescavadeira, escolher artigos em um mini supermercado e tantas outras atividades. É muito interessante para crianças de até 10 anos. Depois disso perde a graça. Fica num ponto bem central - 980 MacArthur Causeway.

Em Coconut Grove, a maior mansão da Flórida que pertenceu ao industrial James Deering virou um museu encantador - Viscaya Museum and Gardens. A mobília foi toda trazida das viagens do proprietário pela Europa. Os jardins clássicos são impecáveis e ficam às margens do Oceano Atlântico. 3251 S Miami Avenue.

BONS HOTÉIS

DELANO tem o lobby e a piscina mais agitados de South Beach. Som alto rola solto habitualmente. Os desavisados chegam a supor que estão num disco e não num hotel. Alguns dias da semana muita gente bonita é convidada via e-mail para integrar a turma dos frequentadores do hotel onde Madonna ficou tantas vezes hospedada. A decoração dos quartos é clean - tudo branco, branco, branco - e a assinatura de Philip Starck carimba o glamour dos salões. O endereço é 1685 Collins Avenue, Miami Beach. Telefone (305) 672.2000. www.morganshotelgroup.com.


Tudo branco e sempre a meia luz. A única cor presente no quarto para fazer um contraste saudável é a maçã verde que traz a inscrição "an apple a day keeeps the doctor away".

FONTAINEBLEAU voltou a receber seus hóspedes nos 1500 quartos recém reformados. O hotel é enorme, as piscinas gigantescas com cascatas e muitos cantinhos exclusivos. O endereço é 4441 Collins Avenue. O telefone (305) 538.2000. www.fontainebleau.com

O luxuoso FOUR SEASONS é boa opção para quem pretende fcar no revitalizado Downtown. O hotel conta com um brunch concorrido aos domingos. No lobby do hotel esculturas de Botero saltam aos olhos. Fica na Brickell Avenue 1435. Telefone (305) 358.3535. www.fourseasons.com

O classudo THE TIDES é o mais procurado da Ocean Drive. É do mesmo grupo do Delano. Os quartos são amplos e o agito corre solto na porta do hotel. O endereço é nobre: 1220 Ocean Drive. Telefone (305) 604.5070. www.tidessouthbeach.com

VICEROY é um dos novos e incríveis hotéis de Downtown. O spa é todo decorado por Phillip Starck. O endereço é 485 Brickell Avenue. www.viceroymiami.com

JW MARRIOTT MARQUIS abriu suas portas no final de 2010 e tem um restaurante do chef francês Daniel Boulud. Fica na Biscayne Boulevard 255. www.marriott.com

RESTAURANTES

Hakkasan. Restaurante chinês, de comida cantonesa maravilhosa. Ambiente charmoso e sempre à meia-luz. Só abre para o jantar. Fica no Hotel Fontainebleau. Tem que reservar. Telefone (786) 276 1388.

Joe's Stone Crab. Restaurante sempre cheio que não aceita reservas e as pessoas esperam pacientemente por mais de duas horas para degustar os famosos King Crabs. Vale a espera. O segredo é chegar bem cedo quando as portas do restaurante se abrem. 11 Washington Avenue. Miami Beach.

Zuma. Restaurante japonês com pratos daqueles que se come com os olhos, de tão bonitos. A apresentação é perfeita e tudo que vem à mesa é espetacular. Tem que fazer reserva. Hotel Epic. 270 Biscayne Boulevard. Downtown. Telefone (305) 577.0277. Um dos meus preferidos.

Nobu. Um dos restaurantes japoneses mais badalados do mundo. Tem um menu degustação que é todo maravilhoso. O bacalhau na folha de bananeira é o carro chefe. Fica na Collins Avenue 1901. Telefone: (305) 695.3232.

Garcia's. Considerado um dos melhores restaurantes da cidade. Fica no centro e é atendido pelos donos cubanos. O ceviche é ótima pedida. O endereço é 398 NW North River Drive. Telefone: (305) 375.0765.

Prime 112. É uma steak house tradicional de Miami Beach que além de carne capricha nos camarões e lagostas. Fica no número 112 Ocean Drive. Telefone: (305) 532.8112.

