16 maio 2013

UM BATE E VOLTA AO NIAGARA FALLS

Por Claudia Liechavicius

Uma vez em Toronto, não dá para deixar de reservar um dia para conhecer o Niagara Falls. Afinal, é tão pertinho (145 quilômetros) e fácil de chegar, que vale uma "day trip". A estrada é ótima. Fora do horário de rush se chega em uma hora e meia.

As cataratas ficam exatamente na fronteira do Canadá com os Estados Unidos. Suas águas provém de quatro grandes lagos e subitamente caem de uma altura de 60 metros, num volume espantoso. Sobe uma neblina forte que chega a molhar as pessoas e formar uma névoa densa no ar. 

O lado americano fica na cidade de Buffalo. Tem uma queda chamada de Véu da Noiva (Veil Falls) com 323 metros de largura, considerada bem mais singela do que a canadense. Por isso, é menos visitada. Mas, se quiser ir até lá basta atravessar a ponte Raimbow Bridge e, claro, ter visto americano dentro do prazo de validade.

Do lado esquerdo da foto fica o Canadá e do lado direito os Estados Unidos. Ao fundo, a Raimbow Bridge faz a ligação entre os dois países. 

A queda d'água Véu da Noiva é a Catarata Americana.

Já, a Catarata Canadense é poderosa. Chamada de Ferradura. Ela tem 792 metros e uma fúria  assustadora. Recebe um número bem maior de visitantes do que o lado americano. Inclusive, conta com uma infraestrutura que chega a ser incompatível com a beleza natural do lugar. Cassinos, grandes hotéis, restaurantes, boates e parques são separados das cataratas apenas por uma avenida.

Observe o chão molhado pela água da catarata e logo ali, uma selva de pedra.

Interessante observar que as pessoas passeiam por um calçadão praticamente às margens das cataratas. E, elas são protegidas apenas por uma cerquinha de ferro. Dá até medo, de tão perto. Aquele rugido feroz das águas não combina com uma massa de gente de guarda-chuva (para não tomar um banho com a água que se espalha no ar) circulando tão próximo de uma obra espetacular da mãe natureza, num vai-e-vem incessante entre uma fézinha no cassino e uma xícara de café. Realmente estranho. Esperava um lugar mais intocado, mais selvagem, como é a nossa magnífica Foz do Iguaçu. Tive dificuldade de entrar em sintonia com aquele turbilhão de água no meio da "Las Vegas canadense". E, olha que eu era doida para conhecer. Fiquei um pouco decepcionada com o contexto e o entorno. 

Apenas uma pequena cerca protege as pessoas, no Niagara Falls. Perigoso!

Niagara Falls. Foto tirada da mureta, sem zoon. Dá para perceber como se fica próximo da queda da Ferradura.

Talvez minha experiência tenha ficado prejudicada por ter ido num dia frio - mesmo que com esse céu lindo azul fazia menos de 5 graus e soprava um vento gelado. O tradicional barco Maid of the Mist que chega bem perto das quedas d'água ainda não estava em atividade (parte do cais embaixo da Raimbow Bridge do final de abril a outubro). E, pela baixa temperatura, também não me aventurei pela trilha Journey Behind the Falls com  receio de sair toda molhada. Para ter acesso à trilha se desce 45 metros de elevador por dentro da rocha até uma série de túneis artificiais que dão vista à foz. Para fazer esses passeios compra-se um bilhete chamado de Adventure Pass que dá direito ao barco e às trilhas pelo valor de 44.95 dólares canadenses para adultos e 32.95 para crianças. Mas, se quiser apenas olhar as cataratas sem fazer esses passeios não precisa pagar nada além do estacionamento, se estiver de carro. 

NIAGARA-ON-THE-LAKE

Ao norte do Niagara Falls fica a charmosa cidade do século XIX, Niagara-on-the-Lake. Parece uma cidade cenográfica. Tem um lindo casario antigo todo em madeira, de pintura caprichada, que remete ao período da colonização. Absolutamente imperdível. E, o caminho até lá também é lindo. São uns quinze minutos passando por mansões muito bem cuidadas, sem muros, entre árvores, à beira do lago, ao longo da Niagara Parkway. A cidade é mínima. Tem praticamente uma rua central por onde os turistas caminham entre lojinhas de lembranças do Canadá, cafés, sorveterias, restaurantes e carruagens. 

