ESTOCOLMO DE BICICLETA


Imagina uma cidade "fofa" construída sobre um arquipélago conectado por muitas pontes. Pelas ruas, um povo super alegre e hospitaleiro aproveitando ao máximo os poucos dias do ano em que podem desfrutar do verão. Muita água, muito verde, muitos barcos, muitos museus e uma arquitetura caprichada, quase cenográfica. Assim é Estocolmo, a capital da Suécia. Mais charmosa impossível. Um sonho de cidade que além disso tudo ainda é limpíssima e muito segura.

A beleza de Estocolmo impressiona. Para onde quer que se olhe não dá para evitar um suspiro.

A graça de Estocolmo está exatamente na sua configuração. A cidade, que não é muito grande e tem uma população que gira ao redor de um milhão de habitantes, está estrategicamente posicionada sobre 14 ilhas ligadas por mais de 50 pontes. É cercada de água por todos os lados, na região onde o lago Mälaren encontra o mar Báltico, o que a torna fotogênica demais. Linda de ponta a ponta. A qualquer hora do dia. Não é à toa que seu apelido é "Veneza do Norte".

O por do sol de Estocolmo é espetacular.

FIKA, ENTRANDO NO CLIMA SUECO

Estocolmo não é uma mega cidade. Muita gente passa dois dias e consegue ver tudo. Eu fiquei uma semana, no mês de setembro. Tive a sorte de pegar dias ensolarados e circulei com calma por lugares encantadores. Como tenho amigos suecos, descobri hábitos interessantes, como uma pausa para "fika".

Sabe o que é "fika"?

É a hora de tomar uma bela caneca de café acompanhada de uma fatia de torta ou de um doce. Desde o século XVII os suecos são movidos a café. Tem fama de ser um dos países que mais toma café no mundo, perdendo o primeiro lugar no podium apenas para a Finlândia. Dois lugares legais para a "fika" são:
  • Vetekatten, na rua Kungsgatan 55
  • Sturekatten, na rua Riddargatan 4

Hora da "fika"

COMEÇANDO PELA VELHA GAMLA STAN

Entre um café e outro a ordem é conhecer a cidade. Então, nada melhor do que começar pelo lugar onde os vikings se instalaram, Gamla Stan. Construída numa ilha natural, ou melhor em três ilhotas, a Cidade Velha de Estocolmo tem uma história de mais de 1.000 anos escrita em cada pedra daquelas ruelas. A cortina de prédios da rua Skeppsbron é o principal cartão-postal de Estocolmo. Construções baixas, em cores suaves, enfileiradas à beira d'água, com arquitetura tradicional e elegante. Conhecer Gamla Stan costuma ser o principal objetivo de quem visita a capital sueca.

O dia nasce em Gamla Stan, Estocolmo.

Nas ruas estreitas de Gamla Stan pulsa a antiga e genuína Estocolmo desde o século XII. Dá vontade de ficar horas explorando os becos, ruelas, museus, fontes, palácios, igrejas e monumentos escondidos na ilhota. A atmosfera é única e especial. Clima de mistério. Ar medieval.




 Gamla Stan, onde a essência de Estocolmo se revela.

O ponto central de Gamla Stan é a praça Stortorget. Atualmente, a praça é alegre, colorida, vive lotada de gente e é repleta de construções charmosas. Mas, nem sempre foi assim. Ela já viu dias sangrentos quando muitos suecos foram massacrados pelo rei Cristiano II da Dinamarca durante o Banho de Sangue de Estocolmo.

A Praça Stortorget é o ponto de encontro preferido dos turistas em Gamla Stan, Estocolmo.

É ali na praça Stortorget, no prédio da Bolsa de Valores, que fica o interessante Nobelmuseet, ou Museu Nobel. O museu é dedicado aos ganhadores do Prêmio Nobel e foi inaugurado em 2001, exatamente 100 anos após a entrega do primeiro Prêmio Nobel. www.nobelmuseum.se

CURIOSIDADE: Na noite de celebração do Prêmio Nobel os homenageados são recebidos para um banquete no Salão Azul da Prefeitura. Nos outros dias do ano dá para degustar alguns dos pratos, dos mais de 100 cardápios, criados especialmente para o evento, em um restaurante dentro da prefeitura. Não cheguei a testar, mas vale a dica. Hantverkargatan, 1.