Casa Tua. Italiano elegante e delicioso em Miami Beach pertinho da Lincoln Road. 1700 James Avenue. Tem que fazer reserva (305) 673 1010.

Cecconi's. Italiano simpático na Collins 4385, Miami Beach. Ambiente descontraído.


MELHOR ÉPOCA PARA IR À MIAMI

O sol brilha praticamente o ano todo. Em dezembro e janeiro a temperatura costuma ser um pouco mais baixa, mas nada insuportável, dificilmente vai além de 15 graus Celsius. Portanto, qualquer época do ano é ótima.

FUSO HORÁRIO. Uma hora a menos em relação ao horário de Brasília. 

Assim é Miami. Uma cidade ensolarada que convida das praias às compras. 
Há quem ame e quem odeie. 
Vá conferir com seus próprios olhos. 

16 janeiro 2015

O REINO ENCANTADO DO CAMBODIA

Por Claudia Liechavicius

Tímidos, os primeiros raios de sol tentavam ultrapassar uma fina camada de nuvens que pairava sobre o que um dia foi a capital do poderoso Império Khmer. Uma multidão à beira do lago, em silêncio profundo, reverenciava aquele momento sublime, como que em transe. Pacientes. Curiosos. Olhares em êxtase esperando a luz do dia invadir o grande templo de Angkor, no centro de Siem Reap, no Cambodia, para descobrir um pouquinho de seus segredos. 

Uma multidão espera ansiosa pelo despertar de Angkor Wat. 

Todos a postos com suas câmeras fotográficas nas mãos. Eis que as cortinas de um novo dia se abrem e o templo se exibe imponente. Sagrado. Majestoso. Sereno. Indescritível. Repleto de histórias. 

O espetacular Angkor Wat. 

UM PASSADO GLORIOSO E SANGRENTO

O Reino do Cambodia foi o maior centro político e religioso do Sudeste Asiático durante seis séculos, de 802 à 1432. Seu vasto território englobava parte da Tailândia, Vietnam, Myanmar, Laos e ia até a Malásia. Mas, sua história é bastante tumultuada. Nada pacífica. Guerras sangrentas marcaram profundamente essas terras e deixaram o povo sofrido.

Mapa da enorme região ocupada pelo Império Khmer. 

Mapa atual do Cambodia. 

O século IX foi o começo de tudo quando o rei Jayavarman II se declarou "Chakravartin", o Rei do Mundo. E, o Império Khmer floresceu. Nada singelo, o rapaz. Mas, ele realmente teve muita força e abriu as portas para uma era de dominação que deixou um legado histórico incrível num império governado por uma sucessão de reis. 

As fundações de Angkor vem dessa época. Quando o rei que adorava Shiva construiu um templo em forma de montanha-piramidal para representar o monte Meru, a sagrada morada dos deuses hindus. Seu sucessor aumentou mais um pouco o império. Até que o rei Yasovarman I, que reinou de 889 a 910, transferiu a capital de Roluos para Angkor. Então, uma quantidade enorme de templos e palácios de pedras foram construídos num raio muito pequeno. O legado é espantoso. São mais de 100 templos. Um ao lado do outro. É de enlouquecer. Surpreendente. Sendo que os dois complexos maiores são Angkor Wat e Angkor Thom. 

Angkor Thom, Bayon.

Porém, tudo nessa vida é cíclico. Angkor entrou em declínio e acabou sendo esquecida. Os templos foram abandonados e a mata tomou conta. Isso foi um tremendo golpe de sorte. Ajudou na preservação desse tesouro.

Quatro séculos depois, exploradores franceses encontraram Angkor protegida pela natureza. O antigo Império Khmer começou a ser restaurado até que os conflitos do século XX sacudiram fortemente a região. 

Templo Ta Prhom onde foi filmado Tomb Raider, com Angelina Jolie.

A Guerra do Vietnam - que começou em 1954 - atingiu duramente o Cambodia. Os vietnamitas usavam o território do Cambodia como zona de passagem e os Estados Unidos atacavam com bombas. Isso fez surgir o Khmer Vermelho, Partido Comunista da Kampuchea que aterrorizou o Cambodia de 1975 a 1979. A bandeira do grupo era uma sociedade livre de influências estrangeiras e capitalistas. O partido ordenou uma reforma agrária radical sustentada por torturas e execuções em massa. Foram os responsáveis por um dos regimes mais chocantes e sanguinários do mundo. Eles tomaram Phnom Penh, em 1975, e deixaram o país devastado com um genocídio considerado o pior da história, com mais de 2 milhões de mortos.

