PEQUIM, UMA NOVA JANELA PARA O MUNDO


Ao ler os primeiros parágrafos vocês vão entender o significado do título desse texto.

Há seis anos, motivado exatamente por uma viagem à Pequim, esse blog passou a existir. Viajando em família passamos cerca de um mês em Pequim, além de algumas outras cidades da China e Japão. Foi uma experiência muito marcante. As diferenças culturais para nossos filhos - que ainda não tinham se aventurado pela Ásia - foram extremamente enriquecedoras. Eram tantas novidades que só mesmo compartilhando o dia-a-dia na rede para acalmar os sentimentos em ebulição.

Assim nasceu o Viajar Pelo Mundo!

O tempo passou. Muitas outras viagens aconteceram nesse meio tempo. O blog ganhou relatos sobre 48 países visitados entre julho de 2008 e maio de 2014. As viagens realizadas antes disso não receberam posts, pois confesso que não olhava para o mundo com a mesma atenção e curiosidade de hoje. Fazia viagens um tanto superficiais. Nem mesmo lembrava de fotografar os lugares por onde passava. Não mergulhava fundo nas diferenças culturais. Não devorava a história do país antes de chegar ao meu destino. O blog me fez olhar para a vida com mais carinho, com mais cuidado, com outros olhos. Foi um divisor de águas. No momento em que o blog nasceu, uma nova janela se abriu à minha frente para que eu visse o mundo com novas cores. E Pequim foi o motivo.

Fomos recebidos de braços abertos pelos chineses curiosos. Na época, o turismo ainda era incipiente. A China recém estava saindo do comunismo. Caminhava timidamente tentando planejar sua abertura. Na rua éramos sempre motivo de olhares disfarçados. Os mais despachados chegavam perto e até pediam para tirar uma foto. Alguns, arriscavam umas palavrinhas em inglês.

À China retornamos cinco vezes e sempre com uma passadinha em Pequim. Afinal, a cidade ficou marcada no coração de toda a família com muito carinho. Agora, a China já não nos causa tanta estranheza. Bem pelo contrário, se tornou muito familiar. E mesmo assim, sempre revela belas surpresas. É muito bom voltar. Respeito demais as diferenças e gosto da cultura, da história, da arquitetura, dos templos, dos hotéis, das massagens, dos mercados e por que não... da culinária chinesa. Basta estar aberto para experimentar e aproveitar o novo. Não tem como não sair encantado da China.

O dia nasce no Templo do Céu.

UMA CIDADE EM PLENA TRANSFORMAÇÃO

Nessa última visita à China fiquei perplexa ao perceber como a cidade está mudando rapidamente. Há alguns anos, quase não havia carros pelas ruas. A bicicleta era sem sombra de dúvida o meio de transporte mais usado pela população. Mas, onde elas foram parar? Incrível. Quase sumiram das ruas de Pequim. Elas que dominavam a paisagem estão sendo substituídas pelos carros ou por bicicletas elétricas. E com isso, o trânsito está cada dia pior. E é até perigoso andar de bicicleta.

Muitos carros e poucas bicicletas. Essa é a nova realidade pelas ruas de Pequim.

Um outro primo da bicicleta, o riquixá, também está sumindo do mapa. Nessa viagem, não vi nenhum riquixá nas áreas mais centrais de Pequim. Até porque os "hutongs" também sumiram e os riquixás circulavam pelas vielas estreitas dos "hutongs". Mas, já em 2008, o governo estava tentando modernizar o centro de Pequim e era claro que as "favelas chinesas" estavam com os dias contados. Sendo assim, quem não andou de riquixá pelo centro, não terá mais essa chance. Eles ainda existem em alguns locais específicos e não se sabe até quando. E quem ainda não circulou por um "hutong" em breve não circulará mais. Todos os que ficavam nas imediações da rua Wangfujing (que é a principal rua comercial de Pequim) foram abaixo. Os remanescentes ficam mais afastados e as entradas são bem discretas para não chamar muita atenção. 

