ASTANA, A NOVA CAPITAL DO CAZAQUISTÃO


“Caza o quê? Onde é isso? O que você vai fazer lá? Não é perigoso? Está em guerra?” Recebi um bombardeio de questionamentos quando anunciei esse destino aos familiares e amigos. É compreensível. Afinal, o país ainda é cercado de mistérios e lentamente começa a se revelar ao mundo. 

O Cazaquistão abriu as portas aos visitantes há apenas 24 anos quando a União Soviética desmoronou e ele reconquistou sua independência. Apesar de ser o nono maior país do mundo em extensão territorial, com tamanho comparável ao da Europa Ocidental e renda per capita maior do que a brasileira, pouco se houve falar sobre ele. Fica na Ásia Central, mas também tem uma pontinha à oeste que pertence a Europa.


Mapa do Cazaquistão.

Imenso, plantado no meio de estepes e cheio de espaços vazios. O Cazaquistão tem apenas 17 milhões de habitantes, menos do que a cidade de São Paulo. País árido. Gelado. No inverno suas temperaturas chegam a 40 graus negativos e no verão não costuma passar de 30 graus. Faz fronteira com Rússia, China, Uzbequistão, Turcomenistão e Quirguistão. Todos esses países de nomes estranhos igualmente terminados em “istão”, que na língua persa significa “a terra dos”, também se libertaram das mãos do comunismo e começam a mostrar sua riqueza cultural impregnada de influências turcas e iranianas.

Mesquita Hazret Sultan, inaugurada em 2012, em Astana. Tem o maior domo do Cazaquistão.

O Cazaquistão desperta interesse por ter sido trilhado por Alexandre, o Grande, rei da Macedônia e discípulo de Aristóteles. Por ter tido mais de 2 mil quilômetros de seu  território fazendo parte da antiga Rota da Seda. Também fez parte das conquistas do temido conquistador Gengis Khan, no século XII. Além disso, Baikonour foi o ponto de partida do primeiro foguete ao espaço com o soviético Yuri Gagarin, em 1961. É uma terra cheia de histórias interessantes para contar.

Até pouco tempo, os cazaques levavam uma vida nômade. Viviam em tendas chamadas de yurtas que eram facilmente montadas e desmontadas conforme se locomoviam pelas estepes desertas em busca de bons pastos para seus rebanhos. As yurtas eram cobertas de feltro e lona para manter a temperatura interna confortável tanto no inverno como no verão. No seu interior, muitos tapetes. Essa tradição vai ficando para trás e dando lugar ao futuro.


Poucas são as yurtas que ainda se encontram pelo caminho, no Cazaquistão.

NASCE UMA CAPITAL 

No meio desse passado forte e repleto de tradições milenares surge uma capital moderna. Astana, que na língua cazaque quer dizer exatamente “capital”. A cidade começou a ser construída em 1997 com inspiração em Brasília, onde havia apenas um vilarejo chamado Aqmola, cercado por campos de batata. Na verdade, é uma mistura de Brasília com Dubai. O metalúrgico e presidente Nursultan Nazarbayev que ocupa o cargo desde que o país se tornou independente, resolveu transferir a capital de Almaty, ao sul do país na fronteira com Quirguistão e China, para um ponto mais ao norte devido aos terremotos da região montanhosa que vez ou outra assombram a ex-capital e causam fortes estragos.


Astana é literalmente uma cidade em construção. Novos prédios nascem a cada esquina.

Em menos de 30 anos, o resultado é surpreendente. Prédios de arquitetura arrojada sobem aos céus com tremenda velocidade, gruas por toda parte, cheiro de asfalto no ar. Uma cidade em construção. Financiada pelo gás e pelo petróleo. Um fato interessante é que a mudança da capital de Almaty para Astana é comemorada no dia 6 de julho, por "coincidência" o dia do aniversário do presidente.

Astana tem arquitetura exuberante. Prédio KazMunayGaz.

