A COSMOPOLITA RIGA

Por Claudia Liechavicius

Imagine minha surpresa quando cheguei em Riga, capital da Letônia, e fui trocar dinheiro numa casa de câmbio. Entreguei 100 euros e recebi de volta 70 lats. Ops. "Será isso mesmo?" Achei que estava errado e fui conferir. Pois estava certo! O lat vale mais do que o euro. No entanto, isso não significa que o país esteja totalmente estabilizado e com a moeda forte. A Letônia ficou independente da União Soviética, em 1991, e está conseguindo, aos poucos, se recuperar dos anos de opressão que viveu. Atualmente, a força econômica do país vem da exportação (de madeira, produtos agrícolas, farmacêuticos, tecidos, navios), do trânsito do petróleo da Rússia para a Europa Ocidental e do turismo. E assim, Riga vem tentando recuperar o título de "Paris do Norte".


Mapa dos Países Bálticos. A Letônia é o país central entre Lituânia e Estônia.

Riga é a maior cidade dos Países Bálticos. O antigo centro mercantil se transformou numa capital bonita, dinâmica, esparramada, moderna, com boa vida noturna e muito movimento. E bota movimento nisso! Imagine que nos horários de rush é possível levar bem mais de uma hora para chegar do aeroporto ao centro histórico, um trajeto de 10 quilômetros que pode ser percorrido em 15 minutos sem trânsito intenso. Sorte que pelo centro histórico tudo pode ser percorrido a pé. Mas, se der preguiça, a cidade conta com aqueles ônibus turísticos de dois andares que circulam pelos principais pontos de interesse.

A Ponte Vansu atravessa o rio Daugava para levar ao centro histórico de Riga.

UMA TRAJETÓRIA SOFRIDA

Tudo começou a mais de 800 anos com a chegada de monges, guerreiros germânicos e Cavaleiros Teutônicos (cruzada militar vinculada à igreja católica) num território que era ocupado por primitivas tribos bálticas. Eles fundaram Riga, em 1201 e passaram a usar a Letônia como posto comercial. A Rota dos Vikings, atravessava o rio Daugava para conectar o Ocidente com o Oriente. Mas, esse sossego não durou muito tempo. Logo, os guerreiros germânicos tomaram conta da Letônia e construíram castelos para marcar seu domínio, expulsaram e escravizaram os letões. Enquanto isso, o país era membro da Liga Hanseática (associação de mercadores) e prosperava com o surgimento de palacetes. A dominação alemã persistiu por três séculos até a extinção da Ordem dos Teutônicos. No século XVI, o país fez parte do Reino da Polônia e Lituânia. Mas, o povo se rebelou e apoiou um movimento chamado de Reforma. Houve muitos conflitos. No final do século XVI os suecos e poloneses entraram em divergência e novas brigas marcaram a história. Os suecos dominaram até 1710, quando perderam Riga para o czar russo Pedro, o Grande. Por dois séculos, os russos se mantiveram no comando da Letônia e adotaram seu idioma como oficial no país. Novamente, houve revolta da população. Durante a Primeira Guerra Mundial, o país foi duramente castigado por ter sido o campo de batalha entre Rússia e Alemanha. Em 1918, depois de muitas lutas a independência da Letônia foi declarada. Nessa época, o idioma letão voltou a ser falado e Riga passou a ser considerada a capital dos Balcãs. Essa fase durou pouco e em 1940, os soviéticos invadiram novamente a Letônia. O comunismo foi implantado às custas de grande repressão. Muita gente foi presa, deportada ou executada. A população tentou fugir em massa do país enquanto os russos imigravam com força total. Em 1991, finalmente a Letônia conseguiu novamente sua independência. Desde então, o país tem reforçado seus vínculos com o Ocidente. Tornou-se membro da União Europeia e da OTAN, em 2004. E, agora luta para se recompor e se livrar da imagem soviética.

O "Bolo de Aniversário de Stalin" é uma das marcas da dominação soviética sobre a Letônia. O prédio que hoje se chama Academia de Ciências é uma referência polêmica na periferia da cidade.

A Troca da Guarda acontece diariamente no Parque Bastejkalns, em frente ao Monumento à Liberdade, erguido em 1935 no lugar onde Pedro, o Grande tinha um estábulo.