Gamla Stam é repleta de lugares interessantes. Um deles é a rua Marten Trotzigs Gränd, a mais estreita da cidade. Tem menos de um metro de largura e vive na mira dos fotógrafos de plantão. Outro lugar inusitado é o restaurante Den Gyldene Freden, na rua Österlanggatan, que consta no Guinness como o mais antigo do mundo. Funciona desde 1722 e tem o interior igual desde essa época.

Rua Marten Trotzigs Gränd, Estocolmo. 

A maior construção de Gamla Stan é o Palácio Real Kungliga Slottet. Ele ocupa praticamente um quarto da ilha. E, não poderia ser diferente. Afinal, ele é a residência oficial da Família Real Sueca. Comporta os gabinetes oficiais do monarca e os gabinetes administrativos da Corte Real da Suécia. No entanto, apesar de oficial, o rei Carlos XVI Gustavo e a rainha Silvia (nossa conterrânea brasileiríssima, elegante e super simpática) moram em outro local, na ilha de Drottningholm. (Para quem tiver interesse há passeios de barco até a ilha com tour guiado. O palácio é belíssimo.)

À direita, o Palácio Real da Suécia e no centro da foto a Storkyrkan, igreja onde o rei Carlos e a rainha Silvia se casaram em 1976

O Palácio Real Kungliga Slottet foi construído no lugar onde ficava o antigo castelo Kronor que foi destruído por um incêndio, em 1697. Ele tem mais de 600 aposentos, Salão Real, trono da rainha Cristina (1633-1654), Capela Real, Museu de Antiguidades de Gustavo III e Museu Tre Kronor. Abre diariamente para visitação, com exceção dos dias em que há eventos oficiais.

Ao fundo, o Palácio Real de Estocolmo. Esse barco em primeiro plano funciona como um hostel.

É interessante observar que o palácio é retangular e suas quatro fachadas são parecidas, construídas em tijolos. No entanto, têm desenhos diferentes conforme o que representam. A fachada sul representa a nação e é a mais imponente. Decorada com arcos romanos, troféus de guerra e cenas mitológicas. A fachada leste está voltada para o cais da rua Skeppsbron. A fachada norte é repleta de rampas que acompanham a ladeira da rua Lejonbacken. E, à oeste, o espaço é aberto. É onde acontece a troca da guarda.

O palácio é protegido pela Guarda Real formada por membros das Forças Armadas Suecas desde o século XVI. Vale a pena conferir a troca da guarda real que às vezes é montada e com direito a desfile e noutras a cerimônia é mais simples. Depende do dia e da época do ano. O horário costuma ser às 12 ou 13 horas. Informe-se com o concierge do hotel para não perder o evento.

Troca da guarda real em Estocolmo.

Ao lado do palácio fica a Catedral de São Nicolau, chamada em Estocolmo de Storkyrkan. Ela é discreta. Construída em tijolos. Ostenta apenas uma torre. É a mais antiga da cidade. Tem 700 anos. No seu interior há várias obras de arte, mas o principal destaque é a escultura de São Jorge e o dragão.

Outras duas igrejas simpáticas são a Finskakyrkan e a Riddarholmkyrkan. Essa última é onde estão sepultados os monarcas suecos. Ela fica num lugar, de onde se assiste um por do sol espetacular.

No centro da foto, a Igreja Riddarholmskyrkan, vista da Câmara Municipal. 
O por do sol nessa escadaria à direita da foto, em Riddarholmshamnen, é bem concorrido

MUSEUS, MUITOS MUSEUS

Uma coisa que realmente impressiona em Estocolmo é a quantidade de museus. São mais de 80 e a cidade nem é tão grande assim. Claro que não dá para visitar todos. Mas, alguns são imperdíveis. O que mais me surpreendeu positivamente foi o Vasa.

Ao fundo, o Museu Vasa, na Ilha de Djurgarden.

O museu foi especialmente construído para homenagear a cultura "viking" sueca. Ele é dedicado ao navio Vasa que naufragou no dia da sua inauguração, em 1628, logo depois de zarpar. Ficou desaparecido por vários anos até ser encontrado quase intacto na década de 50, com 95% do casco preservado e ornamentado com centenas de esculturas de leões, figuras bíblicas, imperadores romanos, animais marinhos, deuses gregos. É uma preciosidade.

Museu Vasa, Estocolmo.

