27 março 2015

HO CHI MINH, ANTIGO SAIGON

Por Claudia Liechavicius

Ho Chi Minh foi minha última parada no Vietnã. Mergulhei apenas por um dia na loucura dessa cidade de 8 milhões de habitantes e 5 milhões de motos. Uma confusão pelas ruas com centenas de buzinas em ação. O trânsito além de caótico e barulhento, é surreal. Em cada moto vão várias pessoas e ainda por cima levam um monte de coisas penduradas desafiando a gravidade sem o menor constrangimento. Cada um vai por onde quer, no sentido que desejar. São raros os semáforos, então as pessoas atravessam no meio da confusão. E, por incrível que pareça, no fim tudo dá certo. 

Atravessar a rua é uma grande peripécia em Ho Chi Minh. Observe as meninas andando entre as motos com o traje típico do país, o tradicional "ao dai", conjunto de vestido com calça comprida. A regra é olhar para frente, sair desviando das motos e nunca olhar para trás para não entrar em pânico. 

E foi nesse clima que cheguei no aeroporto mais quente, lotado e bagunçado do Vietnã. Como eu iria ficar apenas por um dia e não iria dormir na cidade, não contratei transfer. Deixei as malas guardadas no aeroporto e fui em busca de um taxi. Um motorista muito safado acabou sendo a única dor de cabeça no país. Pedi que ele parasse no meio do caminho e chamei outro taxi, na rua. Isso pode acontecer em qualquer lugar do mundo, mas nas grandes cidades há sempre um risco maior de cair nas mãos de quem quer tirar proveito da sua condição de turista.

Bicicleta lotada, em frente à Ópera House de Ho Chi Minh.

Deixando esse fato de lado parti para explorar a cidade que foi "libertada" do capitalismo (conforme o ponto de vista do Vietnã do Norte) e viu cair o governo do então Vietnã do Sul. Hoje, 40 anos depois, é o centro econômico do país unificado.

Saigon foi rebatizada de Ho Chi Minh em homenagem ao líder comunista. Estranhamente, muita gente continua chamando a cidade de Saigon. Talvez por ela já ter esse nome desde o século XVII, antes da chegada dos franceses. Ou porque sua essência continua a mesma.

A antiga Saigon foi fundada para ser um posto comercial Khmer há mais de 300 anos. Sua importância começou a crescer quando se tornou a capital da província da dinastia Nguyen. Mais tarde, no século XIX os franceses ocuparam a cidade, que passou a ser a capital da Cochinchina. Grande parte do seu desenvolvimento vem dessa época. A influência francesa na culinária local é fortíssima. Saigon chegou a ganhar o apelido de "Paris do Oriente". Em 1954, foi proclamada capital do Vietnã do Sul.

Logo veio a guerra entre o Vietnã do Norte e do Sul. Em 1968, forças norte-vietnamitas e guerrilheiros vietcongues lançaram uma ofensiva contra americanos e sul-vietnamitas. Por fim, os ianques bateram em retirada e em 1975 os tanques do exército do norte invadiram o Palácio do Governo do Vietnã do Sul, reunificaram o país e deram um ponto final ao conflito.

Por isso, comecei o dia indo ao emblemático Palácio da Reunificação ou Palácio da Independência - o principal monumento da cidade. Entrei por uma cancela ao lado do portão que foi derrubado pelos tanques de guerra vietnamitas no dia 30 de abril de 1975. Eu era criança nessa época e lembro de alguns fatos transmitidos pela televisão.

Palácio da Reunificação, na cidade de Ho Chi Minh.

O prédio foi construído no século XIX em estilo colonial francês. O prédio original foi bombardeado e praticamente destruído. Atualmente, prevalecem linhas retas e sóbrias, ao estilo comunista. Os tanques que derrubaram o portão continuam em exposição no pátio do palácio. 

Foto exposta no museu do Palácio da Reunificação com a fachada original.

O atual prédio branco não seduz pela beleza, mas sim pela história. Seu interior permanece relativamente bem conservado com grandes corredores que conduzem a salões imponentes, de pé direito alto e com decoração suntuosa.