O Monumento à Liberdade tem 42 metros de altura e é símbolo da independência letã. A base é decorada com heróis da Letônia e com estátuas das quatro virtudes: trabalho, espiritualidade, família e amor à Pátria, além dos dizeres "Pela terra natal e pela liberdade".

CONHECENDO A CIDADE VELHA

O parte mais charmosa da cidade é o centro histórico. Caminhar sem rumo pelas ruelas cheias de prédios Art Noveau mesclados com o pouco que sobrou do período medieval é de encher os olhos. Por muito tempo Riga foi uma cidade murada às margens do rio Daugava. Deve ter sido uma bela cidade medieval. No entanto, os muros foram retirados no século XIX e no seu lugar foram construídos parques e avenidas. A Torre de Pólvora foi a única que restou das 18 que faziam a defesa da cidade. E, hoje, ali funciona o Museu de Guerra Letão.

A Torre de Pólvora, de Riga, tem apenas os alicerces originais, que datam do século XIV, o resto foi reconstruído depois de sofrer danos em um conflito contra o exército sueco, em 1621. 

As muralhas que circundavam Riga têm 2,5 metros de espessura. Algumas balas de canhão seguem grudadas no muro para mostrar como ele realmente oferecia boa proteção.

Perto da antiga torre fica o Castelo de Riga que de original, atualmente, só tem o nome. A cidade foi muito castigada com os conflitos que sofreu. O castelo foi destruído e reconstruído várias vezes. Hoje, é a residência do presidente do país e abriga dois museus: Museu de Arte Estrangeira e Museu de História da Letônia. Só vale a visita aos museus, pois o castelo em si é bem sem graça.

Andando mais um pouco se avista a cúpula da Catedral do Domo, que foi construída no início do século XIII. A igreja está sendo restaurada e está cheia de tapumes à sua volta. Nem dá para vê-la direito. A catedral, que já foi a maior igreja da região báltica, agora é uma igreja bem simples. As guerras foram as responsáveis por tamanha destruição. Ela ainda abriga alguns túmulos de antigos mercadores da cidade e um púlpito de madeira do século XVII. Os vitrais são mais recentes - do século XIX - e, também é dessa época, o órgão alemão que já foi considerado o maior do mundo. Assim, a igreja acabou ficando com vários estilos arquitetônicos misturados e a maior parte do que resta foi feito do século XIX para cá, sem muito requinte.

No verão dá para visitar as Abóbadas Cruzadas da Catedral do Domo, em Riga.

Bastante interessante é a Praça da Prefeitura. Cheia de contrastes. De um lado duas casas chamam a atenção: a Casa dos Cabeças Pretas e a Casa Schwab. Elas foram a sede de uma irmandade de mercadores estrangeiros solteiros que terminou por ordem de Hitler. As duas casas foram danificadas nos combates da II Guerra Mundial e reconstruídas recentemente, em 1999.

Casa dos Cabeças Pretas e Casa Schwab, na Praça da Prefeitura, em Riga.

A Estátua de Roland homenageia esse personagem medieval e cavaleiro de Carlos Magno que foi o símbolo da independência. 

Em frente às duas casas fica o prédio da Prefeitura (construído em 1334), que juntamente com Castelo de Riga e a Catedral do Domo formavam o centro do poder da Letônia. Na praça funcionava um mercado, aconteciam festivais e eram feitas execuções. 

 A Prefeitura também foi restaurada recentemente. A maioria dos prédios dessa praça foram beneficiados por um projeto relacionado à comemoração dos 800 anos da cidade.

Ao lado da Casa dos Cabeças Pretas uma caixa escura de concreto, bem ao estilo russo, abriga o Museu da Ocupação da Letônia. Não consegui visita-lo, pois estava fechado nos dias em que estive na cidade. Dizem que o acervo relata de forma emocionante o sofrimento testemunhado pelo povo durante a ocupação soviética e nazista.

Museu da Ocupação da Letônia, na Praça da Prefeitura.