O Khmer Vermelho foi expulso pelos vietnamitas, mas continuou resistindo com pequenos grupos de guerrilheiros até 1990 quando foi assinado um acordo de paz. Em 1998, morreu o líder político Pol Pot refugiado em um vilarejo distante. 

É uma história muito recente. Minas terrestres continuam provocando acidentes mesmo depois de todas as limpezas do território. As feridas estão cicatrizando aos poucos, depois de anos de sofrimento. O país começa a vislumbrar a paz com a nova realidade política.

Apesar da pobreza ainda aparente, os cambojanos têm voltado a sorrir. E o turismo nesse momento é um poderoso aliado que emprega 75% da população de Siem Reap.

Crianças cambojanas brincam pelas ruas enquanto vendem lembranças aos turistas. 

E, por incrível que pareça, em Siem Reap a aglomeração de turistas não chega a incomodar. É comovente ver um país que já foi abandonado à própria sorte encontrar um modo tão nobre e singelo de se levantar. Seu passado glorioso. Hoje, eles compartilham com o mundo esse legado espetacular deixado pelos antepassados e que ficou adormecido como num conto de fadas, debaixo da selva, durante tantos anos de guerras. 

COMO CHEGAR EM SIEM REAP

Siem Reap é o principal ponto para quem quer explorar os templos do antigo Império Khmer. Fica na região noroeste do Cambodia. Apesar de ser a cidade mais conhecida, não é a capital política e sim Phnom Penh. Mas, podemos dizer que Siem Reap é a capital cultural do país.

Pelas ruas de Siem Reap, Cambodia. 

Os aviões descem no simpático Aeroporto Internacional de Siem Reap. Usei a Vietnam Airlines para chegar ao país (vindo de Ho Chi Ming) e a Air Asia para sair (indo para Phuket). Também dá para voar de Siem Reap Airways, China Southern Airlines, Jetstar, Bangkok Airways, Malasya Airlines,  Lao Airlines e outras.

DICA: Alguns desses voos são muito baratos, ao redor de 40 dólares ou até menos. Compre passagem executiva, que ainda assim sai barato e você terá várias regalias como sala vip, embarque antecipado, serviço de bordo diferenciado e desembarque em vans exclusivas. Os voos low-cost costumam cobrar pela bagagem. Tenha bom senso e viaje pela Ásia apenas com um volume pequeno. O calor constante nessa parte do mundo ajuda a reduzir a bagagem.

O VISTO DE ENTRADA

Os documentos necessários para entrar no Cambodia são:
  •  passaporte com validade de no mínimo 6 meses, 
  • certificado internacional de vacinação contra febre amarela, e 
  • visto - que pode ser feito no próprio aeroporto, pois não há consulado do Cambodia no Brasil. É preciso pagar uma taxa de 30 dólares, preencher os formulários e levar uma foto 2x2. Mas, se esquecer a foto basta pagar mais 1 dólar e fazer no balcão. 
Lembre-se de um detalhe importante: propinas são uma constante no país. Se esquecer qualquer coisa é só oferecer algum por fora que tudo se resolve.

Para ilustrar essa questão vou contar o que aconteceu na chegada. O passaporte do meu marido estava quase totalmente carimbado. Não havia nenhuma página inteira livre. Havia vários espaços para colar o visto (que é de papel e não um carimbo). No entanto, o funcionário queria uma página inteira livre e ficou enrolando um tempão dizendo que não poderíamos entrar no país. Na hora, não entendemos a intenção dele. Até que cansou de tentar o recurso habitual e liberou o visto. Ao chegar no hotel, contamos que a demora no aeroporto havia sido por conta do passaporte. Então, o funcionário nos disse que se tivéssemos dados uma ajudinha financeira o assunto teria sido resolvido mais facilmente. Depois, ouvi de várias pessoas outras histórias parecidas. Essa é uma prática constante entre os oficiais cambojanos.