O poderoso Vasa foi construído pela dinastia Vasa que reinou em Estocolmo. Para marcar sua estreia nas águas geladas do Báltico foi disparada uma salva de canhões. Porém, enquanto o navio se deslocava lentamente recebeu uma rajada de vento que fez com que se inclinasse para um dos lados. A água, então, começou a entrar pelas 64 canhoeiras que estavam abertas e afundou levando com ele ao redor de 50 dos 150 tripulantes. O barco só voltou à superfície 333 anos mais tarde. Foi restaurado e recebeu um museu inteirinho só para ele.

Réplica do navio de guerra Vasa nas cores originais.

O Museu Vasa é imperdível. Fica na lha Djurgarden, à direita, logo depois de atravessar a ponte, na rua Galärvarysvägen, 14. A maneira mais fácil de chegar no Vasa é no bonde elétrico número 7 que para na esquina. Bicicleta também é ótima opção, pois dá para circular pela ilha toda e a concentração de parques e museus ali é grande. O valor da entrada é 130 coroas suecas. 

Djurgarden tem muito verde. Ótimo lugar para pedalar em Estocolmo.

Ainda na ilha de Djurgarden, além do Vasa, tem outros nove museus:
  • Junibacken (museu para crianças)
  • Nordiska (dedicado às tradições e hábitos culturais do povo sueco)
  • Biologiska (animais e pássaros)
  • Liljevalvacs (galeria de arte)
  • Skansen (museu a céu aberto que também tem um zoológico)
  • Abba (museu privado que mostra a trajetória do grupo musical sueco)
  • Tobaks (história do tabaco)
  • Aquaria (fauna marinha)
  • Spritmuseum (museu dos espíritos, dedicado à arte)

Optei por conhecer o Skansen, o Nordiska e o Abba. 

O Skansen é muito interessante por ter mais de 150 antigos casarões a céu aberto que mostram as raízes rurais do povo sueco. Dá para ver como os artesãos trabalhavam em vidro soprado, o dia-a-dia de um ferreiro, tem uma padaria em funcionamento nos moldes antigos, muitas lojas de artesanato. Sua localização é privilegiada e dá para ver boa parte da cidade do mirante que fica num ponto mais alto. 

Skansen

Vista da cidade de Estocolmo a partir do mirante do parque Skansen.

Já o Nordiska e o Abba considero dispensáveis. O Nordiska é mais bonito por fora do que por dentro. O prédio tem arquitetura marcante. O ingresso com audioguia custa 100 coroas suecas. O Abba foi o museu mais caro que visitei na cidade e o mais sem graça, 215 coroas suecas. Tem vários espaços que contam a história dos músicos, mas nada excepcional. 

Museu Nórdico

Museu Abba.

DICA PARA QUEM VIAJA COM OS FILHOS

Ainda na ilha de Djurgarden, o Gröna Lunds Tivoli Parque certamente vai agradar as famílias que viajam com crianças. O parque fica na beira da água e do alto dos brinquedos o visual deve ser lindo. 

Tivoli Parque, Estocolmo.

PARA VER A CIDADE DO ALTO 

Caso sua intenção não seja a de visitar o parque de diversões, assim como não foi a minha, há outros lugares interessantes onde se vê a cidade do alto: torre da TV, Câmara Municipal e Slussen.

A torre da TV Kaknästomet, em Gärdet, é o ponto mais alto da cidade. O visual que se tem do arquipélago é maravilhoso. Muita gente sobe na torre para assistir o por do sol. Tem um bar todo envidraçado para o "fika". O valor do ingresso é 44 coroas suecas.

Nas proximidades da torre tem outros cinco museus: Riksidroitts (Museu de Esportes Suecos), Polis (Museu da Polícia), Etnografiska (Museu de Etnografia), Tekniska (Museu de Ciência e Tecnologia), Sjöhistoriska (Museu Nacional da Marinha). É museu que não acaba.

Estocolmo vista da torre da TV Kaknästomet.

 Torre da TV Kaknästomet durante o por do sol.

Outro lugar que não pode ficar de fora para ver a cidade aos seus pés é o Stadshuset, a Câmara Municipal de Estocolmo, no bairro de Kungsholmen. Além do prédio ser lindo dá para visitar o Salão Dourado onde anualmente acontece o jantar de premiação do Prêmio Nobel, ir ao museu e subir na torre em horários previamente agendados.

Estocolmo vista da Câmara Municipal.

