Esqueça
metrô, ônibus, carro, bonde e qualquer outro meio de transporte que tenha um
motor. Algumas cidades fazem um verdadeiro convite para explorar suas ruas de bicicleta.
São locais planos, com ciclovias que dão acesso a tudo, calçamento impecável e
uma legião de moradores locais indo e voltando do trabalho, e de turistas explorando
bairro a bairro em duas rodas. Isso ficou muito mais fácil com o sistema de
aluguel de bicicletas compartilhadas, uma prática já muito comum em diversos
países. Nestas cinco cidades, vá por mim: de bike é muito mais gostoso.
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Gent
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Por Claudia Liechavicius
Capital da província de Flandres Oriental, Gent nasceu de um assentamento celta na confluência dos rios Lys e Scheldt, na Idade Média. Chegou a ser uma das cidades mais ricas e prósperas do norte da Europa. Hoje é a terceira maior cidade da Bélgica e tem pouco mais de 200 mil habitantes. Não é uma cidade muito grande, mas seu esplendor arquitetônico se mantém tão bem preservado que é considerada a "pérola de Flandres". Além disso, animação não falta por ali. Gent se orgulha de ser uma cidade universitária, cheia de jovens, alegre, movimentada por festivais de música e cinema.
É verdade que ela é bem menos visitada do que a vizinha famosa Bruges, mas nem por isso menos charmosa. Repleta de canais espelhados e antigas edificações, seu astral conquista de cara aqueles que por ali se aventuram.
A Bélgica é muito peculiar. Tão pequenina (quase do tamanho de Alagoas, um dos menores estados do Brasil) e tão cheia de dilemas governamentais (amistosos, claro) por causa de suas heranças históricas. Afinal, é cercada pela França, Alemanha, Holanda e Luxemburgo e tem traços fortes de cada um de seus vizinhos ilustres. Da França, herdou a veia gastronômica. Da Holanda, o jeitão liberal e festeiro. Da Alemanha, um lado mais briguento - tanto que a Bélgica até já teve o estigma de ser "campo de batalha da Europa". E, de Luxemburgo, o senso de coesão e aristocracia. Ou seja, totalmente multi-cultural e enrolada.
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