Istambul tem todas as armas para agradar a gregos e troianos. A cidade nasceu entre dois continentes sobre muitas camadas de história. Sabe harmonizar com perfeição o melhor da
Europa e da Ásia. É tão sedutora, elegante, animada e colorida que merece uma
visita. Aliás, uma só não! Várias! Abaixo as melhores dicas da vibrante Istambul.
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Difícil alguém dizer que não gosta de Istambul. A cidade turca, elo entre Ásia e Europa, é quase uma unanimidade entre os visitantes. Quer saber o porquê?
1. Hagia Sophia com chá turco. A Igreja de Santa Sofia ou Hagia Sophia é um belíssimo tesouro. Seus quatro minaretes e sua enorme cúpula rosa se erguem no centro histórico de Instambul há mais de um milênio, desde os tempos em que a capital bizantina se chamava Constantinopla. É realmente impressionante pensar que aquela estrutura gigantesca foi construída num tempo tão distante do nosso e com tamanha perfeição. Foi o maior templo cristão do Império Bizantino. Com a tomada de Constantinopla pelos otomanos foi transformada em mesquita e hoje é um museu que tem de ser apreciado por dentro e por fora. Um bom modo de admirar seu contorno é subir no terraço do hotel Four Seasons Sultanahmet para tomar um chá turco tendo a Santa Sofia quase ao alcance das mãos. Aliás, o Four Seasons Sultanahmet também ocupa um prédio histórico. Quem vê seu luxo de hoje nem imagina que já serviu como prisão de políticos e escritores. Aquele pátio interno cheio de plantas e tão convidativo já viveu dias de cárcere.
Expectativa e ansiedade eram os sentimentos que acompanhavam minha "estreia" em Istambul. Foi assim que pousei meus pés em uma cidade plantada entre dois continentes. De um lado, a classe, a vibração, a estabilidade, o conforto europeu. Do outro, os aromas, as crenças, a culinária, a tradição asiática. Uma combinação tão perfeita e cheia de contrastes que não deu outra... foi amor à primeira vista.
A PRIMEIRA IMPRESSÃO
Istambul é uma cidade enorme, sedutora, vibrante, histórica, apaixonante e caótica. Tem ao redor de 15 milhões de habitantes sendo que 99% deles são muçulmanos, mas bem tolerantes. Nada radicais. São tranquilos quanto à indumentária feminina, relaxados quanto aos cinco chamados do muezim, convivem pacificamente com outras religiões e consomem bebidas alcoolicas. Esse jeito "islâmico liberal" atrai muita gente e faz com que a Turquia seja o sexto país mais visitado do mundo.
No entanto, nem tudo é perfeito. O trânsito é assustador, talvez pior do que o de São Paulo. Por sorte, existe a opção de fugir do asfalto pelo mar. Barcos são uma excelente alternativa para as horas de rush.
Além de um sistema de ferries super eficiente, o visual ao longo do Estreito do Bósforo é lindo e o por do sol espetacular.
Portanto, se tem uma dica que realmente vale a pena para quem vai ficar menos de 5 dias na cidade é sobre a localização do hotel. Opte por ficar na parte antiga de Istambul, onde estão quase todos os locais a serem visitados numa primeira ida à cidade, pois o trânsito intenso pode atrapalhar o ritmo da viagem. Para quem tem mais tempo e já não está mais indo à Istambul pela primeira vez, tudo muda de figura e o ideal é ficar numa região mais tranquila, elegante e menos turística.
PARA ENTENDER A CIDADE
Como dá para ver no mapa acima, Istambul é o ponto de encontro entre o ocidente e o oriente. Essa posição privilegiada explica o fato da cidade ter sido tão cobiçada ao longo de sua história. O Estreito de Bósforo - canal que liga o Mar Negro ao Mar Mediterrâneo - é o responsável pela separação entre o lado europeu e o asiático. Para ir de um continente ao outro há duas grandes pontes: a Ponte do Bósforo e a Ponte do Conquistador.
O lado asiático é o que abriga o maior número de habitantes, mas é o menos visitado pelos turistas. O lado europeu é cortado em duas partes por um braço de mar chamado Chifre de Ouro (Haliç). A principal ligação entre essas duas partes é a Ponte de Gálata (que fica entre os pontos 10 e 13 do mapa acima).
Os principais pontos turísticos da cidade ficam do lado europeu, na Cidade Velha, no bairro de Sultanahmet. Antigamente, a Cidade Velha era toda murada e algumas partes dos muros de proteção ainda podem ser vistas. É ali que ficam o Hipódromo, a Basílica de Haghia Sophia (Santa Sofia) construída pelos Bizantinos, a Mesquita Azul que por fora não é azul, mas tem azulejos e vitrais em tons de azul, o Palácio Topkapi onde viveram sultões otomanos por mais de 400 anos, as Cisternas que abasteciam a cidade, o Grand Bazaar e vários museus. Nessa parte da cidade, um bonde ajuda bastante na locomoção.
CAMADAS DE HISTÓRIA
A Turquia faz fronteira com vários países: Grécia, Bulgária, Síria, Irã, Iraque, Azerbaijão, Armênia e Geórgia. Alguns amigáveis. Outros nem tanto. Não é de estranhar que ao longo de sua densa história tenha sido alvo de tanta cobiça. E, como Istambul foi o começo de tudo, não poderia ser uma cidade inexpressiva. É madura, segura, vibrante, colorida e por aí vai. Adjetivos não faltam tanto para os amantes da cidade como para os não simpatizantes. Afinal, uma cidade grande também tem seu lado B: sujeira, caos, trânsito, gente esperta. Mas, prefiro optar por um olhar mais poético. Afinal, ela é formada por muitas camadas de história e para mim, isso fala mais alto.
Por ser uma cidade tão grande, cosmopolita, e cheia de vida há quem pense que ela é a capital da Turquia. Bem, até já foi. Mas, não é mais desde 1923 quando foi estabelecida a República Turca e a capital transferida para Ankara. Mas, continua sendo o principal polo comercial, cultural, religioso, e industrial do país.
Istambul nasceu em 657 a.C. com o nome de Bizâncio quando o rei de Mégara fez uma consulta ao Oráculo de Delfos e recebeu uma resposta enigmática que fez com que ele levasse parte do seu povo àquelas terras. Essas lendas são sempre interessantes.
Dizem que nos primórdios, seu desenvolvimento aconteceu a passos lentos. Mesmo assim, as disputas eram constantes. Em 196 d.C. a cidade presenciou a ira do imperador Septimus Severus que mandou destruir tudo ao sofrer ameaças de opositores. Alguns anos depois, ele se arrependeu e mandou refazer tudo o que tinha estragado. O Hipódromo foi feito nessa época. Foi uma das obras mais importantes do imperador. Abrigava até 100 mil pessoas. Era o epicentro da cidade. Mas, foi destruído durante as batalhas da Quarta Cruzada. Que pena. Ainda assim, olhando aquele local dá para imaginar uma multidão torcendo por quadrigas (espécies de carroças puxadas por quatro cavalos) enquanto elas davam voltas na pista de corrida. O que sobrou ali foram os obeliscos que revelam um pouco do passado.
Em 330 d.C. o imperador Constantino - que quase não era narcisista - subiu ao trono e deu o nome de Constantinopla à cidade, nome que se manteve até 1453. Assim que assumiu o poder, o imperador travou uma grande batalha para mostrar sua força. Reza a lenda, que durante a luta ele teve um sonho onde lia numa cruz a frase "Sob esse signo vencerás". Quando saiu vitorioso, adotou o Cristianismo como forma de agradecimento aos céus. Nessa época foi construída a Basílica de Santa Sofia que por muito tempo foi considerada a maior igreja do mundo. Mas, em 1453 foi transformada em mesquita. E hoje é um belíssimo museu.