Também dá para fazer o visto  pela internet no site embassyofcambodia.org/evisa.html. Basta preencher um cadastro, pagar 35 dólares e aguardar a resposta de aprovação por 3 dias. Nesse caso, tome cuidado porque há vários sites fraudulentos. Recomendo fazer o visto na entrada do país.

Depois de resolver o visto é hora de ir para o hotel. O meio de transporte oficial do Cambodia é o tuk tuk. Escolha o seu taxi tuk tuk e boa sorte.

Os tuk tuks estão por toda parte em Siem Reap, no Cambodia.

Costumo chegar nas cidades com o transfer já contratado do próprio hotel para não ter aborrecimento. Nesse caso, havia um motorista todo uniformizado, com uma plaquinha com o nome e uma Mercedes-Benz muito antiga aguardando com ar condicionado e toalhas geladinhas. Bela surpresa!

Transfer do hotel Amansara.

A VIDA EM SIEM REAP 

Siem Reap tem um jeitinho singelo de vilarejo. A cidade explodiu como destino de sonhos de pessoas do mundo todo que gostam de lugares exóticos, de culturas diferentes e que não têm dificuldade de enfrentar o calor extenuante. O triste é ver a cada instante a pobreza nua e crua. É uma viagem que mexe com as emoções. Que desperta momentos de reflexão.  O coração viaja do encantamento à tristeza num segundo.

Com o grande fluxo de turistas, a cidade vem se desenvolvendo rapidamente e oferece tanto pousadas baratas como hotéis de luxo. Esse jeitão caótico que mistura de tudo é exatamente o que dá o toque especial. Gente da terra indo e vindo vendendo seus produtos; turistas boquiabertos transitando de tuk tuk pra baixo e pra cima; e, uma leva de monges em trajes alaranjados. Uma festa para os olhos e para a alma. O povo que já foi hindu hoje é 95% formado por budistas.

Um grupo de monges visita o templo Phonom Bakheng no por do sol.

O ideal em termos de hospedagem é ficar próximo do centrinho de Siem Reap. Ele é chamado de Old French Quarter. A arquitetura nessa região guarda memórias dos tempos de dominação francesa e a noite ferve. O ritmo é agitado. A Pub Street é o ponto de referência para se localizar. Nas ruelas ao redor há muitos restaurantes, mercados noturnos e spas com todo tipo de massagem, inclusive aquela feita nos pés por peixinhos famintos.

Pub Street, no centro de Siem Reap.

Um dia bem aproveitado em Siem Reap funciona assim: bem cedo, antes do sol castigar é hora de circular pelos templos; perto do meio-dia, na hora em que o calor fica exaustivo é hora de fazer uma pausa para curtir o hotel; no final da tarde novos templos; e, de noite, como ninguém é de ferro, vale fazer uma massagem no centrinho, dar uma caminhada pelos mercados e depois jantar na Pub Street.

Uma boa massagem nos pés não pode faltar no final do dia. 


As comidinhas de rua estão por todos os cantos em Siem Reap.


Vai de cobra ou de aranha?

Então, indico um bom hotel para servir como oásis e perto de tudo, o Amansara. Ele tem um ambiente super tranquilo e decoração maravilhosa. São só 24 suites, cada uma com sua piscina privativa. Os quartos são amplos e conjugados com um banheiro lindo que se abre para a piscina. O café da manhã é muito bom. Nos dias em que você optar por sair bem cedo para conhecer os templos, o café pode ser servido após a primeira visita em uma antiga casa cambojana restaurada pelo hotel na beira do lago. Espetacular. Os hóspedes também têm incluída outra refeição que pode ser almoço ou jantar. À escolher. O restaurante do hotel é excelente e oferece tanto cozinha internacional como típica do país. Cada hóspede tem um motorista com um tuk tuk para ir onde quiser, a qualquer hora do dia. Serviço muito simpático e só não diria que impecável porque eles ainda estão aprendendo a receber os turistas. Mas, fazem de tudo para agradar. Recomendo!

Piscina do hotel Amansara.

Restaurante do Amansara. 

 Quarto enorme e delicioso.