Riquixá circulando pelos "hutongs" de Pequim é coisa do passado. Foto de 2008

Outra coisa interessante é que antes os ocidentais chamavam muita atenção em Pequim. Agora isso já não acontece mais. Ainda senti essa curiosidade em Nanjing, que não é uma cidade muito turística. Mas, em Pequim isso já faz parte do passado.

Antigamente os ocidentais chamavam atenção. Isso começou a mudar em Pequim. Foto de 2008.


O que não muda, aliás só aumenta, é a quantidade de gente. Onde quer que se vá milhares de feições parecidas, rostos arredondados, cabelos pretos e olhos puxados, aparecem em profusão. Como tem gente saindo pelo ladrão, algumas diferenças culturais ficam muito evidentes e são interessantíssimas. Os chineses não têm muita restrição quanto a invasão do espaço corporal de outra pessoa. Passam perto, encostam, furam fila sem o menor constrangimento. Afinal, o ordem é conseguir um lugar ao sol. Entenda quando alguém furar a fila sem a menor cerimônia bem na sua frente ou quando uma vendedora de loja agarrar insistentemente no seu braço para chamar sua atenção. Isso é cultural. Viajando e aprendendo. Sempre quebramos alguns paradigmas ao circular pelo mundo.

Templo do Céu.

Outro aspecto interessante na China e que não mudou muito nesses anos é a liberdade de conexão pela internet. Apesar de ser um país moderno, muitos sites são bloqueados pelo governo. A política ainda permeia todos os aspectos da vida, mesmo que de modo disfarçado. Meu blog, por exemplo, não abre na China. Os estrangeiros que moram no país precisam usar alguns recursos para conseguir se manter conectados com o mundo externo.

MAS HÁ O QUE NÃO MUDE HÁ SÉCULOS

A Grande Muralha começou a ser construída ainda "antes de Cristo" quando a China nem era unificada. Nessa época, havia vários pequenos reinos vizinhos. Todos tinham fortificações para ajudar na defesa dos ataques dos povos do norte. Quando esses reinos se uniram para formar a China, muralhas começaram a ser feitas de um forte ao outro para reforçar a proteção. E assim foi por dois milênios, da Dinastia Chin à Dinastia Ming. Nesse período milhares de quilômetros de muralhas foram feitos. Li em um artigo que há 3 mil quilômetros de muralhas, em outro que há 8 e em outro que há 20. Fica a dúvida. Mas, isso não vem ao caso porque não se consegue trilhar mais do que um quilômetro em uma visita, a menos que se faça um tour com guias especializados. As subidas das escadarias costumam ser muito íngremes e tem trechos destruídos por onde não se pode continuar. O que importa é que o símbolo máximo do isolamento chinês está lá. Imponente há séculos e séculos. No entanto, mesmo parecendo intransponível, os mongóis e os manchus conseguiram ultrapassar e invadir a China nos séculos XIII e XVII.

Grande Muralha da China.

Antes mesmo de sair de casa eu já tinha programado os lugares que queria rever ao chegar em Pequim. O primeiro a figurar na lista era a Grande Muralha da China. Já estive três vezes nas Muralhas. Em cada uma delas escolhi uma entrada diferente para conhecer um novo pedaço daquela serpente em forma de muro que atravessa desertos, colinas e planícies por milhares de quilômetros. A força desse lugar é impressionante.

Feliz de rever a Grande Muralha.

Há vários pontos de acesso para a Muralha. Inclusive, em outras cidades que não Pequim. Mas, de Pequim fica perto. São menos de 100 quilômetros. Todos os hotéis tem passeios de um dia até lá. Fique atento apenas ao fato de que eles incluem paradas em lugares que às vezes não interessam como fábricas de jade, oficinas de cloisonné ou casas de massagens. Nas três vezes optei por carro privado com motorista ou táxi.