O Império Bizantino propriamente dito só teve início em 395 d.C. com a divisão do Império Romano em dois. Roma permaneceu sendo a sede do Império Ocidental e Constantinopla do Império Oriental. A essas alturas, Constantinopla já era cinco vezes maior do que Bizâncio. As muralhas da cidade se estendiam por mais de três quilômetros. E a cidade continuava crescendo enquanto Roma perdia forças. Em 476 d.C. houve a Queda de Roma. Esse momento marcou por um lado, o fim do Império Romano do Ocidente e por outro, o grande apogeu do Império Bizantino (mais exatamente no reinado de Justiniano, de 527 a 565).
Nos dois séculos seguintes, o Império Bizantino passou por certo declínio e voltou a prosperar nos séculos IX e X. Exatamente por sua prosperidade, as invasões eram frequentes. Constantinopla sofreu mesmo foi durante a Quarta Cruzada quando passou a ser a capital do Império Latino. Mas a vida gira e o poder vai trocando de mãos. O Império Bizantino voltou a mostrar suas forças até que entre invasões e ataques chegou a vez do Império Otomano dominar. Os sultões entraram em cena e com sabedoria se mantiveram no poder por longo tempo após a Queda de Constantinopla, no século XV. Daí para a frente, os turcos se estabeleceram e começaram a chamar a cidade de Istambul.
A transformação de Constantinopla em Istambul marcou o fim da Idade Média. História não falta! Andar pela cidade sem pressa olhando para todo esse legado é espetacular.
O que mais encanta nisso tudo é que para onde quer que se olhe as influências de todas as civilizações saltam aos olhos e se misturam. Minaretes pontiagudos, monumentos romanos, muralhas, avenidas arborizadas, igrejas e mesquitas se harmonizam com mulheres cobertas por véus, turistas e jovens descoladas.
O QUE NÃO PODE FALTAR NA PRIMEIRA VISITA À ISTAMBUL
Os lugares mais interessantes para se visitar numa primeira ida à Istambul ficam do lado europeu, na Cidade Velha, no bairro Sultanahmet, ainda protegido por parte da muralha.
A Basílica de Santa Sofia é o marco maior da conexão entre o Império Bizantino e o Otomano. Foi construída em 537 durante o Império Bizantino como igreja. Sua construção foi uma proeza arquitetônica para a época. É formada por uma nave central e duas laterais. Tem uma cúpula imponente de quase 60 metros de altura. A altura e o diâmetro gigantescos da cúpula desafiavam os conhecimentos de engenharia da época. Suas proporções só foram ultrapassadas muito tempo depois com a construção da Catedral de St. Paul, em Londres e com a Basílica de São Pedro, no Vaticano.
No século XV, os Otomanos a transformaram numa mesquita. Nessa época ganhou quatro minaretes (observe que eles são diferentes uns dos outros) e enormes placas redondas com caligrafia árabe, chamadas de lehvas, onde estão escritos os 99 nomes de Alá. As imagens bíblicas foram todas cobertas com gesso e só puderam voltar à luz em 1935 quando a basílica foi transformada em um museu. É impressionante ver aquela super igreja-mesquita-museu plantada ali há quase 1500 anos.
Andando alguns metros se chega na Cisterna da Basílica (Yerebatan Sarayi). É uma visita muito curiosa e obrigatória. As cisternas abasteciam a cidade de água e tinham capacidade para armazenar 80 mil metros cúbicos de água. Sua construção foi feita durante o Império Bizantino, no século VI e as cisternas foram usadas até a queda de Constantinopla. Com uma entrada modesta não dá para imaginar a imponência do que há naquele subterrâneo. Ao descer, num cenário a meia-luz com 336 colunatas em diversos estilos vindas dos territórios conquistados ganham tons alaranjados e reflexos sobre a água. As duas mais interessantes têm cabeças de medusa, sendo que uma delas está de cabeça para baixo para neutralizar os efeitos maléficos da medusa e a outra inclinada, com ar de sonhadora.
Praticamente em frente à Basílica de Santa Sofia fica a Mesquita Azul. Mas, antes de entrar ande com calma pelos jardins da Praça Sultanahmet que conectam a Basílica Santa Sofia à Mesquita Azul. Essa praça antigamente era o Hipódromo de Constantinopla. Sente nos bancos para curtir o vai e vem do povo. E, finalmente entre no mais importante templo islâmico da Turquia, a Mesquita Azul.
Ela foi construída em 1609. Sua beleza é inacreditável. Vários domos descem em cascata a partir de um imenso domo central. Essa mesquita é a única com seis minaretes. Na época, isso foi um grande problema, pois a única mesquita com seis minaretes era a de Meca e nenhuma outra poderia ser superior à ela. A solução encontrada pelo sultão Ahmet I foi então financiar a construção do sétimo minarete na mesquita de Meca. Assim, o problema foi sanado e lá está a majestosa Mesquita Azul com seus seis minaretes.
Seu interior é grandioso. o domo central é enorme e parece flutuar pois é iluminado pela luz que entra pelos vitrais azuis. Nas paredes mais de 20 mil azulejos. Exatamente por esses azulejos e pelos vitrais é conhecida como Mesquita Azul.
Para entrar nas mesquitas é preciso tirar os sapatos. E, as mulheres devem cobrir a cabeça com um lenço.
As mesquitas fazem 5 chamados ao dia para oração. Durante esse período não se pode entrar na mesquita. O muezim é um canto entoado nos alto-falantes dos minaretes alertando os muçulmanos sobre o momento da prece.
E agora uma pausa para descontrair. Nas viagens sempre vivemos momentos inesquecíveis ao mergulhar em culturas distintas. Então, vou contar uma passagem engraçada. Nosso hotel ficava ao lado de uma mesquita. Cedo, diariamente, o chamado do muezim nos acordava. Um dia, meu filho perguntou: "Esse cara que compra ferro velho não tem um horário melhor para passar berrando por aqui? Ele nos acorda todo dia bem cedinho!" Foi muito divertido e até o final da viagem foi motivo de muita risada. Essa havia sido a primeira visita dele à um país muçulmano. Nada como viajar para aprender. O mundo é uma grande escola. Por essas e outras é que tenho certeza de que mostrar o mundo para nossos filhos é uma das melhores coisas que podemos proporcionar. O que se vive ninguém pode roubar. É seu para sempre!
Outro lugar histórico especial é o Palácio Topkapi. Ele ocupa uma área bem vasta debruçada no ponto de encontro do Mar de Mármara, do Bósforo e do Chifre de ouro. O visual que se tem lá do topo da colina é espetacular. Não foi à toa que serviu como residência para os sultões durante muitas gerações depois que Mehmet II conquistou Constantinopla. É bonito do portão de entrada ao portão de saída, com detalhes que impressionam. Cinco quilômetros de muralhas e torres protegem o terreno do palácio. Portanto, separe pelo menos quatro horas para poder conhecer com calma. A entrada costuma ter filas enormes. Aproveite e compre de uma vez o ingresso para o Palácio (25 TL) e para o Harém (15 TL).
