ISTAMBUL, ONDE O OCIDENTE ENCONTRA COM O ORIENTE


Expectativa e ansiedade eram os sentimentos que acompanhavam minha "estreia" em Istambul. Foi assim que pousei meus pés em uma cidade plantada entre dois continentes. De um lado, a classe, a vibração, a estabilidade, o conforto europeu. Do outro, os aromas, as crenças, a culinária, a tradição asiática. Uma combinação tão perfeita e cheia de contrastes que não deu outra... foi amor à primeira vista.

As cores do por do sol de Istambul são mágicas.

A PRIMEIRA IMPRESSÃO

Istambul é uma cidade enorme, sedutora, vibrante, histórica, apaixonante e caótica. Tem ao redor de 15 milhões de habitantes sendo que 99% deles são muçulmanos, mas bem tolerantes. Nada radicais. São tranquilos quanto à indumentária feminina, relaxados quanto aos cinco chamados do muezim, convivem pacificamente com outras religiões e consomem bebidas alcoolicas. Esse jeito "islâmico liberal" atrai muita gente e faz com que a Turquia seja o sexto país mais visitado do mundo.

No entanto, nem tudo é perfeito. O trânsito é assustador, talvez pior do que o de São Paulo. Por sorte, existe a opção de fugir do asfalto pelo mar. Barcos são uma excelente alternativa para as horas de rush.

Além de um sistema de ferries super eficiente, o visual ao longo do Estreito do Bósforo é lindo e o por do sol espetacular.

Os ferries são a salvação de Istambul para evitar o caos do trânsito.

Portanto, se tem uma dica que realmente vale a pena para quem vai ficar menos de 5 dias na cidade é sobre a localização do hotel. Opte por ficar na parte antiga de Istambul, onde estão quase todos os locais a serem visitados numa primeira ida à cidade, pois o trânsito intenso pode atrapalhar o ritmo da viagem. Para quem tem mais tempo e já não está mais indo à Istambul pela primeira vez, tudo muda de figura e o ideal é ficar numa região mais tranquila, elegante e menos turística.

Mapa de Istambul.

PARA ENTENDER A CIDADE

Como dá para ver no mapa acima, Istambul é o ponto de encontro entre o ocidente e o oriente. Essa posição privilegiada explica o fato da cidade ter sido tão cobiçada ao longo de sua história. O Estreito de Bósforo - canal que liga o Mar Negro ao Mar Mediterrâneo - é o responsável pela separação entre o lado europeu e o asiático. Para ir de um continente ao outro há duas grandes pontes: a Ponte do Bósforo e a Ponte do Conquistador.

Ponte do Bósforo, sobre o Estreito do Bósforo. 
Foto tirada a partir do lado europeu de Istambul  e ao fundo Üsküdar, na parte asiática. 

O lado asiático é o que abriga o maior número de habitantes, mas é o menos visitado pelos turistas. O lado europeu é cortado em duas partes por um braço de mar chamado Chifre de Ouro (Haliç). A principal ligação entre essas duas partes é a Ponte de Gálata (que fica entre os pontos 10 e 13 do mapa acima).

O Chifre de Ouro é um braço de mar que corta a parte europeia de Istambul em duas partes, a Ponte de Gálata é a conexão mais usada para conectá-las.

Os principais pontos turísticos da cidade ficam do lado europeu, na Cidade Velha, no bairro de Sultanahmet. Antigamente, a Cidade Velha era toda murada e algumas partes dos muros de proteção ainda podem ser vistas. É ali que ficam o Hipódromo, a Basílica de Haghia Sophia (Santa Sofia) construída pelos Bizantinos, a Mesquita Azul que por fora não é azul, mas tem azulejos e vitrais em tons de azul, o Palácio Topkapi onde viveram sultões otomanos por mais de 400 anos, as Cisternas que abasteciam a cidade, o Grand Bazaar e vários museus. Nessa parte da cidade, um bonde ajuda bastante na locomoção.