Salas de reuniões do Palácio da Independência de Ho Chi Minh.

A surpresa maior está no subsolo onde há um bunker. Ali funcionava o centro de comando das operações militares. Era tudo muito rudimentar. Difícil imaginar uma guerra nesses moldes. Muitos mapas colados nas paredes marcam as estratégias de guerra e a comunicação era feita com rádios transmissores e um sistema precário de telefonia.

 Bunker do Palácio da Independência em Ho Chi Minh.

O valor do ingresso para visitar o Palácio da Reunificação ou Palácio da Independência é de 30.000 dongs o que equivale a menos de 5 reais.

Andando dois quarteirões vale a pena conhecer a Catedral de Notre Dame e o prédio dos Correios que ficam praticamente frente a frente.

Os 200 metros que ligam o Palácio da Reunificação e a Notre Dame são arborizados e cheios de vida.

A Catedral de Notre Dame foi a maior igreja construída durante a dominação francesa, apesar da comunidade católica ser pequena no país. Tem duas torres de 40 metros de altura e a fachada é decorada com azulejos vermelhos que de longe parecem ser tijolinhos. Na praça, em frente a igreja há uma imagem da Virgem Maria que ganhou o nome de Santa Maria Rainha da Paz pois tinha a esperança de trazer a paz ao país castigado pelas guerras.

 Catedral de Notre Dame.

Ao lado da catedral fica o prédio do Correio Central que é belíssimo. Sua construção foi assinada por Gustave Eiffel. A fachada do prédio é colonial francesa, tem tons claros e o interior parece uma estação de trem com teto abobadado apoiado em pilares de ferro. Ao fundo, não poderia faltar um retrato de Ho Chi Minh.

 Correio Central de Ho Chi Minh.

Bem em frente à catedral inicia uma das ruas comerciais mais conhecidas da cidade, a Dong Khoi. Ela é pequena e pode ser percorrida a pé até encontrar o rio Saigon, porém quanto mais perto do rio menos interessante e mais bagunçada ela fica.

O final da rua Dong Khoi não é elegante como o início, mas é bem interessante.

O início da Dong Khoi é mais charmoso e repleto de lojas, cafés, restaurantes, hotéis e museus. Vale a pena prestar atenção à Opera também chamada de Teatro Municipal, conferir as lojas do shopping Vincom Center, tomar um chá da tarde no elegante hotel Continental, fazer uma pausa no Café Chi Lang.

O Teatro Municipal de Ho Chi Minh serviu por um tempo como quartel-general da Assembleia Nacional do Vietnã do Sul.

O elegante hotel Continental é um refúgio no meio da confusão da Dong Khoi.

Pausa para uma água de côco em frente ao shopping Vincom Center.

E, como ninguém é de ferro dá para fazer umas comprinhas seja na Loubotin...

... ou nas lojas descoladas de moda vietnamita

Na hora do lanche que tal experimentar umas panquecas de banana para entrar no clima vietnamita?

Há outra avenida comercial em Ho Chi Minh, a Le Loi, com muitas lojas de grife como a Louis Vuitton, Chanel e Ferragamo. Bem na esquina da Dong Khoi com a Le Loi fica o hotel Caravelle. Esse hotel era o mais alto da cidade quando foi inaugurado em 1959, com 10 andares. Já foi construído com vidros a prova de bala e logo virou quartel-general de diplomatas e jornalistas durante a Guerra do Vietnã. Foi todo reformado e agora é um belo hotel voltado para a preservação do meio ambiente. Tem o carimbo de "hotel verde". 

Bem, em um dia, consegui conhecer apenas o centro de Ho Chi Minh. Mas, fiquei com vontade de voltar para ficar mais alguns dias. Há muitos templos interessantes na cidade, o mercado de Cholon, o mercado Binh Tay, os Túneis Cu Chi cavados pelos vietnamitas durante a guerra e o passeio pelo rio Mekong.