Em frente ao museu estão três enormes figuras em pedra que não constam nos mapas da cidade e tive dificuldade de entender seu motivo. Achei que se referiam aos fantasmas de Stalin. E, para confirmar minha teoria recebi um comentário esclarecedor e gentil da Camila Navarro dizendo que seu objetivo é lembrar os fuzileiros da Letônia que serviram ao Exército Vermelho.

A estátua dos soldados letões fica em frente ao Museu da Ocupação da Letônia e parece polêmica.

Outra praça interessante é a Laukums. Cheia de restaurantes e cafés. Nos dias de temperaturas mais amenas junta gente nas mesas ao ar livre em busca de uns raios de sol. Além disso, reúne prédios bem interessantes ao seu redor. A Casa dos Gatos é um edifício amarelo em estilo Art Noveau com estátuas  de gatos pretos no telhado. Reza a lenda que o proprietário do prédio não foi aceito na congregação de mercadores da Grande Guilda (que fica na mesma praça) então colocou as estátuas dos bichanos eriçados como protesto. 

 Casa dos Gatos. 

A Pequena e a Grande Guilda eram organizações que congregavam respectivamente artesãos germânicos e membros do comércio local. As casas são muito imponentes e foram construídas no século XIX. Reformas recentes foram feitas há 10 anos.

Fachada da Pequena Guilda.

Ainda nessa praça fica o restaurante Blue Cow que foi o meu preferido na cidade. Serve ótimos peixes e carnes grelhadas, numa casa do século XIX, que foi toda restaurada e redecorada como era na época. Tem mesas pesadas de madeira, lustres envelhecidos e iluminação com grandes candelabros. Super charmoso.

A casinha branca é a do restaurante Blue Cow. O nome que se lê na placa está escrito no idioma local, letão.

Uma igreja que adorei foi a Igreja de São Pedro. Ela originalmente foi construída em 1209, mas como tudo na cidade, foi destruída e refeita várias vezes. Sua torre em madeira ostenta um antigo relógio, tem 123 metros de altura e serve como um dos pontos de referência da cidade.

 Igreja de São Pedro vista a partir de dois pontos diferentes de Riga. Acima, vista da Praça da Prefeitura e abaixo vista da Praça Laukums.

Na lateral da igreja de São Pedro, a estátua dos Músicos de Bremen feita por Krista Baumgaertel foi um presente recebido da Alemanha em 1990. O conto escrito pelos irmãos Grimm inspirou nosso Chico Buarque a escrever os Saltimbancos. Passar a mão no focinho dos animais traz boa sorte. Então, mãos à obra.

E, depois de muito caminhar, pausa para o café. Sol e muito frio!!!

Ainda no centro histórico vale a pena andar à esmo observando os contrastes arquitetônicos. A cidade é muito interessante. Muralhas medievais convivem pacificamente com esculturas modernas e com prédios em estilo Art Noveau. Simplesmente encantador!

 
Nessa última foto, três prédios enfileirados mostram três estilos distintos de arquitetura. O branco é a construção de pedra mais antiga de Riga, do século XV. Já, a casa amarela é do século XVII e a verde do século XVIII. Os prédios são chamados de Três Irmãos. 

E, a quem interessar também tem um bom shopping no centro antigo de Riga. É o Galerija Centrs. Confesso que prefiro caminhar, conhecer, olhar e comer. Comprar fica fora dos meus planos. Detesto carregar malas.

Shopping Galerija Centrs. Todo envidraçado, muito simpático.


PELOS ARREDORES DO CENTRO ANTIGO

Saindo do centro histórico tem muita outras coisas interessantes na cidade. O bom é que tudo pode ser alcançado a pé para quem tem disposição. Para começar o Parque Bastejkalns que foi construído no lugar das antigas muralhas medievais da cidade. O parque é amplo e convidativo, apesar de servir como lembrança de que o caminho para a independência da Letônia foi bastante sangrento. É ali que fica a Ópera de Riga, o Monumento à Liberdade, a fábrica de chocolates letonianos "Laima" e de onde saem passeios de barco.

Parque Bastejkalns. 

Ópera de Riga. 