Niagara-on-the-lake.

Almocei no hotel Prince of Wales, no restaurante Escabèche. Delicioso. Valeu o dia. Na saída um sorvete na The Cow e um café no Tim Hortons. A cidade lembra Gramado numa proporção bem menor.

Carruagem estacionada em frente ao restaurante Escabèche, no hotel Prince of Wales.

ZONA DAS VINÍCOLAS CANADENSES

E para encerrar minha "day trip" ao Niagara com chave de ouro fiz uma visita à uma das tantas vinícolas da região. A Península do Niagara vem se destacando com a produção de vinhos e pode ser comparada com nossa Bento Gonçalves ou com Napa Valley. São mais de 50 vinícolas. Escolhi a Stratus, por indicação de amigos canadenses apaixonados por vinhos. Com horário previamente marcado coloquei o endereço no GPS - 2059 Niagara Stone Road - e lá fui eu para uma sessão de degustação de vinhos, comandada por Ben Nicks. 

A preocupação ambiental é um dos pontos altos da Stratus que não é muito grande se comparada com outras empresas produtoras de vinho da região. Foi a primeira vinícola a receber o certificado LEED (Leadership in Energy and Environmental Design). O prédio onde é feita a degustação foi construído recentemente. Recebe muita luz natural e tem decoração moderna caprichada. Foi uma visita deliciosa em todos os sentidos. Recomendo! Os vinhos são divinos.

Outras vinícolas interessantes da região são a Inniskillin (a mais conhecida), Chateau des Charmes (empresa familiar) e Peller Estate (grande porte e com loja em Niagara-on-the-Lake). 


Vinícola Stratus.

RESUMINDO

Saí de Toronto às 9:00 hs e retornei às 17:00 hs. Iniciei meu dia indo ao Niagara Falls, almocei na charmosa cidadezinha Niagara-on-the-Lake e fechei a tarde com uma degustação de vinhos. 

Além disso, há outras opções para quem pretende ficar mais tempo e até mesmo dormir em Niagara: Borboletário, Jardim Botânico, Parques Aquáticos (Waves Indoor Water Park e Fallsview Indoor Water Park), Bird Kingdom, cassinos e atravessar para o lado americano para conhecer Buffalo.

Vale considerar que fui na primavera, ainda frio. No verão dizem que é insuportavelmente lotado. Portanto, se for em alta temporada reserve um tempo maior para as visitas. 

Um brinde aos vinhos canadenses!

07 maio 2013

TORONTO, QUINZE ANOS DEPOIS

Por Claudia Liechavicius

Quinze anos se passaram. E mal consegui reconhecer a cidade que havia ali. Toronto sofreu uma revolução... no bom sentido. Parece que todas as gruas que estavam em Pequim e em Dubai trabalhando exaustivamente foram transferidas para a capital financeira do Canadá.

Toronto está em obra!

Confesso que levei um susto. São prédios e mais prédios envidraçados subindo aos céus gelados da metrópole. O skyline outrora tímido agora mostra uma tremenda imponência. E, no meio de tantas novidades, a antiga CN Tower continua soberana.

Considerada uma das torres mais altas do mundo e uma das Sete Maravilhas do Mundo Moderno, ela serve como excelente ponto de localização desde 1975. Com seus 553 metros de altura pode ser vista dos quatro cantos da cidade. Por mais longe que se vá, basta procurar e lá está o principal cartão postal de Toronto sempre se exibindo e olhando a cidade aos seus pés.

CN Tower vista de uma das ilhotas do Lago Ontário.

Uma das atrações da torre é seu chão envidraçado. Muitos visitantes disputam um pedaço do piso para conseguir boas fotos. Outros, com receio, nem se aventuram a chegar perto. Já, os mais corajosos podem fazer uma caminhada nas alturas, pelo lado de fora da torre, presos em cabos de segurança, mas com os braços livres. Essa aventura radical é chamada de Edgewalk e só pode ser feita de maio a outubro por causa do frio.

Para os mais comodistas (como eu) dá para fazer uma reserva no restaurante giratório da torre e curtir o visual sentado tranquilamente enquanto o restaurante gira 360 graus.

Toronto à beira do Lago Ontário.
À esquerda da foto, na ilha, um aeroporto lembra o Santos Dumont, do Rio de Janeiro.