Na primeira vez fui a Simatai que fica mais longe e têm menos turistas, são 110 quilômetros. Da segunda vez fui à Badaling que fica bem pertinho, 70 quilômetros. E, dessa vez fui à Mutianyu que fica a 90 quilômetros e têm bondinhos para agilizar a subida. Estava muito vazio como dá para ver pelas fotos, pois o presidente dos Estados Unidos Barack Obama estava à caminho para uma visita e assim que entrei (cheguei antes das 9 horas, bem cedo) os portões foram fechados. Pura sorte. Caso contrário haveria muita gente.

A IMPERDÍVEL CIDADE PROIBIDA

Exatamente no coração de Pequim é onde fica o maior complexo arquitetônico da China, a Cidade Proibida. Fantástico. Sempre que retorno à Pequim e visito a Cidade Proibida saio sensibilizada. A construção foi finalizada em 1420 e abrigou nada mais nada menos do que 24 imperadores, que reinaram por quase 500 anos. É muita história.

Telhados da Cidade Proibida.

A Cidade Proibida é toda murada. Está aberta à visitação desde 1950. É impressionante como os chineses conservam o palácio e suas dependências. Está tudo em excelente estado. A entrada é feita pela Porta Sul. Depois de passar por essa porta, para chegar ao local onde fica o trono mais pomposo do imperador - o Hall da Suprema Harmonia - é preciso atravessar por uma das cinco pontes de mármore que simbolizam as cinco virtudes do confucionismo e a Porta da Suprema Harmonia, onde eram feitos os banquetes das antigas dinastias. Nos telhados há sempre guardiães em número ímpar. Os chineses acreditavam que essas figuras, associadas a água, protegiam as construções de incêndios. Mais a frente se encontra o Hall da Harmonia Central, onde o imperador permanecia antes das cerimônias oficiais. Além desses, ainda tem o Hall da Preservação da Harmonia e a Porta da Pureza Celestial.

Ir a Pequim e não circular pela Cidade Proibida é como ir ao Vaticano e não ver o Papa.

Muralha da Cidade Proibida.

TEMPLO DO LAMA


Templo do Lama - Yonghegong - abriga um complexo de templos budistas espetaculares. Foi construído no século XVII com cinco halls principais. O primeiro tem o simpático "Buda Sorridente" ou "Milefo", cercado pelos quatro reis celestiais. O segundo, Hall Younghe, tem outros três budas acompanhados por 18 luohan (libertadores do ciclo da reencarnação). No Hall Falum (Roda da Lei) tem uma estátua do fundador da seita do budismo tibetano. Mas, a grande estrela é a estátua de Maitreya - Buda do Futuro - com 17 metros de altura, esculpida em sândalo.

 Lama Temple.

AS CRENÇAS CHINESAS

Budismo é uma das três religiões mais difundidas na China. Promete a salvação e a felicidade para quem buscá-las. O Buda Sorridente ou Milefo simboliza a abundância. Ele é venerado por remeter a uma vida feliz e próspera.

Um dos altares do Lama Temple.

Além do Budismo, tem o Confucionismo e o Taoísmo. Princípios filosóficos tão comuns para eles e tão distantes da vida dos ocidentais. Muitos chineses ao serem questionados sobre sua religião, simplesmente dizem que não tem nenhuma, pois durante a Revolução Cultural a religião foi proscrita por ser contrária as idéias do comunismo. O Estado tinha medo que uma forte organização em torno de uma crença pudesse causar uma rebelião contra o regime. Agora, o povo está voltando lentamente a poder expressar suas crenças.

O Confucionismo foi criado por Confúcio (551-479 a.C.). Segundo contam, ele era um homem alto para os padrões chineses, culto, tocava vários instrumentos e, além disso, era muito bonito. Assim, conseguia facilmente com que seus seguidores o ouvissem e praticassem a benevolência, que era seu primeiro preceito. Sua doutrina defendia uma sociedade estruturada em sólidos laços sociais e familiares. Todos deviam obedecer aos pais e respeitar os outros membros da família como irmãos. Famílias felizes geram filhos felizes.

