UMA BELA COLCHA DE RETALHOS CHAMADA BUDAPESTE


A primeira coisa que faço quando chego num lugar que ainda não conheço é pegar um mapa para me situar. Quando abri o mapa de Budapeste levei um susto com os nomes das ruas escritos em húngaro. Que língua difícil! É um daqueles idiomas que não fazem qualquer conexão com minha bagagem linguística. Nomes estranhos. Enrolados para ler. Minha sensação foi de total estranheza. Então, por onde começar a me entender?

Mapa de Budapeste. Do lado esquerdo, a pequenina Buda e do lado direito a agitada Peste.

Fui até o concierge do hotel e pedi a ele que circulasse os principais pontos de interesse e mostrasse onde ficava o hotel no mapa. Assim, saí andando pela elegante avenida Andrassay, a Champs Elysées de Budapeste, que fica praticamente na esquina do hotel Corinthia, lugar que escolhi para passar três dias na capital húngara. No fim das contas, não foi tão difícil quanto imaginei. A língua só assusta no primeiro momento. Logo se torna curiosamente divertida. Então, andei alguns quarteirões e lá estava eu, às margens do Danúbio, com o queixo caído.

Avenida Andrassay e suas lojas elegantes.

Budapeste, capital da Hungria. 

COMO É BUDAPESTE?

De um lado, numa planície, a agitada Peste. Espalhada, enorme, movimentada. É o centro financeiro. Tem trânsito intenso, é cheia de bares e animadíssima, especialmente nos finais de semana. Peste corresponde a 2/3 da capital. Do outro lado, no alto da colina, a bucólica Buda. Pouquíssimos carros. Pacata, residencial, muito charmosa, parada no tempo. Entre Buda e Peste, o rio Danúbio e suas pontes. Buda e Peste só se uniram para formar Budapeste em 1873. O resultado dessa união é um casamento perfeito.

Vista de Peste, a partir de Buda. (Foto: Wikipedia.)

Mesmo sendo formada por duas cidades e sendo a capital da Hungria, Budapeste não é muito grande. Tem menos de dois milhões de habitantes. Pode ser facilmente conhecida em dois ou três dias. Os principais pontos de interesse podem ser percorridos a pé e ficam praticamente todos às margens do rio Danúbio. Em Peste, um pouco mais longe fica a Praça dos Heróis (onde está o Banho Széchenyi – um dos tantos banhos termais da cidade – e o zoológico), mas também dá para ir andando pela rua Andrassay. Aliás, essa rua é a mais bonita da cidade e vai do centro histórico até a Praça dos Heróis. No caminho, lojas de grife internacional, a belíssima Ópera e o Museu Casa do Terror. É uma caminhada interessante para quem tem disposição. Se bater preguiça pegue a linha amarela do metrô que faz exatamente esse percurso. Em Buda, apenas o Parque Memento é distante do centro histórico e precisa de um taxi ou ônibus.

Praça dos Heróis.

MARCAS DA HISTÓRIA

Impossível percorrer as ruas de Budapeste sem pensar na sua densa história. Uma verdadeira "colcha de retalhos" costurada lentamente, ao longo de muitos anos. O país foi destruído pelos mongóis, no século XIII. Depois, foi ocupado nos séculos XVI e XVII pelos turcos otomanos que permaneceram no domínio por 160 anos. Tornou-se independente após um tratado com a Áustria, em 1867. Lutou na Primeira Guerra Mundial com o Império Austro-Húngaro, perdeu dois terços do seu território e grande parte da sua população em Trianom, em 1920. Na Segunda Guerra também escolheu ficar do lado errado, apoiou a Alemanha. Com a derrota nazista, amargou nas mãos dos soviéticos até a queda da Cortina de Ferro, em 1989. Foi o primeiro país a se tornar independente da União Soviética. Desde 2004, faz parte da União Europeia. Mas, não usa o Euro como moeda e sim o Florim. 