Lá vem o bonde. Perfeito para o Centro Antigo  de Istambul. E, novinho!

CAMADAS DE HISTÓRIA

A Turquia faz fronteira com vários países: Grécia, Bulgária, Síria, Irã, Iraque, Azerbaijão, Armênia e Geórgia. Alguns amigáveis. Outros nem tanto. Não é de estranhar que ao longo de sua densa história tenha sido alvo de tanta cobiça. E, como Istambul foi o começo de tudo, não poderia ser uma cidade inexpressiva. É madura, segura, vibrante, colorida e por aí vai. Adjetivos não faltam tanto para os amantes da cidade como para os não simpatizantes. Afinal, uma cidade grande também tem seu lado B: sujeira, caos, trânsito, gente esperta. Mas, prefiro optar por um olhar mais poético. Afinal, ela é formada por muitas camadas de história e para mim, isso fala mais alto.

Pelos parques do Centro Antigo de Istambul.

Por ser uma cidade tão grande, cosmopolita, e cheia de vida há quem pense que ela é a capital da Turquia. Bem, até já foi. Mas, não é mais desde 1923 quando foi estabelecida a República Turca e a capital transferida para Ankara. Mas, continua sendo o principal polo comercial, cultural, religioso, e industrial do país.

Istambul nasceu em 657 a.C. com o nome de Bizâncio quando o rei de Mégara fez uma consulta ao Oráculo de Delfos e recebeu uma resposta enigmática que fez com que ele levasse parte do seu povo àquelas terras. Essas lendas são sempre interessantes.

Dizem que nos primórdios, seu desenvolvimento aconteceu a passos lentos. Mesmo assim, as disputas eram constantes. Em 196 d.C. a cidade presenciou a ira do imperador Septimus Severus que mandou destruir tudo ao sofrer ameaças de opositores. Alguns anos depois, ele se arrependeu e mandou refazer tudo o que tinha estragado. O Hipódromo foi feito nessa época. Foi uma das obras mais importantes do imperador. Abrigava até 100 mil pessoas. Era o epicentro da cidade. Mas, foi destruído durante as batalhas da Quarta Cruzada. Que pena. Ainda assim, olhando aquele local dá para imaginar uma multidão torcendo por quadrigas (espécies de carroças puxadas por quatro cavalos) enquanto elas davam voltas na pista de corrida. O que sobrou ali foram os obeliscos que revelam um pouco do passado.

O Hipódromo é hoje a Praça do Sultão Ahmet. Coração da Cidade Antiga de Istambul.

Em 330 d.C. o imperador Constantino - que quase não era narcisista - subiu ao trono e deu o nome de Constantinopla à cidade, nome que se manteve até 1453. Assim que assumiu o poder, o imperador travou uma grande batalha para mostrar sua força. Reza a lenda, que durante a luta ele teve um sonho onde lia numa cruz a frase "Sob esse signo vencerás". Quando saiu vitorioso, adotou o Cristianismo como forma de agradecimento aos céus.  Nessa época foi construída a Basílica de Santa Sofia que por muito tempo foi considerada a maior igreja do mundo. Mas, em 1453 foi transformada em mesquita. E hoje é um belíssimo museu.

Basílica de Santa Sofia (Haghia Sophia), Istambul.

O Império Bizantino propriamente dito só teve início em 395 d.C. com a divisão do Império Romano em dois. Roma permaneceu sendo a sede do Império Ocidental e Constantinopla do Império Oriental. A essas alturas, Constantinopla já era cinco vezes maior do que Bizâncio. As muralhas da cidade se estendiam por mais de três quilômetros. E a cidade continuava crescendo enquanto Roma perdia forças. Em 476 d.C. houve a Queda de Roma. Esse momento marcou por um lado, o fim do Império Romano do Ocidente e por outro, o grande apogeu do Império Bizantino (mais exatamente no reinado de Justiniano, de 527 a 565).