Estádio esportivo Rogers Centre

O restaurante 360 continua girando e lá embaixo estão os prédios gigantescos do centro financeiro, em Downtown. 

Depois de uma volta completa, novamente o Lago Ontário e a ilha de Toronto.

Olhando assim do alto e levando em consideração o número de pessoas que moram em Toronto dá a impressão da cidade ser enorme. Mas, na verdade, é muito fácil se localizar e andar em suas ruas. Um mapa de hotel já é o suficiente.

O centro pode ser percorrido a pé sem dificuldade por quem gosta de andar. E, para ir mais longe há bondes, ônibus, barcos, metrô e boa oferta de táxis. A cidade é muito fácil e bem servida de transportes.

O charme dos bondes pelas ruas de Toronto.

E O FRIO?

Não há como negar. O país é mesmo gelado. Em plena primavera, finalzinho de abril e  simplesmente neva. Nada de folhas ou flores. Mas, isso é compreensível. Afinal, o Canadá tem litoral no oceano Ártico, além do Pacífico e do Atlântico. 

No entanto, o país é muito preparado para encarar baixas temperaturas. Enquanto o vento sopra gelado pelas ruas, uma multidão caminha de mangas curtas pelas passagens subterrâneas da cidade, sem nem lembrar do frio. Toronto tem uma cidade paralela esparramada por 28 quilômetros de Path. Essas passagens - quase que secretas para os desavisados - são formadas por um tremendo emaranhado de shoppings, restaurantes, bancos e cafés. Para achar os acessos basta procurar pelas placas de sinalização que dizem "Path" nas ruas do centro. Essas entradas podem ser por dentro de um hotel, por uma simples escadaria que vem da rua ou por dentro de um banco. E quando estiver lá embaixo é preciso consultar um mapa para não se perder, pois tudo parece igual entre as mais de 1200 lojas que se escondem nos recônditos de Toronto. É difícil conseguir se localizar sem ter a visão da torre.

Onde houver a sinalização de Path basta descer ao mundo subterrâneo de Toronto.

E A SEGURANÇA?

Parece estranho entrar para um mundo paralelo, nas profundidades da cidade, por dentro de um banco, sem a menor cerimônia. Estamos acostumados a ver guardas armados nas portas dos bancos ou equipamentos com detectores de metais. Mas, por incrível que pareça Toronto é uma cidade extremamente segura. Difícil de acreditar, se considerarmos que sua população é formada por um caldeirão multicultural. Entre seus mais de 6 milhões de habitantes têm gente de todas as nacionalidades que se possa imaginar, com os mais diversos hábitos e costumes. Chineses, italianos, jamaicanos, coreanos, filipinos, ingleses, alemães... Metade das pessoas que moram na cidade não nasceram no Canadá. E as questões de segurança são muito bem resolvidas. Todos se respeitam, cumprem as regras e interagem com a maior civilidade. Nossos governantes poderiam aprender muito com eles!

Os chineses formam a colônia mais expressiva de imigrantes. Somam mais de 10% da população.

UM VERDADEIRO CALDEIRÃO CULTURAL

Desde que surgiu, no final do século XVII, Toronto sempre acolheu muitos imigrantes. Mas, após as grandes guerras mundiais, com a chegada de muitos europeus, sua economia cresceu rapidamente. O idioma oficial da cidade é o inglês. No entanto, ouve-se de tudo pelas ruas. Mais de 100 idiomas e dialetos são falados. E, algumas pessoas nem mesmo falam o inglês muito bem. Ouvi um pronunciamento de um chinês membro do Ministério dos Esportes feito em mandarim e sendo traduzido para o inglês.  Ele pouco falava o idioma oficial do país. Com uma parte considerável da população sendo composta por chineses fica fácil entender esse fato. Mas, que é interessante é!

Chinatown.

PELAS RUAS DA CIDADE

Toronto é uma cidade linda, limpa, segura e fácil de explorar. Se o frio não for empecilho, nada melhor do que ir caminhando sem pressa.

Uma rua interessante é a Yonge. Especialmente no cruzamento com a Dundas. Letreiros coloridos, luzes, gente saindo pelo ladrão. Dá para dizer que é a versão canadense da Times Square.

Dundas Square.

E, estando por ali, tem que entrar no tradicional shopping Eaton Centre. O shopping tem mais de 250 lojas, uma cúpula de vidro enorme e um tradicional móbile de gansos feito pelo artista Michael Snow que é a cara do Canadá.

