Depois de passar dois dias na imperdível Füssen, por onde
começamos a trilhar a Rota Romântica da Alemanha, fomos de carro até Augsburg passando por vários vilarejos e cidadelas no caminho: Halblech,
Steingaden, Rottenbuch, Peiting, Schongau, Hohenfurch, Landsberg am Lech,
Friedsberg. Em Augsburg desviamos por três dias da Romantic Strasse para curtir
a Oktoberfest em Munique, como já contei para vocês. De Munique retornamos para
Donauwörth para seguir por mais dois dias até Wurzburg.
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Alemanha
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A Alemanha é um daqueles países de sonho. Organizado,
seguro, correto, bem cuidado, bonito, com história densa e onde tudo funciona.
É fácil de visitar e mais fácil ainda de se apaixonar. Tem um povo educado, animado, que adora
uma boa cerveja e que enfeita as casas com flores. Ao traçar um roteiro pelo
país você pode escolher entre a força histórica de Berlim, o culto a cerveja em
Munique especialmente durante a Oktoberfest, a genialidade dos concertos de
Beethoven e Bach, o charme de Heidelberg ou a vida agitada de Frankfurt. Mas, se
você quer voltar no tempo e curtir os cenários medievais mais encantadores da
Alemanha então tem que fazer a Rota Romântica.
Por Claudia Liechavicius
O relógio da torre central marcava exatamente onze horas e cinco minutos, do dia 22 de abril de 1945, quando teve início a “marcha da morte”. Mais de 30.000 prisioneiros precariamente vestidos, debilitados física e psicologicamente foram postos em fila e ordenados a seguir para o norte da Alemanha, no frio, em direção ao nada. Foram três dias, andando sem parar, sem comer, sem descansar e sem rumo. Os que não tinham mais forças para acompanhar o grupo iam sendo executados a sangue frio pelo caminho. O objetivo era que não restasse ninguém para contar a história daqueles dias sombrios.
Semeada às margens do Rio Spree, no século XIII, Berlim logo se tornou o mais importante centro comercial da região de Brandenburgo. Quando jovem, nem imaginava a trajetória caudalosa que sua história iria ostentar. Foi a capital do Reino da Prússia, do Império Alemão, da democrática República de Weimer e da hedionda Alemanha Nazista, de Hitler. Sofreu um grande golpe com a Segunda Guerra Mundial. Ficou totalmente em ruínas ao ser invadida pelo Exército Vermelho Soviético. Mas essa, não foi a primeira vez, também já havia sido devastada na Guerra dos Trinta Anos, no século XVII, devido a Reforma Protestante. Como se isso não bastasse, em 1961, recebeu um muro de concreto que a separou em duas partes. O mundo todo ficou dividido em dois blocos junto com a Alemanha – um comunista e outro capitalista - até o dia em que um porta-voz do governo declarou pela televisão que estavam permitidas as saídas do país. A população, então, se dirigiu em massa para ver de perto as fronteiras serem finalmente abertas para a liberdade.
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