À noite, danças típicas do Cambodia na beira da piscina. 

E, um tuk tuk pra chamar de seu.


A DURA VIDA NUM PAÍS PÓS-GUERRA

Saindo alguns quilômetros do circuito turístico, a realidade ainda é bem chocante. O país tem uma população de 15 milhões de habitantes espalhada por uma área de 180 quilômetros quadrados. O Cambodia faz fronteira com Laos, Tailândia e Vietnam. Metade da população do Cambodia é muito carente e ganha o equivalente a 100 reais por mês para seu sustento. Essa miséria toda é o resultado de anos de uma guerra insana.

A vida é simples no Cambodia.

Eles vivem basicamente da pesca e da agricultura em vilarejos muito simples. As portas das casas costumam ficar sempre abertas para receber quem chega. São solidários e sorridentes. Os cômodos não têm divisórias. Paredes só no banheiro. Todos dormem juntos e a cama do casal costuma ter cortinas para dar privacidade. Durante o dia, as pessoas sentam no chão, mesmo as mais velhas. A comida ainda é feita em fogareiros e é deliciosa. À base de peixes, legumes e arroz. 

Cozinha e quarto numa típica casa cambojana.

BILHETE PARA VISITAR OS TEMPLOS

O parque de Angkor ocupa uma área muito extensa. São 400 quilômetros quadrados. É preciso de tempo se quiser conhecer os quase 100 templos que ali habitam. Fiquei 3 dias na cidade e foi muito pouco. Saí com vontade de ficar mais. Não estava pronta para ir embora. Teria ficado facilmente por 5 dias (ou até mais).

O bilhete de entrada, que é chamado de passe, deve ser comprado exatamente conforme o tempo que você pretende ficar na cidade.
  • para um dia: U$ 20
  • para 3 dias U$ 40 
  • para 7 dias U$ 60. 
Os passes são pessoais e intransferíveis. São feitos apenas em uma das entradas do complexo num guichê bem organizado que começa a funcionar ainda de madrugada, as 5:00 horas - uma vez que o nascer do sol nos templos é programa obrigatório - e fecha as 18:00 hs.

As filas costumam ser grandes ao amanhecer, pois é preciso tirar uma foto no local e fazer o pagamento. Mas, não demora muito.

Caso a compra do passe seja feita depois das 17:00 horas, ainda assim ele poderá ser usado até as 18:00 horas e passa a valer a partir do dia seguinte. Boa opção para quem pretende ficar apenas um dia e assim terá mais um finalzinho de tarde para curtir algum templo.

Guichês lotados as 5 horas da manhã para a compra dos passes. 

ENTÃO, VAMOS AOS TEMPLOS

Mapa dos templos de Angkor.

A distância entre os templos é grande, apesar de não parecer no mapa. Especialmente, para quem vai se deslocar de tuk tuk ou bicicleta. Aliás, com o calor do Cambodia acho bicicleta uma péssima opção. No tuk tuk você consegue pelo menos dar uma relaxada e tomar um ventinho no rosto enquanto se desloca de um templo para outro. Além disso, é o meio de transporte mais usado na cidade.

Vá de tuk tuk pelos templos do Cambodia. É mais original e divertido.

Teoricamente para circular pelos templos há dois circuitos que foram criados no período em que os franceses estiveram no Cambodia e que são usados até hoje. Os dois iniciam em Angkor Wat. O circuito curto tem 18 quilômetros, pode ser feito em um dia e cobre as ruínas centrais do complexo como Ta Prohm e Banteay Kdei. Já, o circuito longo tem 27 quilômetros e leva pelo menos dois dias para ser feito. Inclui o circuito curto mais alguns templos externos como o Preah Neak Pean, o Ta Som e o Pre Rup. No entanto, tudo depende do seu interesse, ritmo da viagem e tempo disponível.

O CARTÃO-POSTAL DO CAMBODIA, ANGKOR WAT

Você já prestou atenção na bandeira do Cambodia? Ela tem três listras horizontais. A superior e a inferior são azuis. A central é vermelha e traz no centro o desenho da entrada de Angkor Wat. Suas torres sagradas são o símbolo máximo do país, o templo é considerado como a maior obra religiosa do mundo. Desde 1982 é considerado Patrimônio Mundial da Humanidade.