Um pouco mais ao norte a Yonge ganha um ar mais pesado e underground. Casas noturnas dão o tom da região. Toronto é realmente muito democrática. Tem um lado A, super comportado. Mas, também tem um lado B. É preciso agradar a gregos e troianos! Afinal, estamos falando de uma das cidades mais multiculturais do mundo (só perde para Miami).

Yonge Street.

Mas, quando a Younge encontra a Bloor, a sofisticação volta a reinar. A região conhecida como Bloor-Yorkville é a Rodeo Drive de Toronto. Ali estão reunidas grandes grifes internacionais. Tem vários restaurantes simpáticos para o almoço.

A elegância de Bloor-Yorkville...

... e suas vitrines caprichadas.

Como dá para perceber, a Yonge vai assumindo diferentes personalidades ao longo do seu trajeto. Ela inicia no agitado Distrito Financeiro, em seguida ganha o colorido de uma Times Square, mais a frente faz lembrar um Soho londrino e finalmente encontra a elegância de uma Rodeo Drive.

Se sua visita à Toronto for no inverno aproveite para patinar na Nathan Phillips Square ou simplesmente olhar o povo se divertindo. Se a pista de gelo já tiver sido removida, vale a pena conhecer a bela praça onde fica a sede da nova prefeitura. O contraste do antigo com o novo é o que mais encanta.

 Nathan Phillips Square vista de três ângulos diferentes.

Toronto tem vários parques e todos cheios de gente, especialmente quando o sol resolve dar o ar de sua graça. O Queen's Park abriga o prédio Legislativo e a Universidade de Toronto. É um bom lugar para sentar sem pressa e ver a galera se exercitando. Também é nessa região que ficam dois museus interessantes, ROM e Bata Shoe Museum.

Queen's Park.

Pertinho dali ficam Chinatown e Kensington Market que valem uma esticadinha. Chinatown tem aquela cara conhecida por todos. Onde no mundo não tem uma Chinatown? Barganhas made in China, restaurantes com dumplings e muito pato. Já, Kensington é um lugar inusitado, alternativo, cheio de paredes grafitadas e gente com estilo próprio.

Cada bairro da cidade tem características peculiares devido à sua diversidade cultural. Há bairro chinês, italiano, indiano, grego, coreano, além de várias outras grandes colônias.

Mas, onde quer que se vá... lá está ela: a torre! Sempre exuberante. Imponente. Altiva. Orgulhosa por ser o principal ícone de Toronto.

CN Tower.

E, já que estamos falando em lugares para caminhar, não dá para esquecer de ir até o Waterfront e dali pegar um ferry (7 dólares canadense ida e volta) no Toronto Island Ferry Dock, para conhecer a ilha. A região fica cheia de gente passeando de patins, bicicletas, caminhando pelo calçadão da praia "The Beach". Ótimo lugar para ver a vida acontecendo à beira do Lago Ontário e tirar aquela foto clássica do skyline.

Ilhas de Toronto.

Skyline de Toronto.

Outro lugar interessante é o Distillery District. Nessa parte mais antiga e histórica da cidade, a arquitetura é muito charmosa. Há vários restaurantes, cafés e pubs. Experimentei o Oyster Bar Pure Spirits que gostei muito. Dizem que o chocolate quente do Soma é dos deuses (ainda não provei, mas na próxima...).

Distillery District.

Não dá para deixar de fora o Mercado St. Lawrence nessa parte mais antiga da cidade. Pertinho do Distillery District. Ele tem mais de 200 anos e oferece uma variedade de produtos inacreditável que inclui carnes, peixes, queijos e o tradicional sanduíche de peameal bacon, feito com a carne da barriga do porco, na Carousel Bakery.

St. Lawrence Market.

Barracas em frente ao mercado St. Lawrence. 
O mais interessante são as pinturas de uma feira livre na parede.

E, ainda nessa região, vale a pena dar uma caminhada pelo St. James Park, conhecer a Catedral de St. James, o prédio onde ficava o primeiro Correio de Toronto e outros prédios históricos. Há muitas galerias de arte nessa região. 

Cores fortes para animar a parte mais antiga da cidade.

E, a noiva chinesa se prepara o sim na Catedral de St. James.

