30 agosto 2015

UM DIA EM POZNAN

Por Claudia Liechavicius


Poznan é uma cidade polonesa relativamente pequena. Tem menos de 550 mil habitantes. No entanto, tradicionalmente é conhecida como um pólo de negócios. Recebe muita gente de outros países com interesse comercial. Por isso, figura como uma das mais importantes do país.

O coração de Poznan pulsa ao redor da Praça do Mercado na Cidade Velha (Stary Rynek) que tem ares de cidade de interior. Uma graça. Pequenas casas coloridas geminadas cercam o prédio da antiga prefeitura, que é uma das principais estrelas da cidade. Foi construído no século XVI em estilo renascentista pelo arquiteto italiano Giovanni Baptista Quadro. Ao meio dia dois cabritos brancos aparecem na torre e dão 12 cabeçadas um no outro. Agora, ali funciona o Museu Histórico de Poznan.




Praça do Mercado e suas lindas casas coloridas, em Poznan.

Antigo prédio da prefeitura que hoje é o Museu Histórico de Poznan.


Como o país é extremamente católico, igrejas não faltam para visitar na Polônia. São muitas. Uma das mais importantes do país fica em Poznan. É a Catedral e Basílica de São Pedro e São Paulo. Ela é a catedral polonesa mais antiga. Foi construída em 969 com duas torres gêmeas, na Ilha da Catedral chamada em polonês de Ostrów Tumski. Poznan foi o primeiro bispado da Polônia. 

 Catedral de Poznan, na Ilha da Catedral, um pouco afastada do centro


Outra igreja graciosa por sua fachada e cores fortes é a Basílica de São Estanislau. Ela é uma das igrejas barrocas mais importantes da Polônia. Foi construída como templo jesuíta no século XVII. Fica no Centro Antigo, ao lado do Colégio Jesuíta.


Basílica de São Estanislau, Poznan.


Basílica de São Estanislau e Colégio Jesuíta.

Igrejas não faltam em Poznan. Para onde quer que se olhe tem uma torre à vista.

Poznan também tem dois castelos que foram usados pelos reis poloneses. Um deles é o Castelo Real. Ele não é muito antigo. Foi construído em 1910. Nem é muito importante. Mas, fica num ponto bem central e está sendo reformado para manter viva a história da cidade. O outro é o Castelo Imperial, de 1905. Já foi usado como universidade e ocupado pelos nazistas. Foi bastante danificado durante as guerras. Hoje é um complexo formado por restaurantes, bares e museu.

Castelo Real, Poznan.

Andando uns quinze minutos a partir da Praça Stary Rynek se chega num parque que chama atenção em Poznan por sua história. É o Citadel Park. Ele ocupa uma vasta área que um dia foi uma fortaleza prussiana cercada por muralhas, torres de observação e decks com artilharia. Em 1945, durante a Segunda Guerra, foi quase totalmente destruído.

Hoje, o parque virou uma espécie de memorial e área de lazer. Conta com dois museus: Museu do Exército e Museu de Armamentos. Além de ter um grande obelisco russo no topo de uma escadaria dedicado aos soviéticos que lutaram ali, cemitérios com soldados de várias nacionalidades mortos durante os combates e muitas obras de arte espalhadas pelos vastos gramados. A obra mais impactante é a "Unrecognized" de Magdalena Abakanowicz. São 112 figuras de ferro com 2 metros de altura cada, sem rosto. Quem já foi a Chicago talvez perceba a similaridade com a obra da mesma artista instalada no Grant Park, no Castelo Imperial. 



 "Unrecognized" de Magdalena Abakanowicz.

Parque das Rosas, no Citadel Park. 


Há muitas obras de arte  espalhadas pelo Citadel Park.


Restos das muralhas que cercavam a fortaleza.  

Para quem gosta de cerveja, Poznan tem uma cervejaria que é considerada uma das mais modernas da Europa e pode ser visitada, a Lech Browary Wielkopolski.

Poznan também tem uma vida cultural rica com uma Opera House, muitos teatros e galerias de arte.