O Taoísmo foi fundado por Lao Tsé, no século VI a.C. Tao em chinês significa "caminho", "via". Mas, no Taoismo, especificamente, o termo designa a fonte, a dinâmica, a força motora por trás de tudo que existe. Incorpora os conceitos tradicionais de um universo ordenado, do yin e do yang, e da energia do "qi" direcionada. As tradições e éticas variam de acordo com as diferentes escolas. No geral, enfatizam a simplicidade, a espontaneidade, a serenidade, a não ação (wu wei), o vazio, a contemplação da natureza, a moderação dos desejos e os Três Tesouros (compaixão, moderação e humildade).

TEMPLO DE CONFÚCIO

Muito perto do Lama Temple fica o Templo de Confúcio. Dá para ir andando e vale a pena conhecer apesar de não ser tão bem conservado como o Templo do Lama. Esse é o segundo maior Templo de Confúcio da China. Ele foi construído em 1302 durante a Dinastia Yuan. É um lugar bem sossegado, diferente de todos os outros lugares da cidade. 

TEMPLO DO CÉU

Esse templo foi construído na Dinastia Ming e era o local onde o imperador orava aos céus e fazia sacrifícios no solstício de inverno.

Qinian Dian. Era onde o imperador rezava para ter uma boa colheita.

Situa-se num parque muito agradável. É repleto de músicos, praticantes de tai chi chuan, idosos em busca de um local para fazer atividades físicas e muitos turistas. É lindo. Precisa ser visitado.

Os praticantes de tai chi chegam muito cedo ao parque.

O DISTANTE PALÁCIO DE VERÃO


Esse palácio era usado pelo imperador Qianlong, de 1736 a 1795, nas épocas do forte verão para tentar fugir do calor. Mais tarde, pertenceu à poderosa imperatriz Cixi. O estado de preservação não é dos melhores. Mas, a área é enorme. O parque é lindo. Vale o passeio, que leva quase uma hora de carro do centro de Pequim.

Os pontos altos são a Colina da Longevidade com a Torre de Buda; o Jardim da Virtude e da Harmonia, onde se localiza o teatro que de Cixi que na época chegou a ter 348 artistas e o Corredor de mais de 700 metros decorado com pinturas lindas. 

 Torre de Buda, no Palácio de Verão.


Barco de Mármore uma extravagância de Cixi que fica no lago do Palácio de Verão.

A NÃO TÃO CELESTIAL PRAÇA DA PAZ CELESTIAL

Palco de protestos estudantis em 1989, a Praça da Paz Celestial testemunhou o violento desfecho da manifestação. Atualmente, vive repleta de turistas. É um dos locais mais visitados de Pequim. É ampla, fica bem no coração da cidade, de frente para a Cidade Proibida. Sua atração maior é o Mausoleu de Mao Tsé Tung. Além de outras imensas construções em cimento bem ao estilo comunista: o Grande Hall do Povo (sede do Congresso chinês), a Qian Men (um antigo portão da cidade que agora é museu), Tian'an Men (portão da Dinastia Ming com foto enorme do Mao), Torre da Flecha ou Jian Lou e o Museu Nacional da China.

Praça Celestial da Paz...

... e a Troca da Guarda.

Pai e filho em frente ao Mausoléu de Mao.

Torre da Flecha ou Jian Lou. Fica na entrada sul da Praça da Paz Celestial. 
Foi construída pela Dinastia Ming. 

Qian Men era um dos portões da cidade e agora abriga um museu sobre Pequim.

 Tian'an Men foi onde Mao proclamou a fundação da República da China, em 1949.

Praça Celestial da Paz com o Museu Nacional da China ao fundo e à esquerda o Monumento aos Heróis do Povo.