O legado da ditadura comunista pode ser visto no Parque Memento, onde há 40 estátuas enormes em bronze de Stalin, Lênin, Marx, Engels e outros homens que dedicaram suas vidas ao socialismo. Elas foram retiradas das praças e agrupadas nesse parque depois da libertação política. Os húngaros não valorizam muito o parque nem querem lembrar dessa parte da história, mas elas estão lá, a dez quilômetros do centro histórico de Budapeste. Já, o legado turco é mais leve. Budapeste tem ao redor de 120 banhos termais turcos que fazem parte da vida dos húngaros. Nas salas de banho eles relaxam, jogam xadrez e até curtem uma balada.

Museu Casa do Terror.

Mas, já que estamos falando de história, vale a pena começar a visita pelo prédio cinza de número 60 na rua Andrassay. O impressionante Museu do Terror conta sobre um dos capítulos mais tristes da vida do país. A casa foi a sede da ocupação nazista, em 1944, quando era chamada de Casa da Lealdade. Nessa época, seiscentos mil judeus húngaros foram mortos nos campos de concentração. No ano seguinte, e até 1956, se tornou o endereço-base dos comunistas. Serviu como prisão e casa de tortura. Agora, virou um museu que abre diariamente aos turistas para contar uma história inacreditável. Do lado de fora tem fotos de pessoas que morreram torturadas durante os períodos de nazismo e comunismo. Observe também em frente a porta de entrada um monumento feito com correntes que faz referência à queda da Cortina de Ferro. No seu interior, um acervo pesado composto por imagens, depoimentos, objetos e celas de tortura é acompanhado por uma trilha sonora feita pelo músico húngaro Ákos Kovács. Veja a bandeira com um buraco no meio que representa a resistência ao comunismo. A casa foi reformada pelo arquiteto Attila Kovács que colocou duas placas de aço saindo de cada um dos lados do telhado com a palavra TERROR. Realmente, a casa é um monumento ao terror, em homenagem as tantas vitimas da ganância pelo poder. Valor do ingresso: 2.000 HUF e áudio guia 1.500 HUF.

Apenas essa área interna do museu pode ser fotografada. 
Nas outras salas não é permitido fotografar. 

Em Buda, do outro lado do rio Danúbio, no alto da Colina Gellért, em frente a Citadella, outro monumento importante remete ao fim do domínio nazista. Uma estátua de 14 metros, onde  uma mulher segura uma folha. Ela foi construída em 1947 e por incrível que pareça resistiu ao comunismo.

 Monumento ao fim do domínio nazista, na Colina Gellért, em frente a Citadella.

FLANANDO POR BUDAPESTE

Agora vamos ao que a cidade tem de mais bonito: a vista às margens do Danúbio. De Buda se vê o belíssimo Parlamento de Peste. E, a partir de Peste, se tem o inesquecível visual da colina Gellért com o Castelo de Buda.

Castelo de Buda, no topo da Colina Gellért.

A Ponte das Correntes ou Széchenyi Lánchíd é a mais antiga da cidade. Um dos principais cartões-postais e o ponto de conexão mais bonito entre Buda e Peste, desde 1849. Dois leões de pedra em cada extremidade da ponte servem como guardiões controlando a circulação de carros e pedestres.

Ponte das Correntes e ao fundo Peste. 

Em Peste, andando da Ponte das Correntes até o Parlamento, esculturas de sapatos abandonados às margens do rio convidam à reflexão. O memorial foi idealizado pelo diretor de cinema Can Togay e criado pelo escultor Gyula Pauer, em homenagem aos judeus mortos durante a Segunda Guerra Mundial. Eles eram enfileirados às margens do rio, tiravam os sapatos e eram executados ali mesmo, a tiros, para que os corpos caíssem na água e fossem levados pela correnteza do rio.

Memorial dos Sapatos às Margens do Danúbio.