Também é imperdível subir o elevador de Slussen para entender os contornos de Estocolmo. Você pode optar por simplesmente subir o elevador, atravessar a passarela de vidro e ir até o ponto de observação chamado de Fotografiska, em Södermalm ou sentar para uma refeição no restaurante Gondola enquanto curte a cidade. No bairro de Södermalm, mais precisamente ao redor da Praça Stureplan há muitos bares. É um reduto de artistas e músicos. Durante o dia, os turistas que circulam por ali geralmente estão à caminho do porto para embarcar num cruzeiro.

Södermalm e o terminal Viking Line

DE NORRMALM A ÖSTERMALM

Norrmalm é um bairro mais empresarial e comercial onde há alguns prédios importantes como a Royal Opera e o National Museum. O principal ponto de referência dessa região é a praça Sergels Torg, onde fica o ponto central do metrô T Centralen. Desse ponto, indo para o sul se chega em Gamla Stan. À oeste, estão as ruas de comércio Klarabergsgatan e Drottninggatan. É onde ficam as maiores lojas de departamento Ahléns e Sturegallerian.
 
 Praça Sergels Torg, o coração comercial de Estocolmo

Drottninggatan, uma das principais ruas comerciais de Norrmalm.

Para chegar ao elegante bairro de Östermalm basta seguir na direção leste a partir da praça Sergels Torg pela Hamngatan e andar por 3 ou 4 quadras. As lojas nessa região são mais charmosas e há vários restaurantes simpáticos para o almoço nas transversais da Birger Jarlsgatan e Biblioteksgatan. Adorei almoçar na Brasserie Tures, na Sturegallerian. A maior parte dos bares e boites da moda ficam ao redor da Praça Stureplan. Ainda nessa área dê uma conferida na Firma Svenskt Tenn, loja de design que os suecos adoram. Os tecidos são o destaque. Também vá ao Östermalms Saluhall, o maior mercado coberto de alimentos do país (Nybrogatan 31) e a Nordiska Kompaniet famosa pelos cristais. E, já que estamos falando em design e comércio vale lembrar que as lojas IKEA e H&M são suecas. Menos conhecidas mundialmente, tem a COS (irmã mais sofisticada da H&M - Biblioteksgatan 3), Acne Studios (uma das grifes mais conhecidas do país, Norrmalmstorg 2), Schanydermans (camisaria de ótima modelagem e tecidos interessantes - Stenbocksgatan 1).

Mercado Östermalms Saluhall.

DICA: a revista What's On traz a programação de tudo que acontece na cidade. Ela é distribuída no centro de informações turísticas.

ILHA DE SKEPPSHOLMEN, BOA OPÇÃO PARA HOSPEDAGEM

A cidade é realmente linda. Por qualquer ângulo. Optei por ficar hospedada na simpática, artística, musical e ultra sossegada ilha de Skeppsholmen, que significa "ilha dos navios".

A ponte Skeppsholmsbron liga a ilha de Skeppsholmen com a rua Blasieholmen, em Norrmalm.

Além de muitos barcos e navios, a ilha também é repleta de museus. Tem três museus: Östasiatiska Museet (Antiguidades da Ásia), Moderna Museet (Arte Moderna) e Arkitekturmuseet. (Arquitetura). O mais interessante deles é o Museu de Arte Moderna com obras de Picasso, Dali, Magritte, Kandisky e outros artistas renomados internacionalmente. Do lado de fora, no Jardim Paraíso, estão expostas esculturas coloridíssimas de Jean Tinguely e Niki de Saint Phalle.

 Museu de Arte Moderna de Estocolmo.

 É delicioso caminhar pelos jardins de Skeppsholmen entre tantas esculturas coloridas.

A ilha foi base da Marinha sueca por muito tempo. A maior parte dos prédios ali existentes, que não são muitos, eram estaleiros, galpões portuários e prédios da Marinha. Um desses prédios foi transformado no Hotel-Design Skeppsholmen. Foi o hotel que escolhi para ficar uma semana na capital sueca e amei!


 O Hotel Skeppsholmen fica num dos lugares mais bucólicos de Estocolmo.

O hotel é encantador. O prédio, de 1699, foi cedido pelo governo para ser transformado em um hotel-design, com a condição de manter a fachada preservada, com o mínimo de modificações. O resultado é fantástico. Um hotel de arquitetura simples, em cores claras, com apenas dois andares, quartos e banheiro modernos, serviço atencioso, café da manhã delicioso e uma localização muito especial. Ao lado do hotel tem um ponto para retirada de bicicletas da City Bikes, uma estação de barcos e um ponto de ônibus. Para completar, o sol nasce em cores lindas na ilha e o por do sol é igualmente espetacular. Mas, a cidade é relativamente pequena. Para quem gosta de caminhar em 15 minutos se chega andando aos principais pontos de interesse.