Ainda mais afastado do centro vale a pena a caminhada até a Catedral Ortodoxa. A igreja russa foi construída em 1884 e conta com 5 belíssimos domos. Já serviu como planetário e restaurante durante o período soviético. Ficou muito deteriorada por dentro e está sendo restaurada. Ela fica no Parque Esplanada - a cidade é muito arborizada, tem vários parques.

Catedral Ortodoxa da Natividade de Cristo.

Por último, realmente deixe por último pois se não sobrar tempo você não vai perder muita coisa, visite o Mercado Central. A construção é imponente e uma das maiores estruturas da Europa com 5 pavilhões que vendem de tudo no lugar que já serviu como hangar do Zeppellin. É uma tremenda confusão de gente, parece a Central do Brasil. Melhor ver por fora e pronto. Nada imperdível.

 Mercado Central.

Aproveite que está no mercado e compre umas groselhas, tão típicas da região. 

Depois, pegue um bonde e volte para o centro histórico sem cansar.

Se quiser ir mais longe atravesse o rio Daugava (de bonde) e desbrave o que existe do lado de lá!

BONS RESTAURANTES

BLUE COW. Restaurante de carnes e peixes definido pelo chef como "interpretação moderna da cozinha tradicional letoniana". Excelente. Foi o que mais gostei na cidade. Usa ingredientes orgânicos  vindos diretamente das fazendas e produtores da região. Fica numa casa antiga, restaurada recentemente. Tem decoração da época em que a casa foi construída, 1823. Fica na praça Zilá Govs, rua Meistaru 21. Telefone: +371 67223307 - www.zila-govs.lv

Restaurante Blue Cow, em Riga. 

1221. Comida típica da Letônia numa casa muito simpática. Tem que provar, mesmo que ache a comida pesada (muita batata, carne de porco, repolho e frutos do mar). Fica na rua Jauniela 16. Telefone: +371 672 20171 - www.1221.lv

Restaurante 1221, em Riga.

BERGS. Se quiser um restaurante de alta gastronomia teste o Bergs, do chef Kaspars Jansons que já fez escola no Noma (eleito melhor restaurante do mundo). Fica no hotel de mesmo nome, na rua Elizabetes 83/85. Telefone:+ 371 67770957 - www.hotelbergs.lv

DICA

Não deixe de provar o vinho quente e temperado com canela, laranja e outras especiarias. No frio da Letônia, não tem nada que esquente mais, além de ser delicioso.

Saúde!

INDICAÇÃO DE HOTEL

GRAND PALACE HOTEL. Muito charmoso. Super bem localizado, na Cidade Velha. Pertence ao grupo The Leading Hotels of the World. Tem quartos espaçosos, bem decorados e com a cara da cidade. Café da manhã excelente. Ótimo serviço. Preço muito bom para um hotel 5 estrelas (230 euros, junior suite). No entanto, o restaurante do hotel não é bom - tem um cardápio que mistura cozinha japonesa  e tailandesa e o resultado não é legal. Mas,  a cidade tem tantas opções de restaurantes que isso não é problema. Endereço: Pils, 12. Telefone: +371 670 44000. Site: suitelife.lv

Fachada do Hotel Grand Palace, Riga. Ele parece ser pequeno, mas é bem grandinho por dentro.

Quarto do Hotel Grand Palace, espaçoso e cheio de charme.

IMPORTANTE

Moeda: lat - mais forte do que o euro.

Idioma: letão, mas muita gente fala russo e o inglês é bastante falado.

Aeroporto: bem simples e sem graça, mas com wi-fi gratuito.

Trânsito do aeroporto para a Cidade Velha muito pesado de manhã, na hora do rush. Programe seu voo para chegar de tarde ou à noite.

Tempo necessário para conhecer a cidade: no mínimo dois ou três dias.

Melhor época para conhecer a Letônia: entre abril e outubro quando a temperatura sobe.

Ônibus turístico: tem duas empresas: City Tour Riga (www.citytour.lv) e Riga Sightseeing Bus Tour (www.riga-sightseeing.lv)


Apesar de ter sido muito castigada pelas guerras, a Letônia encanta. A mistura arquitetônica da cidade e a história densa fazem a viagem valer muito a pena, especialmente quando conjugada com os países vizinhos Estônia e Lituânia. 