Ao entrar, circule pelos quatro pátios com jardins floridos e preste atenção a cada detalhe dos prédios do complexo: azulejos, luminárias, placas caligráficas com citações do Alcorão, tronos. O museu guarda um acervo excelente de armas do sultão, porcelanas, joias, trajes reais e até as barbas de Maomé.
As salas mais concorridas são as do harém. O harém dispõe de mais de 400 cômodos que chegaram a abrigar 700 mulheres e concubinas no século XVII, mas poucos estão abertos à visitação. A imaginação viaja ao imaginar como era a vida naquele território proibido. Aliás, a palavra árabe haram significa "proibido". Portanto, o acesso só era permitido ao sultão, seus filhos e aos eunucos (que serviam como guardiães). As moças que iam parar ali eram escravas de origem estrangeira aprisionadas nas guerras. No harém, o sultão assistia a espetáculos de música e dança enquanto fumava narghilé. As mulheres todas se acomodavam em almofadas de seda dispostas conforme sua hierarquia. O ambiente era perfumado por incenso e o ópio circulava convidando todos ao deleite. O resto vai por conta da imaginação de cada um...
Um ponto histórico que não pode ficar de fora é a Torre de Gálata. Ela já foi uma prisão, um armazém, um farol e um posto de observação. Hoje é o melhor observatório da cidade. Dá para subir de elevador ou pelas escadas. Prepare-se para galgar 143 degraus. À noite, tem apresentações de dervishes rodopiantes.
A ARTE DE NEGOCIAR
Impossível ir à Istambul e não visitar o Grand Bazaar. Mesmo que você não seja nada consumista. Ele é o mais antigo e o maior mercado fechado do mundo. É o pai dos shopping centers. Tem um labirinto de mais de 4 mil lojas que abrem de segunda à sábado. Ali tem de tudo: joias, roupas, chás, bolsas, tapetes, luminárias, xales... E, se você se interessar por alguma coisa, a ordem é pechinchar. Pechinchar antes de comprar é quase um ritual. Os turcos são conhecidos no mundo todo pela sua habilidade para fazer negócios. E isso vem desde os tempos de Mehmet, o Conquistador quando o bazar surgiu como um pequeno armazém.
O Mercado de Especiarias também vale a visita. Ao entrar numa lojinha é provável que o dono lhe ofereça um café turco ou um chá de maçã servido em uma tulipa de vidro. Aceite a gentileza e aproveite para dar uma descansada, bater um papo e se preparar para continuar a caminhada.
EXPERIMENTE UM BANHO TURCO
Uma grande tradição na Turquia são os famosos "Banhos Turcos". A experiência de um haman não pode faltar. Os hotéis costumam oferecer em seus spas. Mas, tem dois muito tradicionais na cidade: o Cagloglu e o Çemberlitas. Você recebe uma esfoliação forte no corpo todo, uma espécie de massagem com espuma aquecida deliciosa e finaliza com uma banho ultra relaxante.
Recomendo muito!!! Fantástico!!!
RESPEITAR OS COSTUMES SEMPRE!
As mulheres devem evitar saias curtas e decotes em excesso. Para entrar em uma mesquita a cabeça deve ser coberta. Quanto aos sapatos, devem ser tirados por todos: homens e mulheres.
Sexta é o dia mais sagrado, evite as visitas nesse dia.
Use a mão direita para comer e cumprimentar as pessoas, pois a esquerda é usada para a higiene íntima.
Evite o gesto de figa (que fazemos no Brasil para atrair sorte). Esse gesto é ofensivo na Turquia.
Os homens costumam se beijar ao se cumprimentarem e andam abraçados.
Casais devem evitar muito carinho em público.
AS SUPERSTIÇÕES TURCAS
Não há quem não conheça o pequenino amuleto turco usado para afastar o mau-olhado e a inveja. Mas, o que muita gente não sabe é seu nome. Aqueles olhinhos de vidro se chamam "nazar boncugu". Segundo dizem os turcos, eles absorvem a energia negativa e protegem seu dono. Onde quer que você vá, lá estão eles. Nas lojas, nas casas, nos carros, nos restaurantes... Então, não custa nada voltar com alguns deles na mala. Um pouquinho de superstição e proteção não faz mal a ninguém.
INDICAÇÃO DE HOTEL
Four Seasons Istanbul. Indicado para quem pretende ficar poucos dias na cidade e prefere estar próximo aos principais pontos turísticos. Fica perto da Mesquita Azul e da Basílica de Santa Sofia. O hotel antigamente era uma prisão e agora é um hotel 5 estrelas com apenas 65 quartos.
Çiragan Palace Kempinski. É um dos hotéis mais luxuosos da cidade. O serviço é absolutamente impecável! A localização é espetacular, porém longe dos principais pontos de interesse. Fica às margens do Estreito de Bósforo num antigo palácio otomano. O por do sol na piscina do hotel é espetacular.
INFORMAÇÕES IMPORTANTES
Língua oficial: turco. Mas, com o inglês dá para se comunicar bem.
Moeda: Nova Lira Turca.
Fuso horário: 5 horas à frente de Brasília.
Religião: muçulmana predominantemente.
Quando ir: os meses mais quentes e cheios de turistas são julho e agosto. Para caminhar com temperaturas mais confortáveis escolha a primavera (abril, maio, junho) ou o outono (setembro, outubro, novembro). O inverno sempre atrapalha um pouco (dezembro, janeiro, fevereiro) mas não é assim tão rigoroso.
Como chegar: a Turquish Airlines faz voos diretos de São Paulo à Istambul. Mas, também tem a possibilidade de ir por qualquer outra companhia que voe para algum país da Europa e de lá é só fazer uma conexão para a Turquia.
Documentos: Para entrar na Turquia basta ter passaporte com validade acima de seis meses.
A Turquia ainda é vista como exótica por ter um pé na Ásia e por ser um país muçulmano. No entanto, Istambul é uma cidade enorme, super moderna, bastante tolerante e um dos destinos mais badalados do verão europeu no momento. Foi até escolhida como a Capital Europeia da Cultura. Seu valor histórico é incomparável. Foi palco de batalhas por mais de 10 civilizações que deixaram suas marcas. São camadas e mais camadas de história. É uma cidade deliciosamente caótica. Merece uma visita!
As cores do por do sol de Istambul são mágicas.
Istambul é uma cidade enorme, sedutora, vibrante, histórica, apaixonante e caótica. Tem ao redor de 15 milhões de habitantes sendo que 99% deles são muçulmanos, mas bem tolerantes. Nada radicais. São tranquilos quanto à indumentária feminina, relaxados quanto aos cinco chamados do muezim, convivem pacificamente com outras religiões e consomem bebidas alcoolicas. Esse jeito "islâmico liberal" atrai muita gente e faz com que a Turquia seja o sexto país mais visitado do mundo.
No entanto, nem tudo é perfeito. O trânsito é assustador, talvez pior do que o de São Paulo. Por sorte, existe a opção de fugir do asfalto pelo mar. Barcos são uma excelente alternativa para as horas de rush.
Além de um sistema de ferries super eficiente, o visual ao longo do Estreito do Bósforo é lindo e o por do sol espetacular.
Os ferries são a salvação de Istambul para evitar o caos do trânsito.
Portanto, se tem uma dica que realmente vale a pena para quem vai ficar menos de 5 dias na cidade é sobre a localização do hotel. Opte por ficar na parte antiga de Istambul, onde estão quase todos os locais a serem visitados numa primeira ida à cidade, pois o trânsito intenso pode atrapalhar o ritmo da viagem. Para quem tem mais tempo e já não está mais indo à Istambul pela primeira vez, tudo muda de figura e o ideal é ficar numa região mais tranquila, elegante e menos turística.
