Nove letrinhas revelam um império. Sapatos em forma de arte são a primeira referência quando vem a palavra FERRAGAMO. Considerado um dos maiores estilistas de todos os tempos, Salvatore desafiou os limites do design de calçados com sua mente criativa e mãos habilidosas. Brilhou em Hollywood ao calçar uma legião de celebridades, e extrapolou os pés. Deixou um legado de sofisticação que vai das solas às taças, abraçando também a hospitalidade nas curvas da Toscana.
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A novidade chegou ao vilarejo de Porto Ercole, em meados de 2024, entre traços contemporâneos e uma beleza natural intocada. Tranquilamente acomodado em uma encosta montanhosa, o hotel boutique La Roqqa é um convite à desacelerar à beira-mar, no exato momento em que a Toscana encontra o mar Tirreno.
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Tudo passa! Por sorte, essa máxima é incontestável. A Itália sofreu muito com a pandemia do coronavírus e agora uma luz acende no fim do túnel. O isolamento social – iniciado em 10 de março - está com os dias contados. Cafés e restaurantes de várias cidades italianas já voltaram a ativa. A partir de 3 de junho os deslocamentos pelo país estarão liberados e haverá a reabertura das fronteiras do espaço Schengen para turistas europeus. A vida começa a voltar ao "normal".
A Itália é realmente cheia de surpresas agradáveis. Assim é Lucca, na região noroeste da Toscana. À primeira vista, parece uma cidade pequenina. Mas, basta atravessar suas muralhas ainda tão bem preservadas e começar a caminhar que logo se entende porque tantas bicicletas circulam por ali. Suas ruelas medievais, de traçado aparentemente regular, guardam labirintos complicados. É preciso arranjar um mapa logo ao chegar, além de manter a atenção e ter disposição para andar (ou pedalar). Assim fica fácil desvendar os mimos arquitetônicos que Lucca guarda com tamanho cuidado. Afinal, cinco quilômetros de muros de pedra foram construídos no século XVI para proteger a cidade que felizmente não se envolveu em nenhuma batalha. E, por isso, mantém intacto o traçado da antiga colônia romana fundada em 180 a.C.
Ruas estreitas tomadas por lambretas, palácios de pedra em tons de ocre, uma multidão de turistas e um tesouro a cada passo. Assim é Florença, a capital da Toscana. De uma beleza estonteante. A cidade não tem como passar em branco nem mesmo diante dos olhos mais desatentos. De acordo com a Unesco, a Itália concentra 60% do patrimônio artístico do mundo e metade dessas obras estão lá. É! Florença é a grande referência do despertar artístico e cultural dos séculos XV e XVI rumo ao Renascimento. Esse centro atraiu nobres escritores e pensadores como Dante Alighieri, Galileu e Maquiavel, mas foi nas artes de Leonardo da Vinci, Michelangelo, Botticelli, Donatello que se tornou glorificada.
Por Claudia Liechavicius
Boas surpresas não faltam no interior da Itália. As cidades etruscas de Pitigliano, Sovana e Sorana são um desses tesouros escondidos na região sul da Toscana. Parecem ter andado por muito tempo sem contato com a civilização. É como se o progresso ainda não tivesse chegado ali. Casas muito antigas e até mesmo mal conservadas, muitos gatos, moradores de idade avançada e costumes de séculos atrás fazem parte dos dias que passam sem pressa. Nos seus arredores, sítios arqueológicos etruscos são entrecortados por tumbas e túneis que dizem ter sido escavados há mais de quatro mil anos. Uau! Isso é que é história. Ali cada pedra tem seus segredos.
Por Claudia Liechavicius
Na Toscana é impossível percorrer 30 quilômetros no tempo habitual. Essa é a distância entre Montalcino e Torrita di Siena. A intenção era sair de uma cidade e chegar à outra em meia hora, para deixar as malas no hotel, reabastecer as energias e continuar desbravando a região. Mas, no caminho são tantos cantos e encantos que não dá para ter pressa. Pienza - a cidade do Papa Pio II; Montepulciano - a fortaleza medieval que serviu como cenário para o filme "Lua Nova", da saga Crepúsculo; Montefollonico - um pequeno vilarejo que recebe com frequencia a visita ilustre do ex-jogador Branco em busca de seus restaurantes; e, finalmente Torrita de Siena com seus campos repletos de vinhas e fazendolas especializadas na produção de queijo pecorino. Não dá para resistir. Então, o destino final só foi alcançado no final do dia... Mas, nada como "deixar a vida nos levar", como diz Zeca pagodinho em sua vã filosofia.