Nos dois séculos seguintes, o Império Bizantino passou por certo declínio e voltou a prosperar nos séculos IX e X. Exatamente por sua prosperidade, as invasões eram frequentes. Constantinopla sofreu mesmo foi durante a Quarta Cruzada quando passou a ser a capital do Império Latino. Mas a vida gira e o poder vai trocando de mãos. O Império Bizantino voltou a mostrar suas forças até que entre invasões e ataques chegou a vez do Império Otomano dominar. Os sultões entraram em cena e com sabedoria se mantiveram no poder por longo tempo após a Queda de Constantinopla, no século XV. Daí para a frente, os turcos se estabeleceram e começaram a chamar a cidade de Istambul.

A transformação de Constantinopla em Istambul marcou o fim da Idade Média. História não falta! Andar pela cidade sem pressa olhando para todo esse legado é espetacular.

As muralhas de Istambul continuam demarcando parte do território.

O que mais encanta nisso tudo é que para onde quer que se olhe as influências de todas as civilizações saltam aos olhos e se misturam. Minaretes pontiagudos, monumentos romanos, muralhas, avenidas arborizadas, igrejas e mesquitas se harmonizam com mulheres cobertas por véus, turistas e jovens descoladas.

O QUE NÃO PODE FALTAR NA PRIMEIRA VISITA À ISTAMBUL

Os lugares mais interessantes para se visitar numa primeira ida à Istambul ficam do lado europeu, na Cidade Velha, no bairro Sultanahmet, ainda protegido por parte da muralha.

A Basílica de Santa Sofia é o marco maior da conexão entre o Império Bizantino e o Otomano. Foi construída em 537 durante o Império Bizantino como igreja. Sua construção foi uma proeza arquitetônica para a época. É formada por uma nave central e duas laterais. Tem uma cúpula imponente de quase 60 metros de altura. A altura e o diâmetro gigantescos da cúpula desafiavam os conhecimentos de engenharia da época. Suas proporções só foram ultrapassadas muito tempo depois com a construção da Catedral de St. Paul, em Londres e com a Basílica de São Pedro, no Vaticano.

No século XV, os Otomanos a transformaram numa mesquita. Nessa época ganhou quatro minaretes (observe que eles são diferentes uns dos outros) e enormes placas redondas com caligrafia árabe, chamadas de lehvas, onde estão escritos os 99 nomes de Alá. As imagens bíblicas foram todas cobertas com gesso e só puderam voltar à luz em 1935 quando a basílica foi transformada em um museu. É impressionante ver aquela super igreja-mesquita-museu plantada ali há quase 1500 anos.

Basílica de Santa Sofia.

 No interior da Basílica de Santa Sofia a harmonia do cristianismo com o islamismo.

Andando alguns metros se chega na Cisterna da Basílica (Yerebatan Sarayi). É uma visita muito curiosa e obrigatória. As cisternas abasteciam a cidade de água e tinham capacidade para armazenar 80 mil metros cúbicos de água. Sua construção foi feita durante o Império Bizantino, no século VI e as cisternas foram usadas até a queda de Constantinopla. Com uma entrada modesta não dá para imaginar a imponência do que há naquele subterrâneo. Ao descer, num cenário a meia-luz com 336 colunatas em diversos estilos vindas dos territórios conquistados ganham tons alaranjados e reflexos sobre a água. As duas mais interessantes têm cabeças de medusa, sendo que uma delas está de cabeça para baixo para neutralizar os efeitos maléficos da medusa e a outra inclinada, com ar de sonhadora.

 Cisterna da Basílica.

 Colunas da Cisterna com cabeças de medusa.

Praticamente em frente à Basílica de Santa Sofia fica a Mesquita Azul. Mas, antes de entrar ande com calma pelos jardins da Praça Sultanahmet que conectam a Basílica Santa Sofia à Mesquita Azul. Essa praça antigamente era o Hipódromo de Constantinopla. Sente nos bancos para curtir o vai e vem do povo. E, finalmente entre no mais importante templo islâmico da Turquia, a Mesquita Azul.