Mapa de Istambul.
Como dá para ver no mapa acima, Istambul é o ponto de encontro entre o ocidente e o oriente. Essa posição privilegiada explica o fato da cidade ter sido tão cobiçada ao longo de sua história. O Estreito de Bósforo - canal que liga o Mar Negro ao Mar Mediterrâneo - é o responsável pela separação entre o lado europeu e o asiático. Para ir de um continente ao outro há duas grandes pontes: a Ponte do Bósforo e a Ponte do Conquistador.
Ponte do Bósforo, sobre o Estreito do Bósforo.
Foto tirada a partir do lado europeu de Istambul e ao fundo Üsküdar, na parte asiática.
O lado asiático é o que abriga o maior número de habitantes, mas é o menos visitado pelos turistas. O lado europeu é cortado em duas partes por um braço de mar chamado Chifre de Ouro (Haliç). A principal ligação entre essas duas partes é a Ponte de Gálata (que fica entre os pontos 10 e 13 do mapa acima).
O Chifre de Ouro é um braço de mar que corta a parte europeia de Istambul em duas partes, a Ponte de Gálata é a conexão mais usada para conectá-las.
CAMADAS DE HISTÓRIA
A Turquia faz fronteira com vários países: Grécia, Bulgária, Síria, Irã, Iraque, Azerbaijão, Armênia e Geórgia. Alguns amigáveis. Outros nem tanto. Não é de estranhar que ao longo de sua densa história tenha sido alvo de tanta cobiça. E, como Istambul foi o começo de tudo, não poderia ser uma cidade inexpressiva. É madura, segura, vibrante, colorida e por aí vai. Adjetivos não faltam tanto para os amantes da cidade como para os não simpatizantes. Afinal, uma cidade grande também tem seu lado B: sujeira, caos, trânsito, gente esperta. Mas, prefiro optar por um olhar mais poético. Afinal, ela é formada por muitas camadas de história e para mim, isso fala mais alto.
Pelos parques do Centro Antigo de Istambul.
Por ser uma cidade tão grande, cosmopolita, e cheia de vida há quem pense que ela é a capital da Turquia. Bem, até já foi. Mas, não é mais desde 1923 quando foi estabelecida a República Turca e a capital transferida para Ankara. Mas, continua sendo o principal polo comercial, cultural, religioso, e industrial do país.
Istambul nasceu em 657 a.C. com o nome de Bizâncio quando o rei de Mégara fez uma consulta ao Oráculo de Delfos e recebeu uma resposta enigmática que fez com que ele levasse parte do seu povo àquelas terras. Essas lendas são sempre interessantes.
Dizem que nos primórdios, seu desenvolvimento aconteceu a passos lentos. Mesmo assim, as disputas eram constantes. Em 196 d.C. a cidade presenciou a ira do imperador Septimus Severus que mandou destruir tudo ao sofrer ameaças de opositores. Alguns anos depois, ele se arrependeu e mandou refazer tudo o que tinha estragado. O Hipódromo foi feito nessa época. Foi uma das obras mais importantes do imperador. Abrigava até 100 mil pessoas. Era o epicentro da cidade. Mas, foi destruído durante as batalhas da Quarta Cruzada. Que pena. Ainda assim, olhando aquele local dá para imaginar uma multidão torcendo por quadrigas (espécies de carroças puxadas por quatro cavalos) enquanto elas davam voltas na pista de corrida. O que sobrou ali foram os obeliscos que revelam um pouco do passado.
O Hipódromo é hoje a Praça do Sultão Ahmet. Coração da Cidade Antiga de Istambul.
Basílica de Santa Sofia (Haghia Sophia), Istambul.
Nos dois séculos seguintes, o Império Bizantino passou por certo declínio e voltou a prosperar nos séculos IX e X. Exatamente por sua prosperidade, as invasões eram frequentes. Constantinopla sofreu mesmo foi durante a Quarta Cruzada quando passou a ser a capital do Império Latino. Mas a vida gira e o poder vai trocando de mãos. O Império Bizantino voltou a mostrar suas forças até que entre invasões e ataques chegou a vez do Império Otomano dominar. Os sultões entraram em cena e com sabedoria se mantiveram no poder por longo tempo após a Queda de Constantinopla, no século XV. Daí para a frente, os turcos se estabeleceram e começaram a chamar a cidade de Istambul.
A transformação de Constantinopla em Istambul marcou o fim da Idade Média. História não falta! Andar pela cidade sem pressa olhando para todo esse legado é espetacular.
As muralhas de Istambul continuam demarcando parte do território.
O que mais encanta nisso tudo é que para onde quer que se olhe as influências de todas as civilizações saltam aos olhos e se misturam. Minaretes pontiagudos, monumentos romanos, muralhas, avenidas arborizadas, igrejas e mesquitas se harmonizam com mulheres cobertas por véus, turistas e jovens descoladas.
O QUE NÃO PODE FALTAR NA PRIMEIRA VISITA À ISTAMBUL
Os lugares mais interessantes para se visitar numa primeira ida à Istambul ficam do lado europeu, na Cidade Velha, no bairro Sultanahmet, ainda protegido por parte da muralha.
A Basílica de Santa Sofia é o marco maior da conexão entre o Império Bizantino e o Otomano. Foi construída em 537 durante o Império Bizantino como igreja. Sua construção foi uma proeza arquitetônica para a época. É formada por uma nave central e duas laterais. Tem uma cúpula imponente de quase 60 metros de altura. A altura e o diâmetro gigantescos da cúpula desafiavam os conhecimentos de engenharia da época. Suas proporções só foram ultrapassadas muito tempo depois com a construção da Catedral de St. Paul, em Londres e com a Basílica de São Pedro, no Vaticano.
No século XV, os Otomanos a transformaram numa mesquita. Nessa época ganhou quatro minaretes (observe que eles são diferentes uns dos outros) e enormes placas redondas com caligrafia árabe, chamadas de lehvas, onde estão escritos os 99 nomes de Alá. As imagens bíblicas foram todas cobertas com gesso e só puderam voltar à luz em 1935 quando a basílica foi transformada em um museu. É impressionante ver aquela super igreja-mesquita-museu plantada ali há quase 1500 anos.
Basílica de Santa Sofia.
No interior da Basílica de Santa Sofia a harmonia do cristianismo com o islamismo.
Cisterna da Basílica.
Colunas da Cisterna com cabeças de medusa.
Praça Sultanahmet, onde era o Hipódromo e ao fundo a Mesquita Azul.
Ela foi construída em 1609. Sua beleza é inacreditável. Vários domos descem em cascata a partir de um imenso domo central. Essa mesquita é a única com seis minaretes. Na época, isso foi um grande problema, pois a única mesquita com seis minaretes era a de Meca e nenhuma outra poderia ser superior à ela. A solução encontrada pelo sultão Ahmet I foi então financiar a construção do sétimo minarete na mesquita de Meca. Assim, o problema foi sanado e lá está a majestosa Mesquita Azul com seus seis minaretes.
Mesquita Azul, Istambul.
Seu interior é grandioso. o domo central é enorme e parece flutuar pois é iluminado pela luz que entra pelos vitrais azuis. Nas paredes mais de 20 mil azulejos. Exatamente por esses azulejos e pelos vitrais é conhecida como Mesquita Azul.
Interior da Mesquita Azul.