Mais alguns passos e o grandioso Parlamento. Ele fica numa curva do Danúbio e se destaca com sua mistura de estilos, sendo predominantemente gótico. Lembra um pouco o Palácio de Westminster, de Londres, tanto na arquitetura como por estar às margens de um rio. Aliás, a escolha por esse local foi feita com propósitos políticos. A ideia era servir como símbolo à democracia, tendo sua face virada para o Castelo Real que fica do outro lado do Danúbio e é o ícone da antiga monarquia aristocrática. No entanto, por ironia do destino, até o país começar realmente a viver uma democracia (o que aconteceu apenas depois das eleições de 1990), passaram-se mais de cem anos de sua construção. O palácio é enorme. Projeto do arquiteto Imre Steindl. Tem 27 portões, 29 escadarias e 700 salas. É possível fazer uma visita guiada ao Parlamento. 

 Parlamento de Budapeste. 

Perto dali visite a Basílica de São Estevão. Ela é imponente. Tem um domo verde de 96 metros de altura que caiu durante a construção da igreja e destruiu o que já estava praticamente pronto. Se você tiver coragem suba até o domo para ter um belo visual da cidade. Interessante que no interior da igreja tem uma relíquia um tanto estranha, a mão mumificada do rei Estevão. 

Basílica de São Estevão.

Nas proximidades da igreja é onde tudo acontece. Lojas, bares e cafés lotados. A principal rua de comércio de chama Váci Utca e se estende por um longo trecho até chegar ao Mercado Central. 

 Barracas com comida local pelas ruas do centro de Budapeste. Prove os salames, salsichas, lángos (massa frita tipo um pastel aberto coberto com pasta de alho e algum outro recheio), goulash...

Lojas de artesanato local na Váci Utca. 

Em Buda, suba os 180 metros da Colina Gellért de funicular, por 800 HUF, e vá até o Castelo de Buda. Espetacular. O complexo é tombado pela Unesco como Patrimônio da Humanidade. O Palácio Real foi reconstruído diversas vezes desde sua fundação original no século XIII. O que se vê hoje foi feito após os bombardeios da Segunda Guerra. Seu interior abriga um centro cultural com a Galeria Nacional, Museu de História e Biblioteca Nacional

O Funicular (Sikló) ajuda na subida para o Castelo de Buda.

Depois, caminhe sem pressa pelas ruas pequeninas e simpáticas de Buda. Vá até o Bastião dos Pescadores, uma espécie de mirante que ganhou esse nome em alusão aos pescadores que dali protegiam o castelo na Idade Média. Esse terraço panorâmico foi construído em 1905 entre sete torres de um castelo, representando a chegada de sete tribos magiares à região. Magiar se refere ao povo húngaro. Esse é um dos melhores lugares da cidade para curtir o por do sol. Como pano de fundo, o Danúbio e as belíssimas construções do lado de Peste.


 Bastião dos Pescadores.

Junto ao Bastião, na Praça da Trindade, tem uma igreja em estilo neogótico, com telhados formados por mosaicos coloridos que merece atenção. É a antiga Igreja de São Matias. Ela guarda mais de 700 anos de história. Já foi até usada como mesquita durante a ocupação turca. É comum haver concertos na igreja no final do dia, uma tradição na cidade que iniciou em 1867, com o famoso compositor húngaro Franz Liszt. Também foi nessa igreja que Francisco José e sua bela Sissi foram coroados reis da Hungria e imperadores da Áustria, selando a monarquia que formou o Império Áustro-Húngaro. Em frente a igreja há uma grande estátua do Rei Estevão que foi quem introduziu o cristianismo no país.

Igreja de São Matias, na Praça da Trindade.

Aproveite que está do lado de Buda para almoçar ou jantar no restaurante Pest-Buda de comida húngara. Delicioso e com serviço muito simpático. Não deixe de pedir um vinho local. Há vinhos brancos e tintos produzidos na Hungria. O mais conhecido no país é o branco da região de Tokaji. Tem que provar. Ele é tão tradicional que até no Hino Nacional é citado.

Vinho da região de Tokaji. (Fonte: Hotel Four Seasons)

Essa parte da cidade é bem mais calma. Poucos carros podem circular. Por isso, é boa opção de hospedagem para quem prefere tranquilidade. Indico o Hotel Hilton, ao lado da Igreja São Matias e de frente pro Bastião dos Pescadores.