O plano piloto foi desenhado pelo arquiteto japonês Kisho Kurokawa. Ele faleceu em 2007. Não chegou a conferir o resultado extravagante, exótico e controvertido de seu projeto à beira do rio Estil. De um lado do rio a “velha Astana” cheia de prédios em estilo soviético de linhas duras e cores sóbrias, onde na verdade não há muito para se ver. Do outro lado, prédios espelhados, envidraçados, arrojados, coloridos, imponentes e até espalhafatosos. Há quem goste e há quem torça o nariz. Mas, mesmo que não agrade a todos uma coisa é certa, Astana veio para ficar. Sua população já chega a 800 mil habitantes e eles esperam ter 1 milhão em 2030. O resultado do grande crescimento pode ser percebido no caos do trânsito. Apesar das avenidas serem largas, ao estilo soviético, a cidade não tem muitas ofertas de transporte público, apenas ônibus. Uma linha de metrô está sendo projetada. Os congestionamentos são enormes com motoristas afoitos, de direção apressada. Sinal do crescimento e do estresse da vida moderna.

O rio Estil atravessa a cidade de Astana. 

Do lado esquerdo do rio Estil a área residencial e do lado direito a parte nova, administrativa e comercial.

Circular pela cidade é fácil, mas demanda longas caminhadas. Tudo é plano e distante. Mesmo que se tenha a ilusão de ser perto. Com um mapa na mão dá para entender facilmente a cidade que se espalha ao redor do rio Estil. O único detalhe aqui é que eles ainda não estão muito preparados para o turismo e os mapas são muito ruins, com letras minúsculas e geralmente em russo ou cazaque. Apesar desse detalhe, não é uma cidade em que você precise contratar um guia ou motorista. É segura e tem muitos prédios altos inusitados que ajudam na orientação.


O "Bolo de Noiva" de Stalin é um prédio residencial, de arquitetura tipicamente soviética, mas com ares mais leves. Ele é enorme, pode ser visto de longe e ajuda na localização pelas ruas de Astana.

A rua Nurzhol Boulevard é um eixo central de dois quilômetros por onde se estende a nova área do governo. Ela vai do prédio destinado a administração do petróleo e gás do país KazMunayGaz até o Palácio do Presidente, Ak Orda. Ao longo dessa rua-eixo só pedestres e jardins floridos. Ao redor das flores, os prédios mais exóticos do mundo enfileirados. Para demarcar o ponto central da Nurzhol Boulevard uma torre de quase 100 metros se ergue poderosa num esqueleto branco feito em aço com uma bola de vidro no topo. É a Bayterek. Ela simboliza uma lenda cazaque que fala sobre uma ave sagrada que coloca um ovo dourado contendo os segredos da felicidade, no alto de uma árvore, longe do alcance das pessoas. No seu interior, um elevador conduz até a bola de vidro onde os visitantes ficam enfileirados à espera da sua vez para colocar a mão numa plataforma de ouro que tem o formato da mão do presidente Nazarbaev. Dizem que dá sorte. Coisas do presidente! É interessante subir para ver a cidade do alto. No entanto, o vidro é esverdeado e as fotos ficam muito ruins. O valor do ingresso é 500 tenges, ao redor de 2 dólares.


Nurzhol Boulevard com seus jardins floridos e ao fundo o prédio do governo KazMunayGaz. Observe o prédio alto, à direita. O apelido dele é "isqueiro". 
Por ironia do destino, o prédio já pegou fogo 3 vezes. 

A torre Bayterek marca o ponto central da Nurzhol Boulevard. A rua toda tem wi-fi. 

Na outra ponta da Nurzhol Boulevard fica o Palácio Presidencial Ak Orda com sua cúpula azul.

Atrás do Palácio Presidencial começa a surgir uma parte nova na cidade onde ficam alguns prédios bastante interessantes em termos de arquitetura. O Palácio da Paz e da Reconciliação é uma pirâmide feita em aço e vidro. O projeto foi idealizado pelo badalado arquiteto britânico Norman Foster. Foi inaugurado em 2006 para receber o Congresso Mundial de Tradições Religiosas. É possível fazer uma visita guiada de 30 minutos para conhecer seu interior e o salão onde houve o evento. À noite, a pirâmide ganha uma iluminação linda.

 Palácio da Paz e da Reconciliação.