RESTAURANTES QUE VALEM A PENA

O meu restaurante favorito de Pequim é o Din Tai Fung. Ele serve o melhor Dim Sun do mundo, que são aqueles bolinhos recheados com porco, camarão, frango ou legumes e cozidos na água. Tudo no restaurante é bom. Fica em Dongzhimen Branch, o telefone é 010/ 6462-4502. É bom fazer reserva, pois o local é bastante concorrido. Há outro em Xinguangtiandi Branch e o telefone é 010/ 6533-1536. Esse achado foi sensacional.

Din Tai Fung. Imperdível.

Para experimentar a tradicional culinária imperial da China recomendo o elegante Tiandi. Ele é super escondido e só aceita receber clientes com reserva antecipada. Uma orgia gastronômica com mais de 10 pratos bem extravagantes para o ocidente. A decoração é impecável, mas há um preço a se pagar por isso, bem alto. Endereço: 140 Nam Chi Zi Street. Telefone:010/8511-5556.

Se a idéia é experimentar um restaurante francês com toque asiático, vale tentar o The Courtyard. O restaurante promete um pouco mais do que oferece, o preço é salgado e a tão esperada vista da Cidade Proibida, não passa de uma janela para o muro lateral do palácio e para a porta de entrada leste. É um restaurante com bom serviço. Os pratos são bem apresentados. Para quem estiver com saudades da comida ocidental, vale conferir. Endereço: 95 Donghuamen Av. Telefone: 6526-8883.

Degustar um "pato laqueado" não pode faltar numa visita à China. Um dos mais tradicionais restaurantes é o China Quanjude que tem várias casas espalhadas pela cidade. Uma das mais pitorescas é a da Tian'an Men. Fica numa área que foi totalmente restaurada para as Olimpíadas e ficou um charme. Endereço: 32 Qianmen Street Chongwen. Telefone: 010/ 67011379.

 Quem vai à Pequim tem que comer o tradicional Pato Laqueado.

O restaurante Quanjude da Tian'an Men vale o passeio. Pois essa ruela é um charme. 

O Restaurante Lan tem cozinha cantonesa e sichuanesa, bem picante. É um local deslumbrante. Decorado por Philippe Starck. Mas, a comida é caríssima e não é lá essas coisas. Dizem que à noite é super badalado e frequentado pelo jet set chinês. Vale pelo ambiente. Jianguo Men Wai Dajie, B12. Twin Towers, 4/7 Tel: 5109-6012

Lan com decoração de Philippe Starck.

Aos corajosos recomendo dar uma volta pelo tradicional Mercado Noturno da Rua Wangfujing. Saborosos (para os chineses) espetinhos de escorpião, cobra, ouriço, estrela-do-mar, bicho-da-seda, morcego e várias outras iguarias são devoradas em profusão pelos locais. É no mínimo bem interessante.

 Vai uma aranha frita?

Ou prefere um escorpião?

 Que tal esse preto, cascudo e enorme?

 Outras opções são: cobra, estrela-do-mar, morcego, cavalo marinho, bicho-da-seda...

Comidinhas mais "normais", o mercado também tem. 

Só depende da coragem de cada um para encarar. Tem de tudo.

MERCADÕES PARA FAZER COMPRAS


Fazer compras em Pequim é muito engraçado. Ou você entra numa loja de grife internacional (Prada, Gucci...) ou num mercadão cheio de "cópias". No entanto, o divertido é se aventurar num desses mercados para negociar alguma mercadoria. Em primeiro lugar o preço dado nunca é o real. É preciso paciência e bom humor. Se você gosta de alguma coisa e pergunta o preço, a vendedora digita o valor numa calculadora. Já é esperado que o comprador faça uma cara de espanto e diga que está caro. Então, ela segura no seu braço e diz "for you, friend, cheap" num inglês difícil de entender. E, digita um preço mais baixo. Você novamente mostra que achou caro e faz de conta que vai sair da loja. Então, a vendedora enlouquece , digita um valor mais baixo e agarra você com força para que não saia da loja. Bem, esse duelo demora até o preço da mercadoria ser reduzido em mais de 50% do valor inicial ou mais do que isso. Quem tem paciência se dá bem. É surreal.

 Loja da rua Wangfujing.