INDICAÇÃO DE HOTEL


Gostei muito do divertido Hotel Boutique City Solei a duas quadras da Praça do Centro Antigo. Bem localizado e super charmoso. Cada quarto tem a decoração inspirada em um país. Todos os quartos são diferentes. O meu era era indiano. Super colorido, bem iluminado e alto astral. Banheiros modernos. Café da manhã delicioso com os pães ainda quentes, recém feitos e atendimento muito atencioso. 

INDICAÇÃO DE RESTAURANTES



Na Polônia a ordem é comer comida polonesa. Certo? Então, aí vão dois restaurantes bem locais e deliciosos. Oberza Pod Dzwonkiem e Pysna Chatka. Os dois são pertinho da praça. Fáceis de achar. 

COMO CHEGAR

A cidade tem aeroporto e estação de trem. Os trens são excelente opção. Se você estiver vindo de Varsóvia, a capital, são 300 quilômetros. De Wroclaw são pouco mais de 200 quilômetros.

Poznan, uma cidade cheia de história. 
A Polônia é forte e guerreira. Indico para quem gosta de viagens impactantes. 

26 agosto 2015

10 MOTIVOS PARA AMAR ISTAMBUL

Por Claudia Liechavicius

Difícil alguém dizer que não gosta de Istambul. A cidade turca, elo entre Ásia e Europa, é quase uma unanimidade entre os visitantes. Quer saber o porquê?

1. Hagia Sophia com chá turco. A Igreja de Santa Sofia ou Hagia Sophia é um belíssimo tesouro. Seus quatro minaretes e sua enorme cúpula rosa se erguem no centro histórico de Instambul há mais de um milênio, desde os tempos em que a capital bizantina se chamava Constantinopla. É realmente impressionante pensar que aquela estrutura gigantesca foi construída num tempo tão distante do nosso e com tamanha perfeição. Foi o maior templo cristão do Império Bizantino. Com a tomada de Constantinopla pelos otomanos foi transformada em mesquita e hoje é um museu que tem de ser apreciado por dentro e por fora. Um bom modo de admirar seu contorno é subir no terraço do hotel Four Seasons Sultanahmet para tomar um chá turco tendo a Santa Sofia quase ao alcance das mãos. Aliás, o Four Seasons Sultanahmet também ocupa um prédio histórico. Quem vê seu luxo de hoje nem imagina que já serviu como prisão de políticos e escritores. Aquele pátio interno cheio de plantas e tão convidativo já viveu dias de cárcere.

Hagia Sophia.

2. Palácio Topkapi e seu harém com almoço no restaurante Karacol. Esse complexo, que ocupa uma área enorme às margens do Bósforo, foi residência de 25 sultões que comandaram o poderoso Império Otomano por mais de quatro séculos.. Reserve uma manhã para visitar os belos salões, o acervo de quase 500 anos de história e o curioso harém onde viviam as esposas do sultão, os filhos e dezenas de concubinas. Aproveite para almoçar no restaurante Karacol localizado dentro do Palácio Topkapi, no local onde antigamente ficava o posto da guarda.

3. Umas comprinhas no Grand Bazaar.  Esse enorme mercado, com mais de 4 mil lojas, foi construído em 1450. É um dos mais antigos do mundo e considerado precursor do shopping center. (Aqui cabe lembrar que o mercado Sukiennice da Cracóvia foi construído no século XIV, portanto antes dele e briga pelo posto de precursor do shopping Center, no entanto é infinitamente menor.) Ali você encontra de tudo: tapetes, joias, bijuterias, tecidos, luminárias, roupas, bolsas, cerâmicas, chás... além de cafés e restaurantes. Circular por aquele mercado labiríntico sugere uma volta no tempo. Mesmo para quem não é muito consumista vale como uma experiência antropológica, pois negociar com os turcos naqueles corredores históricos é coisa séria. Mas, se preferir uma zona fashion vá ao bairro de Nisantasi e caminhe pela rua Abdi Ipekçi Cad, a versão luxo em termos de compras.