Do outro lado da rua fica o Palácio da Independência. É um prédio azul envidraçado, de arquitetura ultra moderna. Inaugurado em 2008. Muitas conferências internacionais são realizadas ali. Em uma de suas salas tem uma maquete que mostra o planejamento da cidade para 2030.

Em frente ao palácio, na Praça da Independência, fica o Monumento ao Povo do Cazaquistão. Num pedestal de 91 metros está pousada uma águia dourada, Samruk, a mesma que colocou o ovo de vidro na Torre Bayterek e ao lado, uma estátua em bronze do presidente Nazarbaev está acompanhada por cinco pessoas que simbolizam a trajetória do povo do Cazaquistão .

Palácio da Independência.


Praça da Independência com o Monumento ao Povo do Cazaquistão no centro. À direita, o Palácio da Independência e à esquerda, o prédio redondo concavo é o Palácio Shabyt, uma Universidade de Artes

Monumento ao Povo do Cazaquistão. Ao fundo dá para ver o domo e os mineretes da Mesquita do Sultão Hazret construída em 2012.

Ao lado do Palácio da Independência fica o belíssimo Museu de História do Cazaquistão que abriu suas portas em 2014 com a intenção de ser um dos melhores museus do país. Ele ainda é muito novo e seu acervo é pequeno. Mas, em termos de arquitetura o museu é um espetáculo. Ocupa um quarteirão inteiro e é todo decorado com mármores brancos e vidros azuis. Só o prédio já vale a visita. 


 Museu de História do Cazaquistão.

Uma construção de arquitetura interessante que impressiona de cara é o shopping-tenda Khan Shatyr. Ele tem 150 metros de altura e parece com uma yurta. É feito de um material translúcido que deixa passar a claridade e absorve o calor do sol mantendo uma temperatura interna agradável constantemente, mesmo quando do lado de fora faz muito frio. Lá dentro funciona um shopping de 4 andares com lojas de padrão internacional (como Armani, Adidas, Calvin Klein, Bershka), tem uma área de recreação infantil com monorail de 500 metros de comprimento e no último andar tem um Beach Club com piscinas aquecidas e areia. O projeto do shopping também é do arquiteto Normam Foster e foi inaugurado em 2010. É bastante inusitado.


Shopping Khan Shatyr.

Além desse shopping tem muitos outros em Astana. Eles são movimentados e bem usados pela população local. Afinal, com o frio que costuma fazer na cidade, eles garantem um pouco mais de conforto para um momento de lazer. Mas, na verdade, o mais interessante é mesmo o Khan Shatyr pela arquitetura fantástica. Na hora do por do sol ele atrai muita gente. O sol se põe atrás dele e as fotos ganham contornos incríveis.

Shopping Mega, Astana.


Em Astana há muitas construções curiosas em que vale a pena prestar atenção: Arquivo Nacional do Cazaquistão que tem o formato de um ovo; Teatro da Ópera de Astana absolutamente imponente em estilo greco-romano, conta com uma escola de ballet de padrão russo e um museu; Central Concert Hall projetado para lembrar as pétalas de uma flor; Circo de Astana no formato de um disco voador; Biblioteca de Astana no formato de um holofote. 

Arquivo Nacional do Cazaquistão.


Teatro da Ópera de Astana.

Central Concert Hall. 

Circo de Astana. 

Biblioteca de Astana.

Dica para conhecer a cidade: o ônibus 21 que sai da Estação de Trem, na parte antiga de Astana, onde fica o ponto final de todas as linhas de ônibus, é excelente para circular pela cidade. Custa apenas 90 tenges, ao redor de 2 reais.

ROUBADAS

Praticamente em frente ao shopping Mega ficam duas atrações indicadas pelo Lonely Planet que eu classificaria como "as roubadas de Astana". Uma delas é o aquário Duman. Definitivamente, não vale a visita, a menos que você esteja com crianças e queira locais para entreter os pequenos. O aquário fica num complexo de recreação infantil bem fraco. Num dos aquários havia um jacaré que mal podia se mexer de tão pequeno o espaço. Fiquei incomodada de ver o pobre animal enlatado e essa imagem não sai da minha cabeça. Uma lástima.

 Aquário Duman, bastante simples. Uma visita dispensável para quem conhece outros bons aquários pelo mundo.

