UMA EXPERIÊNCIA ANIMAL EM BOTSWANA

 Por Juliana Nakad Sterenberg

Sabe o que acontece quando seu blog preferido #1 te convida para escrever uma matéria? Você capricha e escreve com muito amor! Então, vem comigo viver uma experiência “animal”!

Há mais de 20 anos atrás passei minha lua-de-mel na África do Sul e lembro como foi gostoso ver os animais de perto e segurar filhotes de leões no colo. Só que a vida passa e a nossa cabeça vai mudando. Hoje, não consigo mais ver animais presos e “humanizados”. Bicho é para estar livre e solto na natureza. Por isso, arrumei as malas e parti para Botswana, um país com turismo sustentável onde o pôr-do-sol vai do rosa ao alaranjado e o som da natureza é fascinante.

   
As cores de Botswana. 

Escolhi os hotéis da rede Desert & Delta Safaris - Savute Safari Lodge e Camp Xakanaxaque oferecem um dos mais renomados safaris fotográficos na região. Os camps são pequenos e de luxo, construídos com lona, madeira reciclada e decoração em estilo africano de extremo bom gosto. Um aconchego só!

   
   
Savute Safari Lodge e Camp Xakanaxa, do grupo Desert & Delta Safaris.

A aventura já começa no aeroporto de Maun (capital do turismo) de onde partem os aviões para os lodges. O tamanho do avião é sempre uma surpresa (varia entre pequeno e muito pequeno rs). Os pilotos são sempre novinhos, mas muito atenciosos. Esqueça qualquer desespero e curta o vôo que percorre as belas regiões verdes, diferentes de tudo que você imagina da África. Vale superar o medinho.

   
Pequenos aviões fazem belos voos e na chegada seu guia aguarda com mimos.

A aterrissagem é feita em pistas de terra ou grama e já tem um carro com o seu guia esperando para a jornada. Os jeeps são confortáveis para, no máximo, oito hóspedes, sempre com água gelada, cobertores e toalhinhas refrescantes para a término dos game drives (assim são chamados os safaris africanos).

A vontade de fazer pipi já estava grande e tive que escolher uma moita ali perto do “aeroporto”. De repente, meu marido grita “Tá acabando? Tá vindo um elefante!” Jurei que era mentira, mas quando olho pra trás lá estava um elefante giga! Mantive a calma e voltei pro jeep. Um dos protocolos de segurança em safari é não fazer movimentos bruscos e falar baixo para não assustar os animais. Ufa! Deu tudo certo apesar do susto.

Dali seguimos para nosso safári da manhã.


   
   
Dois safaris são feitos por dia.

Nos safaris pelo mundo, a rotina costuma se repetir: acordar 5:30h da matina com o guia te chamando na porta “good morning”, um game drive de manhã, pit stop para uma delicinha de “Amarula Coffee” (o guia delicadamente prepara na hora), almoço no lodge, sesta, outro game à tarde, brinde ao pôr-do-sol, jantar e dormir cedo!

Pôr do sol em Botswana.

Nos nossos lodges era proibido sair do quarto à noite sem a presença de um funcionário do hotel. Como ficam no meio das reservas, não possuem cercas e os animais podem aparecer durante o silêncio da noite. Se é que podemos chamar de silêncio! São tantos sons de insetos e animais diferentes que a noite é “viva”. Eu amava dormir embalada assim.

  
Um brinde aos bons momentos da vida.

As refeições eram inclusas e apenas as gratificações eram dadas à parte. Nos jantares, sentávamos com hóspedes do mundo todo e trocávamos experiências vividas no dia. Como eu amo essa troca! Todos com histórias para contar. A melhor delas foi ter presenciado um leão abatendo uma presa. É fascinante o reino animal e entender a cadeia alimentar é imprescindível para não morrer de pena dos “pequenos”. Antes de cada jantar os funcionários nos davam as boas-vindas cantando músicas africanas e dançando para nos entreter um pouco. Todos muito gentis. Que povo amável!

Nesses safaris exclusivos, os guias se esmeram em oferecer uma boa vivência ao grupo. Afinal, a gente vai com muita expectativa em ver pelo menos os “Big 5”- leão, elefante, leopardo, hipopótamo e búfalo. Muitos guias são de famílias de antigos caçadores, são experientes e estudiosos, acompanham pegadas dos animais, comunicam-se uns com os outros pelo rádio, a fim de encontrar mais animais e nos ensinam muitas curiosidades sobre a vida selvagem.

          
          
A vida selvagem de Botswana.