Grand Bazaar.

4. A misteriosa Cisterna da Basílica. Numa entrada escondidinha perto da Igreja de Santa Sofia fica a descida para a mais incrível cisterna de Istambul, a Yerebatan Sarayi. Ao descer, num cenário a meia-luz, 336 colunatas romanas em diversos estilos ganham tons alaranjados e reflexos na água. Visita mais que obrigatória. As cisternas abasteciam a cidade e tinham capacidade para armazenar 80 mil metros cúbicos de água. Sua construção foi feita durante o Império Bizantino, no século VI e foi usada até a queda de Constantinopla. Também serviu como cenário para o filme From Rússia with Love, de James Bond. Depois, boa pedida é dar alguns passos até a rua Divanyolu Caddesi e entrar na loja de doces turcos Hafiz Mustafa para se lambuzar com a sobremesa nacional “baklava”.

5. Conhecer o bairro Beyoglu. Há muito para se fazer por ali. Para chegar no bairro de Beyoglu atravesse a Ponte de Gálata a pé. A caminhada já é parte do programa. O visual que se tem da ponte é lindo, além de passar por muitos pescadores na labuta, em pleno movimento caótico da ponte. Beyoglu lembra Santa Teresa com suas ladeiras. Subir a Torre da Gálata vai garantir um visual lindo da cidade toda. Para almoçar vá ao Cecconi’s, um restaurante contemporâneo cheio de gente bonita. Ele fica num pátio interno junto ao super hotel Soho House. Depois, tome um café no histórico hotel Pera Palace. Ele foi construído para receber os europeus que chegavam a Constantinopla no Orient Express e eram levados ao hotel em liteiras. Puro luxo. Dizem que o fantasma de Agatha Christie faz companhia ao de Mata Hari pelos corredores. Boa parte do livro Assassinato no Expresso Oriente foi escrito no quarto 411. Caminhe pela rua de pedestres Istiklâl Caddesi com as tradicionais galerias de Istambul onde há de tudo um pouco. Para encerrar o dia com uma vista linda e curtir a despedida do astro rei sugiro nessa mesma rua o restaurante 360.

Beyoglu e a Torre de Gálata.

6. Um passeio de barco pelo Bósforo. O Bósforo é a “rua” que liga o mar Negro e Mármara ao mesmo  tempo em que demarca os territórios da Ásia e Europa. É um passeio que precisa constar numa viagem à Istambul seja na forma de uma simples travessia de balsa, meio de transporte habitual para quem quer fugir dos nós no trânsito, ou um cruzeiro turístico mais longo podendo chegar até as simpáticas Ilhas Príncipe. Essas 9 ilhas no Mar de Mármara foram nomeadas com os nomes dos príncipes que foram exilados durante o Império Bizantino. A maior delas é Buyukada, a segunda maior é Beybeli, depois vem Burgazada, Kinaliada, Sedef e outras bem pequenas. Vale o passeio para quem vai ficar bastante tempo em Istambul.

Bósforo em frente a mesquita Eminönü. 

7. Rolé por Ortaköy com direito a brunch no Çiragan Palace. O bairro de Ortaköy era um antigo vilarejo de pescadores às margens do Bósforo e hoje é onde ficam dois hotéis que costumam ser escolhidos por quem quer ficar longe do caos do centro histórico, com muito luxo: Çiragan Palace Kenpinski e Four Seasons Bósforo. Mesmo que sua preferência recaia por ficar hospedado em outros cantos da cidade, vale a pena pelo menos fazer um brunch no Çiragan Palace. O hotel ocupa o prédio de um antigo palácio otomano onde viveram os últimos sultões. Seus jardins e a piscina são espetaculares. Depois, aproveite para passear pelo bairro Ortaköy, onde fica o Bazar Egípcio, a Mesquita Ortaköy e de onde parte a Ponte do Bósforo que liga Ásia e Europa. Outro bairro simpático, elegante e pouco turístico mais adiante é Bebek, no distrito de Besiktas. Lá vive a classe alta desde os tempos otomanos.