A outra roubada é o parque de maquetes Atameken. Ao ler sobre ele no Lonely Planet achei interessante e resolvi incluir na programação de lugares a conhecer em Astana. Para começo de conversa, foi dificílimo achar o parque. Ninguém conhecia. Perguntei para várias pessoas na rua e amigos que moram em Astana e todos faziam cara de desconhecimento total. Depois de muito caminhar achei a entrada escondida, paguei o ingresso e entrei. Ninguém além de mim. Um lugar mal cuidado, feio e pouquíssimo visitado. Totalmente dispensável. Imaginei algo parecido com Madurodan, na Holanda. Doce ilusão. Realmente, não vale a visita.


 Atameken, um parque de maquetes que não merece a visita em Astana.

CULINÁRIA DO CAZAQUISTÃO

Alguns costumes cazaques são interessantes. Comem carne de cavalo. Bebem leite de égua que dizem ser bom para curar tuberculose. Com esse leite fermentado fazem o Kumyz, uma bebida nacional com baixo teor alcoólico e cá para nós... de sabor bem estranho. Também bebem leite e iogurte de camela, shubat. Numa refeição tradicional, a carne é o item mais importante. Costuma ser acompanhada de pastéis cozidos na água como dumplings chamados de manti e de um caldo tipo sopa chamado de sorpa. O pão mais tradicional é achatado feito em forma de bolo, bausarks. Delicioso quando servido quentinho. Os pães recheados com queijo, Khachapuri, são muito bons, parecem uma pizza. Experimente o pastel gigante chamado de Cheburek. Um dos pratos mais tradicionais é o Beshbarmak que significa "cinco dedos", é feito com carne (vaca, ovelha, cavalo ou camelo) servida sobre uma massa cozida em água, em forma de panqueca e junto vem um caldo gostoso mas gorduroso, numa tigela, que eles dizem que faz bem para a digestão e para curar ressaca. O Plov também é bastante popular. É uma mistura de arroz com vegetais e carne, preparado com gordura de ovelha. Apesar de usarem muita gordura eles são magros. Talvez o frio excessivo consuma toda essa energia.


Khachapuri, um dos pães mais saborosos que experimentei na Ásia Central.

O Kumiz tem sabor forte e estranho. Para gostar é preciso acostumar o paladar.

Interessante observar como o cavalo está presente na vida dos cazaques desde o tempo em que eram nômades. O cavalo era um aliado na locomoção das tribos pelas estepes e sempre fez parte da alimentação. Ainda hoje, comem carne de cavalo, tomam seu leite e derivados habitualmente. São exímios cavaleiros e usam os cavalos com maestria em shows de circo. A cidade de Astana é decorada com cavalos de todo tipo.


Os cavalos fazem parte da vida dos cazaques e são muito valorizados.

RELIGIÃO

Islamismo é a religião de 70% da população, mas eles não são radicais e aceitam outras religiões. Algumas mulheres cobrem a cabeça com lenços, mas bermudas e saias curtas são usadas nos dias quentes, que são bem poucos ao longo do ano.


 Mesquita Nur Astana. No pátio dessa mesquita tem um senhor que vende pães Bausarks quentinhos por 90 tenges, ao redor de 2 reais. A pequena padaria tem sempre fila na porta. Foi o melhor pão que comi no Cazaquistão. 

MELHOR ÉPOCA PARA IR

A temperatura é um problema sério. No inverno costuma chegar em -40 graus. Nem imagino como seja esse frio. Então, o verão é a melhor época para visitar o Cazaquistão, de junho a setembro. Mesmo assim, estive no país em agosto e peguei temperaturas entre 5 e 15 graus, no verão. Mas, com sol fica bem suportável.

IDIOMA

Eles têm dois idiomas oficiais que usam habitualmente: cazaque e russo. Nos hotéis, algumas pessoas falam inglês. Na rua é bem difícil encontrar quem fale inglês. Saia do hotel com o nome do hotel e endereço na língua local para facilitar o retorno.

RESTAURANTES

Satty. Comida típica do Cazaquistão.
Melnitza. Restaurante de comida ucraniana numa casa temática super bonitinha.
Turfan. Restaurante de comida do Uzbequistão e Cazaquistão. Fica na Old Town numa casa bem tradicional.
Kolmkak. Comida da Geórgia. Restaurante lotado.