As mesquitas fazem 5 chamados ao dia para oração. Durante esse período não se pode entrar na mesquita. O muezim é um canto entoado nos alto-falantes dos minaretes alertando os muçulmanos sobre o momento da prece.
E agora uma pausa para descontrair. Nas viagens sempre vivemos momentos inesquecíveis ao mergulhar em culturas distintas. Então, vou contar uma passagem engraçada. Nosso hotel ficava ao lado de uma mesquita. Cedo, diariamente, o chamado do muezim nos acordava. Um dia, meu filho perguntou: "Esse cara que compra ferro velho não tem um horário melhor para passar berrando por aqui? Ele nos acorda todo dia bem cedinho!" Foi muito divertido e até o final da viagem foi motivo de muita risada. Essa havia sido a primeira visita dele à um país muçulmano. Nada como viajar para aprender. O mundo é uma grande escola. Por essas e outras é que tenho certeza de que mostrar o mundo para nossos filhos é uma das melhores coisas que podemos proporcionar. O que se vive ninguém pode roubar. É seu para sempre!
Outro lugar histórico especial é o Palácio Topkapi. Ele ocupa uma área bem vasta debruçada no ponto de encontro do Mar de Mármara, do Bósforo e do Chifre de ouro. O visual que se tem lá do topo da colina é espetacular. Não foi à toa que serviu como residência para os sultões durante muitas gerações depois que Mehmet II conquistou Constantinopla. É bonito do portão de entrada ao portão de saída, com detalhes que impressionam. Cinco quilômetros de muralhas e torres protegem o terreno do palácio. Portanto, separe pelo menos quatro horas para poder conhecer com calma. A entrada costuma ter filas enormes. Aproveite e compre de uma vez o ingresso para o Palácio (25 TL) e para o Harém (15 TL).
Portão de entrada do Palácio Topkapi.
Jardins de Topkapi.
Ao entrar, circule pelos quatro pátios com jardins floridos e preste atenção a cada detalhe dos prédios do complexo: azulejos, luminárias, placas caligráficas com citações do Alcorão, tronos. O museu guarda um acervo excelente de armas do sultão, porcelanas, joias, trajes reais e até as barbas de Maomé.
Detalhes do Salão Imperial.
As salas mais concorridas são as do harém. O harém dispõe de mais de 400 cômodos que chegaram a abrigar 700 mulheres e concubinas no século XVII, mas poucos estão abertos à visitação. A imaginação viaja ao imaginar como era a vida naquele território proibido. Aliás, a palavra árabe haram significa "proibido". Portanto, o acesso só era permitido ao sultão, seus filhos e aos eunucos (que serviam como guardiães). As moças que iam parar ali eram escravas de origem estrangeira aprisionadas nas guerras. No harém, o sultão assistia a espetáculos de música e dança enquanto fumava narghilé. As mulheres todas se acomodavam em almofadas de seda dispostas conforme sua hierarquia. O ambiente era perfumado por incenso e o ópio circulava convidando todos ao deleite. O resto vai por conta da imaginação de cada um...
Sala do harém.
Ao sair do Palácio Topkapi vá até a Mesquita de Süleyman Cami. O acesso é feito pela lateral, numa rua chamada Via dos Vícios. Esse nome se deve ao fato de que nesse local era vendido haxixe antigamente. Seu interior é muito sereno em tons de branco e vermelho, apesar da vizinhança esquisita.
Mesquita de Süleyman.
Outras duas mesquitas que valem a pena conhecer são a Yeni Cami ou Nova Mesquita, ao lado do Bazar de Especiarias e a Mesquita de Rüstem Pasa que tem acesso bem escondido. Ela fica acima do nível da rua e é preciso achar a entrada da escadaria que fica numa área de comércio. A mesquita é linda. Toda coberta por azulejos de motivos florais e geométricos. .
A construção mais alta é a Torre de Gálata.
Vista de Istambul a partir da Torre de Gálata no bairro boêmio de Beyoglu.
Impossível ir à Istambul e não visitar o Grand Bazaar. Mesmo que você não seja nada consumista. Ele é o mais antigo e o maior mercado fechado do mundo. É o pai dos shopping centers. Tem um labirinto de mais de 4 mil lojas que abrem de segunda à sábado. Ali tem de tudo: joias, roupas, chás, bolsas, tapetes, luminárias, xales... E, se você se interessar por alguma coisa, a ordem é pechinchar. Pechinchar antes de comprar é quase um ritual. Os turcos são conhecidos no mundo todo pela sua habilidade para fazer negócios. E isso vem desde os tempos de Mehmet, o Conquistador quando o bazar surgiu como um pequeno armazém.
Grand Bazaar.
O Mercado de Especiarias também vale a visita. Ao entrar numa lojinha é provável que o dono lhe ofereça um café turco ou um chá de maçã servido em uma tulipa de vidro. Aceite a gentileza e aproveite para dar uma descansada, bater um papo e se preparar para continuar a caminhada.
Mercado de Especiarias.
EXPERIMENTE UM BANHO TURCO
Uma grande tradição na Turquia são os famosos "Banhos Turcos". A experiência de um haman não pode faltar. Os hotéis costumam oferecer em seus spas. Mas, tem dois muito tradicionais na cidade: o Cagloglu e o Çemberlitas. Você recebe uma esfoliação forte no corpo todo, uma espécie de massagem com espuma aquecida deliciosa e finaliza com uma banho ultra relaxante.
Recomendo muito!!! Fantástico!!!
RESPEITAR OS COSTUMES SEMPRE!
As mulheres devem evitar saias curtas e decotes em excesso. Para entrar em uma mesquita a cabeça deve ser coberta. Quanto aos sapatos, devem ser tirados por todos: homens e mulheres.
Sexta é o dia mais sagrado, evite as visitas nesse dia.
Use a mão direita para comer e cumprimentar as pessoas, pois a esquerda é usada para a higiene íntima.
Evite o gesto de figa (que fazemos no Brasil para atrair sorte). Esse gesto é ofensivo na Turquia.
Os homens costumam se beijar ao se cumprimentarem e andam abraçados.
Casais devem evitar muito carinho em público.
AS SUPERSTIÇÕES TURCAS
Não há quem não conheça o pequenino amuleto turco usado para afastar o mau-olhado e a inveja. Mas, o que muita gente não sabe é seu nome. Aqueles olhinhos de vidro se chamam "nazar boncugu". Segundo dizem os turcos, eles absorvem a energia negativa e protegem seu dono. Onde quer que você vá, lá estão eles. Nas lojas, nas casas, nos carros, nos restaurantes... Então, não custa nada voltar com alguns deles na mala. Um pouquinho de superstição e proteção não faz mal a ninguém.
Nazar boncugu contra mau-olhado.
INDICAÇÃO DE HOTEL
Four Seasons Istanbul. Indicado para quem pretende ficar poucos dias na cidade e prefere estar próximo aos principais pontos turísticos. Fica perto da Mesquita Azul e da Basílica de Santa Sofia. O hotel antigamente era uma prisão e agora é um hotel 5 estrelas com apenas 65 quartos.
Çiragan Palace Kempinski. É um dos hotéis mais luxuosos da cidade. O serviço é absolutamente impecável! A localização é espetacular, porém longe dos principais pontos de interesse. Fica às margens do Estreito de Bósforo num antigo palácio otomano. O por do sol na piscina do hotel é espetacular.
Por do sol visto da piscina do hotel Çiragan Palace Kempinski, em Istambul.
INFORMAÇÕES IMPORTANTES
Língua oficial: turco. Mas, com o inglês dá para se comunicar bem.
