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É incrível como essa pequena ilha, abençoada pela natureza, tem a sabedoria de guardar os seus maiores segredos debaixo d’água. Não é à toa que reina absoluta como o
“principal destino de mergulho do Caribe” há anos. Um verdadeiro aquário a céu
aberto, com pontos de visibilidade de até 30 metros, e o melhor de tudo, com
corais tão colados à costa que você nem precisa de barco para explorar.
Bonbini a Aruba! Essa expressão irá receber você já na chegada. Quer dizer “seja bem-vindo” em papiamento - uma das línguas faladas nessa ilha simpática que tem como lema “One happy island” - e que estranhamente tem muitas palavras que conseguimos entender. É que o papiamento tem forte influência do português que era falado pelos escravos vindos de Cabo Verde, daí as palavras familiares, mas apenas algumas pois há uma bela mistura do português com idiomas africanos, espanhol, holandês e inglês. Eis Aruba e suas peculiaridades!
Imagino que você já tenho visto alguma imagem das estreitas casinhas coloridas em estilo colonial holandês, com telhados altos, enfileiradas em Punda, o bairro que é o coração histórico de Willemstad, a capital de Curaçao. Elas são tão charmosas, em cores vibrantes, de frente para um braço de mar que até viraram o cartão–postal dessa ilha caribenha paradisíaca, a maior das Ilhas ABC (Aruba, Bonaire e Curaçao) e que até 2010 pertenceu às extintas Antilhas Holandesas. Mas, você sabia que nem sempre foi assim?
Imerso no cenário paradisíaco de Bocas del Toro, um arquipélago formando por sete ilhas cercadas de azul caribenho, o La Coralina Island House é a grande novidade do Panamá. Inaugurado em dezembro de 2021, o hotel proporciona uma experiência de luxo, pé na areia, na natureza exuberante do país.
Viajar pelo mundo pode despertar algumas paixões inesperadas. Já
ouviu falar em Bonaire? Ela é a mais sossegada das Ilhas ABC (Aruba, Bonaire,
Curaçao), a oitenta quilômetros da costa da Venezuela, e ainda é pouco
explorada pelo turismo. A ilha
tem alguns dos pontos de mergulho mais cobiçados do mundo, com cerca de 300
espécies de peixes tropicais e 120 tipos de corais. É fácil de se apaixonar! Mas, não espalha o segredo desse tesouro caribenho.
Elegância-despretensiosa é a marca registrada desse diminuto
paraíso azul caribenho. St. Barth não comporta hotéis imensos nem grandes
shoppings. É minimalista. Só cultiva o bom gosto e a exclusividade em seus 25
quilômetros quadrados de área. O suficiente para conquistar em cinco minutos o
coração de quem pisa na ilha. Afinal, Saint-Barthélemy é literalmente um
pedacinho da França no Caribe. Uma mini St-Tropez. Consegue ser ao mesmo tempo
discreta e exuberante, despojada e sofisticada, organizada e descomplicada,
moderna e tradicional. Uma alquimia perfeita.
Metade Holanda e metade França. Se
por um lado Sint Maarten é festeira e animada como os holandeses, por outro Saint-Martin é um pouco mais sossegada e dona de uma gastronomia de alma francesa. Essa
ilha caribenha de apenas 87 quilômetros quadrados tem um caso declarado de
dupla personalidade. É que cada parte ficou com uma nacionalidade diferente e têm
traços visivelmente distintos.
Papai do céu estava inspirado quando desenhou essa danada dessa
ilha no coração do Caribe. Anguilla é pequenina, mas é cheia de “borogodó”. Impossível
não se apaixonar! Tem um charme irresistível espalhado por uma costa pintada de
azul piscina e cercada de sorrisos abertos por todos os lados. Quem vai a
Anguilla não se decepciona jamais, nem com as praias nem com o povo.
Escondidinho na ponta mais exclusiva da ilha de
Providenciales está o resort Amanyara Villas, no idílico arquipélago de Turks and Caicos. Um refúgio de sonho, embalado pelo azul mais fluorescente do
Caribe, de padrão mega luxuoso e ao mesmo tempo envolto por uma aura de
simplicidade capaz de arrancar dezenas de suspiros por segundo. Tanto que virou
o “queridinho” das celebridades internacionais e costuma figurar no topo das
listas de “melhores resorts de praia do mundo”.
Pela janela do pequenino avião Cesna foram exatos nove minutos de suspiros no trajeto de Tortola a Anegada. Uma prévia do que estava por vir. Anegada é a mais setentrional das Ilhas Virgens Britânicas. E é exatamente por isso que muitas vezes passa batida e não chama muita atenção de quem se aventura pelo Caribe, apesar de ser a segunda maior ilha do arquipélago. Mas, deveria pois é rústica, discreta, azul fluorescente e intocada. Impressionante!
Trezentos e cinquenta dias de sol ao ano é a promessa do astro rei para colorir do azul mais turquesa da paleta de cores, as águas paradisíacas do arquipélago de Turks and Caicos. São 40 ilhas de cair o queixo, localizadas ao sul da cadeia de ilhas das Bahamas, 1.042 quilômetros a sudeste de Miami, sendo que apenas 8 delas são habitadas. A palavra “espetacular” define bem o que está por vir. O território caribenho é cercado pela terceira maior barreira de corais do mundo e essa proteção faz com que as praias sejam cinematográficas.
Viajar para a “ilha de Fidel” não é uma escolha muito óbvia.
Há quase trinta anos então... era ainda menos provável. O turismo era
praticamente inexistente naquelas águas caribenhas. Eu era jovem e curiosa.
Queria ver de perto como funcionava o tal do socialismo, que já dava sinais de
desmoronamento. Quando li uma reportagem que anunciava um voo fretado do Brasil
para Cuba corri para garantir minha vaga e alguns dias depois estava
desembarcando em Havana. Minha primeira experiência em Cuba, numa época em que “El
Comandante” conduzia tudo com rédeas curtas, foi riquíssima. Nesse meio tempo
muita água rolou. O Muro de Berlim caiu, a mesada russa foi cortada, Obama fez
as pazes com o país, Trump foi eleito, Fidel Castro se foi, Raul assumiu o
posto do irmão e novos ventos começaram a soprar.
Cuba é uma grande ilha cercada de ilhotas -
chamadas de “cayos” - por todos os
lados. Na minha primeira visita ao país conheci Cayo Largo e fiquei muito bem
impressionada. Dessa vez, resolvi mudar de rumo. Em vez de ir para o sul fui para o norte da província de Ciego de Ávila, para conhecer o incrível arquipélago
Jardines del Rey formado por cerca de 400 mini ilhas, quase todas desabitadas.
Mas, duas delas saíram do anonimato pelas mãos do escritor Ernest Hemingway,
que viveu muitos anos em Cuba e usou as ilhas como refúgio particular. Agora, Cayo Guillermo e Cayo Coco, atraem levas de turistas.
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