Praça Sultanahmet, onde era o Hipódromo e ao fundo a Mesquita Azul. 

Ela foi construída em 1609. Sua beleza é inacreditável. Vários domos descem em cascata a partir de um imenso domo central. Essa mesquita é a única com seis minaretes. Na época, isso foi um grande problema, pois a única mesquita com seis minaretes era a de Meca e nenhuma outra poderia ser superior à ela. A solução encontrada pelo sultão Ahmet I foi então financiar a construção do sétimo minarete na mesquita de Meca. Assim, o problema foi sanado e lá está a majestosa Mesquita Azul com seus seis minaretes.

Mesquita Azul, Istambul. 

Seu interior é grandioso. o domo central é enorme e parece flutuar pois é iluminado pela luz que entra pelos vitrais azuis. Nas paredes mais de 20 mil azulejos. Exatamente por esses azulejos e pelos vitrais é conhecida como Mesquita Azul.

Interior da Mesquita Azul. 

Para entrar nas mesquitas é preciso tirar os sapatos. E, as mulheres devem cobrir a cabeça com um lenço.

As mesquitas fazem 5 chamados ao dia para oração. Durante esse período não se pode entrar na mesquita. O muezim é um canto entoado nos alto-falantes dos minaretes alertando os muçulmanos sobre o momento da prece.

E agora uma pausa para descontrair. Nas viagens sempre vivemos momentos inesquecíveis ao mergulhar em culturas distintas. Então, vou contar uma passagem engraçada. Nosso hotel ficava ao lado de uma mesquita. Cedo, diariamente, o chamado do muezim nos acordava. Um dia, meu filho perguntou: "Esse cara que compra ferro velho não tem um horário melhor para passar berrando por aqui? Ele nos acorda todo dia bem cedinho!" Foi muito divertido e até o final da viagem foi motivo de muita risada. Essa havia sido a primeira visita dele à um país muçulmano. Nada como viajar para aprender. O mundo é uma grande escola. Por essas e outras é que tenho certeza de que mostrar o mundo para nossos filhos é uma das melhores coisas que podemos proporcionar. O que se vive ninguém pode roubar. É seu para sempre!

Outro lugar histórico especial é o Palácio Topkapi. Ele ocupa uma área bem vasta debruçada no ponto de encontro do Mar de Mármara, do Bósforo e do Chifre de ouro. O visual que se tem lá do topo da colina é espetacular. Não foi à toa que serviu como residência para os sultões durante muitas gerações depois que Mehmet II conquistou Constantinopla. É bonito do portão de entrada ao portão de saída, com detalhes que impressionam. Cinco quilômetros de muralhas e torres protegem o terreno do palácio. Portanto, separe pelo menos quatro horas para poder conhecer com calma. A entrada costuma ter filas enormes. Aproveite e compre de uma vez o ingresso para o Palácio (25 TL) e para o Harém (15 TL).

Portão de entrada do Palácio Topkapi.

Jardins de Topkapi.

Ao entrar, circule pelos quatro pátios com jardins floridos e preste atenção a cada detalhe dos prédios do complexo: azulejos, luminárias, placas caligráficas com citações do Alcorão, tronos. O museu guarda um acervo excelente de armas do sultão, porcelanas, joias, trajes reais e até as barbas de Maomé.

Detalhes do Salão Imperial.

As salas mais concorridas são as do harém. O harém dispõe de mais de 400 cômodos que chegaram a abrigar 700 mulheres e concubinas no século XVII, mas poucos estão abertos à visitação. A imaginação viaja ao imaginar como era a vida naquele território proibido. Aliás, a palavra árabe haram significa "proibido". Portanto, o acesso só era permitido ao sultão, seus filhos e aos eunucos (que serviam como guardiães). As moças que iam parar ali eram escravas de origem estrangeira aprisionadas nas guerras. No harém, o sultão assistia a espetáculos de música e dança enquanto fumava narghilé. As mulheres todas se acomodavam em almofadas de seda dispostas conforme sua hierarquia. O ambiente era perfumado por incenso e o ópio circulava convidando todos ao deleite. O resto vai por conta da imaginação de cada um...