Restaurante Satty. Excelente. Indicação de um amigo cazaque que mora em Astana.

HOTEL

O Hilton é bem localizado e novinho, como tudo na cidade. Padrão americano, básico. Quanto ao serviço eles ainda estão engatinhando. Pouca gente fala inglês no hotel, o check in e o check out foram complicados. Na chegada não havia apartamento disponível no hotel e na saída havia muitos erros na fatura. Os mapas da cidade são quase todos em russo e muito rudimentares. Não tem concierge nem oferecem serviços turísticos, mas eles têm boa vontade para ajudar no que for possível.


 Hotel Hilton Astana. 

Outros hotéis bem localizados são o Rixos e o Marriott.

TAXI OU CARONA

Taxi não é muito fácil de encontrar, apenas nos shoppings eles estão disponíveis. No hotel, tem que chamar e os carros são velhos. Na rua, as pessoas costumam fazer sinal com a mão para carros comuns pedindo carona. É uma prática normal para eles, mas estranha para nós. A pessoa diz quanto pode pagar e o motorista diz se aceita ou não. É o precursor do Uber.

Se tiver coragem, estenda o braço e peça carona. Confesso que sozinha fico insegura e prefiro andar a pé ou optar por transporte público. 

COMO CHEGAR

Há muitos vôos partindo de cidades da Europa diretamente para Astana. Optei por voar de Turkish até Istambul num vôo de 11 horas e de lá diretamente para Astana, mais 4 horas.

DOCUMENTOS NECESSÁRIOS

É preciso visto para brasileiros entrarem no Cazaquistão. O visto já deve estar colado no passaporte na saída do Brasil. Para facilitar tem uma Embaixada do Cazaquistão em Brasília. Eles solicitam a reserva do hotel, além de uma série de outros documentos. É fácil.

MOEDA DO CAZAQUISTÃO


Tenge (KZT): 1 dólar = 240 kzt (cotação de setembro de 2015)

LUGARES INTERESSANTES PARA VISITAR NO CAZAQUISTÃO
  • a capital mais nova do mundo, Astana 
  • a ex-capital Almaty e suas estações de esqui
  • Baikonour para quem tiver interesse por lançamento de foguetes no espaço, 
  • o que restou do Mar de Aral  que foi destruído pelos russos
  • o Lago Kaindy formado por um terremoto a 2 mil metros de altitude repleto de árvores submersas que parecem estar de cabeça para baixo
  • Parque Nacional de Altyn-Emel com seu deserto, a 250 Kms de Almaty
  • Parque Nacional Sharyn com seus canyons e desfiladeiros, a 200 Kms de Almaty
  • Parque Nacional Kolsai Kolderi com seus lagos, a 300 Kms de Almaty 

O Cazaquistão foi uma bela surpresa. Um país novo, muito bem cuidado e cheio de personalidade. Astana foi minha porta de entrada para a Ásia Central. Também visitei o Quirguistão e o Uzbequistão.

O próximo texto será dedicado a ex-capital do Cazaquistão, Almaty. 

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COMENTÁRIOS

  1. Uma estrategia do pais tem sido sediar grandes Congressos e Conferencias dos mais diversos assuntos desde Religião até Gás e Petróleo, além de alguns campeonatos mundiais como de ciclismo e judo.
    Mas a grande vitrine será a realização da Expo 2017, evento que já passou por Milão, Singapura e Shanggai nos ultimos anos.

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  2. Realmente. Ótima estratégia para colocar o país em evidência.

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  3. Olá, tudo bem? Ótimas dicas, principalmente na parte de "roubadas". Adorei conhecer um pouco mais sobre este lugar! Abraços!

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  4. Pois é João. Gosto de ser muito sincera no blog. Nem tudo é como se parece numa viagem. Rs. O Lonely Planet é bastante respeitado, mas nem sempre faz boas indicações.

    Astana é uma cidade interessantíssima. Uma mini Dubai. Se continuar crescendo no ritmo que está em breve todo mundo vai ouvir falar dela.

