Butão. Reino da Felicidade. Isolado do mundo. No topo do Himalaia. Cheio de personalidade. Budista ao extremo. Misterioso. Comandado por um rei jovem e amado por todos. De uma simplicidade comovente. Terra de monges sorridentes. E, repleto de templos. Muitos templos. Mas, nenhum é mais sagrado e lendário do que o Taktshang Goemba, o Ninho do Tigre.
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Punakha foi a terceira cidade que visitei no Butão. Meu roteiro incluía Thimphu, Gangtey, Punakha e Paro, dois dias destinados a cada uma delas. A temperatura na cidade é mais amena do que no restante do país devido a baixa altitude, 1500 metros. Por isso, o líder religioso mora na cidade durante o inverno e em Thimphu no verão. Quando o líder religioso Je Kenpho desce para Punakha em um caravana acompanhada por uma infinidade de monges e devotos fica decretado o início do inverno. A partir de então, os homens podem passar a usar meia-calça por baixo do traje nacional masculino, Gho. Antes disso, apenas meias até o joelho estão liberadas.
Alguns lugares sugerem uma volta no tempo. É como se a vida passasse bem devagar. Ritmo lento. Simplicidade. Cenário intocado. Contato com a essência. Gangety é assim. Um pequeno povoado no centro do Butão que vive sem pensar em modernidades. Pouquíssimos carros. Praticamente não tem comércio. O telefone não funciona de jeito nenhum. A internet quase não pega, às vezes entra um leve sinal da Mongólia que logo desaparece. As plantações são todas feitas manualmente, nenhuma máquina à vista. E a vida passa lentamente, sem estresse. Entre uma caminhada e outra pelas aldeias, nos verdes campos ouve-se ao longe o canto do black-necked crane, pássaro migratório que vem do Tibet, e adora descansar por aquelas bandas. Boa escolha das aves. Sossego é ali mesmo.
Datas especiais merecem comemorações em lugares também especiais. E, pensando nisso, nada como um país espiritualizado, singular e fora dos circuitos convencionais para inaugurar uma nova década de vida. Então, o Butão - Reino da Felicidade - país onde o budismo impera com todas as suas forças foi o eleito. Acertadamente!
O Butão é um pequenino reino encravado aos pés do Himalaia e bastante fechado ao turismo. Ao norte, a gigantesca China e ao sul a superpopulosa Índia. É distante do Brasil. Poucas pessoas conhecem. Exótico. Feliz. De tradições peculiares e muito isolado. Para chegar lá só embarcando numa das companhias aéreas locais - Druk Air ou Bhuthan Airlines - pertencente ao rei - partindo de Bangkok (Tailândia), Katmandu (Nepal), Nova Delhi ou Calcutá (Índia), rumo a Paro, onde está o único aeroporto internacional do país. Mas, Paro não é a capital. A capital é Thimphu, a uma bela altitude de 2329 metros.
Definitivamente viajar faz parte da minha vida. Viajo porque gosto. Seja por prazer ou à trabalho. Para reabastecer minhas energias, para quebrar paradigmas, para comemorar, para confraternizar, para ver outros horizontes. Viajar me faz bem. Viajar me torna uma pessoa melhor. Viajar colore meus dias. Enche minha vida de sol.
Dessa vez escolhi destinos bem exóticos para comemorar uma data especial. Queria lugares mais espiritualizados e menos prováveis. Então: Índia (hinduísta), Butão (budista) e Emirados Árabes (islâmico). Duas semanas de contrastes. Muita reflexão. Muitas histórias para contar. Culturas interessantíssimas. Voltei renovada.
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