Sala do harém

Ao sair do Palácio Topkapi vá até a Mesquita de Süleyman Cami. O acesso é feito pela lateral, numa rua chamada Via dos Vícios. Esse nome se deve ao fato de que nesse local era vendido haxixe antigamente. Seu interior é muito sereno em tons de branco e vermelho, apesar da vizinhança esquisita. 

Mesquita de Süleyman.

Outras duas mesquitas que valem a pena conhecer são a Yeni Cami ou Nova Mesquita, ao lado do Bazar de Especiarias e a Mesquita de Rüstem Pasa que tem acesso bem escondido. Ela fica acima do nível da rua e é preciso achar a entrada da escadaria que fica numa área de comércio. A mesquita é linda. Toda coberta por azulejos de motivos florais e geométricos. . 

Um ponto histórico que não pode ficar de fora é a Torre de Gálata. Ela já foi uma prisão, um armazém, um farol e um posto de observação. Hoje é o melhor observatório da cidade. Dá para subir de elevador ou pelas escadas. Prepare-se para galgar 143 degraus. À noite, tem apresentações de dervishes rodopiantes.

 A construção mais alta é a Torre de Gálata

 Vista de Istambul a partir da Torre de Gálata no bairro boêmio de Beyoglu

A ARTE DE NEGOCIAR

Impossível ir à Istambul e não visitar o Grand Bazaar. Mesmo que você não seja nada consumista. Ele é o mais antigo e o maior mercado fechado do mundo. É o pai dos shopping centers. Tem um labirinto de mais de 4 mil lojas que abrem de segunda à sábado. Ali tem de tudo: joias, roupas, chás, bolsas, tapetes, luminárias, xales... E, se você se interessar por alguma coisa, a ordem é pechinchar. Pechinchar antes de comprar é quase um ritual. Os turcos são conhecidos no mundo todo pela sua habilidade para fazer negócios. E isso vem desde os tempos de Mehmet, o Conquistador quando o bazar surgiu como um pequeno armazém.

 
Grand Bazaar

Mercado de Especiarias também vale a visita. Ao entrar numa lojinha é provável que o dono lhe ofereça um café turco ou um chá de maçã servido em uma tulipa de vidro. Aceite a gentileza e aproveite para dar uma descansada, bater um papo e se preparar para continuar a caminhada.

Mercado de Especiarias.

EXPERIMENTE UM BANHO TURCO

Uma grande tradição na Turquia são os famosos "Banhos Turcos". A experiência de um haman não pode faltar. Os hotéis costumam oferecer em seus spas. Mas, tem dois muito tradicionais na cidade: o Cagloglu e o Çemberlitas. Você recebe uma esfoliação forte no corpo todo, uma espécie de massagem com espuma aquecida deliciosa e finaliza com uma banho ultra relaxante.

Recomendo muito!!! Fantástico!!!

RESPEITAR OS COSTUMES SEMPRE!

As mulheres devem evitar saias curtas e decotes em excesso. Para entrar em uma mesquita a cabeça deve ser coberta. Quanto aos sapatos, devem ser tirados por todos: homens e mulheres.

Sexta é o dia mais sagrado, evite as visitas nesse dia.

Use a mão direita para comer e cumprimentar as pessoas, pois a esquerda é usada para a higiene íntima.

Evite o gesto de figa (que fazemos no Brasil para atrair sorte). Esse gesto é ofensivo na Turquia.

Os homens costumam se beijar ao se cumprimentarem e andam abraçados.

Casais devem evitar muito carinho em público.