MUSEUS FANTÁSTICOS

Os museus são um dos pontos altos de Toronto. Tanto em termos de arquitetura, como de acervo.

  • Uma  grande caixa azul no meio do Grange Park chama atenção de imediato. É o AGO - Art Gallery of Ontario. O museu é fantástico. Tem mais de 80 mil obras de arte contemporânea de artistas canadenses, europeus, africanos e da Oceania. O prédio é uma atração à parte. Tem vários janelões de vidro que dão uma luz incrível e uma vista fantástica da cidade, além de ter escadarias de madeira em formato de ondas. Projeto do canadense Frank Gehry. Imperdível!

AGO fica na Dundas St West número 317, perto da Chinatown e do Kensington Market, uma região bem interessante. Longe do burburinho da Yonge Street.

O valor do ingresso é de 19.50 dólares canadenses para adultos.

AGO - Art Gallery of Ontario.

Escadaria do museu.

Vista que se tem da escadaria do museu.

E depois de muito andar pelo AGO é hora de sentar para tomar um café nesse corredor espetacular.

  • Igualmente fantástico é o ROM - Royal Ontario Museum. A imponência dos vidros trabalhados em ângulos diversos convida à entrar. Na primeira sala um enorme esqueleto de dinossauro encanta. O acervo do museu inclui história natural, minerais, tótens, primeiros habitantes canadenses, Egito Antigo. 

O valor do ingresso para adultos é de 15 dólares canadenses. O museu fica numa região nobre de Toronto, Bloor - Yorkville, uma área comercial repleta de grifes renomadas. Endereço: 100 Queen's Park.

É curioso observar que os museus têm apelidos carinhosos com suas iniciais. E, todos chamam pela abreviatura: ROM e AGO.

ROM. Royal Ontario Museum.

Galeria dos dinossauros.

Destaque para o teto de uma das salas do museu

Fantástica essa ala dedicada aos primeiros habitantes do Canadá. 
As botinhas são lindas. Continuam super modernas!

  • Outro museu interessante é o BATA Shoe Museum. Ele fica bem pertinho do ROM - 327 Bloor St. e o ingresso custa 14 dólares canadenses. O acervo é bastante curioso. Sapatos de todos os tipos e de todas as épocas. O que mais impressiona são os sapatos das chinesas. Os mais charmosos são as botinhas canadenses de couro com miçangas. Lindas!

Bata Shoe Museum.

  • Também vou incluir na categoria de museus a antiga Casa Loma que, na verdade, é um antigo castelo. Foi construído em 1911 como residência do milionário Sir Henry e de sua esposa Lady Mary. Sua fortuna veio de uma companhia de fornecimento de energia elétrica. Ele contratou o arquiteto E. J. Lennox para ajudar na construção do castelo dos seus sonhos. Por 10 anos o casal viveu feliz no alto da colina até que problemas financeiros mudaram a situação. Hoje o castelo medieval é um museu lindo que guarda intacto todo o legado deixado por Sir Henry.

O valor do ingresso para adultos é de 20.55 dólares canadenses e inclui um audio guia. Há folhetos disponíveis em português. Basta solicitar. 

 


Casa Loma.

DICA: Vale a pena fazer o Toronto City Pass que dá direito às entradas da CN Tower, ROM, Casa Loma, Toronto Zoo e Ontario Science Center por 61.50 dólares canadenses.

BONS HOTÉIS: 
  • Shangri-la (inaugurou recentemente)
  • Four Seasons (também novinho em folha)
  • Sheraton Toronto e Hilton (mais antigos e muito bem localizados)
  • Ritz-Carlton
  • Westin (com vista para o Lago Ontario)
RESTAURANTES:
  • Scaramouche 
  • Sisur
  • Harbour 60
  • Splendido
  • Centro
  • George
  • Mistura
  • Pure Spirits
  • 360
MOEDA LOCAL: dólar canadense que vale 10% menos do que o americano.

DOCUMENTOS NECESSÁRIOS: brasileiros precisam de visto para entrar no país. 

MELHOR ÉPOCA PARA VISITAR: para conhecer a cidade, dias quentes são mais convidativos. Portanto escolha os meses de maio à setembro. Mas, se a ideia for conviver com o frio canadense, então vá nos outros meses.



Assim é Toronto aos meus olhos. 
Uma cidade cosmopolita, acolhedora, segura, jovem, moderna, convidativa. 
E, bem geladinha!