Não existe viagem mais poética que essa. Nada mais incrível do que se deparar com famílias de leões protetores, leopardos solitários, búfalos te encarando com cara de mau, zebrinhas e gnus andando juntos, “bambis” assustados por todo o caminho, girafas desfilando no pôr-do-sol, javalis, antílopes, babuínos, aves coloridas, crocodilos, elefantes de todos os tamanhos e hipopótamos assustadores. Vibrei em cada encontro com eles. E ainda tivemos a sorte de ver muitos babies.


Gnus.

POR QUE ESCOLHER BOTSWANA

Botswana é um dos países mais focados em safaris sustentáveis. O governo tem duras leis contra caça, investe pesado em turismo com menos público e com o menor impacto possível para o meio-ambiente.

Apesar de ser um país grande (tamanho do estado da Bahia) tem população pequena, com pouco mais de 2 milhões de pessoas. Isso porque os parques nacionais e reservas juntos protegem cerca de 40% da área total do país. Por isso, tem muita fauna e flora. Uma diversidade impressionante.


Os hipopótamos são grandes estrelas em Botswana.

QUANTOS DIAS FICAR

Sugiro 4 dias: 2 dias em 2 lodges diferentes. No meu caso fiquei no Savute Safari Lodge no Chobe National Park (uma das maiores concentrações de vida selvagem do continente e onde abriga a maior população de elefantes da África) e no Camp Xakanaxa no Okavango Delta, uma enorme área alagada, com diversas planícies que se estendem até o deserto de Kalahari. Nesse lodge o diferencial é o safari aquático pelas curvas do delta para observar muitosss hipopótamos, crocodilos e aves belíssimas.

        
Fique pelo menos 4 dias em Botswana.

O interessante foi que os 2 lodges tinham paisagens bem distintas e isso tornou a experiência mais completa. Enquanto o primeiro tinha um lago na frente onde dezenas de elefantes se banhavam dia e noite e nos faziam companhia, no outro o sol se punha alaranjado nas águas do Okavango. Um espetáculo mais emocionante que o outro.

DICAS PRÁTICAS ANTES DE VIAJAR PARA UM SAFARI

Leve uma mala “mole” sem rodinhas e no máximo com 10kg. Os aviões pequenos não permitem malas duras. Verifique se haverá um lugar para guardar sua mala maior antes de embarcar nesses vôos internos.

Leve solar, chapéu, repelente e blusas com proteção UVLine para driblar o sol.

Use sapatos fechados e roupas confortáveis.

Leve colírio. Óculos escuros ajudam a proteger os olhos da poeira.

Economize na quantidade de roupas que levar pois esses hotéis exclusivos costumam lavar toda e qualquer roupa for free!

Sempre leve uma roupa de banho. No verão, o calor é insuportável nos quartos e o melhor é descansar na piscina.

Participe do safári ajudando seu guia a achar os animais. Eles adoram a sua participação e tem binóculos nos jeeps para facilitar a visualização.


Quem sabe seu olhar não bate numa pintura como essa?

VOCÊ SABIA...

Que os leopardos são solitários, não dividem o território com sua família, diferente dos leões?

Que os hipopótamos não nadam? Eles andam pelo fundo e param no rasinho, ficando de 6 a 10 minutos debaixo d’água.

Que rinocerontes em Botswana têm um risco de extinção e são monitorados 24h por dia pelo governo?

Que Botswana é um dos países mais seguros da África?

Que é um dos maiores produtores mundiais de diamante e que a Louis Vuitton comprou deles o segundo maior diamante encontrado no mundo?

Que devido às cheias dos rios, os leões de Botswana são nadadores habilidosos?

Que Botswana é um dos países com maior incidência de AIDS em todo o mundo?

Que a girafa é o único animal que consegue tocar a própria orelha com a língua? Rs

Essas e outras curiosidades a gente vai aprendendo a cada game ou no papo em volta da fogueira. Aliás, antes do jantar ficávamos tomando drinks num círculo em volta da fogueira, ao ar livre. Amo isso!  Ai como é bom voltar de uma trip com tanto conhecimento na bagagem, não é?

Amei e recomendo fortemente essa viagem. Enquanto lá atrás eu fiz um belo passeio, dessa vez eu tive sensações, vivi experiências exclusivas e pude vivenciar a verdadeira África selvagem.

Uma viagem “animal”!


Juliana Nakad Sterenberg em Botswana.

O post de hoje marca a estreia de Juliana Nakad Sterenberg - Instagram @natripdaju - como colunista do Viajar pelo Mundo! Ela é mais uma apaixonada pelo mundo e como deu para perceber, adora destinos exclusivos e viagens de experiência onde coleciona histórias para contar. Seja bem-vinda Ju.


Fotos Juliana Nakad Sterenberg e divulgação.

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