A principal rua comercial é a rua comercial é a Wangfujing, um calçadão cheio de lojas, shoppings e restaurantes. Mas, há muitas opções de shoppings, lojas de ruas e mercados em Pequim. Os mercados mais interessantes são: Silk MarketSan Li Tun Ya Xiu e Pearl Market (nessa ordem). Compra-se de tudo, seda, pérolas, tênis, sapatos, sandálias, relógios, cuecas, meias, camisetas, calças, carteiras, bolsas e muito mais, com preços super camaradas. Não esqueça de pechinchar muito.

Não deixe de comprar chá. Eu sou louca pelo chá de jasmim. A variedade de chás é enorme. São maravilhosos.

Os chás chineses são excelentes.

Uma dica: caminha-se muito e os pés ficam cansados, entre em um desses mercadões e pergunte onde se pode fazer uma massagem. Dá para optar por Foot Massage ou Back Massage. Uma maravilha por um precinho pequenininho.

UM HÁBITO CURIOSO

E a fralda do bebê?

Alguns hábitos na China são realmente muito estranhos para nós ocidentais. Ao andar pelos parques e pelas ruas de Pequim (e de toda China) chama a atenção a indumentária infantil. As crianças usam calças abertas, sem fraldas. O buraco serve para facilitar o serviço dos pimpolhos e baratear o orçamento doméstico.

Modelitos infantis chineses.

SHOWS DE ACROBACIA


Os chineses são conhecidos mundialmente pelos seus dotes em acrobacias e equilibrismo. Sugiro o show do Chaoyang Theatre, 36 Dongsanhuan Beilu.Tel: 86/10/65072421. Muito legal.

Fotografias só no final do show para não atrapalhar as performances. Os artistas são excelentes.

10 COISAS QUE NÃO PODEM FALTAR NO ROTEIRO DE UMA VIAGEM À PEQUIM

  • Subir e descer as escadarias da Muralha da China
  • Visitar a Cidade Proibida
  • Andar pela Praça Celestial da Paz, onde tem o Memorial do Mao
  • Receber as bençãos no Templo do Lama
  • Relaxar no Templo do Céu
  • Conhecer o Palácio de Verão
  • Passear pelo Lago Bei Hai conectado a vários hutongs (habitações antigas dos chineses parecidas com favelas)
  • Assitir um Show de Acrobacias e a Ópera de Pequim
  • Fazer uma Foot Massage ou uma Back Massage
  • Degustar um Pato à Pequim


DICAS IMPORTANTES

Barreiras de comunicação: tentar se fazer entender é difícil, apesar de ter cada vez mais gente falando inglês. Mas, a massa ainda não fala. Por isso, nos hotéis são fornecidos uns cartõezinhos com os principais pontos turísticos escritos em mandarim. Nem tente sair do hotel sem levar um desses, além é claro do nome do hotel, também em chinês, para conseguir voltar sem problemas. Os motoristas de táxi não entendem e não fazem a menor questão de entender.

Documentos: é preciso obter visto de entrada no país.

Fuso horário: 12 horas a frente do Brasil.

Moeda: 1 dolar vale 6.2 yuan.

Bons hotéis: The Peninsula Beijing, The Regent Beijing, Grand Hyatt Beijing


Adoro a China. Volto sempre que puder. 

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COMENTÁRIOS

  1. Impressionante esta visão intensa da China, Claudia!
    É um lugar que já ficou em meu imaginário por muito tempo, depois fui me desligando aos poucos, pela distância e dificuldades de entrar no país. Achei bem interessante os contrastes que você relatou sobre a China de 6 anos atrás e a atual. Incrível como muito coisa muda rapidamente enquanto outras permanecem as mesmas.....Sei que é pura tradição chinesa, mas é difícil para mim ver certos animais vendidos como alimento por serem afrodisíacos, sendo que muitos deles estão em extinção no mar da China. Mas por outro lado, sei que a super população do país fez com que eles desenvolvessem gostos alimentares peculiares, simplesmente para não morrerem de fome! Como você mesma disse, vivendo e aprendendo.....