Moeda: Nova Lira Turca.
Fuso horário: 5 horas à frente de Brasília.
Religião: muçulmana predominantemente.
Quando ir: os meses mais quentes e cheios de turistas são julho e agosto. Para caminhar com temperaturas mais confortáveis escolha a primavera (abril, maio, junho) ou o outono (setembro, outubro, novembro). O inverno sempre atrapalha um pouco (dezembro, janeiro, fevereiro) mas não é assim tão rigoroso.
Como chegar: a Turquish Airlines faz voos diretos de São Paulo à Istambul. Mas, também tem a possibilidade de ir por qualquer outra companhia que voe para algum país da Europa e de lá é só fazer uma conexão para a Turquia.
Documentos: Para entrar na Turquia basta ter passaporte com validade acima de seis meses.
PARA CONCLUIR
A Turquia ainda é vista como exótica por ter um pé na Ásia e por ser um país muçulmano. No entanto, Istambul é uma cidade enorme, super moderna, bastante tolerante e um dos destinos mais badalados do verão europeu no momento. Foi até escolhida como a Capital Europeia da Cultura. Seu valor histórico é incomparável. Foi palco de batalhas por mais de 10 civilizações que deixaram suas marcas. São camadas e mais camadas de história. É uma cidade deliciosamente caótica. Merece uma visita!
Istambul.
Ainda escuro. Cinco horas da manhã foi quando o despertador chamou para a tão esperada aventura. Hora de fazer o passeio de balão pelo céu da Capadócia. A ansiedade era tão grande que em menos de meia hora estavam todos dentro do carro que levaria à sede da Kapadokya Balloons. De lá tomaríamos uma van para o local de onde sairiam os balões. Foi servido um café da manhã de boas-vindas, bem ao estilo turco. O percurso durou menos de 30 minutos e então, estava tudo pronto para o voo, coincidentemente na hora em que o sol nascia.
Algumas pessoas pareciam assustadas e inseguras. Outras sorriam ansiosas. Cada uma aguardando do seu modo, com o coração cheio de expectativas. Seguro ou perigoso, quando o balão começa a ser inflado, o medo todo desaparece e dá lugar a uma grande magia na terra de São Jorge.
Chamas poderosas vão tirando os balões do chão. De repente, quase 100 balões coloridos tomam conta do horizonte. Sobem a mais de mil metros. A trilha sonora do voo é o silêncio profundo cortado apenas por algumas rajadas de vento. E, dentro das cestas, todos com o olhar estarrecido presenciando aquele momento tão especial quanto surreal.
A Capadócia é um dos melhores lugares do mundo para o balonismo por suas condições climáticas. Não tem clima desértico, mas tem pouca chuva. Mesmo no inverno e com neve, os balões riscam o céu. E, a região vista de cima é de tirar o fôlego. Um cenário quase lunar. Estranho. Especial. Ímpar. Serviu como fonte de inspiração para o filme Guerra nas Estrelas e mais recentemente para a novela Salve Jorge.
Rochas de cor avermelhada em alguns lugares, amarelada em outros. Mas, sempre de aspecto curioso e diferente de tudo que se está acostumado a ver em termos de natureza. Vales cheios de ondulações, fendas e cânions repletos de cones esculpidos pela ação do vento e da chuva.
O começo de tudo se deve a três vulcões, hoje extintos: Erciyes, Melendiz e Hasan. Eles derramaram muita lava há milhares de anos. Como resultado, se formou uma rocha porosa, a tufa. Lentamente, a erosão provocada pelo vento e pela chuva ajudou a esculpir um relevo absolutamente insólito. De jeitão apocalíptico.
Em alguns locais as rochas formam divertidas esculturas que lembram chaminés, cogumelos gigantes, formações fálicas e até mesmo animais. No Vale da Imaginação a rocha mais interessante lembra um camelo. E, em Pasabag, onde ficam as Chaminés de Fadas, a igreja de São Simão lembra um coelho. Espetacular!
Essas formações rochosas não são difíceis de escavar. São pedras relativamente macias. Então, os primeiros habitantes passaram a incrustar suas casas, igrejas e monastérios nas pedras. E até hoje muitos desses locais ainda são utilizados.
Além de fazerem sua moradas nas pedras, para se refugiar dos inimigos, os habitantes fizeram centenas de cidades subterrâneas. Algumas com até 8 andares que abrigavam inclusive animais. Estima-se que tenha havido milhares de pessoas morando nessas cidades nos primeiros séculos depois de Cristo. Kaimakli está aberta à visitação e é Patrimônio Mundial da UNESCO. Sua profundidade é de 90 metros. Mas, aos visitantes é permitido ir até 25 metros. Ali chegaram a morar mais de 5 mil pessoas. Havia 1300 compartimentos muito bem organizados com quartos, local para fazer vinho, cozinha comunitária e abrigo para animais. Imagine o desespero de morar num lugar frio e escuro durante um longo período. Hoje é iluminado e ainda assim é assustador.
Essa região central da Turquia foi por muito tempo área de passagem entre Ocidente e Oriente. Caravanas, mercadores e religiosos usavam as cidades de Goreme, Nevsehir e Kayseri para descansar de longas viagens. Sua localização privilegiada sempre despertou a cobiça de outros povos. Assim, já esteve nas mãos dos hititos, persas, macedônios, romanos, bizantinos e otomanos. Haja história!
Os primeiros registros que se tem da Capadócia datam do século II a. C. No entanto, entre os séculos IV e XI os cristãos estiveram por lá e é deles a autoria das principais obras que podem ser visitadas como o Museu a Céu Aberto de Goreme. Nessa época, eles praticavam seus cultos religiosos escondido dos dominadores que proibiam que suas tradições fossem mantidas. O legado é impressionante. No interior das rochas há cerca de 30 igrejas e monastérios ocultos. A Igreja Escura - Igreja Karanlik - é uma das mais interessantes. Não recebe nenhuma luz do exterior e é repleta de afrescos bizantinos. Há várias outras abertas à visitação: a Çarikli com imagens dos quatro apóstolos do Novo Testamento (Mateus, Marcos, Lucas e João); a Santa Catarina onde São Jorge está representado; Yilanli com afrescos de São Jorge enfrentando uma serpente; a Santa Bárbara; Elmali e o Mosteiro de Kislar que chegou a abrigar 300 freiras.
E, como diz nosso brasileiríssimo Jorge Benjor em seus versos "Jorge vem de lá da Capadócia montado em seu cavalo, na mão a sua lança..." Pois é. São Jorge é da Capadócia. Dizem que a Capadócia é o segundo berço do Cristianismo; que São Jorge é filho da terra (teria nascido no século III); que o principal divulgador da fé cristã no Império Romano - o apóstolo Paulo - teria morado e pregado na Capadócia por muitos anos; e, que Maria teria buscado refúgio nas cavernas subterrâneas da região depois da ressurreição de Cristo. Mito ou verdade, o fato é que a representação do santo está registrada na Capela de Santa Catarina, no Museu a Céu Aberto de Goreme e em vários outros locais.
Outro fato interessante é que nas rochas pode-se observar a existência de vários pombais que hoje estão praticamente sem uso. Pequenos buracos eram escavados para servir como moradia aos pombos. Havia centenas e mais centenas deles. As fachadas tinham desenhos para atrair os animais que simbolizavam o espírito de Deus e a paz. Além disso, o adubo feito com os dejetos das pombas era vendido como excelente fertilizante. O Vale das Pombas e o Museu a Céu Aberto são dois lugares em que se pode ver os pombais.
