Já estava escurecendo quando o avião pousou em Ajaccio, a
capital da Córsega do Sul, terra natal de Napoleão Bonaparte. Foi na manhã seguinte que constatei que o imperador não
poderia ter nascido num lugar mais encantador. A ilha tem o poder de invadir os
sentidos sem pedir licença. Uma mistura exótica de mar azul, altas montanha e cidadelas
medievais perfumadas pelo cheiro silvestre das flores corsas, o maquis. Impossível não se apaixonar!
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França
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Basta atravessar os portões de ferro “originais” da antiga mansão do príncipe Roland Bonaparte, sobrinho de Napoleão, para descobrir onde Paris harmoniza com perfeição história, elegância, gastronomia e hospitalidade. Não foi ao acaso que o icônico Shangri-La Paris foi eleito, no fim de 2023, pelo público - através da premiação Reader’s Choice Awards, da aclamada revista Condé Nast Traveler - como o melhor hotel da Europa.
Para quem ama champagne,
uma boa pedida é esticar uma ida a Paris incluindo uma visita às cidades de
Reims e Epernay. Essas cidades sediam as mais famosas casas de champagne do
mundo e é possível visitar, fazer tour nas caves e aprender sobre processo de
produção, detalhes da história de cada uma delas e sobre a bebida. Reims fica a 46 minutos de trem a
partir de Paris; a viagem da capital francesa até Epernay pode durar cerca
pouco mais de uma hora.
Era um dia quente
de verão. Muito sol, céu azul, flores enfeitando o caminho e de repente, numa curva da estrada surge o vilarejo medieval mais fotogênico do sul da França, Saint-Paul-de-Vence. Claro que não resisti ao encanto e estendi minha
estada além do previsto para curtir com calma o astral impregnado de arte dessa
cidadela fortificada de sonho.
O cheiro do jasmim e as ladeiras repletas de bougainvile vão
conduzir você até o topo da montanha que esconde a aldeia mais charmosa da
Riviera Francesa. Impossível não cair de amores por Eze. Uma verdadeira
preciosidade. Para desvendar seus segredos basta seguir os passos de Nietzche.
Afinal, o filósofo morou nessa aldeia de sonho no século XIX onde escreveu
parte do livro “Assim falou Zaratustra”.
Mega iates riscando o mar, clubes de praia repletos de gente
dourada, restaurantes cheios de bossa, o charme das casinhas coloridas à
beira-mar, o velho porto, uma antiga cidadela no alto do morro, a feira
provençal mais fashion do sul da França e champagne para regar o pôr do sol. Nada
como uma estrela para mudar as curvas do destino.
Aix-en-Provence (diga Écs) é a base perfeita para quem
pretende explorar a encantadora Provence, no sul da França. Ela fica num ponto central dessa
região mágica, a uma pequena distância de todas aquelas cidadezinhas medievais
lindas. Além disso, Aix é alegre e cheia de vida, por ser uma
cidade universitária; e por outro lado é histórica e artística. Foi fundada
pelos romanos no ano 103 a. C., no século XII foi a capital da Provence e
serviu como fonte de inspiração para ninguém menos do que Cézanne, seu filho
ilustre.
Cassis é um antigo vilarejo na costa do Mediterrâneo, no sul da França, de
apenas 7 mil moradores, que mantém o charme de outrora. Como é de se esperar para
um reduto de pescadores, o porto é o ponto central. Colorido, cheio de vida e
cravejado de barcos de pesca e de passeio que vão e vem riscando aquele marzão
azul emoldurado por calanques.
Se você é apaixonado por aldeias medievais e por cenários
repletos de beleza natural garanto que vai ficar de queixo caído com a
dobradinha Gorges du Verdon e Moustiers-St-Marie. Basta dizer que essa combinação
de obra-prima da mãe natureza, com o charme de um vilarejo inusitado, formado
por casas esculpidas habilmente pelas mãos do homem morro acima é um dos cartões-postais
mais espetaculares da França.