Por do sol visto da ilha de Skeppsholmen. 
Nos meses mais quentes do ano é possível sobrevoar Estocolmo de balão. 

CURIOSIDADE: o estúdio do Benny do grupo sueco ABBA fica em frente ao hotel. É comum ver músicos circulando por ali. Astral melhor impossível!

DICA: para quem estiver interessando em uma  hospedagem mais econômica em Estocolmo indico o Hostel AF CHAPMAN & SKEPPSHOLMEN. Ele funciona num navio que fica constantemente atracado na ilha de Skeppsholmem, de frente para Gamla Stan. Tem acomodação para 132 pessoas distribuídas em quartos de 2, 3, 4, 5 ou 6 camas. Além disso, tem o apoio de um casarão antigo à sua frente, com mais 148 camas, café e lavanderia. O ponto é excelente e a estrutura é boa. www.stfturist.se e-mail: chapman@stfturist.se

O Hostel AF Chapman & Skeppsholmen está instalado num navio, em Skeppsholmen, Estocolmo.

OUTRA INDICAÇÃO DE HOTEL, E COM DIREITO A UM SUPER  SMÖRGASBORD

E, já que estamos falando em hotéis, cabe lembrar de um hotel bem tradicional na cidade, o GRAND HOTEL. Ele fica num ponto nobre, de frente para a água, num prédio de arquitetura elegante, tendo Gamla Stan como vista. Não fiquei hospedada nele, mas foi lá que comi o melhor Smörgasbord da Suécia, no restaurante The Veranda. A palavra "smörgas" significa sanduíche aberto e "bord", mesa. Juntas, referem-se a uma refeição bem farta que até lembra um Café Colonial de Gramado. Uma enorme quantidade de pequenos pratos é oferecida: à começar pelo salmão (claro) e outros peixes, as tradicionais almôndegas suecas, batatas, cogumelos, picles, saladas, sopas, ovos, pães, queijos, frutas. Tem que experimentar por ser uma refeição típica do país. 

 Grand Hotel

Então, resumindo as indicações de hotéis: se preferir um lugar charmoso e sossegado é o Hotel-Design Skeppsholmen; se quiser o mais classudo/tradicional da cidade fique no Grand Hotel; se uma versão bem econômica for sua preferência escolha o Hostel AF Chapman & Skeppsholmen. Outros dois hotéis bem localizados são o Diplomat (elegante) e o Radisson Blue Waterfront (mais popular). 

COMO CIRCULAR PELA CIDADE

Andar por Estocolmo pode ser cansativo para quem não está habituado a percorrer grandes distâncias, apesar da cidade não ser muito grande. No entanto, ela é espalhada sobre a água e ir de uma ilha para outra implica em boas caminhadas. O melhor modo de circular é de bicicleta. Há muitas ciclovias conectando as ilhas e a população têm o hábito de usar a bicicleta como meio de transporte, o que serve como estímulo. Aluguei por 3 dias, pelo valor de 165 SEK, uma bicicleta com a City Bikes e foi perfeito. Você compra um cartão e com ele tem direito de retirar uma bicicleta de um dos mais de 100 pontos espalhados pela cidade. Pode devolver onde quiser e pegar outra a qualquer momento. Se num determinado local, eventualmente não houver ponto de devolução, basta deixar a bicicleta encostada num cantinho qualquer enquanto visita um museu, almoça ou toma um café e quando voltar você vai encontrar a bicicleta esperando por você no mesmo lugar. Ninguém mexe na sua bicicleta. O país é muito civilizado. O povo é educado e a segurança é total. www.citybikes.se


Pedalar por Estocolmo é uma delícia.

Além das bicicletas, Estocolmo tem um excelente sistema de transporte público. Também é possível transitar de bonde elétrico, ônibus, barco e metrô. O mais interessante é que há um sistema comum de bilhetes que permite que se use os diferentes tipos de transporte com a compra de um único bilhete ou de um cartão com validade para o período que você escolher. Prático e eficiente. 

O bonde é uma boa opção para ir à Ilha de Djurgarden onde há vários museus e parques.