AS SUPERSTIÇÕES TURCAS

Não há quem não conheça o pequenino amuleto turco usado para afastar o mau-olhado e a inveja. Mas, o que muita gente não sabe é seu nome. Aqueles olhinhos de vidro se chamam "nazar boncugu". Segundo dizem os turcos, eles absorvem a energia negativa e protegem seu dono. Onde quer que você vá, lá estão eles. Nas lojas, nas casas, nos carros, nos restaurantes... Então, não custa nada voltar com alguns deles na mala. Um pouquinho de superstição e proteção não faz mal a ninguém.

Nazar boncugu contra mau-olhado. 

INDICAÇÃO DE HOTEL

Four Seasons Istanbul. Indicado para quem pretende ficar poucos dias na cidade e prefere estar próximo aos principais pontos turísticos. Fica perto da Mesquita Azul e da Basílica de Santa Sofia. O hotel antigamente era uma prisão e agora é um hotel 5 estrelas com apenas 65 quartos.

Çiragan Palace Kempinski. É um dos hotéis mais luxuosos da cidade. O serviço é absolutamente impecável! A localização é espetacular, porém longe dos principais pontos de interesse. Fica às margens do Estreito de Bósforo num antigo palácio otomano. O por do sol na piscina do hotel é espetacular.

Por do sol visto da piscina do hotel Çiragan Palace Kempinski, em Istambul.


INFORMAÇÕES IMPORTANTES

Língua oficial: turco. Mas, com o inglês dá para se comunicar bem.

Moeda: Nova Lira Turca.

Fuso horário: 5 horas à frente de Brasília.

Religião: muçulmana predominantemente.

Quando ir: os meses mais quentes e cheios de turistas são julho e agosto. Para caminhar com temperaturas mais confortáveis escolha a primavera (abril, maio, junho) ou o outono (setembro, outubro, novembro). O inverno sempre atrapalha um pouco (dezembro, janeiro, fevereiro) mas não é assim tão rigoroso.

Como chegar: a Turquish Airlines faz voos diretos de São Paulo à Istambul. Mas, também tem a possibilidade de ir por qualquer outra companhia que voe para algum país da Europa e de lá é só fazer  uma conexão para a Turquia.

Documentos: Para entrar na Turquia basta ter passaporte com validade acima de seis meses.


PARA CONCLUIR

A Turquia ainda é vista como exótica por ter um pé na Ásia e por ser um país muçulmano. No entanto, Istambul é uma cidade enorme, super moderna, bastante tolerante e um dos destinos mais badalados do verão europeu no momento. Foi até escolhida como a Capital Europeia da Cultura. Seu valor histórico é incomparável. Foi palco de batalhas por mais de 10 civilizações que deixaram suas marcas. São camadas e mais camadas de história. É uma cidade deliciosamente caótica. Merece uma visita!

Istambul.

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COMENTÁRIOS

  1. Oi Claudia!
    Nem preciso dizer, mas vou assim mesmo, suas fotos de Istambul estão divinas! Aqui podemos ver realmente como a modernidade anda de mãos dadas com a cultura milenar. Ah, esses bazares e mercados são uma perdição! Eu passaria horas e horas ali, olhando tudo em detalhes e perguntando sobre tudo ao mesmo tempo, de uma só vez.....

    Beijinhos mil!

    Bia

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  2. Claudia, amei o post. Você consegue levar o leitor junto com você na viagem. Me senti em Instambul, kkkk. Parabens !!!!!!!!

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  3. Oi Claudia!
    Tentei fazer um comentário antes, mas não consegui concluir. Acho que agora vai!
    Uma coisa eu sempre digo, suas fotos são deslumbrantes e me deixam com um gostinho de querer ir para lá correndo, rs! É muito bom conhecer culturas tão diversas da nossa e paisagens igualmente belas!!!

    Beijinhos e uma boa semana!