    Abs

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  5. Também cheguei ao conhecimento através da ExpoMilan, eles falaram sobre a futura sede da próxima exposição mundial que seria o Kazakistan. Um dos melhores pavilhões foi o deles, filas enormes, espera longa, mas valeu muito à pena! Tudo me parecia fictício nos vídeos, parecia animação em 3D mas vendo agora as tuas fotos me dei conta que é mesmo assim. Acompanhei pelo IG e estava ansiosa para ler sobre. Que legal Claudinha. Os cavalos, ai gente eu amo tanto cavalos!! As flores, lindas... não quero pensar também no frio de -40° :D
    E as roubadas?
    E a carona? Vc pegou alguma? :)

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  6. Brenda,

    Eles estão fazendo de tudo para se mostrar para o mundo. A capital Astana é muito como Dubai. Uma cidade construída com dinheiro de petróleo e gás no meio das estepes. É de verdade! Não é fake. Rs. Os cavalos são muito importantes para a vida dos cazaques tanto no que se refere aos deslocamentos como alimentação. Eles são ótimos em apresentações a cavalo no circo. Mas, tem que ir no verão, pois no inverno é louco de frio! Almaty é menos frio.

    Beijos

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  7. Se "libertaram do comunismo"? Que observação imbecil.

    Todos esses países estão muito piores do que estavam antes, sob a gloriosa URSS.

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    1. Caro anônimo,

      Toda transição é difícil. Isso vai mudar.

      Meu avô nasceu na Lituânia. Ouvi muitas histórias tristes e devastadoras. Sei bem do que estou falando. O que me deixa perplexa é a sua falta de gentileza.

      Desejo uma ótima semana e muita paz para você. Afinal, a gente dá para os outros aquilo que tem. :)

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    2. Vou para Astana em Junho de 2016 e o seu texto foi (e será) muito útil para minha viagem! Muito obrigado!

      Quanto ao colega aí em cima, parabéns pela sua elegância na resposta.

      Acilio Marinello

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    3. Boa noite, Acilio

      Obrigada pelo comentário tão gentil. É disso que o mundo precisa.

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  8. David Doering, nascido no Cazaquistão-Amo esse musico e instrumentista de Flauta Pan.
    Por isso quis saber mais sobre esse País-Gostei muito de saber sobre cultura,costumes etc,et.
    Obrigada por compartilhar.
    Fica na Paz!

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  9. Obrigada pela visita ao blog, David.
    Volte sempre.
    Claudia

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  10. Olá Cláudia, li sua matéria inteira vidrado nas informações, parabéns. Estou em pesquisa dos melhores países para migrar após me formar na área da construção civil. Como é a recepção deles para estrangeiros? É difícil conseguir um visto de residência? O idioma parece ser um grande obstáculo por terem poucos que falam o inglês. Abraço.

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  11. Olá Cláudia! Li seu post vidrado com as informações! Estou pesquisando os melhores países para migrar que eu tenha Boas oportunidades na área da construção civil. Você acredita que seja muito difícil conseguir um visto de residência? Eles tem boa aceitação de trabalhadores estrangeiros? Apesar que pelo seu post senti que o idioma é um grande obstáculo já que poucos falam o inglês. Abraço, obrigado.

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    1. Danilo,

      Fui muito bem recebida por todos. Mas, passei apenas uma semana no país. Não sei como é o visto para residentes. Construção civil parece ser uma área forte no país. Entre em contato com a embaixada do Cazaquistão ou com governo do país para se informar.
      Boa sorte.

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  12. Sou formado em Geografia, mas estou desempregado vou fazer um curso na área de Petróleo e me mudar pro Cazaquistão e sair desse Nordeste Maldito desculpem-me, mas eu já to de saco cheio desse País chamado Brasil. Quem sabe eu num arrumo um bom emprego lá na área de Petróleo e Gás.

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  13. Estou tentando aprender o russo e fiquei com vontade de saber mais sobre o Cazaquistão, pois eu já sabia que Astana é uma cidade maravilhosa. Muito obrigado por compartilhar essas experiências e informações, parabéns.

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    1. Astana é uma cidade muito interessante. Adorei ter conhecido o Cazaquistão.
      Fico feliz que tenha gostado do texto.

