TUDO QUE VOCÊ PRECISA SABER ANTES DE IR AO MARROCOS


Desembarcar no Marrocos é a certeza de viver uma explosão de cores, sons, cenários  e cheiros. O país atiça todos os sentidos por ter uma cultura de personalidade própria muito forte. Os souks históricos de Marrakech, a paz de Asni, os povoados berberes nas montanhas Átlas, a aldeia de Ait Ben Haddou, a veia cinematográfica de Ouarzazate, o oásis de Skoura, a garganta do Todra, o Vale das Rosas, o Vale das Tâmaras, o Deserto do Saara, as tintas e os labirintos da Medina de Fez. Um mundo a ser descoberto. Abaixo conto tudo que você precisa saber antes de ir ao Marrocos, para fazer uma viagem independente super tranquila.

VAMOS LÁ:

Nome oficial: Reino do Marrocos. Sim, o Marrocos tem um rei. E ele tem vastos poderes.

População: 35 milhões de habitantes espalhados por uma área um pouco menor do que o estado da Bahia.

Capital: Rabat

Cidade mais visitada: Marrakech

Imperdível: Marrakech, Fes, Ait Ben Haddou, Kasbah Amridil em Skoura, Vale Todra e fazer glamping no deserto

Ait Ben Haddou e seus poucos moradores.

Maior cidade: Casablanca é a maior mas não é a mais interessante.

Como chegar: do Brasil tem voos diretos de São Paulo para Casablanca de Air Maroc. Também dá para voar para a Europa e de lá ir para o Marrocos. De Lisboa tem voos diários da TAP com menos de uma hora de duração para Marrakech. Da Espanha basta atravessar um braço de mar, de ferry.

Religião: a maior parte da população é adepta ao islamismo, mas não são radicais. Eles atendem a cinco chamados para rezar por dia “salah”. Apenas muçulmanos podem entrar nas mesquitas.

Como se vestir: você verá de tudo, desde mulheres de burca até roupas ocidentalizadas e cabelos à mostra. As turistas devem evitar apenas roupas que marquem muito o corpo em respeito aos costumes locais, mas não precisam cobrir os cabelos. Para os homens é tudo liberado.

Respeite as regras locais.

Sobre segurança: não tive nenhum problema. Vale ficar atento. Evite andar por locais escuros a noite, não peça informação para qualquer um na rua nem aceite convite de pessoas para lhe guiar pela cidade, eles provavelmente vão pedir dinheiro e serão chatos pedindo mais e mais. Se precisar de alguma informação entre numa loja ou procure um policial.

Bebida tradicional: o chá de hortelã é onipresente. Você vai tomar muito chá. E o suco de laranja é famoso! As laranjas são muito doces no país. Bebidas alcoolicas não são liberadas regularmente pois eles são muçulmanos. No entanto, o Marrocos produz bons vinhos.

Chá de hortelã.

Para comer: tajine, é o prato principal do Marrocos, um ensopados de carne, frango ou ovelha feito na brasa num prato de barro com tampa em formato de cone. Coma também muito cuscuz marroquino que é feito com sêmola de trigo misturado com frutas secas, carnes e legumes. As tâmaras são famosas e deliciosas. Mas não compre em qualquer lugar, observe sempre as condições de higiene do local.

Comunicação: o árabe é a língua oficial, cumprimente com um “Salaam aleikum” e agradeça dizendo “shukran” (obrigada) para abrir sorrisos. O berbere também é oficial e é falado especialmente no interior do país. O francês é o idioma não-oficial falado por todos. O inglês é bastante falado, além do espanhol. Você não vai ter problema para se comunicar.

Quando ir: De novembro a março as temperaturas são mais amenas e até neva nas montanhas. Mas, o país pode ser visitado durante todo ano. Julho e agosto são meses muito quentes e que coincidem com as férias na Europa, por isso é alta temporada. Melhor evitar essa época.

Hotéis imperdíveis padrão luxo: Amanjena (Marrakech), Kasbat Tamadot (Asni), Kasbah Dar Ahlam (Skoura), Merzouga Luxury Desert Camp (Deserto do Saara), Riad Fes (Fes).

Amanjena.

Documentos necessários para brasileiros: passaporte com validade mínima de seis meses. Não é necessário visto.

Moeda: Dirham marroquino 

Fronteiras: Espanha (dá para chegar em Tanger de ferry), Argélia e Mauritânia.

Como se locomover pelo país: é fácil dirigir no Marrocos. As estradas são boas, mas como tem muitas curvas e passam por dentro dos povoados os trajetos são lentos. Calcule duas horas para cada 100 quilômetros ao andar pelo interior do país. Circular de carro consome tempo, mas por outro lado, é um bom motivo para entrar em contato com a cultura local. Caso você tenha pressa há vários aeroportos no país para encurtar as distâncias e agilizar a viagem.

De carro alugado pelo país.

Riad: é um pequeno palácio construído no centro histórico da cidade. Eram as residências das famílias mais abastadas do Marrocos e muitos deles viraram hotéis. São lugares interessantes para ficar hospedado.

Kasbah: são as antigas residências berberes fortificadas. Hoje, muitos viraram hotéis. São lugares interessantes para uma experiência inusitada de hospedagem. Tem de todos os padrões, dos mais simples aos super luxuosos.

Medina: é o centro histórico fortificado de uma cidade, onde ficam os mercados.

Comprar no Marrocos: é preciso exercitar a arte de pechinchar. Os souqs são coloridos e convidam ao consumo. Impossível sair sem comprar alguma coisa: bolsas, babouches, kaftans, luminárias, lenços, tapetes, peças em cerâmica, especiarias... Negocie sempre o preço. É uma tradição local.

Sobre fotografar: o Marrocos é um daqueles países em que você deve tomar cuidado ao fotografar as pessoas. Eles não gostam. Alguns cobram para se deixar fotografar. Outros ficam ofendidos. Peça permissão antes de sair clicando.

Patrimônios Históricos tombados pela Unesco:
Medina de Fes (1981)
Medina de Marrakech (1985)
Ait Ben Haddou (1987)
Cidade histórica de Meknes (1996)
Medina de Tetouan (1997)
Sitio arqueológico de Volubilis (1997)
Medina de Essaouria (2001)
Cidade de Mazagão (2004)
Rabat (2012)


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