Até parece que os relógios pararam de marcar o tempo em Bruges. Seu charme se mantém intacto como se estivéssemos passeando pela Bélgica de alguns séculos atrás. Uma majestosa praça central iluminada por grandes candelabros, carruagens indo e vindo, ruelas estreitas com calçamento de pedras e canais bucólicos emolduram essa cidade medieval, romântica por natureza. Linda, como num conto de fadas. Tanto que seu centro histórico foi merecidamente tombado como Patrimônio da Humanidade pela Unesco, em 2000 e logo depois, em 2002 ganhou o título de Capital Europeia da Cultura.
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Por Claudia Liechavicius
Capital da província de Flandres Oriental, Gent nasceu de um assentamento celta na confluência dos rios Lys e Scheldt, na Idade Média. Chegou a ser uma das cidades mais ricas e prósperas do norte da Europa. Hoje é a terceira maior cidade da Bélgica e tem pouco mais de 200 mil habitantes. Não é uma cidade muito grande, mas seu esplendor arquitetônico se mantém tão bem preservado que é considerada a "pérola de Flandres". Além disso, animação não falta por ali. Gent se orgulha de ser uma cidade universitária, cheia de jovens, alegre, movimentada por festivais de música e cinema.
É verdade que ela é bem menos visitada do que a vizinha famosa Bruges, mas nem por isso menos charmosa. Repleta de canais espelhados e antigas edificações, seu astral conquista de cara aqueles que por ali se aventuram.
A Bélgica é muito peculiar. Tão pequenina (quase do tamanho de Alagoas, um dos menores estados do Brasil) e tão cheia de dilemas governamentais (amistosos, claro) por causa de suas heranças históricas. Afinal, é cercada pela França, Alemanha, Holanda e Luxemburgo e tem traços fortes de cada um de seus vizinhos ilustres. Da França, herdou a veia gastronômica. Da Holanda, o jeitão liberal e festeiro. Da Alemanha, um lado mais briguento - tanto que a Bélgica até já teve o estigma de ser "campo de batalha da Europa". E, de Luxemburgo, o senso de coesão e aristocracia. Ou seja, totalmente multi-cultural e enrolada.
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