    Sua viagem foi fantástica, como sempre Claudia, e eu tiro o chapéu!

    Beijinhos e um FELIZ dia das mães!

    Bia
    www.biaviagemambiental.blogspot.com

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  2. Oi Cláudia!
    A Ásia é um sonho meu. Antes da China pretendo ir conhecer a Tailândia.
    Acho que é um mundo novo que se abre pois são muito diferentes da nossa realidade.
    Muito legal o post, como sempre!
    Ana Paula

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  3. Bia,

    A China está muito aberta ao turismo internacional. É muito fácil circular pelo país atualmente. O país mudou muito depois das Olimpíadas. Impressionante.
    Quanto aos alimentos, realmente, o país tem muita gente e eles tiveram que se adaptar para sobreviver especialmente nas épocas difíceis. Agora isso mudou. Mas, os costumes se mantém. Difícil mudar o que tem raízes profundas.

    Adoro receber sua visita.

    Beijos

    Claudia

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  4. Ana Paula,

    A Ásia é incrível. Adoro viajar para aquelas bandas. A Tailândia é fantástica. Os templos são lindos e as massagens não saem dos meus pensamentos. Rs.

    Bjs

    Claudia

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  5. Oi, Cláudia!
    É sempre um deleite viajar sob a sua ótica, com imagens belíssimas e depoimento pessoal, que só enriquece o conteúdo. Não há como negar a transformação definitiva na alma de quem viaja. Minhas poucas (sempre serão poucas perto da sua bagagem) viagens me marcaram e deixaram um gostinho de quero mais a cada uma, até as mais simples, como a volta às raízes, para visitar os parentes. Sempre tem algo de novo para ser notado. Basta estar atento.
    Já te falei sobre meu encanto pelos países exóticos, não é? A China maravilhosa!
    Boa semana!

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  6. Grande trabalho. Texto e fotos da melhor qualidade. Como sempre, afinal, como todos percebem, a julgar pelos comentários. Todavia nota-se a sensibilidade nesta “matéria jornalística” sobre Pequim, termo adequado a este trabalho. “Post” é o que se vê por aí na blogosfera. A reflexão pessoal de como a China mudou (para melhor) seu modo de encarar mundo ao viajar, é além de interessante e cativante, ilustrada com fotos notáveis. E o conteúdo informativo está na medida certa. Nem mais, nem menos do que alguém precisa num blog. Um guia de viagens Lonely Planet para a China e sua série sobre o país são o que um viajante precisa para visitar o país. Aqui é inspiração, a motivação e a visão pessoal desembaçada sobre o país que se destacam. O que, afinal, é o que realmente interessa num blog de viagens.

    Seu blog, aliás, é mais um alento na blogosfera, que a cada dia torna-se menos atraente, mais comercial e desinteressante. Tornam-se panfletos publicitários baratos, chatos como aquelas seções de slides e vídeos pessoais que éramos obrigados a assistir. Trabalhos como o seu merecem reconhecimento, sobretudo incentivo. Notável e elogiável que ainda mantenha entusiasmo, desprendimento e desejo de compartilhar tudo isso aqui. Opostamente, o moribundo Fatos & Fotos de Viagens representa meu desgosto e desinteresse com a blogsfera, na medida em em que tornam-se “profissionais”, chatos e desinteressantes, pautados por press trips, viagens pagas e não pessoais, textos inssosos, informações comerciais, likes e mesmices desinteressantes e gratuitas visando apenas audiência.

    Por falar em "qualidade", este casal aqui está sentindo falta de um daqueles jantares com este encantador casal aí. Quando quiserem e puderem, é só marcar. O aperitivo pode ser aqui em casa, a refeição, onde desejarem. Grande abraço aos dois.

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  7. Claudia, o seu post empolga! Eu que sempre tive vontade, mas igualmente receios, senti que temos perdido tempo deixando-a de lado. Suas fotos, aqui e no Instagram, sempre lindas, bem-feitas, inspiradoras...
    Um beijo e parabéns!