CONCLUINDO

Uma semana no Vietnã foi pouco tempo. Saí com o coração apertado e com a sensação de que ainda havia muito para se revelar diante dos meus olhos. Eu poderia ter ficado tranquilamente duas semanas nesse país de gente simples e forte. O passado recente de guerras pesadas parece ter ficado realmente no passado. Pelas ruas, rostos sorridentes no meio da confusão de milhares de motos que circulam pelo caos do trânsito. Nos campos, muitos grupos étnicos convivem em harmonia tirando seu sustento da terra, do mar e da arte. Parecem confiantes no desenvolvimento. Apostam no turismo como uma janela para um futuro promissor.


Vivi momentos mágicos no Vietnã que ficarão gravados com carinho na minha memória. 

Leia também:

13 março 2015

NA PAZ DE NHA TRANG, PHANG RANG E VINH HY

Por Claudia Liechavicius

Depois de mergulhar de cabeça na confusão de Hanói e de navegar pelos mistérios de Halong Bay chegou a hora de relaxar na paz do interior do Vietnã para conhecer Nha Trang, Phang Rang e a baía de Vinh Hy.

A parte central do Vietnã tem uma zona rural interessante habitada por minorias étnicas e um litoral bonito com praias de areia branca usado predominantemente como zona pesqueira.

Na verdade, a motivação de ir para a região Centro-Sul do país, que não é uma das mais visitadas, foi pela vontade de desacelerar por alguns dias e curtir um super hotel na baía de Vinh Hy.

O Amanoi é um dos hotéis mais novos do luxuoso grupo Aman Resorts que apesar de ser badalado na Ásia debutou a pouco tempo no Vietnã. Abriu suas portas no final de 2013 com 30 bangalôs espetaculares. A localização é perfeita para quem busca dias de paz, na direção oposta de toda a confusão de Nha Trang. Todos os grandes hotéis nessa região ficam ao norte do aeroporto e o Amanoi fica 50 quilômetros ao sul, na pacata baía de Vinh Hy cercado apenas por vilarejos de pescadores, plantações, salinas e pelo Parque Nacional Nui Chua.

Baía de Vinh Hy, Vietnã.

O hotel é fantástico. Os quartos são imensos com o banheiro integrado ao apartamento, vista linda das montanhas e do mar. Cada bangalô tem a sua própria piscina de borda infinita. Em termos de hotelaria foi o ponto alto do Vietnã. Na área comum do hotel há outras duas piscinas. Uma nas pedras, no alto da montanha e outra de frente pro mar. Além disso, o spa é maravilhoso. Já, o restaurante é bom, com cardápio vietnamita e internacional, mas um pouco limitado.

Quarto do bangalô do Amanoi.

Banheiro do hotel Amanoi com vista espetacular.

Piscina privativa do bangalô do hotel Amanoi.

Nascer do sol na piscina de borda infinita do hotel Amanoi, de frente para o mar. 

Café da manhã com bela vista no Amanoi.

Spa do Amanoi com área sossegada para a prática de yoga e com  massagens deliciosas.

Todas as tardes o hotel oferece um lanche vietnamita para os hóspedes. Na foto, panquecas de arroz.

Várias áreas de descanso no Amanoi com visual incrível e decoração clean de muito bom gosto.

Por do sol em uma das piscinas do Amanoi no alto da montanha com vista espetacular da baía.

OBS: Cabe ressaltar que as diárias do hotel foram pagas por mim. Por isso, meus relatos são realmente baseados na minha percepção. O hotel é maravilhoso. O grupo Aman é um dos que mais me agrada na Ásia. Luxuoso e rústico na medida. Sempre integrado ao contexto do país.

UM LUGAR DE PAZ E CULTURA BEM PRESERVADA

A região Centro-Sul do Vietnã cobre parte do antigo reino de Champa. Esse reino nasceu no século 4 e manteve seu poder por mais de seis séculos. Mas, como tudo nessa vida é cíclico, eles perderam sua força e o pouco que restou de seu legado pode ser visto em uma pequena região agrupado em forma de torres e poucos templos.

Um dos templos mais bem preservados é o Po Klong Garai. Ele é formado por três torres de tijolos de arquitetura peculiar, no topo de um morro. Foi construído pelo rei Jaya Simhavarman III que é venerado até hoje por ter construído o primeiro sistema de irrigação do reino. Quase não vi turistas por ali. O templo ainda recebe oferendas do povo cham que mora nas redondezas de Phan Rang-Tap Cham e vive da produção têxtil e artesanato feito em barro.