 Percorrer as ilhas de barco também é uma boa pedida.

A cidade é tão tranquila que até cavalos são vistos pelas ruas.

O metrô de Estocolmo tem várias linhas identificadas por cores. Bem fácil de usar. As estações são conhecidas pela modernidade e por terem peças de arte vindas de várias partes do mundo. À princípio, a gente até se espanta com as cores, com o ar ultra moderno e algumas chegam a ser estranhas. Vale a pena conhecer. 

As estações de metrô tem design moderno e arrojado.

Para quem vai pela primeira vez à Estocolmo e tem pouco tempo para circular, vale lembrar que a cidade tem duas empresas que oferecem sightseeing: a City Sightseeing Stockholm e a Gray Line

CIRCULANDO PELAS ILHAS DO ARQUIPÉLAGO

Já que Estocolmo está plantada num dos conjuntos de ilhas mais famosos do mundo, formado por mais de 20 mil ilhas, não dá para deixar de fazer um passeio de barco pelos arredores da cidade. Opções não faltam. Uma amiga sueca indicou que eu fizesse "A Thousand Island Cruise", com a Gray Line. Não tive tempo para fazer, fica para a próxima. Mas, consegui fazer um passeio no por do sol, com um grupo de amigos suecos muito divertidos, que incluía um jantar. Vale a pena ver a cidade por outro ângulo e conhecer essa região tão linda onde a natureza caprichou com vontade. 

 Jantar de barco em Estocolmo para contemplar o por do sol pelas ilhas do arquipélago. 

UM LUGAR IMPERDÍVEL PARA JANTAR 

O Fjäderholmarnas Krog é muito especial tanto na localização como pela cozinha. Ele fica numa ilha muito pequena e o acesso é feito de barco. O ideal é ir cedo para ver o por do sol. O trajeto leva pouco menos de meia hora. Basta tomar o barco 14, em Nybroviken, em frente ao Hotel Diplomat - www.fjaderholmarnaskrog.se - Não deixe de experimentar!

A pequena ilha onde há vários barcos atracados é onde fica o restaurante Fjäderholmarnas Krog.

PARA COMER E BEBER

Il Café para provar o bolo sueco de canela ou pedir as tradicionais almôndegas no almoço (Drottninggatan 85), KB restaurante bem antigo e ponto de encontro de artistas (Smälandsgatan 7), Oaxen para curtir o por do sol (Beckholmsvagen 26), Gastrologik agraciado com uma estrela Michelin (Artillerigatan 14), Speceriet mais informal, Nosh & Chow para comidinhas leves (Norrlandsgatan 24) ou Richie (Birger Jarlsgatan 4).

OUTRAS INFORMAÇÕES IMPORTANTES

Moeda: coroa sueca, SEK - 1 real = 3 SEKs

Idioma: sueco, mas o inglês é falado por quase todos.

Fuso horário: + 4 horas em relação ao Brasil. No verão brasileiro, a diferença passa para +5.

Documentos necessários: apenas passaporte.

Clima: bastante peculiar. Faz muito frio no inverno. Neva nos meses de dezembro, janeiro, fevereiro e os dias são curtíssimos nessa época. Não mais do que seis horas de luz natural. Ao redor de 3/4 horas da tarde já começa a escurecer. Por isso, eles jantam muito cedo. Já, no verão - junho, julho, agosto - os dias são muito longos e escurece depois da meia-noite. As temperaturas são amenas. Mesmo no alto verão, não costuma passar de 25 graus centígrados. Nessa época, os suecos saem de casa para aproveitar o sol ao ar livre. Indico visitar a cidade nas épocas mais quentes e ensolaradas. Estive em Estocolmo duas vezes no início do outono e foi perfeito. Considero o melhor período para visitar Estocolmo, de maio à setembro.

Mapa de Estocolmo:

Estocolmo.

Para CONCLUIR, Estocolmo é uma cidade absolutamente apaixonante. Ela não tem nenhum ícone conhecido mundialmente. O seu encanto está exatamente na harmonia do conjunto. É uma cidade muito especial. Singular. Construída num arquipélago. É um destino elegante, despojado e muito romântico.

Valeu Estocolmo!
Até breve.