8. Mesquita de Solimão I, o Magnífico ou Süleymaniye Camii. Essa é a maior mesquita de Istambul e considerada uma das mais bonitas. Sua silhueta se destaca numa parte mais alta da cidade, o que era o objetivo do arquiteto Mimar Sinan considerado um dos mais importantes da Turquia. Solimão ordenou a construção da mesquita em 1550 e ali foi sepultado com sua esposa favorita, apenas nove anos depois de ter ficado pronta. Lá de cima o visual que se tem do Chifre de Ouro com o bairro de Beyoglu e a Torre de Gálata ao fundo, é lindo. Aproveite para conhecer a Universidade de Istambul que fica pertinho.

No alto a Süleymaniye Camii. 

9. Os inesquecíveis Hamans. O haman também é conhecido como “banho turco”. Mas, não se trata de um banho qualquer e sim de um ritual que mais se assemelha a um spa. É uma combinação de sauna, banho de espuma, esfoliação, massagem e hidratação. Perto da Haya Sophia e da Mesquita Azul ficam alguns hamans históricos de Instambul como o Çemberlitas e o Cagaloglu. No entanto, praticamente todos os bons hotéis costumam ter ótimos banhos turcos. Alguns badalados são o do histórico Pera Palace, do suntuoso Lês Ottomans, do tradicional Kenpinski, do elegante Istanbul Edition e do badalado Four Seasons. Depois de passar por essa experiência garanto que você vai querer comprar uma toalha de seda Kessé para fazer sua esfoliação em casa e uma toalhinha pestamal usada para enrolar o corpo na sala de banho, ela é uma graça e pode servir como canga na praia. 

10. Mesquita Azul vista ao por do sol do rooftop do Seven Hills. O restaurante é apenas bom, mas a vista é inesquecível. De um lado a Santa Sofia e do outro a Mesquita Azul marcam o céu alaranjado no por do sol. A Mesquita Azul é a única mesquita com seis  minaretes e esse detalhe já foi um problema no passado, pois Meca também tinha seis e nenhuma outra poderia ser superior à ela. A solução dada pelo Sultão Ahmet I foi simples. Ele financiou a construção do sétimo minarete na mesquita de Meca. E então, lá está a Mesquita Azul, linda com seus seis minaretes  construídos em 1609 ao redor de vários domos projetados em cascata a partir de um imenso domo central. Seu interior é revestido por 20 mil azulejos Iznik. Perfeito para encerrar o dia com chave de ouro.

Mesquita Azul.


Esses são apenas alguns motivos para amar Istambul. Uma cidade realmente apaixonante, vibrante, instigante, colorida, forte. Seus contornos são marcados por minaretes e seu caos interrompido cinco vezes ao dia pelos chamados dos muezins para o momento da oração. A história se revela em todos os cantos. Uma mistura perfeita da Ásia com a Europa.

15 agosto 2015

CATARATAS DE FOZ DO IGUAÇU

Por Claudia Liechavicius

É incrível como às vezes a força da natureza faz a gente se sentir pequeno. Foi assim, ao caminhar pelas trilhas e passarelas das Cataratas de Foz do Iguaçu, me senti do tamanho de uma gota perto daquele turbilhão de água que rugia sem parar.

Cataratas do Iguaçu, lado brasileiro.

Nada mais nada menos do que duzentas e setenta e cinco quedas d'água compõe o espetáculo do Parque Nacional do Iguaçu. Algumas delas chegam a ter 82 metros de altura, como é o caso da Garganta do Diabo. Ela é impressionante. Tem formato de U, uma extensão de 700 metros de comprimento e marca a divisa entre o a Brasil e Argentina.

Vista aérea da Garganta do Diabo. 

Esse belíssimo Patrimônio Natural da Humanidade compartilhado pelo Brasil e pela Argentina foi eleito em 2011 como uma das Sete Maravilhas Naturais do Mundo. Merecidamente!