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COMENTÁRIOS

  1. Que lugar encantador...acho que eu ficaria horas fotografando!
    Lindas suas fotos!
    E que delícia a groselha!
    Claudinha um FELIZ dia para vc!
    Bjos

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  2. Flavinha,
    Fico louca olhando para todos os lados e fotografando tudo que vejo. Fotografar faz a gente olhar com mais atenção para os lugares por onde passa. Minha atenção ficou mais concentrada depois que comecei a curtir a fotografia.
    Dia das Mães!!! Quero ser muito paparicada pelos meninos hoje!!!
    Um beijo

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  3. mais uma bela viagem na sua companhia virtual
    Thanks, gracias, grazie, domo arigato,
    e PALDIES (OBRIGADO em letão)
    VS

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  4. Uau, VS!
    Quantas línguas!!! Até em letão. Gostei!!!
    Tenh aum bom final de semana.
    Abs

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  5. Gostei do post.. preciso conhecer essa região :)
    O vinho quente parecer ser o nosso quentão aqui do sul...Adoro!
    Beijos

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  6. Lindíssima cidade. Belas fotos e relato esclarecedor. Ótimas dicas.

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  7. Vanessa,
    Realmente o vinho quente e temperado lembra o quentão.
    Essa região é linda. Coloca na wish list que vale muito a pena. E, se der inclua a Rússia que está tão pertinho e é um espetáculo.
    Beijos
    Claudia

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  8. Que lugar lindo.. Está de parabéns pelas fotos e pela descrição.. beiJUs

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  9. Realmente a avaliar pelas suas fotos e descrições, Riga é mesmo uma cidade bastante cosmopolita e com bastantes motivos de interesse para ser visitada.
    É sempre muito agradável ficar a conhecer outros locais através dos "seus olhos", perspectivas e enquadramentos.

    Beijinhos

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  10. Oi, Cláudia. Tudo bem? ;)

    Seu post foi selecionado para a #Viajosfera, do Viaje na Viagem.
    Dá uma olhada em http://www.viajenaviagem.com

    Beijos,
    Bóia Paulista

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  11. aldema ( www.correndomundo.blogspot.com )14 de maio de 2012 08:32

    Cláudia,
    Um encanto teu post! Excelentes fotos - vou encaminhar para minha nora, cuja mãe veio da Letônia para ser bailarina clássica no Teatro Colón , em Buenos Aires.
    Teu texto está excelente também - considera que minha formação é em Linguística!
    Gostaria que " encarasses" a publicação de um livro.
    Boa semana.Beijos
    Aldema

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  12. Oi Turista,
    Que bom ver você por aqui.
    Os Países Bálticos são muito ricos em termos de história, costumes e arquitetura. E, apesar de serem parecidos, cada um tem suas peculiaridades.
    Essa foi uma viagem maravilhosa. Trouxe boas lembranças e histórias na mala.
    Beijo
    Claudia

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  13. Aldema!
    Quer dizer que você é Linguista e eu não sabia!!!
    Que bacana!!!
    E, temos muitas coisas em comum com aquelas terras Bálticas.
    Amei a viagem. Estou escrevendo com o maior prazer.
    Receber um elogio seu, desse porte, é uma tremenda honra.
    Obrigadíssima!!!!
    Beijo

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  14. Claudia, que pena que o Museu da Ocupação estava fechado! Ele é mesmo muito emocionante. Aprendi muito sobre a hitória dos Países Bálticos lá dentro e não consegui segurar as lágrimas ao ver o quanto eles sofreram no século passado. A estátua atrás do museu representa os fuzileiros letões que serviram o Exército Vermelho e é bem polêmica na cidade. De qualquer forma, continua de pé!

    Suas fotos estão lindas!

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  15. Camila,
    Eu queria muito ter visitado o Museu da Ocupação. Pena que estava fechado.
    Obrigada por me ajudar a entender a estátua. Eu percebi que havia alguma coisa polêmica com ela quando um ex-combatente de guerra saiu com sua muleta atrás de um turista japonês que a fotografava.
    Procurei informações sobre ela e não consegui.
    Um beijo
    Claudia

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  16. Tenho andado meio sumido das caixas de comentários nos ultmos dias..
    Quanto mais eu vejo posts e reportagens sobre as republicas balticas mais vontade eu tenho de ir conhece-las.. As fotos estao um arraso..