Julho. Verão na Provence. Céu azul e muito sol. Eis o convite
perfeito para entrar no carro e sair para conhecer alguns dos tantos vilarejos
do sul da França. Difícil é escolher onde ir primeiro pois mesmo que o
país seja relativamente pequeno, do tamanho do estado de Minas Gerais, as
possibilidades surpreendem. Então, tendo Aix-en-Provence como base, depois de
65 quilômetros de estrada surge uma placa sinalizando Fontaine de Vaucluse e
Isle sur La Sorgue, as cidades escolhidas para o passeio do dia. As "vizinhas siamesas" são abençoadas pela força do mesmo rio, o Sorgue, desde que nasceram e compartilham de uma vida à beira-d'água, repleta de moinhos.
Se a Provence está na sua "lista de desejos" saiba que você não pode deixar de fora do seu roteiro a estranha Le-Baux e a charmosinha Saint Rèmy. Elas ficam muito próximas uma da outra, têm jeitinhos diferentes e cabem perfeitamente num único dia. Quer saber as melhores dicas para aproveitar essas comunas francesas?
Espalhadas
pela Montagen du Luberon - uma cadeia montanhosa de calcário que passa dos mil
metros de altitude - estão algumas das aldeias medievais mais pitorescas da
Provence, no sul da França. A região tem grande importância ambiental e é inscrita
como Reserva da Biosfera pela UNESCO. O Parque Natural do Luberon mescla terras
muito produtivas, com pequenos vilarejos dourados e grandes espaços
praticamente desabitados.
Quer fugir daquele tipo de viagem que desperta apenas o consumismo desenfreado e mergulhar de cabeça onde o mundo fez história? E ainda, de quebra, acender o fogo da paixão? Isso não quer dizer que a Louis Vuitton e o aroma dos perfumes não aticem quem circula por lá. Mas, com certeza, a história grita mais alto. Então, que tal dar um pulinho à França? Berço do Iluminismo. Ela influenciou o mundo inteiro com valores de liberdade, igualdade e laicidade no decorrer do século XVII - “Século das Luzes”. Cultura, arte, arquitetura e marcas do passado estão preservadas tanto na frenética capital, Paris, como nas românticas cidades do interior. Obras renascentistas, arte barroca, estilo gótico e rococó convivem pacificamente com o modernismo. Pelas ruas o cheirinho tentador das boulangeries e patisseries convida ao deleite. É uma festa para a mente, para o coração e para os sentidos. Vinhos, castelos, camembert, revoluções, baguetes, croissants, museus, cafés e não para por aí. Ah! Vai um croque-monsieur com uma taça de “champagne”? Santé!
Mergulhar no mundo secreto do pai do impressionismo é uma dádiva. Num vilarejo bucólico, na região da Normandia, pertinho de Paris, Claude Monet viveu parte de sua vida. Um lugar sossegado. Cheio de flores e cercado de muita paz. Cenário perfeito para imortalizar sua arte.
Monet nasceu em Paris em 1840 e morreu em 1926. Para nossa sorte teve vida longa e deixou uma bela obra produzida ao longo dos seus 86 anos.
Seu pai almejava que ele desse continuidade ao comércio da família. Mas, por influência da mãe ele começou a pintar. Aos 11 anos entrou para uma escola de artes e se tornou conhecido por suas caricaturas. Mais tarde, foi para Paris estudar pintura. Foi lá que conheceu sua primeira musa inspiradora, Camille, com quem se casou e teve dois filhos. O início da vida deles foi marcado por muita dificuldade financeira. Suas obras eram muito diferentes do que as pessoas consideravam uma "bela obra de arte" na época. Então, ele tinha dificuldade para vende-las. Mesmo assim, não abria mão de se manter fiel aos "borrões" que mais tarde o alçaram a categoria de gênio da pintura.
O lago, a ponte japonesa e uma legião de admiradores da obra de Monet.
Sua primeira mulher, Camille, morreu muito jovem, aos 32 anos, com câncer e Monet se casou com Alice, esposa de um amigo milionário que a deixou viúva. Seu sucesso veio mesmo quando começou a pintar uma série de quadros em sua propriedade em Giverny, nos quais reproduzia os jardins, o lago e a pequena ponte japonesa com suas diferentes cores e luzes ao longo das estações do ano.