Hotel Hilton, do lado esquerdo da foto. 

AS TERMAS DE BUDAPESTE

Visite uma das tantas termas. Há dezenas delas espalhadas pela cidade. A água é medicinal. Rica em magnésio e cálcio. Dizem que auxilia no tratamento de artrite e melhora a circulação. O mais interessante não são os banhos termais em si, mas as pessoas. Os turistas circulam curiosos e os frequentadores locais nem ligam. Continuam seu papo, nadando ou jogando xadrez em paz total. As termas mais famosas são a do Hotel Gellért e a Rudas, em Buda; e a Széchnyi em Peste. 


Termas do Hotel Corinthia.  

Filas imensas para entrar no Banho Termal Széchnyi.

O BAIRRO JUDEU OU ZSIDÓ NEGYED

O que um dia foi o reduto dos judeus húngaros, hoje é uma área repleta de bares, com astral boêmio. Mas, a maior sinagoga da Europa, construída no século XIX se mantém imponente na rua Dohány. No seu jardim interno tem um Memorial ao Holocausto. Numa das alas da sinagoga funciona hoje o Museu Judaico

Ps: Outro museu que vale a visita nas proximidades é o Museu Magyar dedicado a história húngara. 

Sinagoga de Budapeste.

Dois lugares me chamaram atenção nas redondezas da sinagoga: Szimpla Kert e o Bors. O primeiro é um espaço repleto de bares e barracas com produtos locais, no fundo de um portão com entrada pela rua Kazinczy 11. É muito alternativo. Luxo zero. Com cara de casa em ruínas. Dá para passar batido sem perceber o lugar interessante que se esconde ali. Detonado por fora e repleto de gente bebendo cerveja lá dentro. O melhor lugar para sentar é dentro de um carro conversível com mesa e cadeiras no seu interior. Mais doido, impossível. A porta dos banheiros masculino e feminino também é psicodélica. Mesmo que não seja a sua praia, vale pelo menos uma entrada para bisbilhotar. Já, o Bors GasztroBar é para quem quer testar os sabores húngaros num lugar abarrotado de gente e famoso pela sopa e pelo sanduíche. Todo mundo comendo em pé. Na mesma rua, tem um espaço dedicado a Food Trucks, chamado de Karaván.


Szimpla Kert.

Bors GasztroBar.

HORA DO CAFÉ

Assim como os turcos deixaram os banhos como herança, os austríacos deixaram o elegante hábito do café da tarde com quitutes deliciosos. O Café Nova York, no histórico prédio onde hoje é o Hotel Boscolo, é o mais antigo e tradicional da cidade. Mas, aviso logo que não é o melhor. A decoração dos salões é o que vale a visita. Peça apenas um café e a conta. O café que mais gostei na cidade foi o Gerbeaud em frente ao shopping. Esse vale umas guloseimas. Prove o tradicional Bolo Húngaro Esterhazy.

Café Nova York, de 1894.

Doce húngaro tradicional, Esterhazy, no Café Gerbeaud. 

O QUE VER E FAZER EM BUDA

  • Subir a colina Gellert de funicular
  • Visitar o Castelo de Buda
  • Conhecer a Igreja de São Matias
  • Assistir o por do sol no Bastião dos Pescadores
  • Relaxar no Banho Termal do Hotel Gellért ou no Rudas
  • Ficar hospedado no Hotel Hilton
  • Jantar no restaurante de comida húngara Pest Buda e pedir um vinho Tokaji.

O QUE VER E FAZER EM PESTE

  • Conhecer o Parlamento Húngaro.
  • Visitar os museus: Casa do Terror, Museu Magyar e Museu Judaico (na sinagoga).
  • Caminhar pelo Bairro Judaico (bar Szimpla Kert e Bors).
  • Entrar na Basílica de São Estevão e subir até a cúpula. 
  • Passear às margens do Danúbio para apreciar Buda e ver o Memorial dos Sapatos .
  • Fazer uma refeição tradicionalmente húngara no Mercado Central.
  • Relaxar nos banhos Széchenyi e conhecer a Praça dos Heróis. 
  • Fazer uma pausa no Café Nova York ou no Café Gerbaud.
  • Fazer uma reserva para jantar no Costes.