Templo Po Klong Garai do reino Champa. 

 Oferendas ao rei Jaya Simhavarman III no principal santuário do templo Po Klong Garai.


Os brocados são feitos há séculos pelo povo cham na comunidade de My Nghiep, no vilarejo de Phuoc Dan. Eles tentam preservar a arte do povo e vivem da venda da sua arte têxtil. Fazem roupas, bolsas, carteiras...


 Tecelã do grupo étnico cham na comunidade My Nghiep, 

Perto dali outro grupo de artesãos trabalha com argila. Também são parte do grupo étnico cham. O modo como confeccionam as peças é um dos mais antigos da Ásia. O barro utilizado é coletado do rio apenas uma vez ao ano e armazenado para a produção do ano todo. 

Artesanato feito em barro do povo cham, uma tradição da região Centro-Sul. 

CONHECENDO O CENTRO-SUL DO VIETNÃ

Essa região ainda tem pouca infraestrutura turística, por isso o ideal é contratar um carro no hotel com motorista e guia para circular por Nha Trang, Phang Rang, Vinh Hy e arredores. Então, reservei um dia para sair cedo do hotel e voltar ao entardecer.

A primeira parada foi num pequenino vilarejo de pescadores. A hospitalidade do povo é comovente. Eles ficam curiosos com a visita de ocidentais, dirigem logo o olhar para os intrusos e abrem aquele sorriso. Falam palavras em vietnamita e fazem gestos para tentar alguma comunicação. O guia acabava sempre intermediando as tentativas de diálogo, pois na maioria das vezes ninguém se entendia e eram muitas risadas.

 Mulheres vietnamitas vendendo seus produtos na praça do vilarejo.

Enquanto as mulheres ficam reunidas nos mercados negociando seus produtos e cuidando das crianças, os homens se encarregam dos barcos, das redes e se preparam para pescar. Mulheres para um lado e homens para outro. A estrutura da sociedade vietnamita sempre foi patriarcal e calcada na hierarquia. O modelo de Confúcio serviu como base para a organização familiar onde é preciso respeitar os mais velhos e cumprir seus deveres dentro da família. O lar ainda é comandado pelas mulheres. Embora elas venham tentando buscar uma situação de igualdade com os homens essa ainda não é uma realidade. 

 Pescadores trabalham nos arredores de Nha Trang.

Os vietnamitas acordam cedo para aproveitar a temperatura mais amena. Muito cedo, as ruas já estão repletas de gente vendendo de tudo: peixes, carnes, frango, verduras, legumes, frutas e muita comida pronta. E é por ali mesmo que eles tomam seu café da manhã. Na rua. Na verdade, mais parece um almoço.

Pelas fotos dá para ver que o país é muito pobre ainda. Com a abertura do turismo em 1990, esse cenário começou a se modificar. Os visitantes são atraídos pelas praias, pela culinária, pelas imagens de nação pós guerra, pelas belezas naturais mas, principalmente, pelas tradições culturais que sofreram influências importantes dos períodos de dominação chinesa e francesa e convivem em harmonia com mais de 50 grupos étnicos. 

Vendedora trabalhando e tomando uma sopa de manhã cedinho.

Alguns quilômetros à frente e a parada foi em outro vilarejo de pescadores da baía de Vinh Hy. Dessa vez, um pouquinho maior, porém não passava de uma rua. Essa parte do país é pacata. A vida gira em torno da pesca. Famílias vivem do mesmo modo há muitas gerações. Tudo é simples e rudimentar, em todos os sentidos. Mas, vivem felizes.

Vinh Hy, vilarejo de pescadores vietnamitas. 

A alegria sempre estampada no rosto do povo vietnamita. 

Salina em Vinh Hy, Vietnã.