Há várias pequenas cidades na região com características distintas. Vale a pena conhecer Avanos onde tem uma fábrica de cerâmica e um excelente restaurante de comida local, o Dayinin Yeri. Outra cidade pequenina e charmosa é Uçhisar onde fica o Museum hotel. Goreme é a mais importante por ter o Museu a Céu Aberto e as Chaminés de Fadas. Sobesos é um sítio arqueológico que pertenceu ao Império Bizantino, teve mais de 10 mil habitantes, foi descoberto ao acaso por um agricultor, tem mosaicos muito bem preservados com símbolos de suástica e uma enorme cruz de malta estilizada. Sinasos é uma pequenina e simpática cidade grega com pessoas muito simpáticas e um restaurante interessante chamado Mustafa Pasha atendido pela família. Tudo é muito pertinho. É fácil de circular, especialmente se tiver um motorista e guia local.
PROGRAME-SE ANTECIPADAMENTE PARA
RESTAURANTES
Dayinin Yeri, na cidade de Avanos. Cozinha local, simples e excelente. Esse foi meu restaurante favorito na Capadócia. www.dayinin.com.tr Tel: +90 384 511 6840
Mustafa Pasha, na cidade de cidade grega de Sinasos. Fica numa casa muito antiga e é atendido pela família.
COMO CHEGAR
Há dois aeroportos próximos à Capadócia: Kayseri e Nevsehir. Usei a Turkish Airlines para o trajeto Istambul - Nevsehir. A duração do voo é de aproximadamente uma hora. Também tem voos da Onur Air e Sun Express. O transfer do aeroporto ao hotel deve ser solicitado antecipadamente durante a reserva do hotel e leva 40 minutos.
ONDE FICAR
Museum Hotel foi a escolha perfeita para uma viagem inesquecível. O hotel é um charme debruçado sobre uma encosta da cidadezinha de Uçhisar. Parte dele é feito na rocha. Sua decoração é repleta de objetos históricos. Os quartos são amplos, bem decorados, condizentes com o espírito da Capadócia e muito aconchegantes. O banheiro é enorme, com banheira e vista linda. A área externa é muito convidativa com visual incrível. De manhã os balões passam na frente do hotel e ao cair da tarde, o por do sol é maravilhoso. Outro ponto alto é o serviço. Guias e motoristas estão sempre à disposição para fazer o roteiro do modo que o hóspede escolher. E, mais um detalhe importante, o restaurante do hotel é um dos melhores da região.
QUANDO IR
O período mais agradável para visitar a Capadócia é de março a outubro (sendo que julho e agosto é bem quente e altíssima temporada). De novembro a fevereiro faz frio. A temperatura da região não costuma ser negativa. Porém, com a altitude do balão, pode-se atingir até 20 graus negativos. Os pés ficam muito gelados e não tem como aquecer nem sair do balão. A vantagem é que os preços caem nessa época e há muito menos turistas.
INDICAÇÃO DE GUIA
A Capadócia me foi muito bem apresentada pelo guia Emre Ardik. Super gentil, muito disponível e aberto às mudanças de planos. Para facilitar a vida, ele fala português, espanhol e inglês. O e-mail dele é emreguide@hotmail.com e o Instragram @emreguide
A Capadócia era um lugar que povoava constantemente meus pensamentos. Minha expectativa era enorme. Eu tinha até medo de chegar lá e me decepcionar por ter tanta vontade de conhecer. Mas, que nada. Passei três dias intensos. Fiz uma viagem inesquecível. Adorei cada cantinho. E, voltei muito feliz! Recomendo totalmente. A Turquia é espetacular. Vá sem medo.
Algumas pessoas pareciam assustadas e inseguras. Outras sorriam ansiosas. Cada uma aguardando do seu modo, com o coração cheio de expectativas. Seguro ou perigoso, quando o balão começa a ser inflado, o medo todo desaparece e dá lugar a uma grande magia na terra de São Jorge.
Com os primeiros raios de sol os balões começam a ganhar vida para colorir o céu da Capadócia.
Chamas poderosas vão tirando os balões do chão. De repente, quase 100 balões coloridos tomam conta do horizonte. Sobem a mais de mil metros. A trilha sonora do voo é o silêncio profundo cortado apenas por algumas rajadas de vento. E, dentro das cestas, todos com o olhar estarrecido presenciando aquele momento tão especial quanto surreal.
Uma centena de balões ao sabor do vento.
A Capadócia é um dos melhores lugares do mundo para o balonismo por suas condições climáticas. Não tem clima desértico, mas tem pouca chuva. Mesmo no inverno e com neve, os balões riscam o céu. E, a região vista de cima é de tirar o fôlego. Um cenário quase lunar. Estranho. Especial. Ímpar. Serviu como fonte de inspiração para o filme Guerra nas Estrelas e mais recentemente para a novela Salve Jorge.
Rochas de cor avermelhada em alguns lugares, amarelada em outros. Mas, sempre de aspecto curioso e diferente de tudo que se está acostumado a ver em termos de natureza. Vales cheios de ondulações, fendas e cânions repletos de cones esculpidos pela ação do vento e da chuva.
A Capadócia tem um relevo muito peculiar.
O começo de tudo se deve a três vulcões, hoje extintos: Erciyes, Melendiz e Hasan. Eles derramaram muita lava há milhares de anos. Como resultado, se formou uma rocha porosa, a tufa. Lentamente, a erosão provocada pelo vento e pela chuva ajudou a esculpir um relevo absolutamente insólito. De jeitão apocalíptico.
Em alguns locais as rochas formam divertidas esculturas que lembram chaminés, cogumelos gigantes, formações fálicas e até mesmo animais. No Vale da Imaginação a rocha mais interessante lembra um camelo. E, em Pasabag, onde ficam as Chaminés de Fadas, a igreja de São Simão lembra um coelho. Espetacular!
No Vale da Imaginação a ordem é soltar a imaginação e se deixar levar pelos formatos das pedras.
O camelo recebeu até uma cerca de madeira.
As Chaminés de Fadas são impressionantes! Quem diria que a natureza foi capaz de esculpir essas formas incríveis sem a ajuda do homem. Tudo por conta da erosão. Os telhadinhos dos cones parecem ter sido colocados sobre as rochas.
Essas formações rochosas não são difíceis de escavar. São pedras relativamente macias. Então, os primeiros habitantes passaram a incrustar suas casas, igrejas e monastérios nas pedras. E até hoje muitos desses locais ainda são utilizados.
Goreme encravada nas pedras vulcânicas vista do Vale dos Pombos.
Além de fazerem sua moradas nas pedras, para se refugiar dos inimigos, os habitantes fizeram centenas de cidades subterrâneas. Algumas com até 8 andares que abrigavam inclusive animais. Estima-se que tenha havido milhares de pessoas morando nessas cidades nos primeiros séculos depois de Cristo. Kaimakli está aberta à visitação e é Patrimônio Mundial da UNESCO. Sua profundidade é de 90 metros. Mas, aos visitantes é permitido ir até 25 metros. Ali chegaram a morar mais de 5 mil pessoas. Havia 1300 compartimentos muito bem organizados com quartos, local para fazer vinho, cozinha comunitária e abrigo para animais. Imagine o desespero de morar num lugar frio e escuro durante um longo período. Hoje é iluminado e ainda assim é assustador.
Cidade subterrânea de Kaimakli.
