É fato que sempre haverá um cantinho a ser descoberto na imensidão do Brasil. Pois entre pedras e água (morna!), a natureza privilegiada é o ingrediente que exalta o protagonismo da Chapada das Mesas, no sul do Maranhão, e desperta olhares curiosos para esse tesouro em estado bruto repleto de atrativos, ainda a serem desvendados. São inúmeras quedas d’água, nascentes, platôs, montanhas, paredões de pedra entre cânions, cavernas, rios e corredeiras. Muitos deles em áreas particulares, alguns sem sinalização. Realmente intocados. Um destino que tem tudo para figurar no topo da lista dos aventureiros de plantão.
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Atins foi minha porta de entrada para o único “deserto molhado” e um dos destinos mais bonitos do mundo, os Lençóis Maranhenses. A magnitude do cenário parece até miragem. De tão espetacular, me faltam adjetivos para descrever esse capricho da natureza. Criado em 1981, o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses conta com 155 mil hectares, dos quais 90 mil são formatados por dunas e lagoas que se enchem de água azuL turquesa na estação chuvosa, a qual gradativamente evapora ao longo da estação seca. Uma metamorfose de paisagens, em um dos ecossistemas mais singulares do Brasil, inserido em uma zona de transição dos biomas Cerrado, Caatinga e Amazônia. Se você ainda não conhece sugiro fortemente que inclua na sua lista de desejos!
Vento, sol e mar formam a energia vital que sopra pelas curvas do nordeste do Brasil revelando a alma do Ceará, Piauí e Maranhão. Um cantinho do nosso país cheio de poesia, que vive de modo descomplicado, sem pressa, repleto de liberdade e com muito encantamento. Para mergulhar numa viagem em ritmo slow travel de 30 dias pela Terra do Vento, indo de Jericoacoara a São Luís do Maranhão busquei ajuda com o time de curadoria do e-group, especialista em proporcionar experiências memoráveis conciliando hotéis e esportes com bem-estar e conforto sob a filosofia de “essential experience”.
Numa curva do rio Parnaíba, em frente às dunas de Morro Branco, Seu Zé, um repentista do Piauí, catava marisco ao amanhecer quando passamos de barco. Fez um sinal para que nos aproximássemos e subitamente começou a cantoria exaltando sua terra, acompanhado apenas pelo som das conchas que sacudia numa cesta: “Ilha Grande é tão bonita, é gostosa de viver! Ilha Grande tem as dunas, tem as aves pra se ver e até tem os mariscos pra gente sobreviver”. Pois foi exatamente nessa curva do rio, com uma melodia improvisada, que senti a magia do Delta do Parnaíba e me emocionei mais uma vez com a força do nosso Brasil.
Pouco mais de novecentos quilômetros conectam Ceará, Piauí e Maranhão. Três estados do nordeste do Brasil recheados de tesouros. Essa rota que inicia em Fortaleza, passa pela ensolarada Jericoacoara, pelo Delta do Parnaíba e atravessa os inacreditáveis Lençóis Maranhenses é tão especial que ganhou o carinhoso apelido de Rota das Emoções. E quer saber o melhor? Além do trajeto ser lindo de ponta a ponta e dos ventos perfeitos para kitesurfe, tem hotéis e pousadas de cair o queixo, totalmente conectados com o meio ambiente e com as comunidades locais.
Teoricamente, a cidade de São Luís do Maranhão tem grande potencial turístico. Sim, teoricamente. É conhecida como a Cidade dos Azulejos, ostenta uma arquitetura singular com herança portuguesa, holandesa e francesa; tem praias lindas, de águas calmas e mornas que dançam conforme a maré; forte cultura popular embalada pelo bumba-meu-boi; belo artesanato feito de fibras; culinária peculiar e fica a um pulo do Parque Nacional dos Lençóis. Mas, infelizmente, na prática, esse cenário tombado pela UNESCO está quase tombando.
Por Claudia Liechavicius
Pressa? P'ra quê? Basta deixar o fluxo do rio Preguiças te levar. Ele serpenteia a cidade. Dita as regras da vida de uma gente faceira e sem estresse que vive no embalo da rede, na sombra dos cajueiros, tramando a palha do buriti, pescando no rio, matando a sede com Jesus e comendo tapioca. Nada de sofisticação, nem frescura. A vida como ela é. Rústica. Verdadeira. Simples. Assim é Barreirinhas, a pequenina cidade de 50 mil habitantes, no Maranhão, conhecida por ser a principal porta de entrada para quem vai em busca da beleza dos Lençóis Maranhenses.
Por Claudia Liechavicius
É bem verdade que viajar por esse mundão faz parte da minha vida. Mas, sinceramente, posso afirmar que poucas paisagens naturais me causaram tanto impacto quanto a visão quase vertiginosa desse deserto "molhado" brasileiro. É de tirar o fôlego! Uma imensidão formada por dunas de areias brancas entremeadas por lagoas azuis cristalinas de águas pluviais. O resultado dessa combinação inusitada não poderia ser outro senão um cenário majestoso, imponente, surreal, inacreditável, esplêndido, quase uma miragem. Adjetivos demais? Certamente, não. Os Lençóis Maranhenses inspiram muito mais do que isso.
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