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COMENTÁRIOS

  1. Cláudia, amei teu post sobre Estocolmo.As fotos estão lindíssimas e o texto um primor, como sempre.Sou apaixonada pelos países nórdicos e já estou planejando voltar à Suécia. Compartilharei teu blog no meu facebook. Bjs
    MT

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  2. Menina, Peguei dias lindos em Estocolmo!!!! Céu azul, temperatura ao redor de 20 graus. Foi perfeito. As fotos ficaram realmente com um colorido bacana. Obrigada por compartilhar.

    Beijos

    Claudia

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  3. Muito bom! Cidade incrível!

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  4. Taí um lugar que gostaria muito de ir, além de ser um dos países com melhor IDH do mundo! Minha irmã esteve na Suécia no começo do ano, foi a Estocolmo e umas ilhotas ao redor. Voltou absolutamente encantada com tudo o que viu, queria mesmo é morar lá!
    Sua dica de bicicleta é tudo o que eu mais gosto, amei!!!!

    Bons ventos sempre Claudia!

    Bia

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  5. Sem dúvida uma cidade a visitar!! Esta e quase todas as que aqui aparecem :)
    Como nunca vieste a Portugal??? Lisboa e Porto são duas cidades portuguesas lindas para conhecer... fica a dica!
    Beijinhos

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  6. Bia,

    Estocolmo é uma cidade linda demais!!!!! A arquitetura é graciosa, a culinária é excelente, as pessoas são amáveis, a natureza é especial. A bicicleta é perfeita para conhecer a cidade. Vale a pena circular pelo arquipélago e por outras cidade suecas.

    Bjs

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  7. Eu já estive várias vezes em Portugal. Mas, antes de ter o blog. E, nessa época nem mesmo tinha o hábito de levar câmera fotográfica. Por isso, não escrevi sobre Portugal e nem sobre tantos outros países por onde já passei antes de 2008.



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  8. Claúdia já tenho vindo a seguir o seu blog, á cerca de dois anos, na ultima viagem que fiz este ano a Bruges e Gent com o meu marido, segui as dicas do blog, que foram excelentes. Como é que vocês conseguem arranjar tanto tempo para viajar?! É o meu maior prazer, adoro viajar, mas não consigo ter tanto tempo...Qual é a vossa aréa profissional? Agentes turisticos? Ou só vivem a vida? Invejo-vos e admiro-vos!? Bjs Se vierem novamente a Portugal não deixem de visitar o Porto, está uma cidade muito bonita e interessante, com Passeio de barco e carro no Douro, bons vinhos e linda paisagem. Melhor altura Setembro época das vindimas.

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  9. Ah muito bem :) E a que cidades? O Porto é a minha favorita.
    Nós portugueses esperamos outra visita :)
    Beijinhos

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  10. Paula,

    Não sou agente de viagens. Rs
    Sou fonoaudióloga e viajo muito à trabalho. Mas, sempre procuro dar uma esticada nos finais de semana, enquanto não estou trabalhando, para aproveitar os arredores de onde estou.

    Portugal é um país maravilhoso. Irei sempre que a vida me levar, com o maior prazer!

    Boas viagens para nós!

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  11. Claudia, nao sou muito de fazer comentários nos blogs que entro... mais o seu merece uma avalicao super positiva.. Adorooo seus posts completos e informativos com mtas fotos....... bjsss e muitas viagens!!!!

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  12. Iolanda,

    Que honra receber seu comentário. Muito obrigada. Fico feliz.

    Um beijo

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  13. Gostei muito do seu blog. Parabéns!
    Estaremos em Estocolmo do dia 14 ao 25 de outubro. Gostaria de sugestões. A princípio havia pensado em dar uma fugidinha para Gruges no meio da semana. Mas depois de tudo o que você postou gostaria de sugestões de passeios. O que você acha melhor, aproveitar a Suécia e em outra ocasião conhecer Bruges? Ou vale a pena dar um pulinho lá e aproveitar os dois países? Li sobre Gotland, "Cote D'azur" Escandinava, Visby, Gotemburgo. Me dá uma orintadinha, por favor, em relação aos passeios imperdíveis. Obrigada. Beijo.

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    Respostas
    1. Luana,

      De Estocolmo para Bruges é muito longe. Vale mais a pena conhecer bem a cidade e ver o que tem nos arredores. A Suécia é linda. Talvez seja legal ir para a Noruega ou Dinamarca se quiser se aventurar por outros cantos.

      Quantos aos passeios tem tudo no post. Se precisar ajuda para montar um roteiro podemos conversar.

      Beijo

      Claudia

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