Angkor Wat vista do templo Phonom Bakheng.

Angkor Wat significa "a cidade que é um templo". O templo foi construído para Vishnu, o deus hindu protetor da criação. O projeto se baseia numa mandala hindu. No centro ficam as cincos grandes torres. Para entrar no complexo é preciso passar por um grande fosso. Lá dentro, as paredes que de longe parecem apenas pedras revelam milhares de entalhes de dançarinas celestiais (chamadas de apsaras), guerreiros e animais.

Interessante observar que as danças típicas do país se baseiam nas posições corporais desses entalhes e reproduzem as histórias gravadas nas paredes dos templos.



 Centenas de entalhes enfeitam as paredes de Angkor Wat.

O Santuário Central é o mais alto e mais sagrado. Abriga várias estátuas de Buda. Para entrar é preciso cobrir os ombros e as pernas. A escadaria de acesso é bem íngrime e perigosa.

Se quiser entrar antes da galera e ter o santuário só para você basta pagar alguns dólares para os seguranças de plantão. Eles liberam a entrada e até acompanham para mostrar os altares.

Santuário Central.

 No interior do Santuário Central há vários altares. 
Observe que muitas cabeças foram cortadas durante as guerras. 

Angkor Wat. Simplesmente espetacular.

O MISTERIOSO TA PHROM

Ta Phrom é um antigo mosteiro budista que hoje parece um castelo mal assombrado. A floresta tomou conta do que foi abandonado pelo homem. As raízes gigantescas das figueiras são como mãos segurando firmes as pedras do passado. As árvores chegam a ter mais de 300 anos. É impressionante e assustador.

Entrada de Ta Phrom.

 Famílias cambojanas circulam pelo templo. 

 As raízes das figueiras gigantes guardam os segredos do mosteiro Ta Phrom.

Esse cenário foi usado por Angelina Jolie para gravar cenas do filme Tomb Raider na pele de Lara Croft. As ruínas vem sendo restauradas com cuidado e as árvores fazem parte do cenário. Não serão removidas. No seu auge, o complexo chegou a ser mantido por 80 mil funcionários entre os quais 600 dançarinas  e 18 sacerdotes.

O IMPRESSIONANTE ANGKOR THOM

Angkor Thom significa "Grande Cidade". Foi a maior cidade do Império Khmer. Chegou a ter 1 milhão de habitantes. O complexo é protegido por 10 quilômetros de muros com 8 metros de altura. Cinco portões permitem a entrada. Dentro de Angkor Thom tem várias ruínas e a mais intrigante é Bayon com seus rostos enigmáticos.

Bayon, em Angkor Thom.

Os rostos de pedra do templo de Bayon espreitam a história do Cambodia a mais de 500 anos. São 54 torres com quase duzentas faces de semblantes serenos e todos diferentes.

Uma fileira de deuses de cada lado guarda a entrada do Portão Sul. 

Olhando de longe nem dá para perceber que as torres tem rostos esculpidos.

Ao se aproximar, os rostos de Bayon, em Angkor Thom, revelam sua tranquilidade.

A paz emana em Bayon. Monges estudam seus mantras.

O PEQUENINO TEMPLO BAKSEI CHAMKRONG

Outra parada interessante, logo na saída de Bayon, pelo Portão Sul, é no pequeno templo Baksei Chamkrong. Esse é um templo hindu dedicado a Shiva. Sua escadaria é muito íngrime e perigosa. Pouca gente circula por ali. Não é um dos mais conhecidos. Vale uma visita breve enquanto se espera para subir ao templo Phnom Bakheng de elefante para ver o por do sol.

 Templo Baksei Chamkrong.


Altar do templo Baksei Chamkrong.

O TEMPLO DE BANTEAY KDEI

O nome desse templo significa "Cidadela das Celas dos Monges". Foi usado até 1960 por monges budistas e está muito mal conservado. Data do século XII. É formado por duas galerias de onde nascem as torres e por um claustro.

Reflexos do templo budista Banteay Kdei.

O templo Banteay Kdei recebe poucos visitantes. É lindo e tranquilo.

