História, fé, mistério, riqueza e um espetáculo de
engenharia acompanham a trajetória de Petra. Ninguém tem certeza de quando
Petra surgiu. Talvez no século III a. C. O que se sabe é que faz muito tempo e
que no século I a.C. a capital do Império Nabateu já mostrava seu poder na
cidade esculpida nas pedras, ao sul da atual Jordânia. O legado desse povo
nômade árabe é impressionante. Um destino capaz de impactar o mais distraído
dos visitantes.
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Oriente Médio
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Doha, capital do Qatar - país árabe encravado em uma península do Golfo Pérsico - está tão distante geograficamente do Brasil quanto em termos de cultura. Homens vestindo o típico "traje nacional" (túnica branca, chinelo e turbante) e mulheres de preto, cobertas da cabeça aos pés (entre abayas, niqabs, hijabs e burqas) circulam por antigos souqs, shoppings nababescos, prédios arrojados, restaurantes estrelados e aterros marítimos ousados. Por trás das pequenas frestas das roupas deixam transparecer modos de vida instigantes e bem diferentes dos nossos. São polígamos - várias mulheres andam acompanhadas por um único marido. São muçulmanos e atendem a cinco chamados ao dia para oração. Tem olhar desconfiado. São proibidos por lei de consumir bebidas alcoólicas. Usam punição física, como apedrejamento, como parte do código penal em situações extremas. E, são muito fechados.
Minha queda pelos hotéis do grupo Aman é antiga. Tudo
começou quando fui ao Butão e ao Camboja em busca de destinos espiritualizados
para comemorar uma data importante na minha vida. Fiquei hospedada em quatro
dos cinco hotéis Amankora no Butão - nas cidades de Paro, Punakha, Thimphu e
Gangtey – totalmente inseridos no contexto local e de uma paz tão grande que me
trouxeram tudo que eu buscava naquele momento, e no Amansara de Siem Reap onde também
vivi dias inesquecíveis de muita reflexão e aprendizado. Desde então, me tornei
profunda admiradora do conceito de luxo com simplicidade que os hotéis Aman
fazem saltar aos olhos e ao coração. Já tive o prazer de ficar hospedada em muitos
Aman, citei alguns no meu livro “Quer Viajar?” e fico feliz em
compartilhar com vocês a abertura de novas propriedades do grupo em destinos
inusitados.
Esses três destinos do Oriente Médio são absolutamente
impactantes. Israel, Jordânia e Cisjordânia têm uma força histórica
arrebatadora, são mergulhados numa espiritualidade capaz de emocionar qualquer
um, além de ter cenários indescritíveis. Duas semanas é o tempo mínimo que você
precisa para conhecer esses vizinhos que vez ou outra se estranham. Mas,
se tiver um mês, melhor ainda. Apesar de ser uma região relativamente pequena
tem tanta coisa interessante que muita gente fica perdida sem saber por onde
começar. Então vamos lá!
É surpreendente como Dubai continua firme e forte em
construção. A cada dia novas obras de engenharia pipocam do deserto em direção
aos céus das arábias e transformam o que um dia foi um pequeno vilarejo de pescadores
numa cidade do futuro. Se há pouco tempo ouvia-se falar que Dubai não
tinha personalidade, saiba que isso mudou. Dubai tem sim cultura própria
enraizada na herança dos beduínos e nas tábuas do islã, tem dança, tem música,
tem falconaria, tem a sabedoria do deserto e paralelamente tem arquitetura
audaciosa, tem um skyline espetacular, tem praias discretas, tem um olho no
mundo fashion e vida contemporânea.
A cada viagem que faço só aumenta minha certeza de que um
hotel que traduza a alma daquele lugar faz toda a diferença na experiência que
vivemos. Pesquisei muito antes de ir ao Sultanato de Omã e acertadamente escolhi o Shangri-La Barr Al Jissah exatamente por refletir a essência da cultura árabe e
por estar plantado entre as montanhas Hajar e o Mar de Omã, um lugar abençoado
pela natureza, com 500 metros de praia fundamentais no calor desértico de Mascate.
A porta de entrada para essa potência petrolífera - chamada
de Omã - costuma ser a capital Mascate. Via Dubai é o modo mais fácil de
chegar, pois os Emirados Árabes são vizinhos de Omã. O voo dura menos de uma
hora. O país tem 4 milhões e meio de habitantes sendo que aproximadamente 1
milhão e meio de pessoas vivem em Mascate. A cidade não é muito grande. Mas é cercada
por montanhas e espalhada ao longo da costa em bairros distintos que até parece
ter várias cidades aglutinadas em uma só. Indo do hotel Shangri-La em direção
ao aeroporto, a sequência de áreas é a seguinte:
Mais discreto do que seus vizinhos, Omã é um país incrível e
hospitaleiro do Golfo Pérsico para quem quer entrar em contato com a cultura
árabe numa versão um pouco mais aberta, calcada na neutralidade, que preza pelas
tradições do islã, valoriza os costumes dos beduínos, se orgulha de ter no
comando, a tantos anos, o pacífico Sultão Qaboos; e para completar o quadro,
esbanja belezas naturais em terras desérticas e montanhosas.
Definitivamente viajar faz parte da minha vida. Viajo porque gosto. Seja por prazer ou à trabalho. Para reabastecer minhas energias, para quebrar paradigmas, para comemorar, para confraternizar, para ver outros horizontes. Viajar me faz bem. Viajar me torna uma pessoa melhor. Viajar colore meus dias. Enche minha vida de sol.
Dessa vez escolhi destinos bem exóticos para comemorar uma data especial. Queria lugares mais espiritualizados e menos prováveis. Então: Índia (hinduísta), Butão (budista) e Emirados Árabes (islâmico). Duas semanas de contrastes. Muita reflexão. Muitas histórias para contar. Culturas interessantíssimas. Voltei renovada.
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