Essa região central da Turquia foi por muito tempo área de passagem entre Ocidente e Oriente. Caravanas, mercadores e religiosos usavam as cidades de Goreme, Nevsehir e Kayseri para descansar de longas viagens. Sua localização privilegiada sempre despertou a cobiça de outros povos. Assim, já esteve nas mãos dos hititos, persas, macedônios, romanos, bizantinos e otomanos. Haja história!
Os primeiros registros que se tem da Capadócia datam do século II a. C. No entanto, entre os séculos IV e XI os cristãos estiveram por lá e é deles a autoria das principais obras que podem ser visitadas como o Museu a Céu Aberto de Goreme. Nessa época, eles praticavam seus cultos religiosos escondido dos dominadores que proibiam que suas tradições fossem mantidas. O legado é impressionante. No interior das rochas há cerca de 30 igrejas e monastérios ocultos. A Igreja Escura - Igreja Karanlik - é uma das mais interessantes. Não recebe nenhuma luz do exterior e é repleta de afrescos bizantinos. Há várias outras abertas à visitação: a Çarikli com imagens dos quatro apóstolos do Novo Testamento (Mateus, Marcos, Lucas e João); a Santa Catarina onde São Jorge está representado; Yilanli com afrescos de São Jorge enfrentando uma serpente; a Santa Bárbara; Elmali e o Mosteiro de Kislar que chegou a abrigar 300 freiras.
Museu a Céu Aberto de Goreme, Capadócia.
E, como diz nosso brasileiríssimo Jorge Benjor em seus versos "Jorge vem de lá da Capadócia montado em seu cavalo, na mão a sua lança..." Pois é. São Jorge é da Capadócia. Dizem que a Capadócia é o segundo berço do Cristianismo; que São Jorge é filho da terra (teria nascido no século III); que o principal divulgador da fé cristã no Império Romano - o apóstolo Paulo - teria morado e pregado na Capadócia por muitos anos; e, que Maria teria buscado refúgio nas cavernas subterrâneas da região depois da ressurreição de Cristo. Mito ou verdade, o fato é que a representação do santo está registrada na Capela de Santa Catarina, no Museu a Céu Aberto de Goreme e em vários outros locais.
Imagem de São Jorge na caverna do personagem Zyah na novela Salve Jorge.
Outro fato interessante é que nas rochas pode-se observar a existência de vários pombais que hoje estão praticamente sem uso. Pequenos buracos eram escavados para servir como moradia aos pombos. Havia centenas e mais centenas deles. As fachadas tinham desenhos para atrair os animais que simbolizavam o espírito de Deus e a paz. Além disso, o adubo feito com os dejetos das pombas era vendido como excelente fertilizante. O Vale das Pombas e o Museu a Céu Aberto são dois lugares em que se pode ver os pombais.
Detalhe dos pombais na Capadócia. Acima no Museu a Céu Aberto e abaixo no Vale das Pombas.
À noite, vale a pena assistir a uma Dança dos Dervishes com suas coreografias rodopiantes no Sarihan. Os dervishes fazem parte uma corrente mística do Islã, os sufis. Rodopiar é a maneira que eles usam para entrar em transe.
Dança dos Dervishes.
Avanos, Capadócia.
Uçhisar, Capadócia.
Goreme, Capadócia.
Sobesos, antiga cidade bizantina na Capadócia.
Sinasos, Capadócia.
Por do sol na Capadócia.
Sinasos, Capadócia.
Para finalizar, como estou sempre em busca do melhor lugar para curtir o por do sol sugiro o Vale Vermelho, o Vale das Pombas ou a piscina do Hotel Museum. O céu vai se tornando alaranjado e o dia termina num astral super romântico que combina com a alma tão cheia de vida da Capadócia.
PROGRAME-SE ANTECIPADAMENTE PARA
- Fazer o imperdível passeio de balão. Mais romântico impossível!
- Visitar Goreme, a cidade plantada no meio de formações rochosas.
- Conhecer o Museu a Céu Aberto de Goreme, Patrimônio Mundial da UNESCO
- Caminhar pelo Vale de São Simão entre as Chaminés de Fadas
- Soltar a imaginação no Vale da Imaginação
- Passear pela cidadela de Avanos e almoçar no restaurante Dayinin Yeri (simples, local, excelente)
- Conhecer uma das tantas cidades subterrâneas. Visitei Kaymakli, Patrimônio da UNESCO desde 1985
- Passear pela cidade de Sobesos que pertenceu ao Império Bizantino
- Circular por Sinasos, uma cidade construída na época da dominação grega
- Assistir a um show de Dança dos Dervishes
- Ver o por do sol no Vale Vermelho ou no Vale das Pombas
- E, para finalizar não deixe de pelo menos visitar uma fábrica de tapetes. A variedade é enorme. Tapetes lindos.
RESTAURANTES
Dayinin Yeri, na cidade de Avanos. Cozinha local, simples e excelente. Esse foi meu restaurante favorito na Capadócia. www.dayinin.com.tr Tel: +90 384 511 6840
Mustafa Pasha, na cidade de cidade grega de Sinasos. Fica numa casa muito antiga e é atendido pela família.
Restaurante Mustafa Pasha.
COMO CHEGAR
Há dois aeroportos próximos à Capadócia: Kayseri e Nevsehir. Usei a Turkish Airlines para o trajeto Istambul - Nevsehir. A duração do voo é de aproximadamente uma hora. Também tem voos da Onur Air e Sun Express. O transfer do aeroporto ao hotel deve ser solicitado antecipadamente durante a reserva do hotel e leva 40 minutos.
ONDE FICAR
Museum Hotel foi a escolha perfeita para uma viagem inesquecível. O hotel é um charme debruçado sobre uma encosta da cidadezinha de Uçhisar. Parte dele é feito na rocha. Sua decoração é repleta de objetos históricos. Os quartos são amplos, bem decorados, condizentes com o espírito da Capadócia e muito aconchegantes. O banheiro é enorme, com banheira e vista linda. A área externa é muito convidativa com visual incrível. De manhã os balões passam na frente do hotel e ao cair da tarde, o por do sol é maravilhoso. Outro ponto alto é o serviço. Guias e motoristas estão sempre à disposição para fazer o roteiro do modo que o hóspede escolher. E, mais um detalhe importante, o restaurante do hotel é um dos melhores da região.
Quarto do Museum Hotel.
Piscina com visual espetacular no Museum Hotel.
O período mais agradável para visitar a Capadócia é de março a outubro (sendo que julho e agosto é bem quente e altíssima temporada). De novembro a fevereiro faz frio. A temperatura da região não costuma ser negativa. Porém, com a altitude do balão, pode-se atingir até 20 graus negativos. Os pés ficam muito gelados e não tem como aquecer nem sair do balão. A vantagem é que os preços caem nessa época e há muito menos turistas.
INDICAÇÃO DE GUIA
A Capadócia me foi muito bem apresentada pelo guia Emre Ardik. Super gentil, muito disponível e aberto às mudanças de planos. Para facilitar a vida, ele fala português, espanhol e inglês. O e-mail dele é emreguide@hotmail.com e o Instragram @emreguide
Goreme, Capadócia.
A Capadócia era um lugar que povoava constantemente meus pensamentos. Minha expectativa era enorme. Eu tinha até medo de chegar lá e me decepcionar por ter tanta vontade de conhecer. Mas, que nada. Passei três dias intensos. Fiz uma viagem inesquecível. Adorei cada cantinho. E, voltei muito feliz! Recomendo totalmente. A Turquia é espetacular. Vá sem medo.
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