O QUE FAZER NO DANÚBIO

  • Passear de barco pelo Danúbio.

COMO CHEGAR E SAIR DA CIDADE

Cheguei pelo aeroporto Ferihegy a 25 quilômetros do centro. O aeroporto é pequeno e bem organizado. Taxis amarelos corretos ficam estacionados em frente ao desembarque aguardando pelos passageiros. Não tem aquelas pessoas chatas oferecendo transporte pirata. O preço do taxi é cobrado pelo taxímetro, preço ao redor de 25 euros ou 6.500 Florins. Correto. Também tem a possibilidade de fazer esse trajeto no Airport Minibus. Não usei essa alternativa.

Dependendo de onde você vem ou para onde você vai, o trem é excelente opção na Europa pois não tem procedimento de check in e isso poupa tempo. Alem disso, as estações de trem costumam ser em pontos mais centrais da cidade. Em Budapeste há duas estações de trem, uma a leste e outra a oeste. Elas são conectadas ao centro pelo metrô. Fui de Budapeste para Bratslava de trem, em 3 horas. Excelente opção.

Ps: Eles nem olham o passaporte no aeroporto ou na estação ferroviária. Não é preciso visto para circular por essa região da Europa (Hungria, Eslováquia, Áustria).

Ps2: Troque algum dinheiro assim que chegar no aeroporto. Pelo menos para pagar o taxi. Não troque dinheiro no meio da rua. É proibido. Troque apenas em bancos ou casas de câmbio.

COMO ANDAR PELA CIDADE

A cidade é linda e pede deliciosas caminhadas. Mas, se quiser abreviar alguns trajetos use bonde, metrô ou ônibus. Cada trecho custa FT 350. Opte por comprar um passe diário ou conjunto de 10 bilhetes para agilizar o tempo de compra e economizar alguns Florins.

IMPORTANTE: Mesmo não havendo fiscais, compre o bilhete. NÃO DÊ MOLE. As multas são comuns dentro das estações e caras. Falo por experiência própria. Compramos um bilhete e fizemos uma conexão no metrô fora do tempo permitido (8 minutos era o permitido para fazer a troca de linha). Não fazíamos a menor ideia de que era preciso outro bilhete. Como resultado tivemos que pagar 8 mil Florins para cada um, a um fiscal muito grosseiro que só entendia inglês quando interessava. Foi o trajeto mais caro de metrô que já fizemos no mundo. Fique esperto!


 Metrô e bonde são duas boas opções de transporte em Budapeste. 

INDICAÇÃO DE HOTÉIS

Por indicação de amigos que já haviam visitado a cidade duas vezes escolhi o HOTEL CORINTHIA. Ele ocupa um belo prédio histórico. Tem quartos amplos, bem decorados, padrão cinco estrelas, um excelente spa e bom café da manhã num lugar lindo. No entanto é preciso caminhar umas cinco quadras para chegar no centro histórico. E além disso, tem 440 quartos. Enorme. Prefiro hotéis menores. www.corinthia.com/budapest ,  rua Erzsébet Kórút 43-49.

Hotel Corinthia.

Fui almoçar no HOTEL FOUR SEASONS e gostei muito. O ponto é perfeito. Exatamente em frente a Ponte das Correntes, às margens do Danúbio, com vista linda para Buda. O prédio também é histórico, maravilhoso e tem pouco mais de 100 quartos.

Restaurante do hotel Four Seasons. 

Outro hotel simpático, clean, novo e localizado numa rua tranquila do centro histórico é o PRESTIGEwww.prestigehotelbudapest.com - 1051 Vigyázó Ferenc Utca 5. Fui até lá tentar uma reserva no concorrido restaurante COSTES, pois não havia conseguido pelo telefone e adorei tanto o hotel como o astral do restaurante, mas continuei sem conseguir reserva para nenhum dia enquanto estava na cidade. Lotado. Deve ser bom. Fiquei curiosa para experimentar.