Cabe lembrar que a Argentina é privilegiada e tem dois terços das cataratas em seu território. Mas, entre os dois parques fico com a organização, o sossego e a estrutura caprichada do Brasil. Sem contar que o Hotel das Cataratas que fica dentro do parque é maravilhoso. O por do sol visto da varanda do hotel é espetacular. O lado argentino é muito bonito, mas para se movimentar pelo parque é preciso caminhar longas distâncias ou tomar um trenzinho com fila de espera de mais de uma hora. Desanimador.

Por do sol nas Cataratas do Iguaçu.

O QUE VISITAR

As cidades de Foz do Iguaçu (Brasil), Puerto Iguazú (Argentina) e Ciudad del Este (Paraguai) não oferecem muita coisa. Então, o principal atrativo gira em torno dos Parques Nacionais das Cataratas do lado brasileiro e argentino. Além disso, o programa pode incluir uma visita à tríplice fronteira Brasil-Argentina-Paraguai, Parque das Aves, visita a Hidrelétrica de Itaipu, sobrevoo das cataratas de helicóptero, almoço ou jantar na Argentina, compra de produtos "inspirados em marcas renomadas" no Paraguai e um pouquinho de descanso no hotel. O tempo ideal na cidade varia entre 3 dias e uma semana.

A Ponte da Amizade sobre o rio Paraná liga Brasil e Paraguai.

Tríplice fronteira. Na parte superior da foto Paraguai, à esquerda Argentina e à direita Brasil. Observe a diferença de cor da água quando os rios Iguaçu e Paraná se encontram.

Fiquei 3 dias e foi o suficiente.

No primeiro dia, por sugestão do motorista-guia conjuguei uma visita ao lado brasileiro das cataratas, Parque das Aves e voo de helicóptero. Dá e sobra tempo, pois fica tudo na mesma área.

Ainda nesse dia dá para incluir algum dos seguinres passeios: Safari Macuco que inclui uma caminhada e passeio de barco com direito a sair todo molhado por conta dos respingos das cascatas, Trilha Poço Preto de 9 quilômetros e barco, Trilha das Bananeiras de menos de 2 quilômetros ou Rafting. Tudo depende da energia e interesse de cada pessoa.

O passeio às cataratas brasileiras é muito bem organizado. No parque, poucos carros circulam. Eles preferem fazer o transporte dos turistas em ônibus do próprio parque. Ao chegar no local das quedas d'água, um pequeno caminho de pouco mais de um quilômetro, conduz os visitantes em aproximadamente 30 minutos da entrada até o elevador no final da trilha. É uma caminhada super fácil. Apenas alguns degraus no trajeto. E como companhia quatis, pássaros e macacos.

Cataratas do Iguaçu do lado brasileiro.

Pela trilha os quatis passeiam sem se incomodar com o movimento dos turistas.

Muitos arco-íris se formam no meio do vapor d'água.

O volume da água é impressionante nos períodos mais chuvosos.

No final da trilha tem um elevador para ajudar na subida.

O sobrevoo de helicóptero é interessante para se ter a noção exata do curso do rio, da configuração das cascatas e do canyon que se forma depois das quedas d'água. Dura apenas 10 minutos. É rápido. O tempo de espera é pequeno.

Do helicóptero se pode ver do lado esquerdo, as cataratas da Argentina e do lado direito, do Brasil.

O Hotel das Cataratas Belmond fica dentro do Parque das Cataratas, do lado brasileiro. 

Depois que a água cai abruptamente, forma-se um rio caudaloso que serpenteia pelo canyon até chegar na Usina Hidrelétrica de Itaipu compartilhada pelo Brasil e Paraguai. Esse é outro passeio que pode ser programado.

Sobrevoo da Hidrelétrica de Itaipu que pertence ao Brasil e Paraguai.

Em frente ao ponto de onde partem os helicópteros fica o Parque das Aves. O local é um santuário para recuperação de aves e o ingresso ajuda a manter a instituição, que é privada. Das aves que ali se encontram metade foi resgatada de maus tratos e tráfico. A outra metade nasceu no próprio parque. Vale a visita. Os animais são acostumados com a presença das pessoas e você pode chegar muito perto que eles nem se incomodam.