    Boa semana

    Bjs

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  17. Oscar!!! Quanto tempo!!!
    Que bom ver você por aqui. Tenho visitado você com frequência e acompanhado seu momento "América". Quando quiser fugir para a Europa recomendo Repúblicas do Báltico com Rússia. Ótima viagem.
    Um beijo
    Claudia.

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  18. Querida Cláudia

    Fotos e texto maravilhosos, como sempre.Visitei Tallin,pela qual me encantei,mas não cheguei até Riga. Agora já a considero vista,através de teu belo e completo relato.
    Bj
    MT

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  19. MT,
    Essa região é linda. Gostei muito das três capitais: Tallinn, Riga e Vilnius. Depois dei uma passada por Moscou que já conhecia e finalizei com St Petersburg que amei.
    É um roteiro excelente.
    Recomendo.
    Beijo
    Claudia

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  20. Claudia, fiquei encantado com o lugar.
    Só achei curioso o fato das ruas serem praticamente desertas.
    Vai para a lista de próximas viagens! Próximo mês completo alguns destinos europeus que me faltam, dai começarei a olhar para esta região.
    Já fiz a Polônia, e algumas coisas, especialmente a arquitetura me lembraram um pouco o centro velho de Varsóvia.
    Belissimo post.

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  21. Oi Diogo,
    O fato de estarem um pouco vazias as ruas se deve a dois motivos: fui em abril numa época em que ainda estava frio e passei domingo de noite, segunda e terça-feira na cidade. Esse dias não costumam ser muito cheios de turistas. Mas, a cidade é bastante visitada. E, é linda.
    Vale a pena mesmo.

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  22. Indo para lá em breve e já viajando no teu texto e nas fotos lindas! Tudo já devidamente anotado. :)

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  23. Carina,
    Você vai adorar.
    Tenha uma ótima viagem!!!

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  24. Claudia

    Riga é muito bonita mesmo... fez-me lembrar as cidades Polacas!
    Beijo

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  25. Margarida,
    A influência polonesa nos Bálticos é muito grande. Ainda não conheço a Polônia, mas imagino que tenha semelhanças.
    Fazer os três Países Bálticos em uma só viagem é perfeito.
    Bja
    Claudia

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  26. Olá, Claudia! Gostaria de te agradecer bastante por ter escrito sobre Riga. Estive lá durante cerca de 3 dias (e depois mais 3 dias em Tallinn) nesta páscoa e seu post foi fundamental para se ter uma idéia do lugar e de coisas para fazer. Adorei a dica do Blue Cow e do Bergs (inclusive até agora não consigo esquecer a maravilhosa comida de lá). Obrigada mesmo! Ah, suas fotos são maravilhosas, parabéns. Abraço, Ticiana :)

    ResponderExcluir
  27. Ticiana,

    Comentários como o seu me deixam muito feliz e fazem valer a pena todo esforço de manter o blog no ar.

    Obrigada mesmo.

    ResponderExcluir
  28. Ticiana,

    Comentários como o seu me deixam muito feliz e fazem valer a pena todo esforço de manter o blog no ar.

    Obrigada mesmo.

    ResponderExcluir
  29. Ticiana,

    Comentários como o seu me deixam muito feliz e fazem valer a pena todo esforço de manter o blog no ar.

    Obrigada mesmo.

    ResponderExcluir
  30. Cláudia, bom dia! Fiquei com mais vontade de conhecer a terra da minha falecida avó, que veio de lá fugida da Guerra.

    Lindas fotos, ótima reportagem.
    Agora vou "xeretar" outros roteiros seus e visitar sempre sua pg.

    Abraços e fique com Deus

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  31. Wania,

    Riga é um sonho de cidade. Pense com carinho e não deixe de conhecer.

    Meu avô veio da Lituânia também na época da guerra. Por isso, eu tinha muita vontade de conhecer os países do Báltico. Visitei Lituânia, Letônia, Estônia e Rússia na mesma viagem. Foi um roteiro perfeito.

    Vá sim!!!!

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