    Bia
    www.biaviagemambiental.blogspot.com

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  4. Olá Cláudia,
    Há muito tempo que leio o seu blog, deliciando-me com relatos de todo o mundo. No ano passado, um post seu foi decisivo para eu visitar a Praia do Forte, na Bahia (que eu adorei e de que tenho as melhores recordações).
    E este ano confesso que quando vi o post da Capadócia torci para viesse um também sobre Istambul, e ei-lo! Muito obrigada. :) Vou este ano à Turquia e as suas impressões e dicas sobre os locais são sempre fantásticos.
    Um grande abraço,
    Andreia

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  5. Cláudia, há muito tempo que leio o seu blog, deliciando-me com relatos de todo o mundo.
    No ano passado, um post seu foi decisivo para eu visitar a Praia do Forte, na Bahia (que eu adorei).
    E este ano confesso que quando vi o post da Capadócia torci para viesse um também sobre Istambul, e ei-lo! Muito obrigada. :) Vou este ano à Turquia e as suas impressões e dicas sobre os locais são sempre fantásticos.
    Um grande abraço,
    Andreia

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  6. Bia,

    Istambul tem um astral mágico. Que cidade deliciosa. Perfeita para longas caminhadas e boas descobertas. Eu amei. Imagino que você iria gostar, especialmente conjugando com o lado de belezas naturais do país.
    Super viagem!

    Beijos

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  7. Ai Carol,

    Que delícia de comentário. Super obrigada.

    Beijos

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  8. Andreia,

    Istambul e Capadócia são lugares que valem muito muito a pena conhecer. Lindos. Por um lado, Istambul é uma cidade super movimentada e com uma cultura milenar, por outro a Capadócia mostra o lado mais tranquilo e as belezas naturais da região. Quando puder vá com certeza.

    Beijos

    ResponderExcluir
  9. Cláudia,

    Seu post sobre Istambul está fantástico. Belas fotos e muita informação importante.

    Foi a cidade mais vibrante em que já coloquei os pés.

    Estou iniciando um blog (www.historiasdeviagem.com.br) e assim que acabar os posts de Nova Iorque, vou postar os da Turquia.

    Seus posts tem me ajudado a reviver muita coisa que vi por lá.

    abraço

    Sandro
    www.historiasdeviagem.com.br

    ResponderExcluir
  10. Cláudia,

    Seu post sobre Istambul está fantástico. Belas fotos e muita informação importante.

    Foi a cidade mais vibrante em que já coloquei os pés.

    Estou iniciando um blog (www.historiasdeviagem.com.br) e assim que acabar os posts de Nova Iorque, vou postar os da Turquia.

    Seus posts tem me ajudado a reviver muita coisa que vi por lá.

    abraço

    Sandro
    www.historiasdeviagem.com.br

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  11. Oi Sandro,

    A Turquia é realmente fascinante.

    Boa sorte no blog.

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  12. Olá, Cláudia!

    Parabéns por esse post maravilhoso!

    Vou a Istambul em novembro e agora estou na fase das pesquisas para montar os roteiros. Suas fotos, descrições e todo o conteúdo histórico que você colocou foram apaixonantes!

    Muito obrigada por compartilhar com a gente! :)

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  13. Ingrid,

    Obrigada pelo seu comentário.

    Desejo uma ótima viagem.

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  14. Passagens compradas, laá vamos nós em breve para a Turquia!!! Yupeeeee! Tô mega animada!! E lendo todas as suas dicas, claroooo!!

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  15. Olá Claúdia!
    Estou a adorar o seu blog.
    Gostei particularmente da frase "...O que se vive ninguém pode roubar. É seu para sempre!"

    Para quando uma viagem a Portugal?
    Beijinhos de Portugal
    Guida F.

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  16. O mundo é lindo, pena que existem os " Maus feitores" prontos para fazer o mal e prejudicar as pessoas do bem.
    Faça o bem, não prejudique. Essa deveria ser a meta humana na terra.

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