Parque das Aves.

No dia seguinte visite o Parque Nacional Iguazu, do lado argentino das cataratas. Tenha em mente que o parque é bem mais cheio de turistas e menos organizado do que o lado brasileiro. Portanto, a visita pede mais tempo. Você pode esperar por mais de uma hora para tomar o trenzinho que conduz até as proximidades das cascatas. Mas, tem lá suas vantagens. O parque é maior e mais selvagem. Pelas trilhas, tucanos marcam presença e bandos de quatis caminham tranquilamente perto das pessoas atrás de comida. Cuidado com seu sanduíche. Ele pode chamar atenção dos bichinhos que vão querer roubá-lo de você. E, já que está na Argentina, aproveite para almoçar nos restaurantes Tio Querido ou Aqva e fazer umas comprinhas no Duty Free.

Dica importante: dê preferência por visitar o parque de tarde quando as filas são bem menores e durante a semana. Vá preparado para caminhar bastante e para se molhar.

 Cataratas do lado argentino.

Para chegar na Garganta do Diabo, além do trenzinho é preciso caminhar por uma passarela de mais de um quilômetro sobre a água.  

 A Garganta do Diabo tem um spray constante que molha a roupa sem pena.
 Algumas pessoas usam capa de chuva. 

É possível caminhar por várias trilhas no Parque Iguazu. As imperdíveis são o Circuito Superior e a Garganta do Diabo. Com tempo caminhe pelo Circuito Inferior, vá até a Ilha de San Martin, faça a Trilha do Macuco e o passeio de barco pelo rio Iguazu.

RESUMO DAS PRINCIPAIS ATRAÇÕES
  • Parque Nacional de Iguaçu (lado brasileiro)
  • Parque das Aves
  • Sobrevoo de helicóptero
  • Parque Nacional Iguazu (lado Argentino)
  • Tríplice Fronteira
  • Compras Duty Free argentino
  • Visita a Ciudad Del Este, no Paraguai, para compras
  • Hidrelétrica de Itaipu

INDICAÇÃO DE HOTÉIS

Os melhores hotéis de Foz do Iguaçu são: Belmond, Recanto, Bourbon e Mabu. No entanto, o Belmond que é o Hotel das Cataratas e fica dentro do parque é indiscutivelmente o melhor. Muitas operadoras não indicam o hotel por ficar dentro do complexo onde só são permitidos guias e carros cadastrados por eles.

Hotel das Cataratas Belmond.

COMO CHEGAR

Chegar em Foz do Iguaçu é muito fácil. A malha aérea é ótima. Voos de várias companhias aéreas chegam no Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu que fica a 10 minutos do Parque das Cataratas e a 20 minutos da cidade de Foz do Iguaçu. E, também pode-se chegar pela Argentina, pelo Aeroporto Internacional Cataratas del Iguazú, em Puerto Iguazú. Para atravessar essa fronteira, para os brasileiros, basta ter carteira de identidade.

MELHOR ÉPOCA PARA IR

Foz do Iguaçu costuma ser quente o ano todo. No verão, o calor é forte e isso atrapalha um pouco a visita. Dê preferência ao período de abril a agosto por ter temperaturas agradáveis e ser menos chuvoso. Setembro e outubro costumam ser meses muito chuvosos.

INDICAÇÃO DE MOTORISTA

Gostei muito do serviço prestado pelo Sr. Iraci Del Moro. Muito educado, atencioso, gentil e disposto a fazer a programação conforme minha solicitação. O telefone dele é (45) 9106.6003. O carro é confortável e tem permissão para entrar na Argentina e Paraguai, além de poder transitar dentro do Parque Nacional de Iguaçu. Recomendo.

Cataratas de Foz de Iguaçu. Não deixe de conhecer! É Brasil. É lindo.
Sete Maravilhas Naturais do Mundo

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