Jardins de Giverny.
No final da vida foi perdendo lentamente a visão por causa de catarata. Então, passou a usar tintas de cores mais vivas e pinceladas cada vez mais borradas. Sua obra é considerada uma das mais importantes de todos os tempos.
Jardins de Giverny floridos no verão.
COMO CHEGAR
Para conhecer os Jardins de Giverny é preciso comprar um bilhete de trem na Gare Saint Lazare, de Grand Lignes de Paris até Vernon. O valor do bilhete para ida e volta custa ao redor de 30 euros em classe 2. O trajeto dura 40 minutos. Ao chegar na cidadezinha de Vernon é preciso tomar um taxi (que custa em torno de 14 euros) ou um ônibus (4 euros) para percorrer os 6 quilômetros que levam até a casa onde Monet morou. Muita gente vai de bicicleta (alugada em Vernon) ou até mesmo a pé. Pois, há poucos taxis na cidade (que é muito pequena) e os ônibus partem da porta de estação férrea em pouquíssimos horários. Portanto, chegar até Vernon é fácil. Difícil é ir de Vernon aos Jardins de Monet.
Para conhecer os Jardins de Giverny é preciso comprar um bilhete de trem na Gare Saint Lazare, de Grand Lignes de Paris até Vernon. O valor do bilhete para ida e volta custa ao redor de 30 euros em classe 2. O trajeto dura 40 minutos. Ao chegar na cidadezinha de Vernon é preciso tomar um taxi (que custa em torno de 14 euros) ou um ônibus (4 euros) para percorrer os 6 quilômetros que levam até a casa onde Monet morou. Muita gente vai de bicicleta (alugada em Vernon) ou até mesmo a pé. Pois, há poucos taxis na cidade (que é muito pequena) e os ônibus partem da porta de estação férrea em pouquíssimos horários. Portanto, chegar até Vernon é fácil. Difícil é ir de Vernon aos Jardins de Monet.
Vernon é uma cidade pequenina e encantadora. Vale uma caminhada.
Vernon.
Essa pequena igreja de Vernon foi pintada por Monet.
INGRESSO
O bilhete de acesso aos Jardins de Giverny custa 9,50 para adultos. A fila costuma ser bem grande. Espera ao redor de 40 minutos a uma hora para entrar na casa. Procura comprar o bilhete antecipadamente pela internet. Os jardins estão abertos ao público de março à novembro.
Lá dentro, uma multidão disputa espaço para conhecer os famosos jardins do grande mestre do impressionismo. Não é um daqueles lugares cheios de espaço para você sentar e desfrutar da paz do ambiente. Tudo é bem apertado e repleto de visitantes. Não espere encontrar muito sossego. Você vai se deparar com muitos turistas tanto nos jardins como na casa em que Monet morou por tantos anos.
Para mais informações consulte o site www.fondation-monet.com
Casa de Monet.
Jardins floridos de Giverny.
MUSEU DE L'ORANGERIE
Depois de visitar Giverny reserve um período de seu dia para ir até o Musée L'Orangerie, em Paris e ver os gigantescos murais Les Nynphéas, de Claude Monet. O museu fica na Praça Concorde, no Jardim de Tuileries. É emocionante admirar aquela paisagem e ver o lago, as plantas, as nuvens e os reflexos das árvores traduzidos nas pinceladas geniais de Monet, especialmente depois de ter visto onde tudo começou.
Na França, por onde quer que se ande, são notáveis os sinais da imbatível tríade: vinho, gastronomia e esplendor arquitetônico. Não podia ser diferente na região da Borgonha – o coração da França. Fizemos uma parada ao acaso em Dijon e adoramos a recepção calorosa da cidade. Antes da chegada, ainda no trem, os campos de canola, iluminados de um amarelo vivaz já anunciavam o que deveríamos esperar de Dijon. Primavera! Flores para todo o lado. Sol! Pessoas andando pelas ruas para brindar a estação mais colorida da Europa.
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