Por Claudia Liechavicius
Instalada confortavelmente no alto de uma colina, a pacata cidade de Montalcino, ostenta nos seus arredores os melhores vinhedos da Itália. É ali que nascem as uvas sangiovese grosso, famosas por produzirem os cobiçados vinhos Brunello e Rosso de Montalcino. A cidade ainda mantém os mesmos ares de antigamente. Casas em tons de areia, telhados em terracota, uma grande fortaleza, um antigo mosteiro, uma praça com um palácio, ladeiras que testam seu estado físico mas, sobretudo, os vinhos são a estrela maior.
Por Claudia Liechavicius
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Apenas alguns quilômetros acima de Siena, no coração da Toscana, uma preciosidade medieval encanta quem se aventurar a entrar em suas muralhas. É a pequenina cidade de Monteriggioni. Na verdade, um castelo. O lugarejo é tão pequeno que pode ser percorrido a pé do portão de entrada até o de saída em cinco minutos. Simplesmente, uma graça.
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Montiriggioni surge de repente em uma curva da estrada com seus muros ainda bem preservados, em plena região de Chianti. Foi construída no início do século XIII e logo se transformou em um posto militar com o objetivo de defender as fronteiras do norte de Siena contra as invasões florentinas.

Por Claudia Liechavicius
Ao sair de San Gimignano em direção a Siena, casualmente, o enorme portão de uma fortaleza atiçou minha curiosidade. Era a charmosa cidade Toscana de Colle di Val d’Elsa. Entrei e não me arrependi.
Em Siena, todos os caminhos convergem para a Piazza del Campo. Ela representa o coração da cidade, com sua incomum forma de concha, quando vista de cima. A praça é dividida em nove faixas adornadas em mármore, que segundo reza a lenda, denotam as dobras do manto da Virgem Maria, além de ter representado o antigo Conselho dos Nove, grupo que governava Siena antigamente e que começou a adquirir terras na região com a intenção de construir uma grandiosa Praça Cívica. E sua vontade foi realizada em grande estilo. A Piazza del Campo serve como palco, desde 1283, para a mais tradicional corrida italiana de cavalos sem sela: "o Palio".

Por Claudia Liechavicius
Sua silhueta medieval marcada por torres que apontam imponentes para o céu pode ser avistada de longe, desde o século XII. A cidadela italiana de San Gimignano plantada no alto de um monte ganhou notoriedade graças a sua localização na rota dos peregrinos que iam para Roma. Chegou a ter 72 torres, mas agora restam 14 apenas. A Via Francigena recebeu verdadeiras obras de arte que adornavam os palácios, igrejas e conventos. Nessa época, se tornou independente dos vínculos feudais e prosperou até sua população ser surpreendida por uma peste devastadora. No entanto, seus tesouros continuam encantando a todos e muita gente circula diariamente para conhecer essa pequena cidade da Toscana tão rica em obras de arte e de arquitetura medieval ainda preservada.
Por Claudia LiechaviciusJunho. Mês dos apaixonados. O verão vem chegando de mansinho na Itália e com ele, o sol brilha forte nos campos dourados da Toscana. Vinhedos, ciprestes, girassóis em profusão e muita arte dão o tom da estação. Nada melhor do que esse cenário rural - bucólico entre vilarejos, casinhas de pedra, muralhas medievais e castelos elegantes, para embalar a paixão no Dia dos Namorados. É ali que a Itália mostra sua essência. Com uma gente alegre, festeira, que fala alto, que gesticula, que senta sem pressa para saborear uma lauta refeição. Não há como não ser picado pelas flechas do amor em pleno coração da Toscana.
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