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  8. Oi, Cláudia. Tudo bem? :)

    Seu post foi selecionado para a #Viajosfera, do Viaje na Viagem.

    Dá uma olhada em http://www.viajenaviagem.com

    Até mais,
    Natalie - Boia

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  9. Inspirador, estou planejando minha ida para Pequim e este post aguçou mais ainda.
    @GusBelli

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  10. Concordo com cada palavra do Arnaldo. Parabéns pela matéria, pelas fotos e pelos relatos. A China é um sonho de viagem que espero que se torne realidade em breve.

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  11. Gina,

    Cada viagem é sempre muito especial na minha vida. Volto sempre com a alma renovada e com novidades na bagagem. Viagens tem o poder de dar novas cores à nossa vida. Quando viajamos atentos sempre voltamos diferentes. Isso é saber viajar. Precisamos estar abertos ao que o mundo tem para nos ensinar.

    Um beijo

    Claudia

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  12. Arnaldo e Emília,

    Que maravilha de comentários. Fiquei lisonjeada com as palavras. Tenho grande carinho pelo casal e acompanho os dois blogs (Fatos e Fotos de Viagens e A Turista Acidental) que considero dos melhores da blogosfera, exatamente pelo fato de ficarem de fora dessa maré comercial que tanto me desagrada.

    Vamos combinar um jantar, sim.

    Estamos por aqui nos próximos dias.

    Beijos no casal.

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  13. Opa, Gustavo.

    Que bom. Fico feliz que o texto tenha aguçado sua curiosidade.

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  14. A China é uma verdadeira paixão para mim, adoro o povo, o país e os costumes.
    Mesmo recentemente meu marido e eu ainda chamamos muita atenção por lá (todos queriam ser fotografados conosco em todos os lugares) e fizemos alguns amigos com quem continuamos mantendo contato.
    Mas realmente tudo muda tão rápido por lá!

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  15. Milena,

    A China é um país incrível. Goste demais. A cada vez que retorno descubro novidades interessantes sobre o modo como eles vivem a vida. Muito diferente do nosso.


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  16. Claudia,

    Parabens pelo excelente Blog! Por favor, é possível voce me dizer qual foi o seu roteiro para China e quantos dias? Obrigada.. Angela

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  17. Parabens pelo Blog Claudia! Gostaria de saber seu roteiro para a China e em quantos dias. Obrigada!

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  18. Conceição,

    Já fui muitas vezes à China. Então, é difícil dizer qual foi meu roteiro. Mas, vale muito a pena conhecer Pequim, Hong Kong, Xangai, Xian, Nanjing e Guilin.
    Tudo depende do seu tempo e disponibilidade.
    Bj

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  19. Claudia,

    babei pelos seus comentários sobre Pequim!!! Acabei de voltar da China e acho que foi a viagem que mais gostei!!! Fiz Hong Kong, Macau, Pequim, Xian, Nanquin e Xangai.... E todos maravilhosos!!!
    `
    Parabéns!!
    Bjs

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  20. Daniela,

    A China é demais. Eu adoro.

    Viagem inesquecível. Cultura muito peculiar.

    Bj

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  21. Delícia de posts sobre a China, parabéns Cláudia,
    Estou planejando ir ano que vem, gostaria da sua sugestão qto ao mês de agosto, fiz tailandia agora e tive sorte de apesar de ser época das chuvas peguei apenas garoa,
    Obrigada, bjs Ana Regina

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  22. Ana Regina,

    Agosto é bem quente, mas ótimo. Só acho ruim o final do ano por ser muito frio.

    Boa viagem.

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  23. Ola, Parabéns pelo texto.
    Iremos à Pequim passar o ano novo 2016-2017.
    Recomendas já ir com os guias e passeios comprados? Ou no hotel posso fazer isso. Tenho medo daqueles "engana turista", te levam para lojas etc

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