Os vilarejos são próximos uns dos outros, mas a maioria das estradas é de terra e o carro anda em velocidade lenta devido aos buracos. No caminho é interessante observar a rotina das pessoas que vivem na zona rural. A agricultura é um dos setores mais fortes da economia no país. Sessenta porcento da população vive da agricultura. Os campos de arroz ocupam áreas muito extensas. No entanto, o modo de plantio e colheita ainda são muito primitivos. Não há muitos equipamentos, apenas alguns animais, poucos implementos e muita gente sorrindo, plantando e colhendo. Quase tudo é feito manualmente seja nas lavouras de arroz ou nas plantações de hortaliças.

Campo de arroz do Vietnã.

Mulheres cobertas da cabeça aos pés enfrentam temperaturas elevadas enquanto plantam. 

Mesmo realizando trabalhos duros sob o sol forte, os vietnamitas não deixam o sorriso de lado.  

Essa região foi devastada na Guerra do Vietnã e hoje renasce lentamente. Por isso, a maior parte dos turistas passa por aqui apenas com interesse nas praias e deixa de lado as cidades pesqueiras, a zona rural e as ruínas cham. Sei que pode ser chocante. Mas, é a vida sem máscaras. Despida de maquiagem. Vale muito a pena conhecer a alma do povo vietnamita. Apesar de sofridos eles são muito doces e tem brilho no olhar.

Cidade de Phan Rang vista do alto de um monastério feminino.

Phang Rang é uma cidade pequenina que tem como principais atrativos o Templo Po Klong Garai, um museu bem simples dedicado ao povo Cham, praia de areia branca com pouco movimento e um mercado super interessante.

Visitar o mercado local é a certeza de entrar em contato com a essência do povo. É descobrir um pouco mais de sua cultura. É entender suas raízes. Portanto, não deixe de visitar, cheirar, olhar, perguntar, comprar e se possível comer alguma coisa típica.

Mercado de Phan Rang.

Lembro desses bolos de banana  com água na boca. 

 A simpatia dos vietnamitas é constante. 

Na volta para o hotel, uma pequena parada para conhecer a pacata praia Ninh Chu que fica a 6 quilômetros de Phan Rang. Apenas um grupo de pescadores conversava na sombra das casuarinas. Quando peguei a câmera para registrar o momento surgiu essa linda modelo pedindo para ser fotografada.

Menina vietnamita na praia de Ninh Chu, em Phan Rang.

Vale lembrar que praia não é um hábito local, mesmo que esse seja considerado um dos principais balneários do país. Basta ver como eles se escondem do sol por traz de camadas e camadas de roupas. Para eles, pele bronzeada não é elegante, é sinal de trabalho pesado ao ar livre. Ao contrário dos ocidentais que adoram ostentar uma pele dourada como sinal de vida saudável ao ar livre. Essas diferenças culturais são de uma riqueza impressionante. Fazem com que muitas vezes nossos conceitos e paradigmas sejam quebrados. Viajar é isso. Abrir os horizontes. 


Trabalhadores rurais vietnamitas embalando alho, muito protegidos do sol. 

Para conseguir conversar, a vendedora foi tirando as camadas que cobriam seu rosto.

Preferi conhecer os vilarejos menores, entrar em contato com as pessoas que trabalhavam no campo e curtir um belo descanso no hotel Amanoi.

Nha Trang conheci apenas de passagem e não tive muito interesse por ser uma cidade maior. É importante posto pesqueiro e famosa pelas praias e 19 ilhas que podem ser exploradas de barco. A orla tem mais de 6 quilômetros e muitos hotéis de estilo singelo. A cidade também tem um mercado central, Cho Dam, no centro. Outro ponto que atrai turistas são as fontes termais de Thap Ba e Ba Ho nos arredores da cidade.

COMO CHEGAR

A partir de Hanói voei de Vietnam Airlines para Nha Trang e depois de Nha Trang fui para Ho Chi Minh também de Vietnam Airlines. Os voos são muito baratos se comparados aos voos regionais no Brasil.

INDICAÇÃO DE HOTEL

Adorei o Amanoi. Perfeito para quem quer sossego.


Leia também os outros textos sobre o VIETNÃ, HANÓI e HALONG BAY.

O próximo post será sobre Ho Chi Minh. Espero vocês.

Vietnã.

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