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  14. Nuhhhh vim aqui ver seu post sobre Astana e descobri que tem ascendência lituana... postei há pouco meu comentário com minha lista de 20 lugares inesquecíveis e Vilnius está lá!!! Aliás adorei tudo na Lituânia... Trakai, o monte das cruzes (ah... esse devia estar na lista também!) Vou a Astana em julho 2017 para a Expo, assim conheci seu blog... boas dicas aqui! parabéns.

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    1. Astana é muito bacana. O Cazaquistão é um país fantástico.
      Boa viagem.

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  15. Muito obrigada!Passei algumas semanas em Astana no mês passado e esse artigo foi extremamente útil, até para o meu namorado cazaquistanês que era meu "guia"- ele não morar lá já há algum tempo. A experiência no Cazaquistão, muito pelo fato de estar acompanhada de locais (essa questão do idioma realmente era um obstáculo muito grande quando estava sozinha) foi extraordinária.
    Pouquíssimas pessoas que falavam inglês nas ruas e mesmo em locais turísticos faltam as vezes indicações em inglês. No tour pela pirâmide, tivemos que insistir para que fosse feito em inglês. De qualquer modo, aprender o alfabeto cirílico ajuda muito, dá pra ler muita coisa sem saber nenhuma palavra. Por exemplo restaurante, que escrito em cirílico é "рестауран", mas foneticamente se lê "restaurant", ou "супермаркет", que se lê supermarket.
    A (parte nova da) cidade é realmente perfeitinha, tudo em seu devido lugar, e sempre com alguma referencia (sutil ou bem escancarada) ao Presidente (nos museus, escolas, universidade, tudo). A cidade estava em constante avanço, trabalhadores da construção civil trabalhando dia e noite, domingos e feriados (meu namorado disse que é realmente necessário aproveitar o verão para construir todo o exterior dos prédios).
    A comida de lá é realmente um pouco mais oleosa, mas muito parecida com a nossa comida brasileira, além disso, podemos recorrer a manjados fast foods conhecidos, como Burger King, KFC, etc. Existem restaurantes excelentes lá, fomos a um restaurante com comida típica do Uzbequistão maravilhoso: saboroso, muito bem decorado, um encanto ao paladar e aos olhos (tenho que descobrir o nome, rs).
    Para mais, com o intuito de deixar seu artigo mais apurado e completo, sugiro algumas coisas:
    O nome do rio que corta Astana é Esil (sem o T ali)
    Vale indicar como destino também a Reserva Natural de Burabai, que fica a umas 2 horas de Astana, muito bonito, com lagos, montanhas, tudo muito lindo
    O UBER, assim como outros aplicativos de "taxi" podem ser usados lá e funcionam muito bem
    A entrada para praia artificial na tenda custa aproximadamente 50 dólares para adultos!

    Mais uma vez agradeço por compartilhar sua experiência lá, você foi muito útil! Obrigada pela dedicação em transmitir conhecimento e experiências

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  16. Olá, Mariana. Gostei muito do seu blog. Ao ler os textos tenho a sensação de sinceridade... Muito bom!!
    Estou organizando uma viagem para países da Eurásia e o Cazaquistão está na lista. Como vou sozinha gostaria de saber se lá se consegue um guia local e como são os custos da viagem. E se teve algum problema por estar sozinha?
    Se puder ajudar, agradeço.
    Bju.

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  17. Oi Cláudia, tudo bom? Pretendo visitar o Cazaquistão em fevereiro e outros países ali por perto como você fez, mas gostaria de dicas tais como a indicação de um guia. Você foi com alguma agência ou por conta própria? Se sentiu segura? Se foi por conta, contratou um guia ou agência por lá? Por favor, preciso de algum norte. Obrigada

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    1. Alexandra,

      No Cazaquistão não é necessário guia, especialmente em Astana. Almaty por ser um pouco mais antiga talvez seja interessante ter um guia. Mas, não é fundamental.

      Me senti muito segura. Tem taxis. Super fácil.

      Não costumo usar agência de turismo. Prefiro fazer tudo do meu jeito.

      Se quiser, podemos nos falar. Te ajudo no que precisar.

      Bj

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