O POR DO SOL EM PHNOM BAKHENG

No final do dia, o programa é assistir o por do sol no Phnom Bakheng. Esse foi o templo oficial da primeira capital Khmer e data do século IX. Cinco torres emergem majestosas de uma espécie de pirâmide que fica no topo do morro. O caminho é íngrime. Muita gente opta por subir na carona de um elefante. 

Muitos monges se dirigem diariamente ao sagrado Phnom Bakheng.

A subida pode ser feita a pé ou de  elefante para o santuário Phnom Bakheng.

Uma multidão aguarda a despedida do astro rei em Phnom Bakheng.

E o sol se despede dos monges em Phnom Bakheng.

Ainda em Angkor Thom tem vários outros templos interessantes: Baphuon (um dos mais importantes do complexo), Phimeanakas (palácio-templo do século X), os pequenos santuários Preah Palilay e Tep Pranam, a Esplanada do Rei Leproso, a Esplanada dos Elefantes, Khleang e outros. Não dá para conhecer tudo. É preciso selecionar alguns.

TEMPLOS MAIS VISITADOS
  • Angkor Wat (as pessoas adoram ver o sol nascer na frente do templo)
  • Angkor Tom (onde fica Bayon com as caras de pedra e vários outros templos)
  • Ta Prohm (conhecido pela filmagem de Tomb Raider com Angelina Jolie)
  • Banteay Srei
  • Roluos (Lolei, Preah Ko, Bakong)
  • Phnom Bakheng (indicado para se ver o por do sol)
  • Prasat Kravan
  • Preah Khan (funcionava como mosteiro e escola religiosa)
  • Preah Neak Peam 

ALÉM DOS TEMPLOS DE SIEM REAP

Só as ruínas do Império Khmer já fazem valer a viagem. Mas, há outras possibilidades que não tive tempo de explorar no país.
  • Vilas flutuantes do Lago Tonle Sap onde vivem várias famílias em vilas flutuantes. A mais conhecida é Chong Kneas. O lago é o maior do sudeste asiático e fica a 40 minutos de Siem Reap.
  • A capital Phnom Penh a 400 quilômetros de Siem Reap.
  • A cidade colonial de Kompot da época da colonização francesa.
  • Praia de Sihanoukville com águas calmas e claras.
  • Arquipélago de Koh Rong ainda bem virgem. 

CUIDADOS IMPORTANTES
  • Use sapatos muito confortáveis e que não esquentem demais os pés. Você vai caminhar muito, subir muitas escadas e o calor é danado.
  • As mulheres precisam cobrir ombros e pernas em alguns locais. Então, vá de roupas leves e tenha um lenço grande que possa ser amarrado como saia quando precisar.
  • Leve óculos, boné e protetor solar. 
  • Evite comer verduras e legumes não cozidos.
  • Tome somente água mineral engarrafada.
  • Procure não se afastar das áreas demarcadas pelo risco de minas terrestres.
  • Quando encontrar um monge você pode fotogra-lo, mas se você for mulher não toque nele.
  • Não elogie o vizinho Vietnam para os cambojanos. Eles ainda têm muitas travas do passado.
  • Não use o chapéu vietnamita Nón là no Cambodia. Fui advertida pela polícia que não poderia usar o chapéu. É proibido.
Respeite as diferenças culturais. 
Depois de saber que não poderia usar meu Nón là aposentei ele no hotel. 

MELHOR ÉPOCA PARA IR: final de novembro, dezembro e janeiro. Os outros meses são muito quentes, a temperatura pode chegar a 45 graus. De maio a outubro é período de monções, quente e chuvoso. Evite.

MOEDA LOCAL: Riel (KHR). 1 dólar vale 4 mil rieis. Dólar americano é aceito em muitos lugares.

FUSO HORÁRIO: 10 horas à frente do Brasil.

INDICAÇÃO DE RESTAURANTES: Khmer Kitchen (na Pub Street), Sugar Palm (comida típica do Cambodia servida numa casa de madeira antiga em estilo Khmer), Il Forno (comida italiana, numa transversal da Pub Street), Abacus (cozinha francesa com toque asiático), Chez Mathieu (cozinha francesa).

Super viagem para quem gosta de culturas exóticas!!!! 


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