Dois outros hotéis excelentes e lado a lado são o RITZ CARLTON e o KEMPINSKI. Nesse último acabou de abrir um restaurante NOBU. Ótima pedida. Os dois ficam no centro histórico. 

INDICAÇÃO DE RESTAURANTES

COSTES. Não consegui reservar, (que pena!) mas imagino que seja muito bom pelo que li. O grupo tem dois restaurantes de mesmo nome. O primeiro deles abriu na rua Ráday utca e foi o primeiro restaurante da Hungria a receber uma estrela Michelin, telefone para reserva +36 1 219 0696 – www.costes.hu . No ano passado, inaugurou outro no centro histórico, um bistrô mais despretensioso mas igualmente caprichado, reserve antecipadamente pelo telefone +36 1 920 1015 – www.costesdowntown.hu

PEST-BUDA. Restaurante de comida húngara delicioso e lotado em Buda, no centrinho histórico. Atendimento muito simpático. www.pestbudabistro.hu Telefone + 36 1 225 0377. Não deixe de pedir pelo menos uma taça do vinho branco local, da região de Tokaji. É uma das estrelas do país. Eles também produzem alguns vinhos tintos.

OUTRAS INFORMAÇÕES IMPORTANTES

DOCUMENTOS: não é preciso visto para brasileiros. Leve apenas passaporte com validade de seis meses. Mas, eles não conferem o passaporte nem no aeroporto nem nos trens.

LÍNGUA: húngaro. Muita gente fala inglês.

MOEDA: Florim. FT ou HUF. Cotação: 1 euro vale 315 HUF (maio/2016). 

FUSO HORÁRIO: 5 horas na frente de Brasília. 

MELHOR ÉPOCA PARA IR: gosto dos meses de temperatura amena e baixa temporada. Portanto, indico abril, maio, junho, setembro e outubro. Julho e agosto é verão na Europa e fica tudo lotado. De novembro a março faz muito frio e os dias são mais curtos.  

TEMPO NECESSÁRIO PARA CONHECER: em dois ou três dias dá para conhecer tudo. Quem gosta de viagens mais calmas deve ficar quatro dias para aproveitar melhor o astral histórico, os banhos termais e os tantos bares, cafés e restaurantes deliciosos de Budapeste.


TREM DE BUDAPESTE A BRATSLAVA: custa 17 euros. Três horas de viagem. O trem parte da estação Keleti Pályaudvar que tem conexão com a linha vermelha do metrô, num ponto bem central da cidade. A outra estação de trem fica fora do centro.

ROTEIRO DA VIAGEM 

RIO - PARIS - VOO AIR FRANCE : 3 dias em Paris
PARIS - BUDAPESTE VOO AIR FRANCE: 2 dias em Budapeste
BUDAPESTE - BRATSLAVA DE TREM (3 horas): apenas 1 dia e no final do dia segui para Viena
BRATSLAVA - VIENA DE TREM (1 hora): 3 dias em Viena.
VIENA - PARIS - RIO.

Em Budapeste peguei dias chuvosos, acinzentados e com muita neblina.
Por isso, as fotos não ficaram como gosto. Na próxima ida a Budapeste certamente conseguirei cores fortes e luzes que formam guirlandas como nessa foto de Christian Bortes.
Ouso dizer que o entardecer é o momento mais bonito de Budapeste. 

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COMENTÁRIOS

  1. Maravilhoso texto, como sempre, Claudia.Visitei a linda Budapest há 15 anos e senti uma vontade louca de voltar lá depois de ver teu blog.Bjs

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  2. MT,

    Verão na Europa. Hora boa para rever Budapeste.

    Obrigada pelas palavras.

    Bj

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  3. Não conheço ainda, mas depois de ler esse texto, il faut y aller.

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  4. Perfeito seu texto, parabens, irei daqui 15 dias e este sera p meu guia. Obrigada por compartilhar.

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  5. Hungria é um dos países que mais tenho vontade em conhecer, pra mim o Parlamento Húngaro é uma das construções mais lindas do mundo.

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