Mar cristalino, de um tom azul indescritível e com o fundo cheio de pedrinhas. Barcos em profusão. Clima festivo. Bons restaurantes ao ar livre. Gente animada. Praias de nudismo. Campos de lavanda. E, muita história para contar. Hvar, a ilha mais longa do mar Adriático, é um pedacinho do paraíso cuja história remonta ao período neolítico (3.500 -2500 a.C). Muito depois, no século IV a.C. os gregos ocuparam a ilha. Então, vieram romanos, bizantinos, soberanos croatas, venezianos, austro-húngaros. E, todos eles deixaram seus rastros pelos vilarejos de Hvar. Uma longa e rica trajetória.
Não foi por acaso que a Croácia se transformou num dos grandes destinos turísticos da Europa. Especialmente, no verão. Quando se pode desfrutar dos seus 4.800 quilômetros de costa e de suas 1.185 ilhas. A mistura perfeita de beleza natural com história, conquista de cara.
Ilha de Hvar.
HVAR
A ilha de Hvar tem 8 povoados (Hvar, Stari Grad, Vrboska, Zavala, Poljica, Bogomolje e Sucuraj). Hvar é onde chegam os ferryboats e onde a maior parte dos visitantes se hospeda.
Mapa com as ilhas mais visitadas da Dalmácia.
A ilha é longa, como dá para ver no mapa acima. Para ir de Hvar (oeste) até Sucuraj (leste) leva-se bem mais de uma hora, pois é preciso atravessar a ilha de ponta a ponta. Hvar é um vilarejo pequeno. Não circulam carros dentro da cidade (apenas alguns de serviço). Tudo é feito a pé. Perfeito.
Beira-mar de Hvar e acima o forte.
A praça Trg Svetog Stjepana é o principal ponto de encontro e onde ficam os prédios mais importantes: a Catedral de Santo Estevão com seu campanário do século XVII e o arsenal que já foi um estaleiro usado para construir embarcações de guerra e em 1612 abrigou o primeiro teatro público dos Bálcãs no andar superior.
Barcos dos moradores de Hvar.
A praça fica a 100 metros do cais do porto, onde chegam os ferryboats que vem de Split. De dia, é enorme a quantidade de pessoas que aguardam a chegada dos barcos para oferecer hospedagem em casas particulares. Afinal, o fluxo de turistas é enorme e a cidade não tem muitos hotéis. Então, a saída, muitas vezes, é ficar hospedado em um quarto alugado na casa de uma família croata. Deve ser uma experiência interessante.
Cais do porto, Hvar.
HOTÉIS
Optei pelo hotel Amfora Hvar Grand Beach Resort. Mas, na chegada levei um susto. O hotel é enorme! Não combina com o charme da ilha. Tem várias piscinas de frente para o mar, música alta, gente saindo pelo ladrão. Os quartos são espaçosos e confortáveis, mas nada demais. Decididamente, os hotéis não são o ponto alto de Hvar.
O mais charmoso é o hotel boutique Riva. Ele fica de frente para o cais do porto, exatamente onde chegam os ferryboats. Os quartos são super bem decorados, mas à noite funciona um beach club super barulhento no térreo. Para quem quer cair na gandaia é boa opção. Diárias em torno de 350 euros.
Outro hotel bem localizado é o The Palace. Fica na praça principal da cidade, onde tudo acontece. O movimento noturno é todo por ali. Tem 73 quartos bem simples. É um hotel 3 estrelas. As diárias são em torno de 300 euros.
Piscina do hotel Amfora, vista da janela do quarto.
LAVANDA
Hvar é famosa por seus campos de lavanda. Produtos feitos com a lavanda são típicos, como saquinhos contendo a lavanda seca ou pequenos frascos com óleo de lavanda. Há muitas barracas espalhadas pela cidade, especialmente perto do porto que vendem essas lembranças. Encontrei esse link de um Globo Repórter que fala sobre a Croácia e seus campos de lavanda.
Sachês de lavanda típicos de Hvar.
STARI GRAD
A cidadela mais perto de Hvar é Stari Grad que se chega em 20 minutos de carro. Não é perto e não tem muita facilidade de transporte. Há poucos horários de ônibus e os táxis são bem caros. Algumas pessoas optam pelo aluguel de vespas. Vale a pena conhecer. A cidade foi fundada pelos siracusos, no século IV a.C. Circular pelas vielas é mágico. As casas são todas parecidas e muda apenas a cor das janelas. Na praça principal fica a igreja de Santo Estevão e o Palácio Bianchini. A cidade é mínima e tem uma escola internacional de pintura e escultura.
Stari Grad.
Beira-mar de Stari Grad.
Por do sol em Stari Grad.
À noite, é muito seguro caminhar pelas vielas de Stari Grad.
ONDE IR
Uma vez em Hvar é preciso explorar os arredores. E, opções não faltam. É até difícil escolher de tanta coisa linda que a região oferece. Fiquei apenas dois dias. Muito pouco. Não deu para ver quase nada. Consegui conhecer:
COMO CIRCULAR
Ferryboats são um modo fácil de acessar Hvar e as outras tantas ilhas do arquipélago da Dalmácia (região mais explorada da Croácia). É possível alugar barcos de todos os tamanhos dependendo da sua disponibilidade financeira. Também há taxi-boat para ir aos locais mais próximos. Vale a pena ficar uma semana em Hvar para conseguir circular pelas ilhas com calma.
Uma vez em Hvar é preciso explorar os arredores. E, opções não faltam. É até difícil escolher de tanta coisa linda que a região oferece. Fiquei apenas dois dias. Muito pouco. Não deu para ver quase nada. Consegui conhecer:
- Hvar e algumas de suas praias (gostei muito de Borca, se diz Bortia, uma praia de nudismo),
- Stari Grad
- Ilhas Pakleni, repletas de pinheiros de onde se extrai uma resina para vedar barcos. Almocei na ilha Palmizana num restaurante excelente chamado Laganini.
Praia de Borca, em Hvar.
Fiquei com muita vontade de conhecer:
- a ilha medieval Korcula que muitos dizem ser a mais bonita da Dalmácia
- a ilha Mljet com seu belo parque nacional
- a ilha Solta repleta de enseadas e com algumas ruínas
- a ilha de Brac onde fica a praia de Bol, um dos principais cartões postais da Croácia
- a ilha de Vis com litoral recortado e heranças dos tempos dos gregos
- a ilha de Bisevo onde fica a Gruta Azul
COMO CIRCULAR
Ferryboats são um modo fácil de acessar Hvar e as outras tantas ilhas do arquipélago da Dalmácia (região mais explorada da Croácia). É possível alugar barcos de todos os tamanhos dependendo da sua disponibilidade financeira. Também há taxi-boat para ir aos locais mais próximos. Vale a pena ficar uma semana em Hvar para conseguir circular pelas ilhas com calma.
